ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA E OITO
A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (24)
SEMANA 27 – SEGUNDA
Leitura Bíblica: Jo 20:22; At 1:8; 2:36; 15:19-21; 21:18-39; 1 Co 15:45; Gl 4:4
Ler e orar: "Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei," (Gl 4:4)
UM RESUMO DA REVELAÇÃO NA BÍBLIA
A Bíblia revela que Deus tinha um plano eterno e esse plano por fim se tornou a Sua economia. O plano de Deus é ter um grupo de seres humanos regenerados com a vida divina, tornando-se os Seus filhos e membros de Cristo, para que o Deus Triúno em Cristo tenha um Corpo por meio do qual Se expresse.
O plano de Deus é levado a cabo por meio da encarnação, viver humano e morte todo-inclusiva de Cristo para pôr fim à velha criação, a fim de fazer os Seus escolhidos germinar em ressurreição. Em Sua ressurreição, Cristo se tornou o Espírito que dá vida (1 Co 15:45) para Se propagar como o Deus Triúno processado a fim de produzir o Corpo. Depois da ressurreição Cristo ascendeu aos céus e ali foi feito Senhor e Cristo (At 2:36).
Em ressurreição Ele já Se tinha insuflado em Seus escolhidos essencialmente como o Espírito (Jo 20:22). Então em ascensão Ele Se derramou economicamente sobre eles como o Espírito todo-inclusivo consumado. Assim, tudo foi cumprido e realizado: encarnação, viver humano, morte todo-inclusiva, ressurreição que dá vida e que se propaga, fôlego essencial do Espírito que dá vida ascensão e derramamento econômico do Espírito consumado. Como tudo isso foi realizado, a igreja foi produzida.
Antes de Cristo ter passado pelos processos para cumprir o plano de Deus, os itens relacionados com ele foram colocados no Antigo Testamento na forma de promessas, profecias, tipos, figuras e sombras. Então, na plenitude dos tempos, o Deus Triúno no Filho se tornou um homem (Gl 4:4). Em Sua humanidade Ele passou pelos processos de viver humano, crucificação, ressurreição e ascensão realizando tudo para o cumprimento do plano de Deus. Tendo-se tornado o Espírito todo-inclusivo, Ele agora entra nos escolhidos de Deus para aplicar neles tudo o que o Deus Triúno realizou no Filho. Dessa forma, o povo de Deus se torna testemunhas vivas do Cristo encarnado, crucificado, ressurreto e ascendido (At 1:8).
Como pessoas que têm o Espírito todo-inclusivo em si, que devemos fazer? Devemos simplesmente ser testemunhas vivas, contendo, levando e transmitindo o Cristo encarnado, crucificado, ressurreto e ascendido, para que Ele Se propague por toda a terra para o cumprimento da economia divina. Esse é um breve resumo de toda a revelação do Novo Testamento.
A SITUAÇÃO DE MISTURA EM JERUSALÉM
Desde que Cristo veio e passou pelos processos de encarnação, viver humano, crucificação, ressurreição e ascensão, insuflou o Espírito nos escolhidos de Deus essencialmente e derramou sobre eles o Espírito economicamente, muitas promessas, profecias, tipos, figuras e sombras do Antigo Testamento relacionadas com isso estão agora obsoletas. O povo de Deus não se deve agarrar a elas.
Entretanto, o judaísmo degradado, como religião, continua preso a essas coisas que se tornaram obsoletas. Entre os membros no judaísmo degradado e os crentes havia a situação de mistura em Jerusalém. Ali estava o primeiro grupo de vasos escolhidos por Deus para conter Cristo. Esse grupo incluía os apóstolos, entre os quais Pedro era o líder e Tiago, o mais influente.
De acordo com Atos 21, com esses apóstolos havia dezenas de milhares de judeus que criam em Cristo (v. 20). Embora tivessem se tornado crentes em Cristo, eles ainda eram muitíssimo influenciados por seus antecedentes judaicos. Devido a essa influência era-lhes impossível abandonar os seus antecedentes e desistir da atmosfera que prevalecia em Jerusalém.
Os crentes judeus em Jerusalém insistiam em ter tanto a fé em Cristo como também as coisas velhas do Antigo Testamento. Queriam conciliar essas duas coisas. De acordo com o meu estudo do Novo Testamento, eu diria que Tiago foi o líder dessa tendência. Parece que ele foi o primeiro a dizer: “Não há a necessidade de brigar. Podemos manter a nossa fé em Cristo e ao mesmo tempo também guardar as leis, costumes e práticas do Antigo Testamento. Podemos continuar praticando a circuncisão”. Ao não querer brigar nem ofender os outros, Tiago pode ter tido ótima intenção. Talvez tenha tido um bom coração ao querer mesclar a dispensação do Antigo Testamento com a fé em Cristo. Também precisamos perceber que ele tinha um coração alargado. Isso é indicado pelo fato de que ele não propôs que os crentes gentios fossem circuncidados.
Considere a solução que ele propôs aos problemas com respeito à circuncisão no curso da comunhão registrada em Atos 15: “Pelo que, julgo eu, não devemos perturbar aqueles que, dentre os gentios, se convertem a Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, bem como das relações sexuais ilícitas, da carne de animais sufocados e do sangue. Porque Moisés tem, em cada cidade, desde tempos antigos, os que o pregam nas sinagogas, onde é lido todos os sábados” (vs. 19-21).
Ele deixou claro que não havia necessidade de que os gentios se circuncidassem ou guardassem a lei. Apenas exigiu que se abstivessem da adoração a ídolos, fornicação, coisas sufocadas e sangue. Tiago, no entanto, continuava achando que seria melhor se os crentes judeus praticassem as coisas do Antigo Testamento e guardassem a lei. Ele parecia dizer: “Os gentios não precisam guardar a lei nem ser circuncidados, mas os judeus devem praticar os dois. Precisamos praticar o viver idêntico ao dos nossos antepassados no Antigo Testamento. Naturalmente agora temos fé em Cristo, assim, vamos guardar tanto as coisas do Antigo Testamento como a nossa fé em Cristo”. Creio que esse era o conceito de Tiago.
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