A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA
CAPÍTULO SEIS:
EDIFICAR EM AMOR E
CONHECER AS PESSOAS
CONHECER AS PESSOAS
SEMANA 5 - SEGUNDA
Leitura Bíblica: 1 Co 3
Leitura Bíblica: 1 Co 3
Ler e orar: "Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão;" (1 Co 3:14)
APRENDER A CONHECER AS PESSOAS
É crucial também aprender a conhecer as pessoas à medida que administramos a igreja e ministramos a palavra. Precisamos conhecê-las para administrar a igreja e também para ministrar a palavra. Se não as conhecemos, não podemos edificar a igreja. Pelo contrário, a igreja será levada à confusão e à demolição.
Quem quer edificar a igreja deve conhecer as pessoas. Temos de saber a condição pessoal dos irmãos. Isso inclui conhecer suas intenções diante de Deus, suas inclinações da carne e também de seu espírito. Todo habilidoso trabalhador de construção deve ser instruído acerca de pedras, telhas e madeira. Precisa saber discernir a natureza da madeira, se é leve ou pesada. Caso não conheça a natureza da madeira e a utilizar de forma indiscriminada, será perigoso morar nas casas que ele construir.
Muito do conhecimento que temos das pessoas se dá de acordo com a transformação que já recebemos. Se o Senhor lidou conosco quanto a certo aspecto, será mais fácil para conhecer as pessoas naquele aspecto. Se nossas motivações nunca foram trabalhadas pelo Senhor, será difícil perceber se as motivações dos outros são puras ou não. Caso nossas intenções, motivações e propósitos já tenham sido trabalhados totalmente pelo Senhor, quando entrarmos em contato com os outros, conheceremos suas intenções, motivações e pensamentos, e saberemos prontamente qual é a raiz de seus problemas.
Saberemos quando forem puros. Se a nossa carne nunca foi eliminada pelo Senhor e nunca aprendemos a lição de ser quebrantados, não saberemos discernir quando os outros estiverem na carne. Portanto nosso conhecimento das pessoas se baseia no conhecimento de nós mesmos. Quem é sério e correto ao lidar com ele mesmo conhece as pessoas de modo correspondente.
É muito importante que os presbíteros que administram a igreja conheçam as intenções, as motivações e os propósitos dos irmãos. Eles precisam conhecer a condição espiritual dos irmãos e onde se encontram diante de Deus. Se isso não ocorre, estão sujeitos a cometer muitos erros. Quando alguém que é gentil, eloquente, instruído, cheio de zelo e capaz de pregar mensagens chega à igreja, eles podem achar que ele pode servir em coordenação com os demais. Quando é colocado para trabalhar, porém, um grupo inteiro de serviço entra em colapso.
Os que administram a igreja devem evitar a inconstância. Não é adequado que estejam sempre mudando sua avaliação dos irmãos. Não devem dizer que um irmão é espiritual e mudar de ideia dois meses depois. Isso precisa ser evitado na administração da igreja; e só pode ser evitado quando se conhece as pessoas e sempre se aprende a conhecê-las.
Os presbíteros que já aprenderam essa lição e já foram trabalhados pelo Senhor terão conhecimento claro acerca dos outros, sabendo onde se encontram e a condição de seu espírito, independente de como se comportam. Quando alguém fala, eles sabem se o que diz representa sua verdadeira condição de espírito. Sabem se ele está cheio da impureza de seu ego e do homem natural, porque seu espírito jamais foi libertado de seu ego.
Você saberá se ele está inclinado a realizar uma obra sozinho, sem a colaboração de ninguém mais. Um crente pode ter experiência, sabendo comportar-se, mas ainda assim não estar liberto do ego. Se sua visão e conhecimento forem seculares, não poderá assumir um serviço espiritual. Se alguém assim se tornar presbítero, demolirá a igreja mesmo que saiba ministrar a palavra.
Qualquer responsabilidade e coordenação do serviço que assuma será uma obra de demolição. Será o mesmo que instalar uma bomba relógio num edifício: dentro de algum tempo irá explodir e o prédio inteiro ruirá. Preparar tudo para que ele se torne presbítero resultará em destruição, e não em edificação. Em vez de ser algo bom para a edificação, será como uma bomba relógio. Quando chegar a hora de perder a calma, toda a situação já estará fora de controle. Ele pode ser capaz de conquistar as pessoas e ajudá-las mediante sua humildade, conhecimento, eloquência e discurso persuasivo, porém isso tudo terá sido de acordo com a carne. A igreja estará arruinada em suas mãos.
Essa é a situação real em alguns lugares. Cometer um erro em conhecer uma pessoa pode estragar cinco anos de trabalho e esforço. Alguns estragos não podem ser recuperados em pouco tempo. O Senhor pode requerer cinco anos para reiniciar uma obra.
Alguns oram segundo a própria direção, e não segundo a direção do Espírito. Outras falam de acordo com a própria direção e não segundo a direção do Espírito. Não devemos encorajá-los dando-lhes responsabilidade ou encargo para servir. Não podemos proibir as pessoas de falar nas reuniões da igreja, mas temos de observá-las e verificar se sua conduta é apropriada. Se sua maneira de proceder for inapropriada, devemos exorta-las para que saibam que não encorajamos nem aprovamos sua maneira.
Isso tocará seus sentimentos. Não devemos excomunga-las por falar algo inadequado, todavia, se o fizerem segunda vez, precisamos dizer-lhes que seus modos não são aprovados. Precisamos fazê-las sentir que sua maneira de se portar não é aprovada. Isso lhes abrirá caminho para obter a ajuda adequada.
Quando os presbíteros não possuem esse tipo de discernimento, talvez designem um irmão mais velho que aparenta ser humilde, instruído e experiente, como responsável por algum serviço. Mais tarde, quando os problemas surgirem e a igreja tiver sido prejudicada, começarão a compreender que não deviam conhecer as pessoas segundo a carne. Essa tem sido a situação em muitos lugares.
Desfrute mais: Hino "Deus, revela-Te a mim"
Instrumental e partitura:
https://hinario.org/detail.php?id=486
Voz e piano: https://hinario.org/detail.php?tab=1&mainmp3=admin/Uploaded-mp3-Files/0412.master.mp3&id=486
1
Deus, revela-Te a mim,
Minha carne mostra-me;
Dá-me Tua graça, sim,
E no pó me prostrarei.
Quero a vitória, sim,
Mas tão fraco sou também!
Oh, o bem não sei fazer,
E do mal eu sou refém.
2
Eu Te quero, sim, Senhor,
Mas o meu andar é mau;
Não consigo me mudar,
Que escravidão real!
Tua lei só me expõe,
O pecado vem prender;
Me esforço pra sair,
Não consigo desprender.
3
Caio e levanto-me,
Tento, mas só falho mais;
Quando quero, pois, vencer,
As derrotas são demais.
Do pecado servo sou,
Totalmente sem poder;
Minha carne não contém
Bem nenhum – o que fazer?
4
Sim, em parte sei quem sou,
E que eu sou incapaz;
Minha índole é má,
Tão corrupta e voraz.
Eu não posso confiar
No meu ego, isso sei;
Minha esperança é
O Senhor Jesus, meu Rei.
5
Mortifica-me na Cruz,
Pra em Cristo confiar;
Pelo Santo Espírito,
Possa Cristo aplicar.
Sua morte aja em mim
Cada dia sem cessar,
Pro meu ego destruir,
Sua vida derramar.
6
Quão terrível, sim, eu sou!
Quem me pode libertar,
Me tornar um vencedor,
Desta morte me livrar?
Cristo sangue derramou,
Santidade é em mim;
Como vida O recebi,
E porção que não tem fim.
7
Mas santificado fui,
Obedeço Teu falar;
Não me envergonho mais
Quando vou Te procurar.
Vida transcendente tens,
Graça pela fé me dás!
Eu Te louvo, livre sou,
Hoje tenho plena paz.
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