A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA
CAPÍTULO ONZE: A IMPORTÂNCIA E A
COMISSÃO DO MINISTÉRIO DA PALAVRA COM RELAÇÃO À REUNIÃO DE LEITURA BÍBLICA
COMISSÃO DO MINISTÉRIO DA PALAVRA COM RELAÇÃO À REUNIÃO DE LEITURA BÍBLICA
SEMANA 8 - QUINTA
Leitura Bíblica: Sl 16:5; 22:14-15; Mt 26:29; Jo 18:11; 1 Co 11:26; Ap 14:10
Ler e orar: "O Senhor é a porção da minha herança e o meu cálice; tu és o arrimo da minha sorte." (Sl 16:5)
SUPRIR A PALAVRA EM
REUNIÕES DE MUTUALIDADE (2)
Ainda em outra reunião do partir do pão falei a respeito do pão e do cálice. Foi uma mensagem simples, mostrando que o pão é uma história de vida e o cálice, uma história de bênção. A vida do Senhor, simbolizada no pão, é para nosso desfrute. Também o próprio Deus e tudo o que Ele é se tornaram nossa bênção no cálice.
Numa mensagem anterior eu concentrara a atenção no cálice e comecei a falar da importância do cálice de acordo com o Salmo 16:5, que diz: "O Senhor é a porção [...] do meu cálice". Um cálice representa a porção que devemos ter. Originalmente nossa porção era o cálice da ira de Deus. Essa porção é o lago de fogo. Apocalipse 14:10 fala de um grupo de pessoas cuja porção é o lago de fogo e enxofre. A porção que Deus preparou para eles é o lago de fogo, o cálice de Sua ira.
Quando o Senhor foi para a cruz, tomou o cálice da ira de Deus. Ele disse: "Não hei de beber o cálice que o Pai Me deu?" (Jo 18:11). Ele bebeu o cálice da ira por nós. Visto que o fogo da ira de Deus O queimava enquanto Ele estava na cruz, Ele disse estar com sede.
Isso corresponde às palavras do Senhor no Salmo 22:14-15: "Todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim. [...] a língua se me apega ao céu da boca". Essa é a descrição da sede do Senhor. Na cruz Seu sangue foi derramado, o qual se constitui em nosso cálice de salvação, e esse cálice transborda de bênçãos.
À medida que nos lembramos Dele ao ver o cálice, precisamos conscientizar-nos de que por amor de nós Ele bebeu o cálice da ira, o qual era a nossa porção. Então nos deu o cálice da salvação que transborda de bênçãos. Quando partimos o pão para nos lembrar do Senhor, recebemos o cálice da bênção. Se falarmos sobre o pão e o cálice na reunião de comunhão ou de oração, nossa palavra não atrairá a atenção das pessoas, mas, quando falarmos desses elementos na reunião do partir do pão, nossa fala será muito atrativa.
Não devemos falar de forma educativa com relação à pessoa do Senhor Jesus e Sua obra na reunião do partir do pão; em vez disso, devemos falar de modo simples, com amor. Devemos falar como quem conta uma história de amor. Contamos como a pessoa que amamos é maravilhosa.
Por exemplo, podemos ler um trecho de Cântico dos Cânticos descrevendo-O como "alvo e rosado, o mais distinguido entre dez mil" (5:10). Podemos dizer em seguida algo que se relacione com alvo e rosado. Devemos também destacar a beleza do Senhor e quanto Ele é amoroso, para que os outros tenham Dele um conhecimento verdadeiro e doce.
A reunião do partir do pão é para lembrar da obra do Senhor e glorificar e exaltar Seu nome. Portanto podemos até mesmo dizer algo relacionado com Sua volta. Como a mesa do Senhor implica Sua volta, essa palavra pode ser muito doce. Toda vez que comemos o pão e bebemos o cálice, anunciamos a morte do Senhor até que Ele venha (1 Co 11:26).
O Senhor disse que, depois que bebesse o cálice com os discípulos, não beberia dele novamente até o dia em que o beberia novo no reino de Seu Pai (Mt 26:29). Uma breve palavra pode introduzir os santos na questão da volta do Senhor. Enquanto O relembram, eles aguardam Seu retorno.
Uma palavra dada a partir de um coração repleto de sentimento pode estimular as pessoas.
A necessidade do suprimento
mediante o ministério da palavra palavra
Todo crente ama o Senhor. Quando seu amor pelo Senhor é estimulado, ele aguarda com anseio pela próxima reunião do partir do pão. Se receber um antegozo e suprimento, com certeza irá querer voltar. Se todos fossem como o apóstolo Paulo, não haveria necessidade de lhes estimular o coração.
Todavia muitos santos são crentes novos, que realmente precisam de ajuda e de ser supridos. Se vierem vez após vez à reunião, porém não souberem cantar hinos e orar como os outros, só poderão ouvir os demais. Se ouvirem sempre as mesmas melodias, sentirão que falta sabor à reunião e que ela é longa e entediante.
Por vezes a reunião inteira é como uma pessoa idosa descendo as escadas: leva as pessoas a suar frio e ninguém sabe o que fazer. Reuniões como essas não podem elevar o espírito das pessoas nem satisfazê-las. Não podem fazê-las desejosas de pagar o preço de voltar.
Por isso, não podemos reclamar de nenhum declínio na frequência das reuniões. Os que as conduzem, em particular os que ministram a palavra, têm a maior responsabilidade. Precisamos ministrar a palavra em todas as reuniões a fim de suprir e dar palavra em todas as reuniões a fim de suprir e dar instruções aos santos.
Por exemplo, depois que os novos crentes no norte da China receberam ajuda com relação aos assuntos fundamentais por cinco anos, suas orações e louvores na reunião do partir do pão eram capazes de conferir grande ajuda a outros novos crentes.
Eles louvavam o Senhor por Sua doçura e pelos frutos da Sua obra, declarando que estavam satisfeitos com Ele. Aqueles santos oravam: "Senhor, Tu és tão doce. Da cabeça aos pés Tu és digno de ser ungido por nós. Senhor, do nascimento à morte Tu és digno de ser ungido. Senhor, Tu estás satisfeito quando vês o fruto de Teu trabalho. Hoje estamos assentados em Tua presença e satisfeitos ao olhar para Ti".
Muitos se abriram quando ouviram orações como essa. Em algumas orações há suprimento mediante a ministração da palavra. Orações repletas de luz podem resultar em suprimento para os outros. Se a reunião do partir do pão não supre as pessoas mediante o ministério da palavra, ela é muito deficiente. Os novos crentes acharão que a reunião é sem sentido caso não ganhem muito nem ouçam qualquer palavra com conteúdo espiritual. Não devemos apenas estar firmes na base apropriada, mas também estar numa condição normal.
O serviço no ministério da palavra
requer que se invista tempo de estudo
Os que ministram a palavra devem passar um tempo diante do Senhor diariamente estudando como ministrar a palavra na reunião do partir do pão. Nossa palavra nessas reuniões não é a mesma que a palavra proferida do púlpito. Ela não deve ser educativa em natureza; antes, deve ser proferida com sentimento, levando as pessoas a perceber a beleza do Senhor, apreciá-Lo, adorá-Lo e ser atraídas a Ele.
Nossa fala não deve levá-las a se esquecer do Senhor. Pelo contrário, deve levá-las a contemplá-Lo e entrar em Sua presença. Devemos falar a respeito da obra e da pessoa do Senhor, Sua exaltação, Seu nome, Sua glória e Sua segunda vinda. Podemos até dizer algo com relação a Seu poder, no entanto isso depende de como falamos.
Devemos sempre falar com ternura, mencionando que o amor de Deus é poderoso e Seu poder se manifesta em Seu amor. Essa palavra é muito doce. Se apenas dissermos que o poder do Senhor é grande, maior até do que a energia atômica, os irmãos podem esquecer quanto Ele é amável. Por isso devemos considerar sobre como falamos.
Podemos dizer: "O poder do Senhor está em Seu amor. As mães amam os filhos, mas nem todas têm o poder de cuidar deles de forma adequada. Mas o Senhor não é assim. Há poder em Seu amor e Seu poder se manifesta mediante o amor". Quando falamos dessa forma, os santos percebem que o Senhor é tão amoroso quanto poderoso. São levados ao Senhor e Sua intimidade. Além disso esse falar não interromperá o espírito de adoração dos santos.
Ao falar, precisamos atentar à atmosfera da reunião. Algumas vezes devemos falar logo no início da reunião ou quando o pão e o cálice são passados. É extraordinário e muito significativo quando nossas palavras seguem o pão à medida que é passado.
Quando os irmãos passam o pão, falamos a respeito do pão; e depois que ele já foi passado, podemos falar com relação ao cálice. Isso dará aos santos um doce sabor. Eles nem sentirão enquanto falarmos; antes, perceberão uma atmosfera que os conduz à presença do Senhor. Pode ser que tenham a doce sensação de que o Senhor derrama Seu sangue na presença deles e o fluir de Seu sangue é para que o bebam.
O suprimento fornecido por esse falar é repleto de sabor. Isso nos mostra que falar em nome do Senhor requer considerável investimento em estudo.
Desfrute mais: Hino 116, 381
Som instrumental:
Muito bom esse texto! Traz luz sobre a importância do ministério da Palavra nas reuniões de partir o pão. O falar deve levar todos a contemplar o Senhor e Sua obra, bem como produzir o desejo de viver de modo digno Dele!
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