A CONFIRMAÇÃO DA BASE DA IGREJA
A carta que enviei ao irmão Hsieh Tien En foi meu primeiro artigo publicado pela publicadora evangélica [Gospel Book Room] do irmão Nee. Laborei muito ao escrever esse artigo e apesar de ser uma carta, era como um livrete em seu conteúdo. Muitos pontos da carta eram relativos às denominações. Ela definia denominação e o significado do denominacionalismo.
À época eu não estava pessoalmente certo com relação à base da igreja. Sabia o que significava a unidade e também o que era uma denominação, e por isso conseguia escrever a respeito desses outros assuntos. Entretanto não conhecia a base da igreja. Os outros colaboradores também estavam incertos. Somente o irmão Nee tinha clareza.
Cerca de cento e vinte irmãos do norte da China participaram da conferência em janeiro. Esse importante encontro foi um momento decisivo no avanço da igreja. Ele também me influenciou pessoalmente. A partir daquela comunhão pudemos ver o pecado do sectarismo e a necessidade da unidade da igreja. Por isso alguns colaboradores tiveram encargo com respeito a esse assunto e se determinaram a tomar esse caminho.
Depois da conferência, retornei de barco para o norte da China. Muitos que participaram da conferência permaneceram em Xangai e pediram ao irmão Nee que realizasse reuniões de estudo bíblico a fim de ajudá-los a aprender a se reunir. Isso era importante porque estavam surgindo reuniões cujos participantes saíram de denominações e facções. No entanto não sabiam como fazer as reuniões. O irmão Nee concordou e os manuscritos foram editados e publicados mais tarde na forma do livro "The Assembly Life" [A Vida de Reuniões].
Eu não estava presente nessas reuniões, pois já voltara para o norte da China. Quando retornei a Xangai quatro meses depois, ouvi falar dos estudos bíblicos, porém não vi as notas. Somente depois que o irmão Nee terminou de editar os manuscritos foi que ele, então, os deu para mim e pediu-me que redigisse um prefácio. Li as mensagens cuidadosamente e compreendi o conteúdo de todo o estudo bíblico.
Desde então fiquei profundamente impressionado com o fato de que a expressão da igreja se dá localmente. O termo "expressão", porém, não foi usado à época. Começamos a usar a palavra "expressão" em 1950 em Taiwan, quando definimos o limite de uma igreja local. Foi também por volta daquele tempo, em 1934, que começamos à compartilhar com relação à questão da localidade e a luz a esse respeito foi confirmada. Quando a luz a respeito da localidade foi confirmada, a base da igreja também foi confirmada entre nós.
Na conferência de janeiro, o irmão Nee deu mensagens muito claras acerca de Cristo como a centralidade de Deus, e foi muito claro com relação à base da igreja. Como resultado, o ano de 1934 foi um marco na restauração do Senhor e passamos para outro estágio.
Vimos que Cristo como a centralidade e universalidade de Deus era o conteúdo da igreja e externamente a igreja deveria assumir a base da localidade. Depois disso, o irmão Nee já não era o único a ter clareza a respeito de todos esses assuntos; nós, seus colaboradores, também a tínhamos.
Desfrute mais: Hino 232
Nenhum comentário:
Postar um comentário