A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA
CAPÍTULO SEIS:
EDIFICAR EM AMOR E
CONHECER AS PESSOAS
CONHECER AS PESSOAS
SEMANA 5 - TERÇA
Leitura Bíblica: 2 Sm 15:1-18; 1 Co 3:10; 2 Co 10:3-4
Leitura Bíblica: 2 Sm 15:1-18; 1 Co 3:10; 2 Co 10:3-4
Ler e orar: "Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne." (2 Co 10:3)
Discernir as motivações humanas
Se nosso juízo sobre as pessoas não for acurado, nossa administração da igreja resultará em demolição. Falta de conhecimento no que concerne às pessoas só fará com que a igreja sofra perdas, embora não tenhamos essa intenção. Se queremos conhecer as pessoas, precisamos aprender a discernir se suas motivações e intenções são puras diante de Deus. Se alguém não tem motivação pura, não devemos dar-lhe nenhuma responsabilidade no serviço.
Nosso conhecimento das motivações das pessoas está baseado em como o Senhor lida com nossas motivações. Se nossas motivações nunca foram trabalhadas pelo Senhor, não devemos pensar que podemos saber as reais motivações dos outros. Mas, se nossas motivações já foram trabalhadas e agora são puras, nosso ministério da palavra não produzirá "efeitos colaterais" nem resultarão em confusão. Antes, seremos singelos e puros para com Deus.
Precisamos lidar com nossas motivações em todas as coisas, não apenas no ministério da palavra. Quando aprendermos essa lição, seremos capazes de discernir com facilidade as motivações dos que vêm a nós. Depois que nossas motivações forem purificadas, seremos capazes de discernir com facilidade a motivação daqueles com quem nos reunimos. Talvez não possamos perceber a pureza em seu coração, mas reconheceremos de imediato a impureza em seu íntimo. Conseguiremos discernir se alguém é singelo e puro ou se é impuro quanto às motivações. Poderemos conhecer facilmente uma pessoa.
Discernir a carne humana
Uma pessoa cuja carne nunca foi eliminada ou que nunca aprendeu lição alguma com relação à própria carne e suas inclinações, não poderá trabalhar coordenadamente com os outros em nenhum serviço. Podemos permitir que sirva, porém não deveríamos designá-lo para nenhum serviço. Isso seria um erro. Já que é difícil encontrar alguém cuja carne tenha sido trabalhada por completo, não devemos designar ninguém para nenhum serviço de maneira incondicional.
Em outras palavras, a delegação ou atribuição de uma pessoa a um serviço deve ser de acordo com o grau com que sua carne já foi trabalhada. Quanto mais sua carne é trabalhada, mais podemos designar-lhe serviço. Caso tenha sido pouco trabalhada, não devemos atribuir-lhe grande responsabilidade no serviço, pois isso poderá resultar em problemas.
Vamos supor que um irmão ame o Senhor, seja zeloso e queira servir. Não devemos regozijar-nos quando ele expressar esse desejo e permitir que participe do serviço. Isso não resultará na edificação. Ninguém constrói uma casa desse modo. Um carpinteiro primeiro olha seu material para conhecer a natureza, a condição e as dimensões do que utilizará na edificação. Somente então começa a edificar. Ele precisa primeiro avaliar a condição do material e então designar cada um segundo sua natureza e condição. Apenas dessa forma seu trabalho será apropriado para a construção.
Entretanto os presbíteros de algumas igrejas não agem assim. Regozijam-se quando descobrem um irmão que ama o Senhor e logo o tornam responsável por uma reunião de grupo. Porém, como suas motivações são impuras e seu ego ainda não foi negado, todos os seus "truques" se tornam aparentes em semanas. Muito embora os santos gostem muito dele, do mesmo modo que os filhos de Israel gostavam muito de Absalão, a igreja sofrerá considerável estrago. Algumas vezes esses estragos só conseguem ser recuperados depois de vários anos, e a igreja sofre grande perda.
Isso afeta a capacidade da igreja de pregar o evangelho com poder, a habilidade dos irmãos se levantar e a falta de vitalidade nas reuniões. Toda a igreja parece sofrer de envenenamento, passando às pessoas um sentimento de desamparo ou impotência. Essa é a consequência de os presbíteros não saberem administrar a igreja e não conhecerem as pessoas. São como um carpinteiro que não conhece seus materiais. Por essa razão é difícil ter a edificação.
Não é difícil pregar o evangelho e levar as pessoas à salvação, e é fácil ministrar a palavra a fim de instruí-las, porém não é assim tão simples edificá-las juntas. É por esse motivo que o apóstolo Paulo diz: "Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica" (1 Co 3:10).
Realmente não é fácil edificar a igreja. Não podemos simplesmente deixar que os irmãos cresçam por si mesmos. Precisamos compreender que a igreja necessita ser administrada e grande parte da administração de que ela necessita depende de nossa habilidade em conhecer as pessoas e discernir suas motivações e inclinações da carne.
Desfrute mais: Hino 296
Nenhum comentário:
Postar um comentário