domingo, 30 de novembro de 2025

Reuniões em casa, semana 4, terça, capítulo 6

REUNIÕES EM CASA

Capítulo 6
FALANDO NA VIDA

SEMANA 4 - TERÇA
Leitura Bíblica: Jo 21:1-14

Ler e orar: Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. Nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? Porque sabiam que era o Senhor. Veio Jesus, tomou o pão, e lhes deu, e, de igual modo, o peixe.(Jo 21:12,13)


A NECESSIDADE DE COZINHAR E DE ENSINAR (2)

No treinamento para presbíteros em fevereiro de 1984, disse a eles como deveriam cuidar das reuniões. Como um presbítero não se deve ir a reunião para ocupá-la com seu falar. Essa não é a forma de edificar a igreja. A forma de edificar a igreja é reunir os santos, animá-los a falar, e encarregá-los a ter o falar de cada um.

Cada vez que se participa de uma reunião grande ou pequena, deve-se antes, laborar muito na Palavra. Primeiro deve-se equipar e preparar-se com algo antes de ir a reunião. Se deve permitir que todos os santos participem da reunião.

No caso deles não terem nada para abrir a reunião, depois de alguns minutos há de servir-lhes um prato preparado. Isso significa que devemos dar-lhes uma palavra viva que dure menos de dez minutos e que seja rica, que ilumine, desperte e refresque.

Depois devolva a reunião a todos os santos. Talvez alguns continuem dizendo algo. Depois, é possível que parem de falar. Então traga novamente algo, um outro prato, para servir-lhes. Desta maneira, se treinará todos os santos para funcionarem nas reuniões.

Isto não é tão fácil; requer muita preparação. Precisa muito trabalho. Pelas minhas observações, é mais difícil cuidar da igreja como um presbítero do que, simplesmente, sair para dar conferências. Dar conferências é um grande desfrute, porém permanecer na localidade para cuidar de pelo menos quatro ou cinco reuniões por semana não é tão fácil. 

Cuidar da igreja exige um pesado encargo, e o que mais pesa é cuidar das reuniões. Isto é exatamente como uma mãe ou uma esposa no lar. O cuidado da mãe de cozinhar para sua família é realmente um trabalho duro.

Vocês precisam entender que numa família uma boa mãe precisa fazer outra coisa necessária, isto é, ensinar seus filhos. Não somente devem enviar suas crianças para a escola, mas ajudá-las a fazer as tarefas.

Quando elas voltam para a casa com seus livros de lições escolares, tem que ensiná-las. Então vocês podem esperar que seus filhos são criados na maneira apropriada tanto física como mentalmente.  Fisicamente obtém de vocês a comida feita em casa, e também recebem a educação apropriada.

Para ser tais esposas, vocês precisam de qualificação e esforço. Isto é especialmente claro neste país. Não somente aqui, mas em cada país deste mundo, as famílias sabem isso. As esposas precisam alimentar as crianças adequadamente e ensiná-las para que tenham educação. Uma igreja é uma família e os presbíteros são na realidade as mães. Devem cozinhar e educar.

Por isso digo-lhes fortemente que precisamos mudar nosso sistema. Nossa prática atual é principalmente dar uma mensagem. Uma mensagem poderia, no máximo, despertá-los, proporcionando-lhes alguma inspiração.

Tal reunião não é um assunto educacional. Para levar a cabo o ensino educacional precisamos algo como um livro de lições. Em cinquenta e duas semanas do ano, precisamos de uma boa sequência, de pelo menos uma ou duas lições por semana.

Educar crianças é um trabalho difícil. Deve-se construir os edifícios, estabelecer as escolas, treinar os professores, organizar o professorado e estabelecer as classes. Para a educação dos nosso filhos é necessário fazer muitas coisas para dar-lhes o conhecimento adequado da cultura humana.

Cabe a mãe se coordenar com a escola, sabendo como enviar as crianças, em qual série estudarão e cuidar dos seus livros de lições, organizando suas tarefas e assim sucessivamente. 

Isto é uma boa ilustração, porém não se tem visto alguma igreja que seja como uma família. Os presbíteros fazem somente uma espécie de obra rotineira, conforme o sistema tradicional do cristianismo, isso é, reunir as pessoas, cantar um hino, ter algumas orações e dar-lhes uma mensagem.

Isto é fácil de fazer, mas cuidar de uma reunião como uma mãe cuida das crianças no cozinhar e na educação, precisa ser o trabalho dos presbíteros. Não é de estranhar que Paulo disse que os presbíteros devem ser aptos para ensinar e por isso precisam laborar na palavra e no ensino.

Este é meu encargo. Todos os presbíteros precisam mudar sua mentalidade para fazerem uma verdadeira virada do caminho que estamos tomando atualmente. Devemos fixar nossa atenção no novo caminho, isto é, primeiro cozinhar e, em segundo lugar, o ensinar. 

Assim como uma cuidadora da casa, vocês precisam cozinhar no tempo suficiente a comida apropriada, nutritiva, saborosa, e econômica para a família.

Também precisam ensinar. Ainda que enviem seus filhos para as escolas, todavia precisam ter o ensino no lar. Se as mães não puderem fazer o trabalho de ensinar em casa, será difícil as crianças seguirem em sua educação.

Hoje, em cada igreja local, os presbíteros e os líderes, incluindo as irmãs, devem praticar isto. Devem cozinhar continuamente comidas adequadas para todos os santos e devem ser sempre aptos para ensinar. Para fazê-lo vocês precisam laborar muito.



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Hino: Serviço - "Ministrar Cristo"

Reuniões em casa, semana 4, segunda, capítulo 6

REUNIÕES EM CASA

Capítulo 6
FALANDO NA VIDA

SEMANA 4 - SEGUNDA
Leitura Bíblica: 1 Tm 3:2; 1 Tm 5:17

Ler e orar: Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo?(Mt 24:45)



A NECESSIDADE DE COZINHAR E DE ENSINAR

Em outubro de 1984 percebi que devíamos ter uma mudança radical na nossa maneira de reunir, e no nosso modo de cuidar dos santos nas reuniões. Temos que mudar. Chamo a velha maneira de “forma preguiçosa”. Se compram e guardam os comestíveis, porém não há esforço para cozinhá-los, isto é simplesmente preguiça.

Se uma nação é forte ou fraca depende principalmente do seu povo, dos seus cidadãos. Se há famílias fortes e apropriadas, seguramente haverá cidadãos fortes e apropriados. Então o país é forte. Se não há famílias apropriadas, é difícil ter uma sociedade adequada.

As famílias são os fatores reais e básicos para edificar a sociedade e o país. Para edificar uma família adequada e forte, primeiro temos que nos ocupara com a alimentação e segundo lugar com a educação. 

Se a esposa não cuida das crianças adequadamente nestas duas coisas, alimentação e educação, não se deve esperar que esta família seja apropriada. O futuro desta família será lastimável. A esposa, a mãe da família, deve trabalhar e cozinhar. Vocês podem dedicar quatro horas para cozinhar uma comida ou podem dedicar dez minutos.

Uma comida apropriada é tanto nutritiva como saborosa. Também não deve ser muito cara. Estes são os princípios que vocês precisam observar. Para fazer isso, vocês precisam laborar.

Vocês não podem ir a feira e escolher as coisas com rapidez. Como esposa e a mãe da família, vocês precisam trabalhar muito. Eu quero propor-lhes que demorem uma hora para preparar o café da manhã. Isto envolve a compra, a preparação, o cozinhar e o servir.

Para o almoço necessitarão de uma hora e meia, e para o jantar, pelo menos duas horas. Quiçá vocês digam: “Não podemos! Temos que ir ao trabalho, temos que estudar e fazer muitas outras coisas”. A opinião é sua. Se vocês querem se matar gradualmente, e também os seus filhos, está em suas mãos tal decisão. Depende do que querem.

Querem ter uma família saudável? Podem argumentar que não tem horas suficientes no dia, porém eu digo: “Querer é poder”. Os jovens podem cortar suas horas de sono de oito para sete horas. Simplesmente cortem um pouco, porém não cortem as horas de cozinhar e as horas de comer.

Se cozinham com muito pouco tempo e comem muito rápido, seguramente não terão boa saúde. Quão boas são vocês como esposas ou mães se mede pelo tempo que empregam para cozinhar. Qualquer infelicidade numa família se deve principalmente a insuficiência no cozinhar.

No cristianismo cuidam dos membros de uma igreja de forma preguiçosa. Simplesmente não há muito cozinhar. Espero que todos os que tomam a dianteira, não somente os presbíteros, mas todos os que estão preocupados com a igreja, e aqueles com um interesse sincero pela restauração do Senhor, incluindo-me, saiamos do velho
caminho.

Já que vocês são as amas da casa e as mães na igreja, necessitam laborar na palavra e no ensino (1 Tm 5:17). Paulo falou que os supervisores devem ser “aptos para ensinar” (1 Tm 3:2). Esta frase não significa ensinar por causalidade, mas ensinar de uma forma habitual. Aptos para ensinar implica costume, desejo, ou apetite para ensinar. Os supervisores, os presbíteros na igreja, devem ser assim, aptos para ensinar. 

Em 1 Timóteo 5, Paulo diz que os presbíteros devem laborar a ponto de não puderem trabalhar em outro emprego. “Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino” (lit. v. 17).

Os dobrados honorários inclui a suplementação econômica porque eles laboram tanto e estão totalmente ocupados nas necessidades da igreja. Para que um ser humano faça algo, se necessita tempo. Se vocês estão completamente ocupados física e mentalmente, não poderão fazer outra coisa.

“Afadigam” neste versículo é laborar na palavra e no ensino. Por este critério todos os presbíteros não são muito diligentes. Não trabalham muito na Palavra, e não trabalham adequadamente no ensino. Os presbíteros sempre tem medo que os encarreguem a falar, porque o falar é difícil.

No entanto você precisam perceber que na nossa prática da vida da igreja, o falar dos presbíteros tem sido para dar uma mensagem. Dar uma mensagem é fácil, porém cuidar da igreja como presbítero ou cozinhar um pouco todo o tempo para os santos é difícil.


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Hino: Louvor ao Senhor - "Em Memória Dele"

sábado, 29 de novembro de 2025

Reuniões em casa, semana 4, domingo, capítulo 6

REUNIÕES EM CASA

Capítulo 6
FALANDO NA VIDA

SEMANA 4 - DOMINGO
Leitura Bíblica: Os 7:8; Cl 3:16; Jo 6:63b

Ler e orar: Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu; o verdadeiro pão do céu é meu Pai quem vos dá.(Jo 6:32)


A ESCASSEZ DA EDIFICAÇÃO E DA LUZ

O tema desta mensagem é muito simples – "falar na maneira da vida" – no entanto, pesa-me o encargo. Estamos quase no final do século vinte. Temos estudado a história da igreja, lido as biografias e os escritos clássicos dos servos do Senhor dos séculos passados. 

Estudamos o cristianismo por muito tempo e temos experimentado abundantemente a vida da igreja. Estamos nos Estados Unidos, o principal país do cristianismo, onde há muitas de atividades cristãs, denominações cristãs, grupos cristãos, e assim sucessivamente. 

Apesar de tudo isto, se olharmos a atual situação, estaríamos quase que totalmente desiludidos. Que podemos ver atualmente? Podemos ver a Igreja Católica, as grandes denominações, todos os grupos cristãos de tamanho médio, os pequenos e as igrejas na restauração do Senhor. Não é de muito animo.

Pois bem, cada situação é bastante desalentadora, ou pelo menos há algo desalentador. A desilusão se encontra principalmente em duas coisas. Primeiro, não há edificação.

Depois de vinte séculos de historia cristã, qual é o resultado hoje? O resultado aparentemente é somente a permanência do cristianismo grande. Incluindo os membros católicos, os cristãos de hoje constituem pelo menos um quarto da população mundial.

Entre tantos cristãos muitos são falsos, nominais, porém um bom número é verdadeiro. Entre os genuínos, no entanto, podemos ver muito pouca edificação.

Em segundo lugar, se vê ignorância no cristianismo de hoje. A maioria dos católicos simplesmente seguem suas superstições. Eles creem que uma estátua em frente a uma catedral pode fazer algo por eles. Isto é uma superstição.

Também creem em histórias supersticiosas sobre as atividades angélicas as quais tem a reputação de terem ocorrido há séculos na Espanha, França e Itália. Essas coisas são abundantes devido o estilo do catolicismo.

Nas denominações protestantes também se vê a ignorância, mesmo a Igreja Luterana, a qual é estabelecida na crença da justificação pela fé. Se pedirmos a um luterano que diga algo sobre a justificação pela fé, não creio que ele poderá fazê-lo bem. Isto é um forte indício de ignorância. Na realidade, isto não é somente ignorância, mas confusão.

Mesmo entre os crentes genuínos, poucos estão na luz. Há alguma edificação no pentecostalismo de hoje? Há alguma luz? Pois bem, eu diria, que ondas supersticiosas também tem invadido o pentecostalismo.

Eles gostam de falar dos sonhos, falar de grandes profecias e praticar curas. Assisti algumas sessões de cura e não vi nenhuma cura genuína. Tudo o que vi era uma atuação com certo tipo de cura artificial. Os dirigentes sabiam que era falso, no entanto todo o mundo cria naquelas curas. Isto é superstição, sem edificação e com nenhuma iluminação.

Agora, consideraremos a nossa situação. Esquecemos dos outros e critiquemos a nós mesmos. Vocês estão edificados? Quantos de vocês estão edificados? Devo admitir que não somos melhores do que ninguém.

Se nos compararmos com os que não tem nada, pelo menos temos alguma coisa. E sobre a iluminação? Durante esses últimos onze anos e meio, temos tido dois treinamentos por ano. Em cada treinamento trinta mensagens foram faladas e imprimidas.

Muitos de vocês tem centenas de mensagens dos Estudos-vida em suas estantes, porém não creio que dez por cento delas está em seus corações e em suas mentes. Nossa situação é como uma dona de casa cujo o esposo comprou muitos comestíveis, porém ela nunca os cozinhou.


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Hino: Experiência de Cristo - "Como Comida e Bebida"

Reuniões em casa, semana 3, sábado, capítulo 5

REUNIÕES EM CASA

Capítulo 5
A MANEIRA DE FALAR NAS
REUNIÕES EM CASA

SEMANA 3 - SÁBADO
Leitura Bíblica: Ef 6:17; Cl 3:16; 1 Tm 6:3

Ler e orar: Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração.(Cl 3:16)



A PALAVRA DE CRISTO MORANDO
EM NÓS PARA O NOSSO FALAR

Vocês podem ter fé, ter o espírito e ter o Espírito Santo, porém quando tentam falar, sentem que não tem nada para falar. Entretanto, dizem que carecem de experiências. Isto é correto, porém eu digo que carecem não só de experiências, mas da palavra de Cristo.

Colossenses 3:16 diz “Habite ricamente em vós, a palavra de Cristo;”. Temos que observar que neste versículo Paulo disse: “Habite ricamente em vós, a palavra de Cristo”.

Este tipo de tom indica que a palavra de Cristo está aqui esperando a permissão de vocês para que ela entre. Parece que uma Pessoa está esperando, esperando que lhe permitam entrar. Há anos, quando li este versículo, descordei com este tipo de tom.

Por que Paulo disse: “Habite... em vós, a palavra de Cristo”? Isso indica que a palavra vivente de Cristo está esperando permissão para entrar. Está palavra está personificada em uma Pessoa viva.

Não se diz: “A mesa mora no quarto”. A mesa não pode morar porque está sem vida. Qualquer coisa que pode morar em sua casa deve ser um ser vivo. Uma coisa sem vida não pode morar.

Paulo disse: “Habite...em vós, a palavra de Cristo”, e o Novo Testamento nos diz que Cristo é a Palavra. Não só isso, o Espírito também é a Palavra (Ef 6:17).

A Palavra, Cristo, o Espírito e Deus: estes quatro na realidade são um. Estes são quatro sinônimos que se referem a esta mesma única Pessoa. Deus é Cristo, Cristo é o Espírito, o Espírito é a Palavra, e a Palavra é Deus, Cristo, e o Espírito. Portanto, a Palavra é uma Pessoa viva. Paulo não disse a palavra de outro ou de outra coisa. Ele disse a palavra de Cristo. 

Seguramente esta é a Palavra orgânica, a Palavra viva, a Palavra que existe como uma Pessoa viva. Esta Palavra espera entrar em vocês. Abrem-se e a permitam entrar. Colossenses 3:16 continua: “instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente..., com salmos, e hinos e cânticos espirituais,”. 

Se lerem este versículo cuidadosamente, podem haver alguma controvérsia. Primeiro é a Palavra, porém com o tempo é um salmo ou um hino.

O princípio é este: se não falam certa palavra muitas vezes, essa palavra nunca poderia ser um salmo ou um cântico. Tudo o que se torna salmo ou hino tem que ser uma palavra que se tem falado uma, duas, três vezes, quatro vezes, muitas, muitas vezes: então essa palavra tornará um salmo.

Vocês não podem compor um cântico a menos que o componham com as palavras que tenham falado repetidamente. A mesma palavra que tenham falado uma e outra vez com o tempo tornam um poema, cântico, hino ou salmo.

Por exemplo, o Hino 499 (Inglês) em nosso hinário diz:

“Oh! Que viver! Oh, que paz!
O Cristo que tudo é vive em mim”.

Esta poesia foi composta por mim. Por anos, sempre falei isto.

“O Cristo que é tudo vive em mim.
Crucificado estou com Ele...
Agora já não vivo eu.
Mas, o Senhor vive em mim”.

Continuo também, falando a estrofe seguinte:

“Hoje Cristo está se formando em mim.
Sua vida divinal está forjando agora em mim.
O que sou a seu fim chegou e Cristo é tudo em mim”.

Sempre falei isto, e com o tempo se tornou um cântico. Isso indica que temos que permitir que a palavra do Senhor habite em nós a tal ponto que com o tempo se torne um cântico, hino ou salmo.

Os salmos são poemas compridos, hinos são mais curtos, e os cânticos espirituais são o ainda mais curtos.

A palavra de Cristo é personificada; é uma Pessoa viva que espera a sua permissão para entrar. Uma vez que o permite entrar, Ele tornará o seu falar uma e outra vez. Com o tempo, esse falar tornará a ser uma poesia com ritmo e rima.

As vezes, quando vocês começarem a falar pelo Senhor, se sentirão estranhos. Quando falam o mundano, o qual estão falando há muitos anos, podem expressá-lo como um cântico, como um salmo com ritmo e rima. Porém, quando vocês começaram a falar Cristo, depois de serem salvos, por somente duas semanas, lhes foi algo estranho

Temos que permitir que a palavra de Cristo, como uma Pessoa, habite em nós e falaremos esta palavra com fluidez até que nos acostumemos a ela, e até que se torne uma poesia em nosso falar. 

Todos temos que aprender a falar Cristo e acostumar a falar Cristo. Precisamos nos acostumar a tal ponto que tudo o que falemos seja um tipo de poesia, um cântico, um salmo e um hino. Desse modo, falaremos palavras saudáveis. (1 Tm 6:3).

Concluindo, primeiro devemos perceber que Deus deseja que falemos. Ele deseja que todo o povo profetize. Em segundo lugar, para falar precisamos do Espírito. Este Espírito está sobre nós e está em nosso interior. Aleluia! Fomos batizados no Espírito; portanto, o Espírito está sobre nós.

Também bebemos o Espírito; portanto, o Espírito está em nós. Temos o Espírito. Agora só precisamos exercitar e dizer amém ao que diz a Bíblia. A Bíblia diz que o Espírito está em nós. Dizemos: “Amém”. 

Nós exercitamos tal Espírito de fé e sentimos que estamos realmente no Espírito, e que o Espírito está sobre nós e também dentro de nós. Quando falo, Ele fala em meu falar. Temos que praticar isto durante todo o dia.

Se não há ninguém com quem falar, simplesmente falem aos anjos no ar ou aos demônios ao redor de vocês. Permitam que a palavra viva de Cristo entre e habite em vós. Depois falem Cristo, não com expressões comuns, ordinárias e mundanas, senão com Ele mesmo como a Palavra.

Temos que aprender a terminologia espiritual, as frases espirituais e as orações espirituais. É por isso que é bom tomar o hinário para recitar alguns hinos. Isto os ajudará a expressar algo.

Junto a isso, precisamos das nossas experiências diárias. Porém lhes asseguro, que se são pessoas que exercitam o falar pela fé, com o Espírito e com o Espírito Santo, espontaneamente experimentarão a Cristo.

Experimentarão a Cristo durante todo o dia, não somente nas coisas grandes, mas especialmente em todas as pequenas como: pentear-se, vestir-se, calçar os sapatos, que tipo de sapatos devem comprar e qual cor escolherão.

Em todas as coisas pequenas experimentarão a Cristo. Então terão o acúmulo da rica experiência de Cristo, e a cada vez que forem as reuniões estarão acostumados a falar, e simplesmente falarão. Falem Cristo, falem por Cristo e emitam Cristo como a Palavra viva.

Se todos estivermos dispostos a fazer isto, todas as reuniões pequenas serão no terceiro céu. Isto será muito atrativo e atraente. Isto reterá as pessoas e os preservará, e produzirá o aumento e o crescimento da vida.

Esta é a forma correta. Espero que todos vocês sejam atraídos por este tipo de prática, para que, através de nós, a igreja siga adiante na restauração do Senhor.


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Hino:   Experiência de Cristo - "Como Vida"

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Reuniões em casa, semana 3, sexta, capítulo 5

REUNIÕES EM CASA

Capítulo 5
A MANEIRA DE FALAR NAS
REUNIÕES EM CASA

SEMANA 3 - SEXTA
Leitura Bíblica: 1 Co 14:26-40

Ler e orar: Porque todos podereis profetizar, um após outro, para todos aprenderem e serem consolados.(1 Co 14:31)


NOSSA FÉ, NOSSO ESPÍRITO
E O ESPÍRITO SANTO

Agora, todos vocês precisam praticar. Nas reuniões nas casas todos precisam falar pela fé. Esta fé, como vimos na última mensagem está envolvida com o Espírito. Este espírito não é meramente nosso Espírito e nem meramente o Espírito Santo, mas é absolutamente um Espírito mesclado.

Sabemos hoje que temos um Espírito mesclado dentro de nós, o Espírito Santo que se mescla com o nosso Espírito. Cada vez que não nos preocupamos com o ambiente ou com as circunstâncias, mas somente nos preocupamos com o que diz a Biblia, exercitamos a nossa fé.

Cada vez que exercitamos nossa fé, nosso Espírito está incluído e o Espírito santo também está ali. Assim temos três coisas: nossa fé, nosso espírito e o Espírito Santo. Todos precisamos aprender a falar em qualquer tipo de reunião, exercitando a nossa fé, pelo nosso espírito e pelo Espírito Santo.

Na realidade, as três coisas são uma só. Quando falamos pela fé, exercitamos nosso espírito. Quando exercitamos nosso espírito, o Espírito Santo se move em nosso espírito. Isto faz a diferença.

Falem o que diz a Bíblia. Se estamos dispostos a exercitar a nossa habilidade de crer, a fé estará ali. Quando falamos o que diz a Bíblia, o espírito está ali e o Espírito Santo também está ali. Isto faz com que o nosso falar seja vivo.

Hoje em dia, não estamos na época do Antigo Testamento. Não estamos nessa economia. Estamos na economia do Novo Testamento. Nesta economia, Deus tem derramado Seu Espírito sobre nós. Ele é como o vento soprante e como o ar.

Se abrirmos a janela, teremos o sopro e o ar . Na dispensação do Novo Testamento o vento sopra todo o dia e o ar está aqui a todo o tempo. Temos que crer nisso conforme a Bíblia diz. Portanto, temos o Espírito dentro de nós e também o Espírito sobre nós. Agora, somos simplesmente os que são batizados no Espírito e estão bebendo o único Espírito.

No Novo Testamento, especialmente em Atos, o batismo do Espírito se refere a descida do Espírito sobre os crentes. Tanto o batismo no Espírito como a descida do Espírito se referem ao mesmo ato.

No Antigo Testamento não é usada a palavra batismo ou batizar, porém o conceito do descer [do Espírito] está ali. O Espírito de Jeová desceu sobre Seu povo. Esta descida do Espírito é como o batismo do Espírito.

Este batismo foi completamente efetuado e o resultado repousa agora sobre nós. Temos que crer nisso e praticar. Mesmo em casa quando
vocês falam com suas famílias a respeito de Cristo, tem que exercitar a fé e o espírito.

Precisam crer que o Espírito está sobre vocês e em vocês. Ao falarem com seus filhos, precisam falar desse modo. Desafortunadamente, nós sentimos que necessitamos da fé, do espírito, e do Espírito Santo somente quando vamos dar uma mensagem.

Não sentimos tal necessidade quando falamos com a nossa esposa, com o nosso esposo, com nossos pais ou com os nossos filhos. Nossa maneira de falar com eles, sem fé poderá fazê-los dormir. Porém, o falar divino nunca lhes dará sono. Porém, os desperta.

Se praticamos o falar divino, nos acostumaremos a ele. Então no Dia do Senhor participaremos da reunião falando. Não ficaremos calados na reunião. Estaremos acostumados a falar o falar divino. Desta forma falaremos com fé, com o espírito e com o Espírito Santo. Esta é a forma certa.

Tenho um pesado encargo porque sinto que me é difícil despertar os seus corações e tornar suas mentes a prestar total atenção a este assunto. Na reunião vocês concordam a com a cabeça, mas quando saem, simplesmente esquecem. Não praticam.

Estão dispostos a prometer que, de agora em diante, começarão a praticar em todo o tempo? Se não tem ninguém com quem falar, simplesmente falem ao ar. Quiçá alguns anjos estejam ali e alguns demônios estejam escutando o seu falar.

De todos os modos, simplesmente falem desta maneira. Falem, falem, falem. Falem por fé. Quando o fazem por exercício de sua habilidade de crer, os seus espíritos estarão incluídos e o Espírito Santo também estará junto. Então o seu falar se faz divino. É um tipo de falar divino.

Pode ser que os que estão calados na reuniões digam: “Irmão Lee, não me culpe. Você tem que culpar a Deus quem me criou assim. Esta é a minha disposição. Eu não o fiz, senão Deus. Irmão Lee, você tem que agradecer a Deus por Sua misericórdia que Ele o criou dessa maneira: falando, falando, falando a todo o tempo. Eu não fui criado por Deus deste modo e não posso falar”.

Dizer isto anula a palavra de Paulo. Paulo disse que todos vocês podem profetizar.

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Hino: Suplementos - Diversos

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Reuniões em casa, semana 3, quinta, capítulo 5

REUNIÕES EM CASA

Capítulo 5
A MANEIRA DE FALAR NAS
REUNIÕES EM CASA

SEMANA 3 - QUINTA
Leitura Bíblica: Jo 20:22; 1 Co 12:13

Ler e orar: Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração.(Cl 3:16) 


O ESPÍRITO SOBRE NÓS E DENTRO
DE NÓS PARA O NOSSO FALAR

Segundo o princípio revelado nas Escrituras, para falar Deus, para falar de Cristo, e para falar por Cristo, com certeza necessitamos do Espírito. Sem o Espírito, não falaríamos, e se falássemos, nos sentiríamos envergonhados.

Quando alguém fala sobre ciência, geografia, historia ou a situação política, quanto mais fala, mais orgulhoso se sente. Não há restrição, nem frustração ao falar destas coisas. Mas cada vez que alguém fala de Jesus, o sentimento de vergonha aparece imediatamente.

Parece difícil abrir a boca para falar de Jesus para as pessoas. A menos que tenhamos o Espírito, será realmente difícil falarmos Cristo. Porém quando somos enchidos com o Espírito, nos tornamos loucos; é prazeroso falar coisas a respeito de Cristo às pessoas.

Por esta razão, no Antigo Testamento, quando os setenta foram profetizar, o Espírito de Deus desceu sobre eles. Como cristãos genuínos, crentes em Cristo, precisamos ainda que o Espírito de Deus desça sobre nós? Se vocês disserem que sim, então vocês estão no Antigo Testamento.

No Antigo Testamento a encarnação e a crucificação não haviam sido efetuadas. Não existia a ressurreição de Cristo e nem a ascensão, não havia o insuflar do Espírito processado que dá vida para dentro do povo de Deus, e não havia ocorrido o derramamento do Espírito Triúno processado sobre o povo de Deus.

Sem dúvida, no Novo Testamento, a encarnação, a crucificação, a ressurreição e a ascensão foram completamente efetuadas. Hoje nosso Senhor é o Deus processado. Ele passou por todos os processos necessários, e em Sua ressurreição, Ele insuflou a Si mesmo como o Espírito que dá vida para dentro de Seus discípulos e para dentro de nós.

Ele não precisa fazer isto novamente. Ele morreu por nós de uma vez por todas. Ele não precisa morrer novamente por você e por mim particularmente, pois Ele insuflou a Si mesmo para dentro para dentro de Seus discípulos no dia da ressurreição (Jo 20:22). Aleluia! 

Não somente isso, em Sua ascensão Ele derramou-Se como o Espírito Triúno processado e econômico sobre todos os membros do Seu Corpo. Todos os membros de Seu Corpo, antigamente ou recente, sejam gregos ou judeus, escravos ou livres, foram batizados uma vez por todas em um só Espírito. Fomos batizados em um só Espírito e agora Ele nos dá de beber deste Espírito (1 Co 12:13).

Quase todos nós temos fé que o Espírito está em nós. Quando você for discutir com sua esposa, Alguém no seu interior não permitirá fazê-lo. Essa pessoa é o Espírito que habita interiormente. Sabemos que o Espírito está em nós e temos a fé para dizer isto.

Também precisamos de segurança de que o Espírito está sobre nós. O impulso para falar procede do Espírito que está agora em nós. Se eu não tivesse a segurança de que tenho o Espírito em mim, não estaria agora falando com vocês. Eu creio que o impacto do meu falar procede deste Espírito que agora está sobre mim.

Por mais de quarenta anos pratiquei assiduamente as grandes reuniões evangelísticas. Numa manhã quando falava em uma reunião grande, disse algo aos estudantes do ensino fundamental. Disse-lhes que ainda que considerassem que não tinham pecado, pelo menos em uma ocasião alguém havia roubado giz na escola e levado para casa. 

Eu não sabia que enquanto falava havia um estudante que havia feito exatamente isso. Mais tarde, descobri que na reunião havia um jovem de cerca de treze anos de idade, filho de uma irmã viúva. Este jovem, era muito inteligente, mas não queria ouvir sua mãe falar do Senhor Jesus para que fosse salvo.

Porém, foi na reunião daquela manhã, e quando me ouviu falar, pensou em si mesmo: “Isso não é nada”. Depois perguntei; “Isso não é nada?”. Foi muito estranho eu ter dito daquela maneira. Disse: “Desenhe círculos no chão com o giz roubado”. Isso o chocou. Ele pensou: “Quem falou para este homem que eu fiz isso?”. O que havia dito foi exatamente uma descrição clara do que ele havia feito.

Foi por meio disso que ele se arrependeu. Pensam que era eu? Na realidade, isto mostra que enquanto eu estava falando, o Espírito não somente estava dentro de mim, mas também sobre mim para levar a cabo o falar. Isso ocorreu em meu falar inúmeras vezes. 


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Hino: Serviço - "Para a Igreja"

Reuniões em casa, semana 3, quarta, capítulo 5

REUNIÕES EM CASA

Capítulo 5
A MANEIRA DE FALAR NAS
REUNIÕES EM CASA

SEMANA 3 - QUARTA
Leitura Bíblica: Nm 11:25, 28-29; At 1:8; 1 Co 7:25; 40; 12:3; 14:1, 31 

Ler e orar: Porém Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Tomara todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o seu Espírito!(Nm 11:29)


Na mensagem anterior vimos que de maneira a praticar as reuniões em casa, deve-se dar muita ênfase na mutualidade e no falar. Nesta mensagem veremos como falar nas reuniões em casa. O assunto sobre o falar é maravilhoso.

Suponhamos que entre os seres humanos, na sociedade humana, não houvesse o falar. Como seria isso? Segundo a história, a cultura humana depende essencialmente do falar. Sem a linguagem e o falar não haveria a cultura. Sem a linguagem não há nenhuma possibilidade de qualquer tipo de comunicação.


O DESEJO DE DEUS É QUE TODO
O POVO PROFETIZE

Recentemente, descobri que não somente no Novo Testamento, mas também no Antigo Testamento, Deus expressou Seu desejo em relação a Seu povo. Em Números 11, Moisés recebeu o encargo de cuidar do povo de Israel, o qual contava com quase dois milhões. Deus disse a Moisés que convocasse setenta anciãos de seus acampamento e os reunisse em Seu tabernáculo.

Quando os anciãos chegaram, o Espírito de Deus desceu sobre eles, e todos começaram a profetizar. Começaram a ser profetas que falavam por Deus (Nm 11:25). Dois deles não estavam entre aqueles ao redor da tenda. Inclusive eles começaram a falar porque o Espírito do Senhor estava também sobre eles.

Quando Josué soube disso, ficou descontente e disse: “Moisés, meu senhor, proíbe-lho” (Nm 11:28). Moisés respondeu: “...Tens tú ciúmes por mim? Tomara que todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o seu Espírito!” (Nm 11:29). Este versículo corresponde exatamente com as palavras de Paulo em 1 Coríntios 14:31: “Porque todos podereis profetizar...”.

Obviamente, quando dizemos a palavra profetizar, entendemos que significa predizer, prognosticar, dizer algo antes que suceda. É verdade que profetizar significa isso. Porém, nas duas linguagens Bíblicas, Hebraico e Grego, a palavra profetizar não significa especificamente predizer, mas falar por Deus.

Se alguém fala por si mesmo, isto não é profetizar. Entretanto, se alguém fala por Deus, isto é profetizar. Não somente isto, também significa falar por Deus; isto é, falar Deus de dentro para fora. Neste falar não somente alguém fala por Deus, mas nesse tipo de falar divino alguém fala Deus para dentro dos outros. Alguém fala Deus a outros.

Portanto, profetizar também significa predizer tanto no Hebraico quanto no Grego, porém nos escritos dos profetas Isaías, Jeremias e Ezequiel, há muito pouco de predição. Em Isaías, um livro de sessenta e seis capítulos, todas as predições e todas as previsões juntas constituem o equivalente a um capítulo. Porém, os outros sessenta e cinco capítulos se referem ao falar por Deus e falar Deus.

O mesmo acontece em Jeremias. Nos cinquenta e dois capítulos do livro de Jeremias há pouca predição ou previsão. É o mesmo em Ezequiel e ainda com os profetas menores. O maior profeta do Antigo Testamento foi Moisés. Moisés falou muitíssimo em seus cinco livros do Antigo Testamento, o Pentateuco. Neles não há muitas previsões. Porém, a maior parte do que Moisés falou ou escreveu é um falar por Deus e falar Deus.

Se vocês querem conhecer a Deus, precisam ler estes cinco livros de Gênesis a Deuteronômio. Quando vocês lerem os cinco livros de Moisés, terão a percepção de que estes livros falam Deus para dentro de vocês. Em termos atuais, estes livros dispensam o próprio Deus o qual eles revelam para dentro do nosso interior. Isto não é somente o falar por Deus, mas também o falar Deus. 

No pentecostalismo ouvi muitas predições pentecostais, porém nunca vi nenhum cumprimento. As chamadas previsões ou prognósticos no pentecostalismo de hoje são, na maioria, falsas. Na China, desde 1932, comecei a estudar o movimento pentecostal. Ouvi as profecias e vi o que as seguiu, porém não vi nenhum cumprimento.

Então, vinte e quatro anos atrás, eu vim a este país e fui convidado para falar em algumas reuniões pentecostais. Vi como prediziam e como nada acontecia. Sempre começavam suas profecias com “Meu povo, o tempo é curto”, e sempre terminavam com “assim diz o Senhor”.

Em suas profecias nunca citavam nada do Novo Testamento. Sempre citavam algumas frases ou versículos do Antigo Testamento, principalmente de Isaías. No entanto, no Novo Testamento, quando o Senhor Jesus falou nos quatro evangelhos, nunca terminou o Seu falar com o “assim diz o Senhor”.

Além disso, em nenhuma das catorze epístolas de Paulo ele disse: “Assim diz o Senhor”. Antes, ele dizia: ‘... não tenho mandamento do Senhor; porém dou minha opinião” (1 Co 7:25). Não dizia “Assim diz o Senhor”, mas escrevia “...dou minha opinião, como tendo recebido do Senhor a misericórdia de ser fiel”.

Depois no final de 1 Coríntios 7 disse: “ ...e penso que também eu tenho o Espírito de Deus”. Isto significa: “ainda que lhes dissesse a minha opinião, contudo, penso que tenho o Espírito de Deus”. Não dizia “Assim diz o Espírito Santo”. Nisto vemos que este tipo de profecia pentecostal nos leva para o Antigo Testamento, esquecendo o que está revelado no Novo Testamento.

No Novo Testamento, especialmente nos escritos de Paulo em 1 Coríntios 12 e 14, a palavra profetizar não é usada com o intuito de predizer. Ela é usada com o intuito de falar por Cristo e falar Cristo. Em 1 Coríntios 12:3 Paulo disse: “... ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado ninguém pode dizer: Senhor Jesus, senão pelo Espírito Santo”.

Dizer "Senhor Jesus" é profetizar. É preciso juntar o versículo 3 do capítulo 12 com o versículo 1 do capítulo 14. Em 14:1 Paulo disse: “Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis”. Profetizar é simplesmente falar o Senhor Jesus, falar por Jesus, ou Cristo. Este é o falar na conotação do Novo Testamento.

Não somente em nossas reuniões, mas também em nosso viver diário, devemos ser pessoas que a todo tempo falam Cristo, a todo o tempo falam por Cristo, e a todo tempo falam de Cristo. Se encontro vocês e não falo de Cristo, mas ao invés disso, falo sobre escolas, da situação mundial, de Taiwan, de Hong Kong, de sua cidade, e disso e daquilo, estou fazendo o que as pessoas mundanas fazem.

Onde quer que andemos e sempre que abrirmos nossas bocas, falemos Cristo, falemos por Cristo e falemos de Cristo. Em Atos 1:8 o Senhor Jesus nos diz claramente que todos somos Suas testemunhas. “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas”.

Uma testemunha é alguém que fala, e fala somente coisas à respeito da pessoa a qual está dando testemunho. Somos Suas testemunhas e temos que falar Cristo, falar por Ele e falar Dele em cada oportunidade. Quando os jovens vão visitar seus avós, não devem falar tanto a respeito de outras coisas. Devem falar Cristo, falar por Cristo e falar de Cristo. Isto é profetizar.

Não creio que todos possamos profetizar no sentido de prever; eu não posso e nem pretendo fazê-lo. Porém todos podemos falar; todos podemos profetizar no sentido de falar Cristo ou falar por Cristo. Por mais de cinquenta anos, tenho falado por Ele e falado Dele diretamente aos outros. Vocês também podem fazer isso.

Paulo disse: “Todos podeis profetizar” (1 Co 14:31). Todos vocês podem falar por Cristo, falar de Cristo e falar Cristo. Falem Cristo todo o dia. Certamente, se amam ao Senhor, tenham diariamente uma boa comunhão com Ele, pois assim serão espontaneamente ungidos e enchidos interiormente. Serão ungidos exteriormente e enchidos interiormente. Espontaneamente terão muito a dizer, terão muito do que falar.

Falar o que? Falar Cristo, falar por Cristo e falar de Cristo. Esta é uma forte prova de que nós, os cristãos, devemos ser pessoas que falam. Todos precisamos entender que o desejo de Deus é que nós, os
cristãos, sejamos um povo que fala, e temos que fazer todo o possível para cumprir Seu desejo.


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domingo, 23 de novembro de 2025

Reuniões em casa, semana 3, terça, capítulo 4

REUNIÕES EM CASA

Capítulo 4
A MANEIRA DE PRATICAR AS
REUNIÕES EM CASA

SEMANA 3 - TERÇA
Leitura Bíblica: 2 Coríntios 4:10-14

Ler e orar: “Tendo, porém, o mesmo espírito da fé, como está  escrito: Eu cri; por isso, é que falei. Também nós cremos; por isso, também falamos, (2 Co 4:13)


CREMOS NO QUE FALAMOS

Para as reuniões em casa precisamos da mutualidade e do falar para a edificação. Porém, muitos de vocês dirão: “Irmão Lee, nós simplesmente não temos o dom de falar. Graças ao Senhor que Ele tem te dado o dom de falar por muitas horas. Porém não posso fazê-lo. Não sou capacitado. Não tenho o dom de falar”.

Devido ao nosso sentimento de que não somos capazes de falar nas reuniões, necessitamos considerar 2 Coríntios 4:10-14. Nestes versículos Paulo fala da morte de Cristo e de Sua ressurreição de uma maneira subjetiva, de uma maneira que nos identifica com a morte e a ressurreição de Cristo.

Os versículos de 10 a 12 dizem: “levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues á morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. De modo que, em nós, opera a morte, mas, em vós, a vida”.

Como Paulo pode falar isso? O versículo 13 nos dá o segredo: “Tendo, porém, o mesmo espírito de fé...” O que é o “espírito da fé”? Dean Alforde em seu Novo Testamento para os Leitores Ingleses diz que o espírito da fé “não é precisamente o Espírito Santo, e nem simplesmente uma disposição humana: O Espírito Santo permanente,
penetra e caracteriza o homem renovado por inteiro”.

Vicent em seu Estudo da Palavra no Novo Testamento diz: “O Espírito da fé; não precisamente o Espírito Santo, nem por outra parte, uma faculdade ou disposição humana, mas uma junção dos dois”. O Espírito de fé é a mescla do Espírito Santo com o Espírito humano.

Devemos exercitar tal Espírito para crer e para falar as coisas que temos experimentado do Senhor, especialmente Sua morte e ressurreição. A fé está no nosso Espírito, é o que está mesclado com o Espírito Santo, e não na nossa mente. O “Espírito” no versículo 13 indica que é por meio do Espírito mesclado que os apóstolos vivem uma vida crucificada na ressurreição para levar a cabo seu ministério. 

Este Espírito de fé era o segredo de Paulo. O versículo 13 continua: “Tendo, porém, o mesmo espírito de fé, como está escrito: Eu cri; por isso, é que falei. Também nós cremos; por isso, também falamos”.

Não creiam em seus sentimentos e nos seus costumes. Temos que exercitar o espírito para crer que temos experimentado algo do Senhor. Não temos experimentado a morte de Cristo? Não temos experimentado a ressurreição de Cristo? Claro que sim!

Agora necessitamos exercitar o espírito para falar. Primeiro, devemos exercitar o espírito para crer o que temos experimentado; depois devemos exercitar o Espírito para falar o que cremos. Todos precisamos falar deste modo.

Talvez alguém diga: “Bom, vocês sabem que eu sou simplesmente uma irmã. Não sei se tenho algo para falar. Talvez não”. Esta é uma mentira por parte do inimigo usurpador. Por anos, o inimigo esta usurpando a nós, os cristãos. Eles tem nos emudecido. Por anos, temos ficado sem falar na reuniões.

Está na hora de rebelar-nos, de nos colocar em pé e declarar ao inimigo: “Aparta-me de mim, Satanás. Não creio nisso. Não sou mudo. Não sirvo a um ídolo mudo. Adoro a um Deus que fala e Ele está falando dentro de mim. Seu Espírito que fala está mesclado com o meu Espírito. Agora posso exercitar meu Espírito para crer que tenho experimentado a Cristo. Tenho experimentado algo de Cristo. Tenho experimentado Sua ressurreição como minha paciência e minha perseverança. Tenho-o experimentado como vida. Cristo é minha vida. Tenho experimentado isso, assim que exercito meu Espírito para crer e para falar o que tenho experimentado”.

Este é o segredo para falar. Nas mensagens seguintes lhes direi como adquirir a terminologia, os termos, as expressões, as frases, e ainda as orações para o falar de vocês. Porém, nesta mensagem temos que aprender o assunto da mutualidade como o fator para o falar em nossas reuniões. O segredo é crer que temos experimentado algo de Cristo.

Depois temos que exercitar o Espírito para falar daquilo que cremos. Este falar edificará os santos e a igreja. Quando falamos, o fazemos exercitando o Espírito. Exercitamos o Espírito para crer o que temos experimentado de Cristo e para expressar o que cremos. Busquem praticar isso.


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Reuniões em casa, semana 3, segunda, capítulo 4

REUNIÕES EM CASA

Capítulo 4
A MANEIRA DE PRATICAR AS
REUNIÕES EM CASA

SEMANA 3 - SEGUNDA
Leitura Bíblica1 Co 12:1-11; 14:26-33

Ler e orar: Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação.” (1 Co 14:26) 


A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO

Agora do versículo 3 passamos para o versículo 7 de 1 Co 12: “a manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso”. Qual é a maneira que é dada a manifestação do Espírito? “Porque a um é dada, mediante o Espírito a palavra da sabedoria...” (v. 8).

A manifestação principal do Espírito está na palavra sabedoria e não nos milagres, nem nas curas, nem no falar em línguas. A primeira manifestação é a palavra de sabedoria, depois “e a outro, ..., a palavra do conhecimento”.

A primeira manifestação é a palavra de sabedoria e a segunda é a palavra de conhecimento. Isto deveria impressionar-nos, que em nossas reuniões em casa devemos estar cheios das palavras de sabedoria e a de conhecimento.

Nas reuniões a palavra de sabedoria está no cume e a palavra de conhecimento não está tão elevada. A sabedoria esta relacionada principalmente com nosso espírito e o conhecimento se relaciona com a nossa mente. A sabedoria procede do nosso espírito, onde mora o Espírito Santo. O conhecimento procede da mente, onde está o nosso pensamento. Porém não menosprezem a palavra de conhecimento. Estas são as duas manifestações mais importantes do Espírito nas reuniões cristãs.

O versículo 9 diz: “a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar”. A fé aqui é o tipo de fé que pode remover montanhas. O versículo dez continua: “a outro, operações de milagres”. Estas são as obras de poder. Três coisas se mencionam: a fé para remover montanhas, a cura das enfermidades, e as operações de milagres.

Depois diz: “a outro, profecia”. Profetizar é também falar. A palavra de sabedoria é para o falar, a palavra de conhecimento é para o falar, e a profecia é para o falar. Depois, diz: “a outro, discernimento de Espíritos”. Isto é, para discernir qual Espírito é de Deus e qual não é de Deus. Depois, diz: “a um, variedade de línguas”. Sabemos que todas as línguas são para o falar.

E continua: “e a outro, capacidade para interpretá-las”. A interpretação de línguas também é para falar. Estes são nove pontos da manifestação do Espírito. Cinco são para falar: a palavra de sabedoria, a palavra de conhecimento, a profecia, as línguas e a interpretação das línguas. Todas estas cinco são para falar. Depois há fé para vencer alguns obstáculos, a cura das enfermidades, as operações de milagres, e o discernimento de Espíritos. 

Em 1 Coríntios 14:26 diz: “Que fazer, pois irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação...”. Um salmo não é somente para cantar. Efésios 5 nos diz que falemos uns aos outros com salmos e hinos. Os salmos não são somente para cantar, senão também para falar.

Os ensinos, sem dúvida, são para falar e a revelação é um tipo de falar. O versículo 26 continua: “...outra língua, e ainda outro, interpretação”. Todos estes são para falar. Um salmo é para falar e cantar. Um ensino é para falar. Uma revelação é para falar. Uma língua é para falar. Uma interpretação de uma língua é para falar. 

Todos estes cinco pontos que estão relacionados com as reuniões cristãs são para falar. Temos que estudar com muito cuidado a palavra na revelação divina do Senhor.

No capítulo doze, quando Paulo fala da manifestação do Espírito, fala de nove pontos. Dos nove, quatro são coisas milagrosas: a fé, a cura, os milagres e o discernimento dos Espíritos. Cinco são para falar: a palavra de sabedoria, a palavra de conhecimento, a profecia, as línguas e a interpretação das línguas.

Depois quando se fala das reuniões no capítulo catorze, não se refere a curas ou milagres. Numa mudança, tudo o que diz refere ao falar. Vocês tem que salmodiar. Isto significa que tem que falar ou tem que
cantar. Necessitam vocalizar.

Depois, precisam ensinar falando. Necessitam dar uma revelação falando. Necessitam falar uma língua e interpretá-la falando. Tudo é por meio do falar.

Então, o que temos que falar? A respeito de todos estes tipos de falar. Paulo disse em 1 Coríntios 14:1: “Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis”.

A palavra profetizar tanto em hebreu como em grego, tanto no Antigo como no Novo Testamento, significa três coisas. Primeiro, profetizar é falar por Deus, é dizer as pessoas algo de Deus. Em segundo lugar, é falar de Deus, falar algo tocante a Deus. Em terceiro, é predizer, dizer de antemão algo que acontecerá.

O terceiro significado é um assunto de previsão. Muitos cristãos entendem que a palavra profetizar significa somente predizer ou prognosticar. Porém se lermos 1 Coríntios 14, poderemos entender que a palavra profetizar, neste capítulo, não se refere principalmente ao prognosticar, mas o falar de Cristo e o falar por Cristo.

Profetizar neste capítulo é simplesmente falar de as coisas tocantes a Deus e falar por Deus, ou se pode dizer, falar de as coisas tocantes a Cristo e falar por Cristo. Depois o versículo 3 segue dizendo: “Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando”

Isto, sem dúvida, não é previsão, mas um tipo de falar na palavra de sabedoria ou na palavra de conhecimento para edificar, animar, confortar e consolar os outros.

O versículo 4 diz: “...mas o que profetiza edifica a igreja”. Falar de Cristo e falar por Cristo edifica a igreja. Os versículos 23 a 26 dizem: “Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos? Porém, se todos profetizarem, e entrar algum incrédulo ou indouto, é ele por todos convencido e por todos julgado; tornam-se-lhe manifestos os segredos do coração, e, assim prostando-se com a face em terra, adorará a Deus, testemunhando que Deus está, de fato, no meio de vós. Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para a edificação”.

Cada um tem algo. Você tem salmo. Eu tenho ensino. Ele tem revelação. Outro tem língua. E o quinto tem interpretação. Esta é a mutualidade. Um equipe de basquete tem cinco jogadores. Se um jogador retém a bola só para si e nunca a solta, isso não é mutualidade, mas individualidade. O princípio é igual para as reuniões.

Devemos praticar a mutualidade. Se durante uma reunião só uma pessoa fala todo o tempo, todos sairão com a impressão de serem pobres. Porém se todos falarem mutuamente a reunião será muito enriquecida.

A palavra língua no versículo 26 significa uma língua real que se pode interpretar. A língua é um dialeto que tem certo significado que se pode traduzir. Em Atos 2:6 podemos ver que o falar em línguas era o falar de um dialeto. Todos os ouvintes se assustam ao ouvirem um outro idioma; “Como ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus?” (At 2:11).

Os capítulos doze e catorze em 1 Coríntios também são porções no Novo Testamento que mencionam o falar em línguas. Nesta porção Paulo diz que se alguém fala em línguas na reunião também deve haver interpretação: “No caso de alguém falar em outra língua, que não sejam mais do que dois ou quando muito, três, e isto sucessivamente, e haja quem interprete. Mas, não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus”.

Estes versículos mostram que qualquer língua que se fale numa reunião deve ser um dialeto distinto. Uma vez eu fui convidado para falar para um grupo pentecostal. Permaneci com eles por muitos dias.

Enquanto estive lá, observei um ato de falar em línguas e sua interpretação; no entanto, as interpretações eram mais longas que o falar em línguas. Até o pastor reconheceu que não era genuíno. 

Depois, observei uma pessoa repetindo o mesmo falar em línguas por três ocasiões, no entanto, cada interpretação foi diferente. Este tipo de falar em línguas é completamente falso.

Quando falamos de línguas, nos referimos as línguas genuínas; não somente a qualquer som produzido pela língua, mas às sílabas que são significativas e que podem constituir o idioma. Esta é uma língua genuína. Isto é o que revela a Bíblia.

Em 1 Coríntios 12, se mencionam nove coisas distintas do Espírito. A primeira é a palavra de sabedoria e a segunda é a palavra de conhecimento, porém as últimas duas são o falar em línguas e a interpretação de línguas.

Em 1 Coríntios 14:26, há cinco coisas relacionadas as reuniões, primeiro um salmo para falar e cantar, depois um ensino para falar, depois uma revelação para falar.

Estas são as primeiras três. Depois as duas últimas são língua e interpretação. Nos escritos de Paulo, as línguas e suas interpretações estão no final de todas as listas, porém a prática atual faz com que o final seja a cabeça.

No movimento pentecostal, eles fazem com que as línguas sejam não só a cabeça, senão o quase tudo. O mais importante na reunião cristã não é o falar em línguas; é o falar da palavra de sabedoria, o falar da palavra de conhecimento, o falar do ensino, e o falar de uma revelação que pode revelar algo, que pode instruir as pessoas e, que pode edificar os santos e a igreja.


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sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Reuniões em casa, semana 3, domingo, capítulo 4

REUNIÕES EM CASA

Capítulo 4
A MANEIRA DE PRATICAR AS
REUNIÕES EM CASA

SEMANA 3 - DOMINGO
Leitura Bíblica1 Co 12:1-3; Hb 1:1-3; 

Ler e orar: Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo.(1 Coríntios 12:3b)


A ADORAÇÃO AOS DEUS
VIVO PRODUZINDO O FALAR

Primeira Coríntios 12:1 diz: “A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes”. Paulo era muito sábio, e era um grande mestre que possuía uma maneira profunda e particular. 

Quando se referiu aos dons espirituais, começou desta maneira. Em nossa versão a palavra dons está em letras itálicas. Isto indica que esta palavra não está no texto grego. Paulo usou a forma adjetiva de pneuma espirituais. Esta  expressão tem importunado todos os tradutores, porém quase todos estão de acordo em traduzi-la como "dons".

O versículo 2 continua: “Sabeis que, outrora, quando éreis gentios, deixáveis conduzir-vos aos ídolos mudos, segundo éreis guiados”. Paulo estava dizendo: “Quando vocês eram gentios tinham um tipo de serviço. Tinham um tipo de adoração, que era dos ídolos. Todos os ídolos são mudos.

Isto quer dizer que vocês quando gentios não adoravam a um Deus que fala. Adoravam a ídolos que não falam, os ídolos mudos. Portanto, vocês se tornaram mudos. Porém, quando vocês adoram o Deus vivo que fala, por esta adoração, passarão a falar”. Paulo se referia a este falar ao utilizar palavras espirituais no versículo 1. 

Ainda não seja incorreto inserir a palavra dons no versículo 1, temos que estudar a razão pela qual Paulo somente escreveu “espirituais”. Não somente falava dos dons espirituais. Quando tocamos ou o quanto exercitamos os dons espirituais, tocamos numa esfera espiritual, tocamos as coisas espirituais, não somente os dons. 

Tocamos numa situação que é completamente pneumática, uma situação que é totalmente espiritual. Não só os dons, mas a situação, o ambiente, a atmosfera, a esfera, os detalhes e o conteúdo são espirituais. Creio que Paulo usou a palavra espirituais para indicar todas estas coisas.

Cada vez que tocamos ou exercitamos os dons espirituais, acarreta um certo ambiente, situação ou atmosfera. O ambiente, a situação, a atmosfera, e ainda as pessoas, tudo deve ser espiritual. Devemos ser pessoas espirituais para exercitar dons espirituais.

O ambiente deve ser espiritual, a atmosfera deve ser espiritual, a situação deve ser espiritual, o que falamos deve ser espiritual, o que se fala deve ser espiritual e ainda todos os nossos termos e expressões devem ser espirituais.

Os versículos 2 e 3 mostram isto. Quando éramos gentios, adorávamos os ídolos mudos. Nada estava entranhado na esfera espiritual. Não existia a necessidade de algum ambiente espiritual, uma situação espiritual, uma atmosfera espiritual, uma pessoa espiritual, palavras espirituais, componentes espirituais, ou detalhes espirituais. Não necessitávamos nada espiritual porque não existia o falar.

Por ter nascido em um lar cristão, não creio que tenha ido a um templo de ídolos mais de dez vezes. Em 1935 junto com alguns colaboradores ficamos num lugar pitoresco por duas semanas, descansando e estudando a Palavra.

Enquanto estudávamos ali, visitei os templos dos ídolos. Naquele tempo vi que a adoração aos ídolos era completamente muda. Desde aquele dia entendi a palavra de Paulo. Nesse tipo de adoração muda não há necessidade de nada espiritual.

Porém nós, os cristãos, adoramos a um Deus vivo que fala a todo tempo. Nossa adoração a Ele nos faz oradores. Aqueles adoradores mudos não tinham uma Bíblia porque seu deus não é o Deus que fala.

Porém, nós temos um grosso volume de sessenta e seis livros. Há muitas páginas porque o nosso Deus é o Deus que fala. Hebreus 1:1-3 diz que nosso Deus fala. Ele falou no Antigo Testamento e agora fala no Novo Testamento. Ele é o Deus que fala, e nós os cristãos também temos que falar.

Se vocês são somente adoradores mudos, não parecem cristãos. Não praticam como cristãos; praticam como adoradores mudos, adorando a ídolos mudos.

Primeira Coríntios 12:2 e 3 dizem: “Sabeis que, outrora, quando éreis gentios, deixáveis conduzir-vos aos ídolos mudos, segundo éreis guiados. Por isso vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo”.

Aparentemente não é lógica a composição desses dois versículos, mas se vocês entrarem na esfera espiritual, verão que Paulo é mais que lógico. No versículo 2 é dito que a adoração aos ídolos os faz mudos. Porém quando veem a Deus, Deus os faz falar. Então vocês falam, e o principio é que cada vez que dizem: “Senhor Jesus”, estão no Espírito.

Uma ou outra vez vi alguns cristãos buscadores clamando ao Senhor: “Senhor Jesus, Te amo, porém me sinto vazio Senhor. Tenho que ser enchido com o Espírito”. Imediatamente depois que essa pessoa orou, alguns se acercam dela perguntando-lhe: “Tens recebido o Espírito?” A maioria respondeu: “Não, não o sinto”.

Que dirão vocês? O motivo por ter dito "não", é por não ter sentido que tenha recebido o Espírito. Porém depois de ler o versículo 3, que dirão? Vocês tem clamado: “Senhor Jesus, Te amo!” Tem recebido o Espírito? Sim! Como sabem? “Porque a Bíblia diz”. Não digam “Porque o sinto?”. Diga-lhes que os sentimentos são assim como o tempo. Veem, se vão e flutuam. São como o ar, nuvens e neve. Vem e vão. Não confiem em seus sentimentos. Devem confiar na Palavra.

“Não se pode dizer Senhor Senhor, senão pelo Espírito Santo”, Podem dizer: “Senhor Jesus”? Tratem de dizê-lo do mais profundo de seu ser. “Senhor Jesus!” Tens recebido o Espírito? “Sim, o tenho recebido’. Como sabes? “Porque a Bíblia diz”. Onde lhe disse? Em 1 Coríntios 12:3.

Para a prática das reuniões em casa, devemos aprender a dizer “Senhor Jesus”. Alguns irmãos me aconselharam: “Os visitantes, os novos, não estão acostumados com a nossa maneira. Quando entram e olham alguém dizer “Senhor Jesus!”, isto os espanta”. Se todos disserem “Senhor Jesus” no espírito, os visitantes talvez não concordem com o que dizemos, no entanto, depois de escutar, algo os terá impressionado interiormente.

Podem ser que saiam, porém sairão com certa impressão. Se vocês não dizem: “Senhor Jesus”, mas são corteses, cultos, simpáticos, os visitantes não se espantariam. Se ficassem, porém ficariam com uma impressão que é completamente sem significado. O que diriam é: “Pois, a reunião em casa é muito cortês, muito simpática, e todas essas pessoas são tão cultas”.

Será melhor ter uma reunião gritando: “Oh, Senhor Jesus”, e espantar as pessoas com uma impressão de algo. Diriam: “Não entendo o que era aquilo, no entanto eles tinham algo ali. O falar daquela maneira me afetou”.


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terça-feira, 18 de novembro de 2025

Reuniões em casa, semana 2, sábado, capítulo 4

REUNIÕES EM CASA

Capítulo 4
A MANEIRA DE PRATICAR AS
REUNIÕES EM CASA

SEMANA 2 - SÁBADO
Leitura Bíblica: At 5:42; 1 Co 14:1, 3, 4b, 12,
19, 23-26

Ler e orar: Assim, também vós, visto que desejais dons espirituais, procurai progredir, para a edificação da igreja.(1 Co 14:12)


Nesta mensagem consideraremos a maneira de praticar as reuniões em casa. A forma de praticar qualquer reunião é ter em primeiro lugar, a mutualidade, e em segundo lugar, o falar. Estas duas coisas são muito úteis e prevalecentes na prática de qualquer reunião.


A MUTUALIDADE NAS REUNIÕES DA IGREJA

Devido a história do cristianismo quase todos os cristãos hoje em dia, inclusive nós, não estão acostumados a ter a mutualidade em suas reuniões. Geralmente nos serviços cristãos vemos que uma ou duas pessoas falam e as demais são simplesmente ouvintes. De nenhum modo isto é conforme o ensino bíblico.

No Novo Testamento há duas categorias principais de reuniões cristãs. A primeira é a reunião do ministério, a reunião dos apóstolos, a reunião de qualquer pessoa dotada, tal como Pedro no dia de Pentecostes. A reunião no dia de Pentecostes foi uma reunião para o ministério. 

Não se pode considerar este tipo de reunião como uma reunião da igreja e na igreja. Por outro lado, quando em 1 Coríntios 14 fala da reunião, se refere a reunião da igreja e na igreja. O versículo 23 diz: “Se, pois toda a igreja se reunir...” Esta é a reunião da igreja na igreja. Quando falamos das reuniões em casa, sem dúvida, nos referimos as reuniões na igreja e as reuniões da igreja.

A pregação ou o ensinamento da reunião do ministério, não há muita mutualidade nem muito falar de um com o outro. Porém em 1 Coríntios 14, nas reuniões da igreja existe a necessidade básica, o fator básico da mutualidade. 

1 Coríntios 14:23 diz: “Se, pois toda a igreja se reunir ...” Logo no versículo 26 diz que neste tipo de reunião “...um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele outra língua, e ainda outro, interpretação”.

Isto nos mostra que a reunião da igreja e na igreja depende da mutualidade. Ali sempre está o sentimento de um para o outro. Devemos estar bem claros que as reuniões em casa certamente não são reuniões de algum ministério.

As reuniões em casa são absolutamente reuniões da igreja e na igreja. Elas dependem cem por cento da mutualidade. Se não há mutualidade, não há uma reunião em casa. Ter uma reunião em casa sem a mutualidade faz com que a reunião em casa perca seu caráter; essa reunião em casa não seria da igreja.

Pode ser que seja uma reunião em casa porém só de um ministério pequeno, onde uma pessoa fala e todas as demais escutam. Um orador estaria ali com um auditório pequeno, porém não haveria mutualidade. 1 Co 14 é o único capítulo nos escritos de Paulo que nos ensina algo sobre as reuniões da igreja. Neste capítulo está o fator básico da mutualidade.


O FALAR NAS REUNIÕES DA IGREJA

O segundo fator necessário para as reuniões da igreja é o falar. Se ninguém fala, isso mata a reunião da igreja. A falta do falar mata a reunião da igreja. A reunião da igreja depende da mutualidade e do falar. As referências da Escritura para esta mensagem provém de uma base para se ter comunhão tocante a tais fatores.

Atos 5:42 diz: “E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar [boas novas] Jesus, o Cristo”. Isto sucedeu no começo da vida da igreja, depois do dia de Pentecostes. 

Depois que os milhares de novos crentes foram salvos, se reuniam no templo. A reunião no templo foi para o ministério, para que Pedro e João ministrassem, falassem, pregassem e ensinassem.

O versículo 42 se refere também que se reuniam de casa em casa e, em cada casa. Que faziam ali? Se reuniam para ensinar e pregar. Sem dúvida ensinavam Cristo, ensinavam as coisas referentes a Cristo. No dia de Pentecostes depois da pregação de Pedro, três mil foram salvos e em seguida começaram a reunir-se.

Seguramente não falavam da religião judaica. Sem dúvida falavam do que haviam ouvido na única mensagem de Pedro. Ensinavam e pregavam. Pregavam a Jesus Cristo como as boas notícias. Em suas reuniões só faziam duas coisas, as duas incluíam o falar. Ensinar é falar, e pregar também é falar.


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