Ler e orar: "Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam." (Hb 11:6)
NO TOCANTE À BASE DA IGREJA (2)
Antes de viajar ao estrangeiro em 1933, o irmão Nee estava no norte da China e ficou em minha casa por seis dias. Naquele tempo a obra do Senhor já começara no norte da China, porém eu ainda trabalhava profissionalmente. Por isso compartilhei com ele para saber sua percepção sobre isto: se eu deveria manter meu emprego ou servir em tempo integral. Ele apenas disse: “Irmão, quando não se tem certeza é melhor esperar e ver”.
Ele retornou de sua viagem ao exterior no outono. Naquela mesma estação eu lutava em meu íntimo, porque o Senhor queria que eu deixasse meu emprego. Naqueles dias recebi uma carta do irmão Nee, que ele enviara quando estava a bordo de um navio no Mar Mediterrâneo, retornando da Europa. A carta foi um grande estímulo e uma confirmação para mim. Ela dizia: “Irmão Witness, quanto a seu futuro, sinto que você deve servir o Senhor em tempo integral. Como você se sente a respeito? Que o Senhor o conduza”.
Recebi a carta mais de um mês depois que o irmão Nee a escreveu. Aquela altura eu já tinha pedido demissão do emprego e servia na Manchúria há três semanas. Logo que retornei da Manchúria, li a carta do irmão Nee e me senti grandemente encorajado. A carta veio como uma grande confirmação para mim. Apesar de já fazer seis meses desde que me separara do irmão Nee e ele não costumar se corresponder comigo, ele enviou aquela palavra simples, clara e oportuna a respeito de minha saída do emprego e o serviço em tempo integral.
O mais impressionante é que ele escrevera a carta cerca do mesmo período em que eu me encontrava lutando diante do Senhor com relação a deixar ou não o trabalho. Senti de forma muito profunda que essa era a direção do Senhor quanto ao assunto de modo que me determinei a ir a Xangai ver o irmão Nee. No outono fui a Xangai. Era a minha primeira viagem àquela cidade.
Foi por volta dessa época que o irmão Nee afirmou ter entendido com toda a clareza a questão da base da localidade. Ele acabara de retornar da Inglaterra e compreendeu essa questão na Palavra de Deus. No aspecto espiritual, foi também nessa mesma época que teve a visão central com relação a Cristo como a centralidade e a universalidade de Deus.
Portanto decidiu convocar uma conferência nacional em janeiro de 1934. Enquanto eu estava em Xangai, o irmão Nee me pediu que o ajudasse a responder a algumas cartas relativas a questões espirituais. Escrevi uma longa carta representando-o para o irmão Hsieh Tien En de Cantão.
Essa carta foi publicada mais tarde em "Collection of Newsletters" ["Coletânea de Boletins Informativos"] (ver "The Collected Works of Watchman Nee" [Coletânea das Obras de W. Neel, vol. 25, pp. 77-80, 107-117). A carta era principalmente relativa às denominações.
Àquela época dávamos muita atenção a questões espirituais e às denominações. Somente o irmão Nee tinha convicção com respeito à base; o restante de nós ainda não a vira com clareza. Sabíamos apenas que a igreja era uma e as denominações estavam erradas.
Desfrute mais: Hino 155
"Plenitude do Espírito - Diversos"
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