ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL
Mensagem 21
O ALTAR
SEMANA 10 - QUINTA
Leitura Bíblica: Nm 2:3; Ez 43:13
Ler e orar: “E eis que, do caminho do oriente, vinha a glória do Deus de Israel; a sua voz era como o ruído de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória.” (Ez 43:2)
A BASE
A base também tem duas bordas de um côvado cada uma, tornando-se um total de dezoito côvados de largura. O número dezoito é composto por seis vezes três ou três vezes seis, tipificando o homem, o Deus Triúno e a ressurreição.
Devido ao seu design único, o altar é muito sólido e estável. É mais largo na base do que no topo. A base é de dezoito côvados quadrados, a borda pequena é de dezesseis côvados quadrados, a borda maior é de catorze côvados quadrados, e o altar é de doze côvados quadrados.
Esse tipo de construção faz com que o altar seja muito estável. Se o topo fosse mais largo do que a base, o altar não seria estável. Mas, pelo fato de a base ser muito mais ampla do que o topo, o altar pode ser sólido. Nada pode abalá-lo.
Em cada seguimento, em cada seção, há bordas, que se espalham como dois braços para segurar alguma coisa. As bordas também se levantam para segurar alguma coisa. Essa imagem clara nos mostra que o altar não é apenas sólido e estável, mas também é capaz de segurar as coisas. Isso indica que a morte de Cristo na cruz não é apenas estável e sólida, mas também capaz de segurar as coisas. Sua morte maravilhosa, extraordinária, todo-inclusiva é capaz de sustentar todos nós.
OS CHIFRES
Em cada um dos quatro cantos do coração de Deus, um chifre aponta para cima. Na Bíblia, os chifres tipificam força e poder. Os chifres no altar, os quais são para os quatro cantos da terra e que também estão para cima, tipificam o poder da cruz de Cristo. O poder da igreja e dos santos depende da cruz. Quanto mais experienciamos a cruz, mais poder espiritual teremos.
OS DEGRAUS
Os degraus até o altar estão voltados para o oriente. O oriente indica a glória do Senhor. Ele é a direção do nascer do sol, o que tipifica a glória do Senhor (Nm 2:3; Ez 43:2). Isso indica que a cruz sempre aponta para a glória de Deus e sempre conduz à glória de Deus.
O CÔVADO DE MEDIDA
O côvado usado por Ezequiel não é o côvado humano comum; ao contrário, é um côvado mais um palmo (43:13). Este é chamado de um grande côvado e não é uma medida humana, mas uma medida divina. Assim, o altar não é medido pelo côvado humano, mas pelo côvado divino.
Jamais devemos medir-nos pela nossa medida humana. Nossa medida pode ser valorosa para nós, mas para Deus não tem nenhum valor. Podemos sentir que, de acordo com a nossa medida humana e padrão,
estamos qualificados, mas de acordo com a medida divina, estamos aquém do esperado.
O ALTAR E O SANTUÁRIO
O último ponto concernente ao altar é a relação do altar com o templo. Somente depois de passar pelo altar podemos chegar ao templo. Isso significa que, sem a realização e a experiência adequada da cruz de Cristo, não podemos ter a realidade da vida da igreja.
O templo tipifica Cristo, e também tipifica a igreja. Podemos ter a vida da igreja genuína só depois de termos tido a experiência do altar. Se desejamos ter a vida da igreja adequada, precisamos de uma compreensão e experiência adequada do altar, da cruz de Cristo. É somente depois que percebemos que fomos completamente terminados na cruz que podemos ter a vida da igreja real.
Estar no átrio exterior tendo o desfrute de Cristo é maravilhoso, mas está longe de ser a experiência do templo. Estar no átrio interior, onde o ministério começa também é maravilhoso, mas mesmo isso está longe de ser a experiência do templo.
Estar no templo é estar em algo que está totalmente em ressurreição. Portanto, precisamos avançar até passarmos pelo altar, por meio da cruz de Cristo, e chegarmos ao templo. Lá teremos a realidade da vida da igreja.
Precisamos ficar impressionados com o fato de que apenas passando pelo altar poderemos chegar ao templo. Considerando que o altar tipifica a cruz, o templo tipifica tanto Cristo quanto a igreja, o Corpo de Cristo.
A cruz, Cristo e a igreja são o tema central não somente do Novo Testamento, mas também de toda a Bíblia. Primeiramente, chegamos ao altar, a cruz, e então chegamos ao templo. Isso indica que não podemos ter a igreja à parte da cruz. Através da experiência da cruz, somos levados à realidade da igreja. Somente quando passamos pela cruz que temos a verdadeira vida da igreja.
Por um lado, como pessoas salvas, nos reunimos para praticar a vida da igreja; por outro, podemos ter a realidade da igreja somente depois de termos passado pela cruz. Todos nós precisamos ser levados ao ponto onde conhecemos e aceitamos a cruz. Então, quando passamos através da cruz, a nossa carne, nossa velha criação, o nosso eu, e nosso homem natural com a vida natural serão todos tratados.
Tudo o que tem a sua fonte na nossa humanidade será terminado na cruz. Então, teremos a realidade da igreja, seremos um no Senhor, teremos uma verdadeira coordenação, e teremos harmonia, descanso e a presença de Cristo. Esse é o templo, o lugar onde Deus habita. Essa é a expressão de Cristo, a realidade da igreja.
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