sábado, 28 de fevereiro de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 6, terça, mensagem 14

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 14
O JUÍZO DE DEUS SOBRE O SEU POVO 

SEMANA 6 - TERÇA
Leitura Bíblica: Êx 40:34; 1 Sm 4:3-10; 1 Rs 8:10-11; Ez 7:15-17, 21, 9:3, 11:22-23, 12:15, 14:21; At 20:29 

Ler e orar: Então, a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo(Êx 40:34)


OS MEIOS DO JUÍZO DE DEUS
SOBRE O SEU POVO

Deus julgou o Seu povo por meio de quatro coisas terríveis: a espada, a fome, a peste ou doença, e as bestas-feras (14:21). Ezequiel diz claramente que alguns foram mortos pela espada. Os fugitivos morreram por causa da falta de comida; outros foram mortos pela peste; e o restante foram devorados por feras.

A guerra causa fome. Assim, quando há guerra, há escassez de alimentos. A falta de alimentos traz peste ou doença. Esses foram os meios que Deus usou para executar o Seu juízo sobre o Seu povo (7:15-17).

Esses quatro meios do juízo de Deus podem ser aplicados à situação do cristianismo hoje. Entre os cristãos, há muita luta e pouquíssima paz. Se numa determinada igreja, há guerra, isso indica que o juízo de Deus chegou. Isso indica que algo idólatra, profano ou injusto trouxe o juízo de Deus, que é primeiramente pela espada, ou seja, pela luta.

Todos nós precisamos ter cuidado. Se há luta ou discórdia entre nós, isso é um sinal do juízo de Deus. Quanto mais lutarmos uns com os outros, mais sofreremos o juízo de Deus.

Devido aos combates entre os cristãos, há escassez de alimentos. Quando uma igreja está cheia de batalhas, não haverá em tal igreja um rico suprimento de alimento espiritual. Em vez de alimento espiritual, haverá morte, fome.

Não haverá suprimento, nem riquezas de Cristo, nem palavra viva,
nem palavra saudável. Se desejamos ter a palavra saudável, o suprimento de Cristo e o alimento espiritual rico e especial, precisamos de unidade, paz e harmonia.

Há a necessidade de todos estarem no Espírito e serem um. Essa igreja estará sempre cheia do suprimento de alimentos. Depois de cada reunião, há abundância de “sobras”. Isso é uma forte prova de que aqueles que estão nessa igreja não estão sob o juízo de Deus.

Devido à escassez de alimento espiritual, existe peste entre os cristãos hoje. Isso significa que existem todos os tipos de doenças espirituais, enfermidade e fraqueza. No entanto, quando a vida da igreja é adequada, não haverá peste, nem doença. Em vez disso, haverá cura, fortalecimento e edificação.

Além disso, entre os cristãos hoje há muitas bestas-feras que rugem, devoram e consomem. Em Atos 20:29, Paulo advertiu aos presbíteros de Éfeso que um dia lobos ferozes entrariam na igreja, os quais não poupariam o rebanho. Preocupando-se apenas consigo mesmos, eles devorariam a igreja.

Pode ser que existam pequenos lobos em algumas das igrejas locais. O cristianismo hoje é caracterizado pela luta, pela escassez de alimentos, por doenças espirituais, e pelas bestas-feras que rugem e devoram. Como resultado, quase todos os cristãos estão espiritualmente mortos. Não muitos permanecem vivos.


OS RESULTADOS DO JUÍZO DE DEUS

Agora precisamos seguir para ver os resultados do juízo de Deus sobre o Seu povo.


Perder a Boa Terra

O primeiro resultado do juízo de Deus foi que o povo de Israel perdeu a boa terra. Eles foram espalhados, dispersos e levados cativos (Ez 12:15; 7:21). Na experiência espiritual, perder a boa terra significa perder o desfrute de Cristo. Hoje, a grande maioria dos cristãos estão mortificados, espalhados e sem o desfrute de Cristo.


A Glória do Senhor Retirou-se

O segundo resultado do juízo de Deus foi que a glória do Senhor se retirou (9:3; 11:22-23). Na história do povo de Israel, a glória do Senhor veio a eles duas vezes e os encheu.

A primeira vez foi no Monte Sinai, quando o tabernáculo foi levantado (Êx 40:34). A glória do Senhor encheu o tabernáculo a partir desse momento até a época de Eli. Durante a época de Eli, o povo de Israel lutou contra os filisteus com a arca de uma maneira supersticiosa e foram derrotados (1 Sm 4:3-10). A arca foi capturada, e a glória do Senhor deixou o tabernáculo. Isso significa que o Senhor abandonou o tabernáculo.

Quando o templo foi edificado na época de Salomão, a glória do Senhor voltou a encher o templo (1 Rs 8:10-11). A glória do Senhor permaneceu ali até o momento em que Ezequiel a viu partir, deixando o templo e a cidade, repousando sobre o Monte das Oliveiras, e, finalmente, retornando para os céus. Com o cristianismo hoje não há a glória do Senhor. Pelo contrário, há dispersão, espalhamento, cativeiro, e a perda do desfrute de Cristo. 

Quanto a essa questão, não há necessidade de argumentar em termos de certo e errado. Em vez disso, devemos simplesmente verificar se a glória do Senhor está presente. Se tem a glória do Senhor, você está certo. Se não tem a glória do Senhor, você está errado. Se glória de Deus não está na igreja, não seremos capazes de sentir o sabor e a manifestação de Deus.


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Estudo-Vida de Ezequiel, semana 6, segunda, mensagem 14

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 14
O JUÍZO DE DEUS SOBRE O SEU POVO 

SEMANA 6 - SEGUNDA
Leitura Bíblica: Ez 8:2-4, 10; 9:3a; 10:2, 11:22-24, 12:15, 14:21, 22:17-22, 29

Ler e orar: Olhei, e eis que, no firmamento que estava por cima da cabeça dos querubins, apareceu sobre eles uma como pedra de safira semelhando a forma de um trono(Ez 10:1)



A BASE DO JUÍZO DE DEUS

Nesta mensagem consideraremos o juízo do povo de Deus.


A BASE DO JUÍZO DE DEUS

Primeiro, precisamos ver a base do juízo de Deus sobre o Seu povo. O juízo de Deus sobre o Seu povo foi baseado em três coisas: a justiça de Deus, a santidade de Deus e a glória de Deus.

Na primeira seção de Ezequiel (cap. 1), na visão da aparência da glória do Senhor, vimos três coisas principais: o trono, o qual se parecia com uma safira, significando a justiça de Deus; o fogo, o qual significa a santidade de Deus; e o electro brilhante, significando a glória de Deus.

Como temos salientado, essas três coisas nos dão três cores básicas. O trono com aparência de safira era azul; o fogo era vermelho; e o electro brilhante era amarelo. Quando essas três cores básicas brilham, e refletem juntas, elas dão a aparência do arco-íris. A questão crucial aqui é que a justiça, santidade e glória de Deus são a base sobre a qual Deus exerce Seu juízo sobre o Seu povo.


A Glória de Deus contrapõe-se aos Ídolos

Nos capítulos de dois a vinte e quatro, há algumas coisas negativas que se contrapõe à justiça, a santidade e a glória de Deus. A glória de Deus se contrapõe aos ídolos, e em 8:2-4, 10 e em 9:3, a glória de Deus se contrapõe aos ídolos. 

Numa visão, Ezequiel foi levado para Jerusalém e entrou no templo. Diante dele, a glória de Deus e os ídolos foram contrastadas. Nas paredes haviam imagens de ídolos, e sobre o templo estava a glória do Senhor.

A glória do Senhor não podia tolerar as imagens dos ídolos. Essas imagens eram chamadas imagens provocativas, porque elas provocavam o ciúme de Deus (8:3). Nosso Deus é um Deus ciumento; Ele não tolerará ídolos.

Por causa dos ídolos no templo, a glória de Deus retirou-se passo a passo, saiu do templo, da cidade, e das pessoas. Na última etapa, a glória do Senhor saiu do templo e da cidade, parando no Monte das Oliveiras no lado leste da cidade (11:23), no mesmo lugar onde o Senhor Jesus ascendeu aos céus.

A glória do Senhor parou e esperou por um tempo, mas, por fim, ela deixou aquela montanha e voltou para o céu. Essa foi a partida da glória do Senhor.

O juízo de Deus sobre o Seu povo é baseado primeiro em Sua glória. Tudo o que se contrapõe à glória de Deus, certamente provocará o Seu juízo. O cristianismo atual está sob o juízo de Deus. A situação do cristianismo hoje está provocando o ciúme de Deus por causa dos muitos ídolos. 

A Igreja Católica Romana tem todos os tipos de ídolos, e outras chamadas igrejas também têm ídolos. Em alguns desses lugares pode não haver ídolos físicos, mas existem outros tipos de ídolos. Para alguns, a sua obra para Deus é um ídolo. Para outros, o ensinamento ou evangelismo bíblico se torna um ídolo.

Se amamos nossa obra, ativismo ou prática, mais do que o Senhor, até mesmo essas coisas, que são para o Senhor, podem ser ídolos. Com base nesse princípio, podemos perceber que a situação do cristianismo está repleta de ídolos. É por isso que digo que a situação do cristianismo hoje está provocando a Deus e está sob o Seu juízo.


A Santidade de Deus contrapõe-se à Escória

A santidade de Deus é a separação e santificação de Deus, e isso contrapõe-se à escória. Como eleitos de Deus, o povo escolhido de Deus, a igreja, deve ser de ouro puro, prata pura e um tesouro puro. No entanto, como o povo de Israel na época de Ezequiel, a igreja tornou-se escória.

Portanto, assim como Israel, a igreja precisa ser queimada pelo fogo. O Senhor disse que colocaria a cidade de Jerusalém e o povo de Israel numa fornalha para queimá-los (22:17-22). Isso indica que a santidade de Deus se contrapõe à escória. A santidade de Deus não pode tolerar qualquer tipo de escória.

Considere a situação do cristianismo hoje. Onde você pode encontrar um tesouro puro para Deus? Quase todos os lugares para onde você olha há apenas escória. Certamente há a necessidade do fogo ardente de Deus queimar a escória.

O amor expressado por muitos cristãos hoje não é puro, mas é escória, porque é segundo a carne. Essas pessoas podem amar as outras, mas o seu amor é segundo a emoção humana natural e contém
uma grande quantidade de mistura ou impureza. Esse tipo de amor é um amor que não passou através da cruz.

O mesmo é verdade em relação a bondade e a humildade expressada por muitos cristãos. Nesse tipo de amor, bondade e humildade não há ouro puro. Em vez de algo puro e santo, há mistura, escória. Aqueles que expressam esse amor, bondade e humildade estão na carne, fazem coisas boas ou expressam algo de uma maneira boa. Embora a expressão possa ser boa, contudo é carne. Não há qualquer tratamento da cruz nem qualquer tratamento da santidade de Deus. 

Portanto, esse tipo de amor, bondade e humildade precisa ser queimado e julgado; ele precisa ser colocado sob o juízo de Deus pelo fogo. Disso vemos que, não só o nosso ódio precisa ser queimado, mas até mesmo o nosso amor precisa ser queimado. Da mesma forma, tanto o nosso orgulho quanto a nossa humildade precisam ser queimados por Deus.


A Justiça de Deus contrapõe-se a Injustiça e a Opressão

A justiça de Deus contrapõe-se a injustiça e a opressão de Israel. Durante a época de Ezequiel, o povo usava oprimir e praticar o roubo (22:29). Com base no Seu trono justo, Deus teve que executar Seu juízo sobre todas as injustiças e coisas injustas.

Agora podemos ver que o juízo de Deus do Seu povo foi baseado em Sua glória, santidade e justiça. Qualquer coisa que não era compatível com a Sua glória, santidade e justiça, tinha que ser julgada.


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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 6, domingo, mensagem 13

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 13
A DEGRADAÇÃO DO POVO DE DEUS 

SEMANA 6 - DOMINGO
Leitura Bíblica: Ez 13:4-5, 17-21, 14:1-3, 22:25-30

Ler e orar: A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um.(Cl 4:6)


O TIPO DE PESSOAS
ENTRE OS FILHOS DE ISRAEL

Agora continuaremos a considerar os vários tipos de pessoas entre os filhos de Israel descritos nesses capítulos de Ezequiel.


Os Sacerdotes

Ezequiel 22:26 diz: “Os seus sacerdotes transgridem a minha lei e profanam as minhas coisas santas; entre o santo e o profano, não fazem diferença, nem discernem o imundo do limpo e dos meus sábados escondem os olhos; e, assim, sou profanado no meio deles.” 

Aqui vemos que os sacerdotes violavam a palavra de Deus, profanando as coisas santas, e até mesmo profanando o próprio Senhor. Eles não faziam nenhuma distinção entre o santo e o profano, entre o limpo e o impuro.

Pelo fato de não ministrarem a palavra de Deus, antes, a violavam, eles enganavam e roubavam as pessoas. Eles cometeram violência contra a palavra do Senhor e profanaram o nome de Deus.

Essa também é a situação com certos mestres no cristianismo hoje. Eles ministram a palavra de Deus de uma forma violenta, enganam e trapaceiam os outros pelo mal-uso da Palavra e profanam o nome de Deus.


Os Reis

Ezequiel 22:27 continua a dizer que os príncipes, reis, estavam no meio da terra como lobos que arrebatam a presa, derramando sangue e destruindo almas pelo lucro desonesto. Como muitos no cristianismo hoje, eles estavam ansiosos para se apossarem de algo para o seu próprio ganho. 


Os Profetas

Ezequiel 22:25 nos diz que os profetas eram como leões que rugem devorando almas. Eles tomavam o tesouro e as coisas preciosas, multiplicando suas viúvas.

Ezequiel 13:4-5 diz: “Os teus profetas, ó Israel, são como raposas entre as ruínas. Não subistes às brechas, nem fizestes muros para a casa de Israel, para que ela permaneça firme na peleja no Dia do Senhor”.

Como raposas do deserto, os profetas gostavam de se esconder e viver num lugar desolado. É difícil para uma raposa viver numa casa adequada, mas quando a casa está devastada, as raposas podem entrar. 

Além do mais, os profetas não fechavam as brechas nem faziam muros durante o tempo da batalha. Hoje a situação é semelhante, pois pouquíssimos cristãos estão dispostos a permanecer na brecha pela restauração do Senhor e pelo interesse do Senhor.

No tempo de Ezequiel, havia muitos falsos profetas que profetizavam de acordo com seu próprio coração. Em 22:28 Ezequiel usou uma parábola para descrever a maneira deles de profetizar: “Os seus profetas lhes encobrem isto com cal por visões falsas, predizendo mentiras e dizendo: Assim diz o Senhor Deus, sem que o Senhor tenha falado.”

Aqui, Ezequiel disse que a maneira deles de profetizar era como o reboco das paredes feito com argamassa fraca. A argamassa é feita de cal e deve ser completamente saturada com água antes de ser aplicada a uma parede. Isso faria com que a argamassa fosse devidamente curtida. Se a argamassa não estiver completamente curtida com água antes de ser aplicada à parede, a chuva lavará a argamassa, e a parede se desintegrará.

O significado dessa parábola é que muitos profetas ministravam a palavra de Deus de uma maneira que não era devidamente curtida. Ministrar a palavra de Deus de uma maneira tão destemperada é não estar saturado com o Espírito Santo nem embebido com a experiência de vida. Hoje, muitos pregadores e mestres são como reboco de argamassa fraca. Eles podem dar um bom sermão, mas quando uma tempestade vem, seu sermão é lavado como argamassa fraca.

Uma palavra totalmente saturada com o espírito e com a experiência da vida divina é absolutamente diferente. Quando esse tipo de palavra é ministrada, ela fortalece o povo de Deus para suportar todo tipo de tempestade que possa vir.

Disso vemos que, precisamos de ensinamento que seja saturado com o Espírito e embebido com a experiência adequada da vida divina. Isso não é uma questão de eloquência ou de falar palavras que são agradáveis aos ouvidos.

Pelo contrário, é ministrar a palavra de Deus de uma maneira real, sólida e completamente saturada com o Espírito Santo. Essa palavra nos protegerá, nos fortalecerá, nos edificará, e nos capacitará a permanecer contra todo tipo de tempestade.

Uma situação ainda pior do que a dos falsos profetas existiam entre as filhas do povo, que profetizavam do seu próprio coração (13:17). Elas não só profetizavam falsamente; também profetizavam que o Senhor não tinha falado. 

Esse tipo de profetizar ocorre hoje frequentemente. Muitos dizem: “Assim diz o Senhor”, mas o Senhor não falou. Por exemplo, nos últimos anos, várias pessoas têm profetizado que a cidade de Los Angeles cairá no oceano, e alguns até mesmo previram a data exata. Mas, Los Angeles ainda está aqui. Eles disseram: “Assim diz o Senhor”, mas o Senhor nunca disse tal coisa. Quando essas profecias não se cumpriram, elas provaram ser falsas.

Além de profetizar falsamente, essas mulheres em Ezequiel também praticavam superstição e bruxaria. Por exemplo, elas costuravam uma atadura mágica, um amuleto, como uma proteção supersticiosa dos demônios. Elas ainda costuravam véus para caçar pessoas (13:18-21). 

Da mesma forma, hoje certos pastores, pregadores e ministros falam de uma forma supersticiosa, confortando os outros de uma forma falsa e não de acordo com a verdade.


Os Anciãos

O Senhor disse a Ezequiel que os anciãos, que vinham a ele para consultar o Senhor, tinham levantado ídolos em seus corações (14:1-3). Por causa dos ídolos em seus corações, o Senhor não seria consultado por eles. Eles não eram honestos com o Senhor.

Além disso, eles eram vorazes e roubavam, tomando os tesouros dos outros em suas próprias mãos. Em muitos aspectos, a situação hoje em dia é semelhante.


O Povo

De Ezequiel 22:29, vemos que o povo usava de opressão e roubavam. Eles afligiam os pobres e os necessitados, e oprimiam injustamente ao estrangeiro. O Senhor não foi capaz de encontrar alguém entre eles que pudesse tapar o muro e ficar na brecha.

Quanto a isso, o versículo 30 diz: “Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei.” Infelizmente, no cristianismo hoje a situação é quase exatamente a mesma.

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 5, sábado, mensagem 13

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 13
A DEGRADAÇÃO DO POVO DE DEUS 

SEMANA 5 - SÁBADO
Leitura Bíblica: Ez 14:3, 5, 22:18; Ap 2:4 

Ler e orar: Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração (Jr 29:13)


Escória

Ezequiel 22:18 diz: “Filho do homem, a casa de Israel se tornou para mim em escória; todos eles são cobre, estanho, ferro e chumbo no meio do forno; em escória de prata se tornaram”.

Isso revela que Israel, o tesouro precioso de Deus, tornou-se escória, o material inútil que permanece após o ouro e a prata serem refinados. Como eleitos de Deus, eles se tornaram rebeldes; como vinha de Deus, eles se tornaram sarça e espinhos; como a noiva de Deus, tornaram-se uma prostituta; como o rebanho de Deus, eles se tornaram escorpiões; e como um tesouro de ouro e prata de Deus, tornaram-se escória.

Esse quadro de Israel pode ser aplicado à situação do cristianismo hoje. Em sua posição, os cristãos são os eleitos de Deus, contudo, muitos se tornaram rebeldes contra Deus. Em vez de ser uma videira, tornaram-se sarças e espinhos. Em vez de ser uma esposa, eles se tornaram uma prostituta.

De acordo com Apocalipse 17 e 18, o cristianismo hoje não é uma noiva, mas uma grande prostituta com muitas filhas prostitutas. Portanto, o cristianismo hoje é verdadeiramente uma prostituição. Além disso, entre os cristãos, o que vemos hoje não é um rebanho produzindo carne e lã para os outros, mas escorpiões. No final das contas, embora alguns cristãos hoje possam ser um tesouro para Deus, a maioria se tornou escória.


AS RAZÕES PARA A DEGRADAÇÃO DE ISRAEL

Como poderia um povo tão maravilhoso, que eram os eleitos de Deus, a vinha de Deus, a noiva de Deus, o rebanho de Deus e o tesouro de Deus se tornar rebeldes, sarças e espinhos, prostituta, escorpiões e escória? A fim de responder a essa questão, precisamos considerar as razões para a degradação de Israel.


Idolatria

A primeira razão para a degradação foi sua idolatria. Ezequiel fala repetidamente sobre os ídolos no meio do povo de Israel. Não devemos considerar que o ídolo é sempre uma imagem exterior. Ídolos são substitutos de Deus.

Ezequiel 14:3 diz: “Filho do homem, estes homens levantaram os seus ídolos dentro do seu coração.” Aqueles que levantam ídolos em seus corações são afastados do Senhor por meio dos seus ídolos (v. 5). O versículo 4 diz: “Portanto, fala com eles e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Qualquer homem da casa de Israel que levantar os seus ídolos dentro do seu coração, e tem tal tropeço para a sua iniquidade, e vier ao profeta, eu, o Senhor, vindo ele, lhe responderei segundo a multidão dos seus ídolos.”

Nesses versículos, vemos um princípio: Todos aqueles que têm ídolos dentro de si e ainda buscam a Deus de uma forma exterior, não conseguem encontrar Deus. Deus não será encontrado por aqueles que levantam ídolos em seus corações.

Aqueles que buscam ao Senhor de todo o coração O encontra (Jr 29:13). No entanto, Deus não será encontrado por aqueles que O buscam exteriormente, contudo, têm ídolos interiormente. Se houver um ídolo em nosso coração, algo em nosso coração que nos ocupa, em vez de Deus, será inútil nós buscarmos a Deus, pois nessa situação Deus não tem caminho para ser encontrado por nós.

Qualquer coisa dentro de nós que seja um substituto para Deus é um ídolo. Tudo o que amo mais do que o Senhor é um ídolo. Uma bolsa de estudos, educação, dinheiro, roupas, esposa, marido, filhos, tudo isso pode ser ídolos, algo ou alguém que amamos mais do que a Deus e que substitui Deus na nossa vida. Tudo o que é mais importante para nós do que o Senhor é um ídolo. A primeira razão para a queda e degradação de Israel foi a idolatria.

O princípio é o mesmo com a degradação da igreja. Em Apocalipse 2, vemos que a degradação das igrejas começou com o abandonar o primeiro amor ao Senhor (v. 4). O Senhor Jesus disse que a igreja em Éfeso tinha muitas boas obras, mas Ele tinha algo contra eles, pois haviam abandonado o seu primeiro amor por Ele.

Isso indica que eles tinham alguns ídolos. Se não amamos o Senhor com o primeiro amor, isso é um sinal de que temos algum tipo de ídolo. Tudo o que amo mais do que o Senhor, é o nosso ídolo. Se percebermos isso, veremos que a causa da degradação de Israel e da igreja é exatamente a mesma.

O povo de Israel adorava ídolos como substitutos de Deus. A situação é a mesma com uma grande quantidade de cristãos hoje. A maioria dos cristãos perderam o seu primeiro amor. Alguns amam a sua obra missionária muito mais do que amam o próprio Senhor. Outros amam seu estudo Bíblico ou a sua obra evangelística mais do que o Senhor. Muitos cuidam da sua obra, mas não se importam com o Senhor.

O Dr. A. W. Tozer, da Aliança Cristã e Missionaria, disse certa vez que, se o Senhor Jesus entrasse numa conferência de líderes cristãos, eles não O reconheceriam. Embora poderiam estar discutindo a sua obra para o Senhor, se Ele entrasse em sua reunião, eles não O reconheceriam. A observação de Tozer indica que é comum aos cristãos amarem muitas outras coisas do que o próprio Senhor.


Associação com o Mundo

Os ídolos levam as pessoas à associação com o mundo. O povo de Israel tinha ídolos, e através desses ídolos, eles entravam em contato e se associavam com o mundo, isto é, com as nações gentias.

Isso indica que, enquanto temos algo dentro de nós que é um substituto para o Senhor, estaremos associados com o mundo. Podemos amar várias coisas no lugar do Senhor: dinheiro, graduação, um bom emprego, um automóvel, uma casa, uma boa vida, e até mesmo o nosso marido, esposa ou filhos. Qualquer coisa que amamos mais do que amamos o Senhor nos levará a associação com o mundo e nos levará ao mundanismo.


Andar segundo os Costumes das Nações

Depois que o povo de Israel se associou com as nações, eles começaram a andar segundo as maneiras e costumes das nações. Isso significa que eles seguiram as nações. Precisamos perceber que as três causas da queda e degradação de Israel são também as principais causas da queda e degradação do cristianismo hoje.

Essas causas são: amar algo mais do que o Senhor ou no lugar do Senhor, associação com o mundo e andar segundo os costumes das nações. Apesar de estarmos na restauração do Senhor, me preocupa o fato de que alguns ainda podem ter um ídolo dentro de si, ainda podem estar associados com o mundo, e em sua vida diária ainda podem andar segundo o costume das nações.

Não devemos pautar nossa vida sobre os incrédulos de maneira alguma. Por exemplo, não devemos seguir os incrédulos na questão da maneira de vestir. Não devemos nos interessar por qualquer estilo em particular, antes, devemos nos preocupar em ter uma aparência adequada. O modo como vivemos, a maneira como gastamos o nosso dinheiro, e a maneira como nos vestimos não deve ser, segundo o costume das nações. Somos um povo santo, e por isso devemos ser diferentes do povo do mundo.


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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 5, sexta, mensagem 13

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 13
A DEGRADAÇÃO DO POVO DE DEUS 

SEMANA 5 - SEXTA
Leitura Bíblica: Gn 2:18; Êx 19:5; Jz 9:13; Ez 2:3-7, 6:9; Jo 3:29, 15:5a; 1 Co 1:30; 1 Pe 5:2; Ap 19:7

Ler e orar: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.(Jo 15:5)


OS DIREITOS, PRIVILÉGIOS
E POSIÇÃO DO POVO DE ISRAEL

Nesta conjuntura, precisamos considerar os direitos, privilégios e posição do povo de Israel.


Eleito de Deus

Israel era o eleito de Deus, Seu povo escolhido. Como Seus eleitos, eles deveriam ser separados das nações e diferentes delas. O princípio é o mesmo com Israel no Antigo Testamento e com a igreja no Novo Testamento.


A Videira de Deus

Israel não era apenas o eleito de Deus, mas também a videira de Deus. A videira de Deus é para o cumprimento da Sua economia. João 15 revela que Cristo é a videira verdadeira, e que nós somos os ramos. Como um todo, Cristo e nós somos uma videira para a economia de Deus.

Deus concede à videira Sua rica visitação com o fornecimento da luz do sol, ar, chuva, solo e muitas outras coisas que são necessárias para que a videira cresça e produza algo. Essa videira consiste não somente de seres humanos, mas de seres humanos mesclados à pessoa divina.

Isso significa que a videira é uma combinação do Ser Divino com muitos seres humanos. Tal videira é para a economia de Deus, e deve produzir algo que possa fazer Deus feliz e levar as pessoas a se alegrarem.

Como um povo escolhido e eleito por Deus, Israel era a videira de Deus para a Sua economia. Cristo com a igreja é a videira de Deus hoje. Na Bíblia, a videira representa o povo de Deus quando estão sob Seus cuidados e em união com Ele.

A videira em João 15 é formada pela união do Cristo glorioso, o Filho de Deus e todos os que creem Nele e Lhe pertencem. Essa união resulta no fluir da vida divina, e essa vida torna-se o vinho que alegra Deus e o homem. 

Portanto, com a videira, temos quatro pontos cruciais: o cuidado de Deus em Sua graça, a união de Deus e do homem, o fluir da vida divina e a produção de vinho para a alegria de Deus e do homem.

Em Sua graça e em Seu cuidado por nós, os crentes, Deus nos colocou em Cristo (1 Co 1:30), e agora Ele está nos cultivando para que vivamos em união com Cristo. Ele é a videira e nós somos os ramos (Jo 15:5a). Estamos Nele, e Ele está em nós. Como estamos Nele, a vida divina flui na frutificação, e as uvas são produzidas. Por fim, essas uvas tornam-se em vinho para animar a Deus e ao homem (Jz 9:13).


A Noiva de Deus

Israel também era a noiva de Deus, Seu complemento, para a Sua satisfação. Considerando que a videira é uma questão do fluir da vida e a manifestação da graça, a mulher é uma questão de amor e satisfação. Deus não quer ficar sozinho, mas quer ter uma noiva.

Gênesis 2:18 diz que não é bom para o homem ficar só. Em tipologia, isso significa que não é bom para Cristo, para Deus, ficar só. Cristo deseja ter uma noiva.

De acordo com Ezequiel 16 e 23, Israel era a noiva de Deus na época do Antigo Testamento. Hoje, a igreja é a noiva de Cristo para Sua satisfação (Jo 3:29; Ap 19:7). O que mais satisfará a Deus e O levará ao maior desfrute será a igreja como Sua noiva, Seu complemento.


O Rebanho de Deus

A casa de Israel também era o rebanho de Deus. No Antigo Testamento, Deus tinha um rebanho na terra que estava sob Seus cuidados, e esse rebanho era Israel. Hoje, a igreja é o rebanho de Deus, sob Seus cuidados (1 Pe 5:2).


Um Tesouro Precioso

Além disso, o povo de Israel foi escolhido por Ele para ser um tesouro precioso e peculiar (Êx 19:5). Quão maravilhosa era a posição de Israel diante de Deus! Eles eram os Seus eleitos, Sua videira, Sua noiva, Seu rebanho e Seu tesouro. Esses eram os direitos, privilégios e posição do povo de Israel.


A CONDIÇÃO DO POVO DE ISRAEL

Infelizmente, a condição real de Israel era muito pobre. Se lermos o longo registro de Ezequiel do capítulo dois até o capítulo vinte e quatro, podemos nos sentir como que chorando sobre a condição lamentável de Israel.


Uma Casa Rebelde

O povo de Israel era o eleito de Deus, mas se tornaram rebeldes contra Deus. Muitas vezes, nesses vinte e três capítulos, Deus disse que Israel era uma nação rebelde, uma casa rebelde. Em 2:3, o Senhor disse a Ezequiel: “Filho do homem, eu te envio aos filhos de Israel, às nações rebeldes que se insurgiram contra mim.”

Nos versículos 5 e 6, Deus se referiu a eles como “casa rebelde”, e no versículo 7, Ele disse que “eles são rebeldes.” Eles eram os eleitos de Deus, mas se tornaram rebeldes contra Deus.


Sarças e Espinhos

O povo de Israel era a vinha de Deus, mas se tornaram sarça e espinhos (2:6). Uma videira deve produzir uvas como fruto para comer e fazer vinho. Em vez de produzirem uvas, Israel tornou-se sarça e espinhos. Eles tornaram-se uma planta que fere e espeta, que não produz fruto nem vinho. Os eleitos de Deus tornaram-se rebeldes, e a vinha de Deus tornou-se sarça e espinhos.


Uma Prostituta

Além disso, embora o povo de Israel fosse a noiva de Deus, eles se tornaram uma prostituta. Eles tinham um “coração dissoluto” e “ se prostituíram após os seus ídolos” (6:9). Que situação miserável! Nos capítulos dezesseis e vinte e três, Deus disse que Seu coração estava quebrantado por causa do coração dissoluto deles. Como um Marido amado, Deus estava entristecido porque Seu povo havia se tornado uma mulher promíscua.


Escorpiões

De acordo com o registro em Ezequiel, o que aconteceu com Israel como rebanho de Deus? Em 2:6, vemos que o rebanho de Deus tornou-se escorpiões. Como o rebanho de Deus, eles deveriam ter sido ovelhas produtoras de carne para alimentar as pessoas e lã para aquecê-las. Contudo, eles se tornaram escorpiões, e com escorpiões não há produção, somente picadas.


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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 5, quinta, mensagem 13

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 13
A DEGRADAÇÃO DO POVO DE DEUS 

SEMANA 5 - QUINTA
Leitura Bíblica: Ez 20:5-6; 1 Pe 4:17

Ler e orar: Assim diz o Senhor Deus: No dia em que escolhi a Israel, levantando a mão, jurei à descendência da casa de Jacó e me dei a conhecer a eles na terra do Egito; levantei-lhes a mão e jurei: Eu sou o Senhor, vosso Deus. Naquele dia, levantei-lhes a mão e jurei tirá-los da terra do Egito para uma terra que lhes tinha previsto, a qual mana leite e mel, coroa de todas as terras.(Ez 20:5,6)


A DEGRADAÇÃO DO POVO DE DEUS

Conforme mostramos na primeira mensagem, o livro de Ezequiel tem quatro seções. A primeira seção, consiste do capítulo um, apresenta uma visão da aparência da glória do Senhor. Esse capítulo revela como Deus se manifesta, como Deus se move, e como Deus administra Seu governo através da coordenação dos quatro seres viventes.

A segunda seção inclui os próximos trinta e um capítulos e abrange o juízo de Deus pelo fogo. Nessa seção, vemos que Deus julga o Seu povo e as nações gentias por Si mesmo como um fogo consumidor.

A terceira seção (caps. 33─39) diz respeito à restauração do Seu povo pela vida de Deus. Após realizar Seu julgamento, Deus vem para restaurar. Considerando que o julgamento de Deus é pelo fogo, Sua restauração é pela vida.

A última seção (caps. 40─48) cobre o edifício santo de Deus. O desfecho, o resultado, da restauração de Deus pela vida é um edifício santo, que é a consumação de todo o livro de Ezequiel. Assim, as quatro seções de Ezequiel cobrem quatro coisas principais: a visão da aparência da glória do Senhor, o julgamento pelo fogo, a restauração pela vida e o edifício santo de Deus.

Esse é um esboço do livro de Ezequiel, um livro que começa com uma visão gloriosa e termina com um edifício santo. Isso indica que o objetivo de Deus é o edifício.

Vimos também que o livro de Ezequiel e o livro de Apocalipse são semelhantes. Tal como Ezequiel, Apocalipse abrange as quatro questões de visão, julgamento, restauração e edificação, e os cobre na mesma sequência que encontramos em Ezequiel.

A visão do Senhor em Apocalipse 1 é seguida pelo julgamento de Deus, a restauração de Deus e o edifício de Deus. No final das contas, o livro de Apocalipse, como o livro de Ezequiel, consuma com a edificação de Deus com as suas doze portas.

A partir disso, vemos que os livros de Ezequiel e Apocalipse não são apenas semelhantes, mas também são paralelos entre si. O primeiro é sobre a história do povo de Deus no Antigo Testamento; o último é uma revelação da igreja no Novo Testamento.

O povo de Deus do Antigo Testamento era uma sombra, uma prefiguração, um tipo, da igreja do Novo Testamento. Se lermos Ezequiel cuidadosamente, perceberemos que ele retrata uma imagem da igreja. De certo modo, a imagem no Antigo Testamento é mais clara e completa do que a revelação no Novo Testamento.

Por isso, na leitura de Ezequiel, devemos não apenas nos preocupar com a história de Israel ou com profecias sobre Israel, mas devemos considerar a imagem clara da igreja, em particular, a imagem revelada aqui da situação degradada da igreja. Porque a degradação de Israel é um retrato da degradação do cristianismo, o que vemos nesse quadro é aplicável à situação hoje.

Nesta mensagem começaremos a considerar a segunda seção de Ezequiel — o juízo de Deus pelo fogo. Nos capítulos de dois a vinte e quatro, vemos o julgamento de Deus sobre Israel, Seu povo escolhido, e nos capítulos de vinte e cinco a trinta e dois anos, Seu julgamento sobre os gentios, as nações.

O julgamento de Deus é primeiro sobre o Seu povo, os filhos de Israel, e, em seguida Seu julgamento vem sobre os gentios. Isso é compatível com o princípio no Novo Testamento, visto tanto no livro de Apocalipse e em 1 Pedro, que Deus primeiro julga Sua casa (1 Pe 4:17) e depois, julga os incrédulos.


TRÊS ESTÁGIOS DO DESFRUTE DE CRISTO

No Antigo Testamento, Israel foi escolhido e eleito povo de Deus. Deus livrou o povo de Israel do Egito e os trouxe para a boa terra. O fato de Deus colocar o povo de Israel na boa terra tipifica Deus nos colocando em Cristo, que é a nossa boa terra hoje.

Ezequiel 20:6 diz que a boa terra é a glória de todas as terras. Cristo é a glória na terra, e Deus nos colocou no Cristo glorioso, que, nas Suas insondáveis riquezas, é uma terra que mana leite e mel. O povo de Israel experienciou três estágios do desfrute de Cristo.

No primeiro estágio, eles desfrutaram Cristo no Egito, como a Páscoa com os pães asmos e as ervas amargas. No segundo estágio, eles desfrutaram Cristo, enquanto estavam vagando no deserto, como o maná celestial e a água viva. No terceiro estágio, eles desfrutaram Cristo como a terra, cheia de produtos ricos.

Esses três estágios se comparam à nossa experiência hoje como crentes em Cristo. Quando fomos salvos, desfrutávamos Cristo como o Cordeiro Pascal. Depois, começamos a desfrutar Cristo como nossa porção diária, o nosso maná diário.

No entanto, esse não é o desfrute final de Cristo. O desfrute final de Cristo é desfrutá-Lo na igreja como a boa terra, com todas as Suas riquezas insondáveis.

No que diz respeito a Cristo como a boa terra, Ezequiel 20:6 diz: “Naquele dia, levantei-lhes a mão e jurei tirá-los da terra do Egito para uma terra que lhes tinha previsto, a qual mana leite e mel, coroa de todas as terras”.

Leite e mel, sendo ambos produtos da mistura da vida vegetal com a vida animal, representam as riquezas da boa terra de Canaã. Em Cristo há tanto alimento espiritual (mel) e bebida espiritual (leite). Ambos, leite e mel, são o resultado de Cristo ter dois tipos de vida: a vida redentora, tipificada pela vida animal, que tem sangue, e a vida geradora, multiplicadora, tipificada pela planta, ou vida vegetal.

Por um lado, a vida do Senhor Jesus é uma vida redentora — uma vida que tem o sangue que foi derramado para a nossa redenção. Por outro lado, a vida do Senhor Jesus é uma vida produtora e geradora — uma vida que foi liberada mediante a Sua morte na cruz para a Sua multiplicação e aumento.

Esses dois aspectos da sua vida foram mesclados para produzir leite como nosso bebida espiritual e mel como nosso alimento espiritual. Cristo é agora o nosso leite e mel, e como tal, Ele é nosso suprimento e desfrute. Se permanecermos Nele como nossa boa terra, desfrutamos as riquezas do Seu suprimento.

Finalmente, Israel, o povo escolhido de Deus, estava vivendo na boa terra com um templo e uma cidade. O templo tipifica a casa de Deus, e a cidade tipifica o reino de Deus. A presença de Deus está em Sua casa, e a autoridade de Deus está em Seu reino.

Na vida da igreja hoje, podemos desfrutar de Cristo como nossa boa terra, e, portanto, temos a presença de Deus e a Sua autoridade. Porque somos os eleitos do Deus vivo em Cristo e desfrutamos tudo o que Ele é, na vida da igreja adequada e normal, temos o templo de Deus com a Sua presença e o Seu reino com a Sua autoridade.


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Hino: Experiência de Cristo - "Como a Boa Terra"

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 5, quarta, mensagem 12

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 12
O HOMEM NO TRONO 

SEMANA 5 - QUARTA
Leitura Bíblica: Sl 89:14; Ez 1:28; Rm 3:23; Ap 21:19-20

Ler e orar: Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação e redenção.(1 Coríntios 1:30)






TENDO UM ARCO-ÍRIS

Neste ponto, os quatro seres viventes não são apenas para a manifestação do Senhor, e não apenas para o mover do Senhor, mas também para a administração, o governo, do Senhor. O Senhor está entre eles e acima deles para a Sua manifestação, mover e governo. Isso é verdadeiramente maravilhoso.

Como resultado de ter um céu claro com o trono e experienciar um homem que tem a aparência de electro e um fogo consumidor, teremos a aparência de um arco-íris. Ezequiel 1:28 diz: “Como o aspecto do arco que aparece na nuvem em dia de chuva, assim era o resplendor em redor. Essa era a aparência da glória do Senhor”. Um arco-íris é o brilho em torno do homem que está sentado no trono. Esse brilho representa o esplendor e glória ao redor do Senhor no trono.

A fim de compreender o significado do arco-íris, precisamos lembrar do arco-íris na época de Noé. Um diluvio havia destruído toda a terra, e apenas oito pessoas foram poupadas do referido julgamento. Depois disso, quando as pessoas viam nuvens tempestuosas no céu poderiam ficar com medo de serem destruídas. Portanto, Deus fez uma aliança na qual Ele prometeu nunca mais destruir todos os seres vivos por um dilúvio, e colocou o arco-íris na nuvem como sinal dessa aliança.

"Porei nas nuvens o meu arco; será por sinal da aliança entre mim e a terra. Sucederá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e nelas aparecer o arco, então, me lembrarei da minha aliança, firmada entre mim e vós e todos os seres viventes de toda carne; e as águas não mais se tornarão em dilúvio para destruir toda carne. O arco estará nas nuvens; vê-lo-ei e me lembrarei da aliança eterna entre Deus e todos os seres viventes de toda carne que há sobre a terra" (Gn 9:13-16).

O arco-íris, portanto, era um sinal da fidelidade da promessa de Deus de não destruir a raça humana caída com um dilúvio. Em Seu julgamento e destruição da raça humana caída na época de Noé, Deus poupou alguns por causa da Sua fidelidade. Essa é também a nossa situação como crentes em Cristo.

Precisamos perceber que fomos poupados por Deus. Éramos todos caídos e merecíamos ser destruídos, mas Deus nos poupou. Louvado seja o Senhor, que fomos poupados pela Sua fidelidade! Agora temos um arco-íris como um sinal da fidelidade de Deus. Embora Deus seja um Deus santo e um fogo consumidor e ninguém pode existir em Sua presença, por causa de Sua fidelidade fomos poupados.

No arco-íris existem várias cores diferentes, mas as cores básicas são apenas três: vermelho, amarelo e azul. Quando essas cores estão brilhando e misturadas, elas produzem outras cores, como laranja, verde e violeta. É muito significativo que as três cores primárias do arco-íris sejam vermelho, amarelo e azul, porque elas correspondem ao que já vimos em Ezequiel. O trono parece com uma pedra azul safira, o electro é amarelo, o fogo é vermelho. Para o seu brilhar e refracção, essas três cores combinam para fazer um arco-íris.

Agora precisamos ver o significado espiritual dessas três cores. Azul representa o trono. De acordo com o Salmo 89:14, o fundamento do trono de Deus é justiça. Isso indica que o trono azul representa a justiça de Deus. Fogo representa o fogo consumidor, santificador e separador. Isso significa que o vermelho aqui se refere à santidade de Deus. Amarelo significa a glória de Deus no electro brilhante. Portanto, aqui temos justiça, santidade e glória de Deus representadas pelas cores azul, vermelho e amarelo.

Justiça, santidade e glória de Deus são três atributos divinos que mantém os pecadores afastados de Deus. Antes de sermos salvos, éramos mantidos afastados de Deus por Sua justiça, santidade e glória.

Mas, o Senhor Jesus veio, morreu na cruz para satisfazer as exigências da justiça, santidade e glória de Deus e ressuscitou, e Ele agora é a nossa justiça, santificação e redenção (1 Co 1:30). Ele também agora é a nossa glória. Em nós mesmos estamos destituídos da glória de Deus (Rm 3:23), estamos sob o justo julgamento de Deus, e somos mantidos afastados pela santidade de Deus.

Mas agora, como crentes, estamos em Cristo, e Ele se tornou nossa justiça, santidade e glória. Além disso, porque estamos em Cristo, nós até mesmo temos Cristo como justiça, santidade e glória. Porque estamos em Cristo, aos olhos de Deus, parecemos justiça, santidade e glória.

Isso não deve ser simplesmente uma doutrina ou um ensinamento para nós. Precisamos experienciar Cristo de tal maneira que, quando os outros nos contatar, possam sentir a justiça, a santidade e a glória. Isso significa que eles devem ser capazes de perceber que temos um céu claro, que temos um trono, e que somos justos e adequados, não descuidados ou levianos em hipótese alguma.

Também devemos ter o electro, resplandecente, brilhante, pesado. Então, teremos a aparência de um arco-íris, e os anjos, os demônios e Satanás serão capazes de vê-lo. Esse arco-íris é o sinal da fidelidade de Deus em poupar a nós, os caídos. Como aqueles que tinham caído, mas que agora foram salvos, nos tornamos um testemunho da fidelidade de Deus em nos salvar. 

Cada igreja local deve ter o testemunho de tal arco-íris. Até mesmo a Nova Jerusalém tem a aparência de um arco-íris. Os fundamentos da Nova Jerusalém são de doze camadas, com cada camada sendo de uma cor diferente (Ap 21:19-20). 

Algum tempo atrás eu li um artigo que afirmava que as doze camadas de pedras do fundamento têm a aparência de um arco-íris colorido. Disso vemos que, a cidade santa, a Nova Jerusalém, se parece um arco-íris. 

Esse arco-íris significa que a cidade é edificada sobre e protegida pela fidelidade de Deus em manter Sua aliança. Esse arco-íris declarará pela eternidade que, quando Deus julgou os pecadores segundo a Sua justiça, Ele não destruiu a todos, mas salvou muitos da destruição como testemunho da Sua fidelidade.

Na eternidade, nós, o agregado dos salvos, seremos um arco-íris testemunhando sempre que o nosso Deus é fiel e justo. Nós, os que fomos poupados por Deus, seremos essa cidade santa. Por Sua justiça, santidade e glória, teremos a aparência de um arco-íris, declarando a todo o universo a fidelidade salvadora de Deus.

No final da Bíblia, há uma cidade cujo fundamento tem a aparência de um arco-íris em torno do Deus eterno como Seu testemunho forte. A experiência da vida cristã e da vida da igreja se consumará em tal arco-íris.

Quando esse arco-íris aparecer, Deus terá o cumprimento do desejo do Seu coração. Ao longo das eras, Deus tem julgado o homem caído de acordo com o Seu trono justo, o Seu fogo santo e Sua natureza gloriosa. No entanto, Deus salvou alguns de tal forma que eles se tornaram um arco-íris brilhante refletindo Sua glória e testificando Dele e de Sua fidelidade para sempre. 

O aparecimento desse arco-íris indica que o céu e a terra foram conectados e que Deus e o homem foram unidos. Ao redor do trono na Nova Jerusalém, haverá um grupo de pessoas que receberam a salvação por causa da fidelidade de Deus, e, pela eternidade, eles serão um arco-íris refletindo o brilho da justiça, santidade e glória de Deus. Nesse ponto, o plano do Deus eterno terá sido realizado.

Embora esse arco-íris será manifestado na eternidade, a realidade espiritual brilhante dele deve ser manifestada na igreja hoje. Na vida da igreja, precisamos permitir que Deus trabalhe em nós e precisamos receber graça à medida em que tudo se torne puro, justo e santo.

Isso significa que o fogo santo de Deus deve queimar tudo o que não corresponde à Deus, para que a natureza de Deus se manifeste como o ouro brilhante na e através da humanidade dos irmãos e irmãs. Então, a igreja será cheia da justiça, santidade e glória de Deus. Essas três características irão se juntar e refletir um no outro para formar um arco-íris brilhante expressando Deus e testificando por Ele.

Digo uma vez mais, que isso não deve ser meramente um ensinamento para nós. Pelo contrário, a realidade desse arco-íris deve ser trabalhada em nós, para que, como aqueles que foram poupados por Deus, teremos a aparência de um arco-íris, tendo o testemunho de Deus e declarar a fidelidade de Deus a todo o universo.

Isso significa que teremos justiça, santidade e glória de Deus. Ezequiel disse que o que ele viu foi o aparecimento da glória do Senhor. “Vendo isto, caí com o rosto em terra e ouvi a voz de quem falava” (Ez 1:28b). 

Se quisermos ouvir a palavra do Senhor nos capítulos seguintes de Ezequiel, todos nós precisamos chegar ao mesmo ponto — sob um firmamento brilhante, em frente ao trono com um homem sentado sobre ele e com o arco-íris brilhando e refletindo. Esse é o lugar onde podemos ouvir a voz de cima.

Estar aqui nos posiciona para ouvir a voz falando dos céus. Espero que cada um de nós chegue a esse ponto, e também espero que todas as igrejas locais também estejam aqui. Então o Senhor terá um caminho para falar a nós.


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Hino: Adoração ao Pai - "Sua Fidelidade"

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 5, terça, mensagem 12

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 12
O HOMEM NO TRONO 

SEMANA 5 - TERÇA
Leitura Bíblica: Is 14:12-14 ; Ez 1;27; Mt 28:18, Rm 7:18a; 2 Co 13:4; Hb 2:6, 10, 6:20; Ap 3:21, 4:2-3, 21:19a, 22:1

Ler e orar: antes, alguém, em certo lugar, deu pleno testemunho, dizendo: Que é o homem, que dele te lembres? Ou o filho do homem, que o visites? Fizeste-o, por um pouco, menor que os anjos, de glória e de honra o coroaste [e o constituíste sobre as obras das tuas mãos](Hb 2:6,7)


LEVAR O HOMEM AO TRONO

A intenção de Deus é trabalhar no homem, a fim de que o homem possa estar no trono. Você já percebeu que esta é a Sua intenção? Podemos estar satisfeitos em ir para o céu. Isso pode satisfazer-nos, mas nunca satisfará a Deus. Deus não estará satisfeito até estarmos no trono.

Em Apocalipse 3:21 o Senhor Jesus diz: “Ao vencedor, Eu lhe darei sentar-se Comigo no Meu trono, assim como também Eu venci e me sentei com Meu Pai no Seu trono.” O Senhor Jesus parecia estar dizendo que Ele se tornou um homem, e como um homem Ele foi para o trono. 

A intenção de Deus é levar-nos ao trono. Seu desejo é tornar-nos pessoas do trono. O reino de Deus não pode vir na íntegra até que estejamos no trono. Além disso, o inimigo de Deus não será subjugado até que estejamos no trono. O objetivo de Deus, portanto, não é apenas nos livrar do inferno, mas levar-nos ao trono.

Precisamos considerar a nossa condição atual, à luz da intenção de Deus. Em muitas coisas somos descuidados e levianos. O Senhor nos levará ao trono, contudo, se ainda somos descuidados e levianos, não estaremos prontos para estar no trono. Ninguém pode sentar-se no trono de maneira indigna ou inadequada.

Não estou de acordo com as práticas do cristianismo formal, mas também não concordo com a frouxidão que é tão difundida hoje. Se você se importa com o Senhor como cristão e como um discípulo do Senhor Jesus, você não pode ser leviano, descuidado e indisciplinado.

Quando o Senhor Jesus estava na terra, Ele não era descuidado de maneira alguma. Muitos crentes hoje, pelo contrário, não parecem ter o conceito e o sentimento adequado sobre como ser um ser humano adequado. Tal pessoa não pode estar no trono.

Deus nos escolheu. Ele nos chamou ao trono. Uma forte prova de que Deus nos chamou é invocar o nome do Senhor. O chamamento de Deus é para nos levar ao trono.


REBELIÃO DE SATANÁS CONTRA O TRONO

Por que Deus quer nos levar ao trono? Deus deseja nos levar ao trono por causa da rebelião de Satanás contra o trono de Deus (Is 14). Se lermos a Bíblia cuidadosamente, veremos que a maior dificuldade que Deus enfrenta no universo é que o Seu trono tem sofrido oposição e tem sido atacado por forças rebeldes.

O trono de Deus é absoluto, mas uma de Suas criaturas se rebelou e busca exaltar o seu trono para ser igual ao de Deus. Em sua rebelião contra o trono de Deus, Satanás destina-se a exaltar o seu trono para os céus e, assim, invadir a autoridade de Deus.

Isaías 14:12-14 diz: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã ...! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono ...Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.”

Desde o momento da rebelião de Satanás até agora, tem havido uma disputa no universo acerca do poder. Muito do que está acontecendo na terra é uma expressão da resistência de Satanás ao trono de Deus. A questão crucial é esta: Quem realmente está reinando sobre a terra: Deus ou Satanás?

Quando o Senhor Jesus estava na terra, Ele era absolutamente submisso à autoridade de Deus. Obedecer ao Senhor é ser uma pessoa sob o trono. Porque o Senhor Jesus obedeceu a Deus o Pai, e submeteu-se à autoridade de Deus de maneira absoluta, depois de ter ressuscitado dos mortos, Deus lhe deu toda a autoridade no céu e na terra (Mt 28:18), e O exaltou ao trono.

Agora, Aquele que está sentado no trono não é somente Deus, mas também homem, pois esse é o mesclar de Deus e do homem. Portanto, após a ascensão do Senhor Jesus, há um homem no trono. 

A mente de Deus está no homem (Hb 2:6), e Ele quer que o homem O expresse e exerça Sua autoridade. O homem tem a imagem de Deus e o domínio de Deus com Sua autoridade. Deus deseja manifestar-Se através do homem, e deseja reinar, administrar, através do homem.

A intenção de Deus é lançar Satanás para baixo e resgatar muitos dos cativos levados por Satanás e levá-los para o Seu trono. Deus não pode receber a glória plena até que sejamos levados ao trono. Um dia, seremos levados ao trono, e então Deus será capaz de se gloriar de Satanás.

Ele triunfalmente declarará que os Seus escolhidos, que tinham sido levados cativos por Satanás, foram levados ao trono. No entanto, precisamos perceber que, em nossa condição atual, não estamos qualificados para estar no trono.

Você se parece com um rei? Se você fosse pesado na balança celestial para determinar seu peso espiritual, quanto pesaria? Preocupa-me o fato de que muitos de nós dificilmente teriam algum peso. Esse é um assunto muito sério. Temos sido chamados para ser filhos de Deus, e estamos destinados a ser reis, mas precisamos que Deus trabalhe em nós e sobre nós para nos qualificar para a realeza.


O SENHOR JESUS É UM HOMEM NO TRONO

Através da Sua crucificação, ressurreição e ascensão, o Senhor Jesus foi levado ao trono. Um verdadeiro homem cujo nome é Jesus está no trono. É por isso que declaramos: “Jesus é o Senhor”, e por isso invocamos: “Ó Senhor Jesus.” 

Deus sempre foi o Senhor, mas agora um homem está no trono como Senhor. Através de Sua ressurreição e em Sua ascensão, “Deus o fez Senhor e Cristo, esse Jesus” (At 2:36). Deus fez de Jesus, um nazareno, Senhor, e hoje, o Senhor do céu e da terra, é um homem. Você realmente percebe que o Senhor do universo, hoje, é um homem? Aleluia por este homem!

Não nos parece estranho dizer que Jeová Elohim é o Senhor do universo. Contudo, não é fácil percebermos que um homem que foi crucificado e sepultado poderia ser o Senhor do universo. Quando Judas e a multidão vieram prendê-Lo, Ele não fugiu. Ele voluntariamente se fez fraco e permitiu-Se ser preso e crucificado.

Nas palavras de 2 Coríntios 13:4, “Ele foi crucificado em fraqueza.” Mas depois que Ele foi crucificado e sepultado, Deus O ressuscitou e O colocou à Sua direita, fazendo Dele o Senhor de todo o universo. Hoje, o Senhor do universo é um homem.


O SENHOR JESUS É O PIONEIRO AO TRONO

Também precisamos ver que o Senhor Jesus abriu o caminho para o trono. Ele foi o pioneiro, o Precursor (Hb 6:20), abrindo o caminho para o trono (2:10). Isso indica que Ele não é o único homem destinado ao trono. Ele abriu o caminho e assumiu a liderança para que possamos seguir. Ele foi o primeiro ao trono, e iremos atrás Dele. Agora estamos marchando rumo ao trono, pois Deus tem a intenção de nos levar à glória e nos estabelecer no trono.


A APARÊNCIA DO HOMEM NO TRONO

Ezequiel 1:27 diz: “Vi-a como metal brilhante, como fogo ao redor dela, desde os seus lombos e daí para baixo, vi-a como fogo e um resplendor ao redor dela”. Aqui vemos que a aparência do homem no trono tem dois aspectos: dos Seus lombos para cima, Ele parece electro, e dos Seus lombos para baixo, Ele parece fogo. Por que a Sua parte superior se parece com o electro, e a Sua parte inferior se com o fogo?

A parte superior de um homem, dos seus lombos até a cabeça, é a parte do sentimento, da sensação. Essa parte representa a Sua natureza e disposição. De acordo com a Sua natureza e disposição, o Senhor Jesus no trono se parece com o electro.

A parte inferior do corpo de um homem é para mover-se. A aparência de fogo dos lombos para baixo tipifica a aparência do Senhor em Seu mover. 

Quando o Senhor vem a nós, Ele primeiro vem como fogo. Quando permanece conosco, Ele se torna electro. Além disso, sempre que o Senhor se move através de nós, Ele se move como o fogo para queimar, iluminar e esquadrinhar. Após esse queimar, algo permanecerá, e esse algo é o electro — uma mistura de ouro e prata que tipifica o Deus-Cordeiro, o Deus-Redentor.

Deus quer que nós O ganhemos como o electro. Para que isso seja a nossa experiência, Ele deve vir primeiro a nós como fogo para iluminar, esquadrinhar e queimar. Então, através do fogo, Ele se torna o electro para nós. Assim, se quisermos ganhá-Lo como o electro, precisamos experienciá-Lo como o fogo.

Por fim, devemos perceber que nada de bom habita em nós. Como Paulo, devemos ser capazes de dizer: “Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum” (Rm 7:18a).

O que se segue é uma lista parcial das coisas negativas que temos dentro de nós: divisão, contenda, ódio, inveja, ira, amor-próprio, objetivos pessoais, ambição, egoísmo, ego, e muitas outras coisas más e horrendas. Estamos cheios dessas coisas, contudo, podemos ter muito pouco do Senhor. Por isso, precisamos que o Senhor venha a nós e queime todas essas coisas negativas. Depois que essas coisas forem queimadas, o electro, o Deus redentor, permanecerá em nós.

Não importa quão claro nosso céu esteja nem o quanto podemos ter o trono em nosso céu, ainda precisamos da presença do Senhor, como o fogo que ilumina, esquadrinha e queima, para que possamos tê-Lo permanecendo em nós como o electro. Essa é a visitação do Senhor conosco, e esse é o mover do Senhor conosco e em nós. É uma grande bênção estar sob a visitação do Senhor. O Senhor vem a nós como um fogo consumidor, e nós O ganhamos como o electro. 

Muitas vezes não há necessidade de declararmos que temos um Deus. Quando os outros estão conosco, eles serão capazes de sentir que temos o electro, o Deus redentor, permanecendo conosco. Eles também podem ter a impressão de que não somos levianos, mas somos pessoas de peso. Somos pesados com o electro, pesados com o Deus-Cordeiro.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 5, segunda, mensagem 12

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 12
O HOMEM NO TRONO 

SEMANA 5 - SEGUNDA
Leitura Bíblica: Gn 1:26, 9:12-15; Êx 24:10; Dt 33:1; Js 14:6; Sl 90; Ez 1:26-28; Mt 19:28; Jo 6:62; At 7:56; 1 Tm 3:15-16

Ler e orar: Por cima do firmamento que estava sobre a sua cabeça, havia algo semelhante a um trono, como uma safira; sobre esta espécie de trono, estava sentada uma figura semelhante a um homem.(Ez 1:26)


Na mensagem anterior, mostramos que na vida cristã e na vida da igreja, precisamos de um firmamento brilhante com um trono nele. Ter um firmamento brilhante significa que não temos nuvens ou trevas entre nós e o Senhor, e ter o trono significa que estamos sob o governo dos céus. Todos nós precisamos ter uma vida com um firmamento brilhante e o trono acima dele. Nesta mensagem continuaremos a considerar Aquele que está sentado no trono (Ez 1:26-27).


AQUELE QUE ESTÁ NO TRONO
TEM A APARÊNCIA DE UM HOMEM

O versículo 26b diz: “havia algo semelhante a um trono, sobre esta espécie de trono, estava uma figura semelhante a um homem.” Aqui é-nos dito que, Aquele que está no torno é semelhante à um homem. Isto é absolutamente diferente do conceito humano e também diferente do conceito religioso, incluindo o conceito amplamente difundido no cristianismo de hoje. Principalmente, o nosso conceito é que Aquele que está no trono é o Deus forte.

Você já pensou que o Senhor no trono não é apenas o Deus poderoso, mas também é um homem? Oh, Aquele que está sentado no trono é um homem! No entanto, o versículo 28 fala de “a aparência da glória do Senhor.” Aquele que está no trono parece com um homem, contudo, com Ele há a aparência da glória do Senhor.

Os cristãos percebem, obviamente, que o Senhor Jesus era um homem quando estava na terra. Eles reconhecem o fato de que, desde a manjedoura em Belém, até o momento em que estava na cruz, no Gólgota, Ele era um homem. Todos nós temos esse conceito.

No entanto, muitos crentes em Cristo não têm considerado que o Senhor que está no trono, ainda hoje, é um homem. Ele é um homem ali. Como Aquele que está no trono, o Senhor ainda é um homem. Embora seja o Deus onipotente, no trono, Ele se parece com um homem. Portanto, Mateus 19:28 nos diz que “na restauração”, isto é, na era do reino vindouro, o Filho do homem estará sentado no trono da Sua glória.

Quão precioso é Aquele que estava sentado no trono em Ezequiel 1:26 ter a aparência de um homem! Esse versículo não fala do Deus onipotente, mas Daquele que é “semelhante a um homem.” 

Há pelo menos um duplo significado para o fato de Aquele que está sentado no trono aqui ter a aparência de um homem. Primeiro, certamente há uma ligação entre Ezequiel 1:26 e Gênesis 1:26, que diz que Deus criou o homem à Sua imagem e conforme a Sua semelhança. 

Segundo, na encarnação, o próprio Deus se tornou homem. Tendo a natureza humana, Ele viveu, morreu, ressuscitou e ascendeu como um homem, e agora, no céu, Ele ainda é o Filho do homem (Jo 6:62; Atos 7:56).

Na Bíblia há um pensamento misterioso sobre a relação entre Deus e o homem. O desejo de Deus é tornar-Se igual ao homem, a fim de que o homem seja igual a Ele. Isso significa que a intenção de Deus é mesclar-se com o homem e, assim, tornar-Se igual ao homem e o homem tornar-se igual a Ele.

O Senhor Jesus é o Deus-homem; Ele é o Deus completo e o homem perfeito. Podemos também dizer que Ele é o Homem-Deus. Aquele a quem adoramos hoje é o Homem-Deus. Além disso, ser um homem de Deus, como Moisés (Dt 33:1; Js 14:6; Sl 90), é ser um homem-Deus, um homem que é mesclado com Deus. É um deleite para Deus que todo o Seu povo escolhido e redimido seja homens-Deus.


A INTENÇÃO DE DEUS DE TER UM HOMEM

A intenção de Deus na terra é ter um homem. Esse é o Seu desejo. Por fim, Ele mesmo se tornou homem, e hoje no trono, Ele ainda é um homem. As pessoas podem querer ser como Deus, mas Deus quer ser homem.

A intenção de Deus é trabalhar-Se em nós, tornando-nos iguais a Ele, e ainda mais, tornar-Se iguais a nós. Assim, a intenção de Deus é ter um homem e trabalhar a Si mesmo dentro do homem. Precisamos ficar profundamente impressionados com o fato de que o Senhor ainda está no trono como um homem.

No livro de Ezequiel, o termo o filho do homem é usado mais de noventa vezes. Isso indica o quanto Deus deseja ter um homem. Se quisermos viver Deus e expressar Deus, precisamos ser um homem e ter a aparência de um homem. Ezequiel 1:5 diz que os quatro seres viventes têm a aparência de um homem, e o versículo 26 diz que Aquele que está no trono tem a aparência de um homem.

O ponto crucial aqui é que porque o homem foi criado à imagem de Deus, a fim de expressar Deus, somente o homem é igual a Deus. A pessoa deve ter a aparência de um homem, a fim de viver a imagem de Deus e, portanto, expressar a Deus. Se quisermos viver e expressar Deus, devemos ser um homem e ter a aparência de um homem. Qualquer pessoa que não tenha a aparência de um homem não pode expressar a Deus.

Aquele que está no trono e os quatro seres viventes, ambos têm a aparência de um homem, o que indica que os quatro seres viventes na terra são a expressão Daquele que está no trono. O capítulo um de Ezequiel é o capítulo mais profundo na Bíblia. O pensamento nesse capítulo é profundo.

Vimos que o trono está acima de um céu claro, acima de uma extensão espiritual e celestial, ou firmamento. A graça de Deus trabalha sobre um grupo de pessoas de tal forma que sua condição agora é a própria condição do céu. Nessa condição, indicada por um céu cristalino, o trono de Deus está presente. O lugar do trono é o lugar onde o céu e a terra estão conectados.

Porque com os seres viventes na terra há um trono acima de um céu claro, Deus não é apenas o Deus do céu, mas também o Deus da terra. Através desses seres viventes, que têm o trono sobre suas cabeças, o céu e a terra estão unidos.

Em Ezequiel 1, Aquele que está no trono é a união de Deus e do homem. Assim, o lugar onde está o trono é o lugar onde o céu e a terra são unidos. Aquele que está no trono é Deus, mas Ele manifesta a aparência de um homem.

Quando o Senhor Jesus estava na terra, Ele era Deus manifestado na carne, pois Ele era o homem-Deus e tinha a aparência de um homem. Internamente, Ele era Deus, mas a Sua aparência na terra, era a aparência de um homem. Agora, como Aquele que está no trono depois de Sua ascensão, Ele ainda é o homem-Deus; Ele é Deus, mas com a aparência de um homem.

Na vida da igreja hoje, deve haver uma condição na qual Deus se manifesta no homem. Isso significa que na igreja nós devemos ter não somente um céu claro com um trono e o Senhor no trono, mas também a expressão Daquele homem que está no trono. Quando essa for a condição da igreja, haverá na igreja o grande mistério da piedade — Deus manifestado na carne (1 Tm 3:15-16).

Por um lado, há um céu claro, um trono e o Senhor no trono; por outro, a manifestação do Senhor na igreja é na aparência de um homem. Na vida da igreja deve haver a manifestação de Deus na carne. Para que essa seja a situação, deve haver na igreja a união gloriosa de Deus e do homem.

Interiormente, devemos ter Deus, mas Deus é manifestado na carne, manifestado em e através de uma humanidade normal e adequada. Todos na vida da igreja, quer sejam irmãos e irmãs, idosos e os mais jovens, devem se comportar de uma maneira normal e adequada às suas respectivas idades. Em lugar de pretensão, deve haver uma genuinidade humana e divina. Essa é a condição de Deus ser manifestado na humanidade.

O plano eterno de Deus é conectar o céu e a terra e unir Deus e o homem. Deus no céu quer ganhar o homem na terra para Sua expressão, trabalhando a Si mesmo no homem. O desejo do coração de Deus é alcançar a meta de conectar o céu e a terra e unir Deus e o homem. Onde existe tal condição, há o trono.

Aquele que está sentado no trono é Deus, mas a Sua manifestação tem a aparência de um homem. O plano eterno de Deus é ter tal manifestação. Na igreja hoje, precisamos estar numa condição onde Deus se manifesta na aparência de um homem.


Estudo-Vida de Ezequiel, semana 9, sábado, mensagem 20

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL Mensagem 20 OS ÁTRIOS EXTERIOR E INTERIOR SEMANA 9 - SÁBADO Leitura Bíblica:  Ez 40-42 Ler e orar:  “ Respondeu-lhes...