A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA
CAPÍTULO SEIS:
EDIFICAR EM AMOR E
CONHECER AS PESSOAS
CONHECER AS PESSOAS
SEMANA 4 - SÁBADO
Leitura Bíblica: Jo 13:34-35; 17:21, 23; l Co 8:1; 2 Co 11:28-29; Gl 6:2
Leitura Bíblica: Jo 13:34-35; 17:21, 23; l Co 8:1; 2 Co 11:28-29; Gl 6:2
Ler e orar: "Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo." (Gálatas 6:2)
EDIFICAR EM AMOR E CONHECER AS PESSOAS
João 13:34-35 diz: "Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisso conhecerão todos que sois Meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros". As palavras "saberão que sois Meus discípulos" podem também ser traduzidas por "saberão que sois os que Me seguem".
João 17:21 diz: "A fim de que todos sejam um; como Tu, Pai, estás em Mim, e Eu em Ti, que também estejam eles em Nós, para que o mundo creia que Tu Me enviaste". O versículo 23 diz: "Eu neles e Tu em Mim, a fim de que sejam aperfeiçoados em um, para que o mundo conheça que Tu Me enviaste, e os amaste como amaste a Mim".
Quando as pessoas no mundo veem a unidade dos que servem, podem crer que o Senhor foi de fato enviado por Deus, que é o Cristo de Deus. Essa unidade é a unidade do Deus Triúno. Os versículos acima demonstram que a harmonia em amor é a característica dos que são edificados por Deus. Quando as pessoas entram em contato com essa característica, percebem que essas pessoas seguem a Cristo.
A característica de amar-nos uns aos outros, a harmonia em amor, leva outros não só a saber que somos seguidores do Senhor, mas também a crer que Ele é o Cristo. Em João 14-17, o Senhor falou de amar-nos uns aos outros. Se estudarmos esses capítulos cuidadosamente, podemos saber o que significa amar uns aos outros.
AMAR UNS AOS OUTROS
Um crente que não tenha sido edificado pelo Senhor, não terá amor genuíno pelas pessoas. Um crente novo ama os irmãos. Apesar de esse amor ser do Senhor, está em seu estágio inicial e não pode durar, porque não é o tipo de amor de que fala o Evangelho de João. Nesse Evangelho o amor é resultado de permanecer no Senhor, ter comunhão com Ele e ser um com os que Lhe pertencem. Os que foram edificados por Deus têm esse tipo de amor.
Paulo é um dos que foram trabalhados pelo Senhor e edificados por Deus. Seu amor por todas as igrejas, irmãos e colaboradores não procedia do afeto natural, das boas intenções ou da igualdade de temperamento. O amor de Paulo procedia de ele ter sido edificado no Senhor.
Esse amor pode ser visto nas epístolas, em suas palavras, atitudes e ações para com as igrejas, para com crentes específicos ou para com colaboradores, seja por meio de repreensões ou elogios.
Ele tinha uma inquieta preocupação por todas as igrejas. Se um colaborador, igreja ou santo estivesse enfraquecido, ele também ficava fraco. Se tropeçassem, ele se entristecia e se indignava com o causador do tropeço (2 Co 11:28-29).
Desfrute mais: Hino 323
https://www.hinario.org/detail.php?hymn=635
"Vamos contemplar a vide"
1 Vamos contemplar a vide,
Sua vida aprender:
Cresce em meio a sofrimentos,
Rispidez a padecer.
Não quais flores que, selvagens,
Crescem sem limitação;
Mas em dédalo confuso,
Contorcida, em restrição.
2 Mas as flores da videira
Não têm glória, ostentação;
Mesmo com certa aparência,
Raramente vistas são.
Certo dia, já floridas,
Frutos tornam-se também;
Nunca ostentam as corolas
Luxo ou primor, porém.
3 Amarrada a um esteio,
Livre, já não crescerá;
Quando estende a ramagem,
À treliça se atará.
Em terreno pedregoso,
Dele tira seu suprir;
Nunca escolhe seu caminho
Nem de apuros vai fugir.
4 Oh! quão belo é seu verde,
Que na primavera há;
É da vida a energia
Que o crescimento dá.
Té ser cheia de raminhos
Que se torcem cá e lá,
Sob o céu azul se estendem,
Provam docemente o ar.
5 Mas o mestre da videira
Sem clemência logo vem,
Despe com tesoura ou faca
A roupagem que ela tem.
Não se importa se é tenra,
Golpes dá com precisão;
E os ramos excessivos,
Já na vide não estão.
6 Nessa hora de ruína,
Ousa ter de si pesar?
Antes, ao que assim a fere,
Totalmente, pois, se dá.
A mão que lhe despe os ramos,
Tira seu primor sem par,
Para que não gaste a vida
E, sim, para frutos dar.
7 Cada broto mutilado,
Antes tenro, endureceu;
Cada ramo aí deixado
Muitos cachos forneceu.
Então sob o sol ardente,
Cada folha seca e cai,
E os frutos, té a ceifa,
Madurecem mais e mais.
8 Galhos curvam-se de frutos
Que os fazem descender;
É o labor do crescimento
Mediante seu sofrer.
Com os frutos já maduros,
Consolada a vide está?
Não. A messe se aproxima,
Tal consolo fugirá.
9 Mãos apanham, pés esmagam
A riqueza que ela deu;
Té que do lagar provenha
O fluir do vinho seu.
Dia a dia, flui contínuo,
Rubro, puro ao paladar;
Jorra livre, doce, rico,
Para a todos alegrar.
10 No aspecto, a videira,
Nua, pobre, só, ali,
Tendo entregado tudo,
Em silêncio vai dormir.
Quem irá recompensá-la
Pelo vinho que proveu?
Antes, mais podada ainda,
Se reduz ao tronco seu.
11 O seu vinho no inverno
É mui doce, traz calor
Aos que tremem, passam frio,
São premidos pela dor.
Mas lá fora, só, a vide
Entre neve e gelo está;
Firme, seu quinhão suporta,
É difícil decifrar.
12 Foi-se o frio, vai a vide
Novamente produzir;
Com renovos já brotando,
Verde volta a vestir.
Não murmura, não reclama
Do abuso invernal,
Nem reduz a sua oferta
Por sofrer tamanho mal.
13 Respirando o ar celeste
Alto os braços vai alçar;
Impurezas desta terra
Não a vão contaminar.
Com sorriso logo enfrenta
Nova poda do amor,
Como se jamais sofrera
Perda, restrição ou dor.
14 Flui dos ramos da videira
Seiva, sangue, vinho seu;
Ficará mais fraca ou pobre
Com as perdas que sofreu?
Bebedores, andarilhos,
Seu prazer da vide vem;
Mas vão acordar mais ricos
Pelo gozo que eles têm?
15 Não por lucro, mas por perda
É medida a vida aqui;
Não por vinho que bebemos,
Pelo que vertemos, sim.
Pois nos nossos sacrifícios
Firma-se o poder do amor;
Compartilha mais com outros
Quem sofreu lesão maior.
16 Quem consigo é mais severo,
Pode mais a Deus ganhar;
Quem se fere e paga o preço,
Pode outros consolar.
Quem dos sofrimentos foge
É qual "bronze a soar";
Quem não poupa a própria vida,
Tem o gozo que é sem par.
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