segunda-feira, 31 de março de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 3, capítulo 3, segunda

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO TRÊS - NÃO FAZER UMA OBRA DE
DEMOLIÇÃO NO SERVIÇO DA IGREJA

SEMANA 3 - SEGUNDA
Leitura Bíblica: 
1 Co 12:25-31 

Ler e orar: "para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros." (1 Co 12:25)


A EDIFICAÇÃO DESTINA-SE AO APOIO MÚTUO
E A SUPRIR UNS AOS OUTROS

Nosso problema é que nos consideramos muito espertos e capazes, a ponto de não necessitar uns dos outros; porém estamos sempre pisando os outros. Isso é indicação de discórdia com um elemento de demolição. Isso não é edificação.

Os que de fato edificam a igreja percebem que não podem agir de forma independente nem viver à parte dos demais. Sentem que necessitam uns dos outros. Quando ministra a palavra, esse irmão sabe que necessita dos demais a orar por ele a fim de lhe fornecer o apoio em seu espírito. Esse espírito parece ter desaparecido de nosso meio.

Os que ministram a palavra não parecem precisar das orações dos outros e os que o escutam não possuem tal espírito de apoio; apenas ouvem os que lhes falam e fazem comparações. Tal espírito é intolerável.

Quando a semente da discórdia em nosso meio produz frutos, então a igreja, nosso serviço e a obra entrarão em colapso e desmoronarão, mesmo que sejamos muito espirituais. Nossos esforços não levaram as pessoas a estar em unanimidade com a igreja. Em vez disso, parece que só causamos dissensão.

Quanto mais ajudamos as pessoas, mais parecem discordar da igreja e estar dispersas. Há a demolição, e não a edificação. Em particular os irmãos que trabalham com os jovens não têm um sentimento de dependência uns dos outros.

Devemos todos ter uma só alma a fim de orar, suprir e apoiar quem libera a mensagem. Se os que servem o Senhor estiverem sempre em discórdia em vez de estar em unanimidade, o inimigo, os santos e até as crianças perceberão.

 
A EDIFICAÇÃO É A SUBMISSÃO

A verdadeira edificação depende da submissão. Submeter-se é estar sujeito aos outros. Quando estamos dispostos a nos submeter, temos a edificação. A submissão está fora de questão se apenas uma pessoa faz a obra. Porém, se trabalhamos juntos, não devemos importar-nos apenas com nossa obra.

Por exemplo, a submissão não é tema para antes do casamento entre um irmão e uma irmã, entretanto depois de se casarem precisam aprender a se submeter. Somente quando há submissão pode haver edificação. Quando se casa, o propósito do casal é constituir família. A fundação dessa construção depende da submissão.

A ênfase da edificação não está na obediência, mas na submissão. Se a mulher não se submete ao marido e o marido não se submete à mulher, faltará edificação à família. Precisamos crer que os presbíteros numa igreja local não são descuidados nas decisões nem autoritários na atitude.

Embora possam se sentir fracos e inadequados, carregam grande responsabilidade e cuidam da igreja em temor e tremor. Se todos os presbíteros tiverem essa atitude e espírito, suas decisões serão merecedoras de nossa submissão.


APRENDER A LIÇÃO DA EDIFICAÇÃO E DE
INTRODUZIR OUTROS NO EDIFÍCIO

Quem discute a respeito de que livro a igreja deve estudar e coloca em dúvida a decisão dos presbíteros a esse respeito não tem espírito ou atitude de submissão. Sem submissão, não existe edificação.

A edificação da igreja mediante nossa administração e ministério da palavra depende de nossa pessoa. Se aprendermos a lição, estaremos quebrantados e conheceremos a edificação de Deus, e os que conduzimos serão pedras vivas edificadas como casa espiritual.

Se nós mesmos não formos edificados, não teremos como edificar os outros. A obra de nossas mãos não resultará em edificação. Quanto mais pessoas salvarmos pela pregação do evangelho e instruirmos, mais opiniões serão introduzidas na igreja. Apesar de aumentar a quantidade de pedras, não haverá edificação.

A obra de Satanás é de demolição. Ele tem feito isso por dois mil anos. A maior parte da obra de evangelização no cristianismo atrai as pessoas para crer mediante ganho material. Isso é pobre e superficial, e demonstra que se perdeu o poder do evangelho.

Quando uma igreja está cheia de dissensão, sua condição será de enfraquecimento. Desde que viemos para Taiwan em 1949, a igreja em Taipé tem se mantido cheia de frescor, sem nenhum fator causador de dissensão. Satanás agora tenta realizar uma obra de demolição. Quando estamos em unanimidade, temos a autoridade do Espírito Santo.

Desfrute mais: Hino 178

domingo, 30 de março de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 3, capítulo 3, domingo

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO TRÊS - NÃO FAZER UMA OBRA DE
DEMOLIÇÃO NO SERVIÇO DA IGREJA

SEMANA 3 - DOMINGO
Leitura Bíblica: 
Ap 3:14-22; At 15:6, 13, 20, 22; 21:20

Ler e orar: "Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te." (Ap 3:19)


A DEMOLIÇÃO LEVA À DISSENSÃO E CAUSA
DANOS À AUTORIDADE NA IGREJA

Precisamos consultar nosso coração e considerar se nossa obra nos últimos seis meses nos levou à unanimidade ou à dissensão. Estar em unanimidade é edificar; estar em dissensão é demolir a edificação.

Os irmãos responsáveis estão em dissensão caso mudem a decisão dos presbíteros sem perceber que, na verdade, estão demolindo a edificação. Se apenas sete das vinte e oito reuniões de grupos nas casas estiverem nessa condição, a igreja em Taipé estará em discórdia e dividida.

Não estamos aqui para estabelecer a autoridade dos presbíteros como se fossem "papas", mas precisamos perguntar-nos se de fato existe autoridade administrativa na igreja. Nas mãos de quem deve encontrar-se essa autoridade?

Se estiver nas mãos dos mil irmãos que se reúnem regularmente, nós nos tornaremos como a igreja em Laodicéia (Ap 3:14-22). Se essa autoridade estiver nas mãos de um "papa", seremos como a Igreja Católica Romana.

A administração de uma igreja se encontra nas mãos dos presbíteros. Eles devem aprender a estar submissos a Deus e temê-Lo. Devem administrar a igreja em temor e tremor, e aprender a ser fortes. Devem temer cometer erros e ser fracos e indecisos. Caso uma reunião de grupo precise ser interrompida, os presbíteros devem tomar essa decisão sem hesitar; caso contrário, os grupos de reuniões nas casas restantes se tornarão como pequenas igrejas locais.

Caso ninguém numa igreja local tenha sido quebrantado, tema a Deus ou reconheça a autoridade na igreja em seu ministério, a igreja está em discórdia. Suas muitas atividades resultarão em maior demolição. Seria praticamente melhor ter menos atividades.

Se qualquer um dos irmãos responsáveis na igreja em Taipé tem opinião diferente da decisão dos presbíteros, haverá uma obra de desconstrução na igreja. Uma situação de dissensão dessas causará a morte. Caso os responsáveis pelos grupos nas casas sejam assim, os membros dos grupos irão também manifestar opiniões opostas.

Esse tipo de tendência pode ser comparado ao corpo quando contrai infecção - isso pode matar o próprio corpo. Isso se trata de dissensão e destruição da edificação. Mediante o esquema sutil de Satanás, nosso esforço pode de fato ser uma obra de demolição.

Alguns fizeram grande sacrifício pelo Senhor e pela igreja. Por um lado, não devemos vangloriamos do sacrifício que fizemos; por outro, uma vez que fizemos um sacrifício desses, não devemos permitir que o esquema de Satanás entre em nosso meio. Se servirmos em meio à discórdia, não teremos como prosseguir. O esquema mais sagaz de Satanás é realizar uma obra de dissensão e divisão em nosso meio.

A obra de Satanás não é levar todos a discutir entre si; antes, é realizar uma obra de demolição por meio dos bons desejos e boas intenções das pessoas. Esse é o artifício. Aparentemente a sugestão do irmão responsável de estudar outro livro da Bíblia é para o bem dos santos, quando na verdade não é.

No entanto, se de fato aprendemos a lição, veremos que apesar da organização do serviço na igreja ser flexível e não rígido, é necessário que exista harmonia e um único mover na igreja. Isso evitará que a igreja caia nas artimanhas de Satanás.


A AUTORIDADE DO ESPÍRITO SANTO NA BÍBLIA

Toda igreja, grande ou pequena, precisa honrar a autoridade do Espírito Santo. Por exemplo, apesar de milhares dentre os judeus terem crido na igreja em Jerusalém (At 21:20), não houve uma assembleia para que se votassem as diferentes questões levantadas no capítulo 15.

Em vez disso, os apóstolos e os presbíteros reuniram-se na presença de Deus e depois que alguns compartilharam sua experiência e entendimento, Tiago pôs-se de pé e falou (vs. 6, 22, 13). Essa é a autoridade do Espírito Santo na Bíblia.

Depois de se reunir, escreveram uma carta aos crentes gentios (v. 20). Eles não discutiram nem a igreja organizou uma assembleia para que os crentes expressassem suas opiniões mediante o voto; em lugar disso, os apóstolos e presbíteros reuniram-se diante de Deus a fim de decidir a questão. Uma vez que tomaram uma decisão com relação ao problema da circuncisão, nenhuma outra opinião foi expressa.


NÃO PLANTAR A SEMENTE DA MORTE
OU DA DISSENSÃO

Os que aprenderam a lição dirão amém quando os presbíteros decidirem que os grupos de reuniões devem estudar o Evangelho de João. Os que consideram que esse livro é longo demais devem receber ajuda dos que aprenderam essa lição a fim de se submeter à igreja e respeitar a autoridade da igreja.

Primeiro precisamos ajudar os santos a aceitar o que foi planejado pelos presbíteros, antes de sugerir que um livro menor seja estudado. Ajudar os santos nesse sentido é maravilhoso e contém o elemento de edificar em unanimidade.

Se, a partir de uma motivação impura, alguém responsável coloca em dúvida a decisão dos presbíteros e compartilha seus sentimentos com outros responsáveis, o fator causador de morte se espalhará. Talvez não difame os presbíteros ou se oponha a eles, mas em sua fala pode disseminar a ideia de que a igreja seja uma ditadura. Isso causará dissensão. A semente da discórdia plantada nos santos pode crescer e por fim levá-los e uma dissensão com a igreja. Isso é demolir a obra de Deus.

Até ao pregar o evangelho e instruir os santos pode existir um fator de demolição. Isso pode ser comparado a beber uma xícara de chá que contenha a bactéria da tuberculose. Depois de bebê-lo, contrairemos a doença.

É muito grave se um irmão, que não tinha o coração inclinado à dissensão antes de ser instruído por nós, começar a expressar um elemento de dissensão em seu serviço depois de ser instruído por nós. A igreja numa cidade estará acabada se os santos divergirem entre si. Precisamos estar alertas para esse grande perigo.

O esquema mais ardiloso de Satanás é plantar a semente da dissensão por meio dos que servem. Quando ele faz isso, a obra do Senhor é rompida e ocorre a discórdia no serviço da igreja. Uma pessoa que contrai a tuberculose pode ter aparência saudável, contudo em um ano todo o seu ser entrará em colapso.

Desfrute mais: Hino 293


1. Ao andar com Jesus, 
Na Palavra e na luz, 
Oh! que glória, que paz, que prazer! 
Ao cumprir Seu querer, 
Vem conosco viver, 
E com quem crer e obedecer. 

    Temos de crer, 
    Sempre obedecer, 
    Se contentes em Cristo 
    Almejamos viver. 

2. Se uma sombra existir, 
Se uma nuvem surgir, 
Seu sorrir logo as vem desfazer; 
Nenhum pranto ou dor, 
Nem receio ou temor, 
Há com quem crer e obedecer 

    Temos de crer, 
    Sempre obedecer, 
    Se contentes em Cristo 
    Almejamos viver. 

3. Quer em fardo ou labor, 
Ricamente o Senhor 
Retribui-nos com graça e mercê; 
Mesmo em perda e cruz, 
Abençoa Jesus 
Todo o que crer e obedecer. 

    Temos de crer, 
    Sempre obedecer, 
    Se contentes em Cristo 
    Almejamos viver. 

4. Mas só há de provar 
Seu amor singular, 
Quem, no altar, tudo oferecer; 
Pois o gozo e o favor 
Que concede o Senhor, 
Vêm ao que crer e obedecer. 

    Temos de crer, 
    Sempre obedecer, 
    Se contentes em Cristo 
    Almejamos viver. 

5. E Contigo, ó Senhor, 
Comunhão de amor, 
Para sempre iremos manter; 
O que dizes, cumprir, 
E Teus passos seguir, 
Só em Ti crer e obedecer. 

    Temos de crer, 
    Sempre obedecer, 
    Se contentes em Cristo 
    Almejamos viver.

sábado, 29 de março de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 2, capítulo 3, sábado

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO TRÊS - NÃO FAZER UMA OBRA DE
DEMOLIÇÃO NO SERVIÇO DA IGREJA

SEMANA 2 - SÁBADO
Leitura Bíblica: Mt 24:2; 
1 Co 3:10-15

Ler e orar: "manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará." (1 Co 3:13)


A NECESSIDADE DE NOSSO SERVIÇO
PRODUZIR A EDIFICAÇÃO

A edificação da igreja é efetivada mediante a administração da igreja e o ministério da palavra, e ambos dependem da condição de nossa pessoa. Nossa administração da igreja talvez não resulte em muita edificação. É possível também que nosso ministério da palavra não resulte em muita edificação.

Até mesmo o fato de conduzir pessoas à salvação e ajudar os santos em seu aperfeiçoamento pode não resultar em muita edificação da igreja. Nossa obra pode ser eficaz, porém, quanto mais a realizamos, menos elemento de edificação existe.

Em outras palavras, a eficácia de nossa obra é inversamente proporcional à edificação da igreja. Ela corresponde à demolição da obra de edificação de Deus, e não à edificação.

Em circunstâncias normais, quanto mais realizamos a obra mais edificamos. Nossa obra deveria corresponder à nossa edificação. Por exemplo, quando alguns pregam o evangelho, não só salvam pecadores como também edificam a igreja; quando instruem os santos, não só os ajudam como também edificam a igreja. 

Precisamos atentar para este fato peculiar: podemos fazer uma obra sem produzir a edificação. Se estivermos na luz, veremos que é possível salvar pecadores e instruir os santos sem edificar a igreja. Muitas obras no cristianismo na verdade demolem a obra de edificação de Deus.

A mais grave demolição da edificação de Deus na igreja não resulta da perseguição nem da oposição dos incrédulos. Advém, porém, das muitas obras feitas com zelo no cristianismo. Essas obras não procedem de más intenções, ideias perversas ou erros; antes, têm o bom propósito de salvar pecadores e instruir os santos, todavia não resultam na edificação da igreja.


O ESQUEMA DE SATANÁS DE REALIZAR
UMA OBRA DE DEMOLIÇÃO NO
SERVIÇO DA IGREJA

Que significa nossa obra demolir a edificação de Deus? Um bom exemplo disso ocorre quando determinado irmão, responsável por uma reunião de grupo, altera a proposta dos presbíteros de estudar um livro específico da Bíblia. Trocar o livro a ser estudado pode ser instrutivo para os que participam de sua reunião, todavia a forma como ele o fez derruba a edificação divina da igreja. Não ajudará em nada os santos a conhecer sua carne, lidar com as opiniões próprias ou aprender a se sujeitar aos outros.

Sua forma de agir só irá gerar pessoas cheias de pontos de vista e opiniões, que gostam de corrigir os demais e não de se sujeitar a eles. Apesar de esse irmão ter boa intenção e não criticar nem julgar os outros, a destruição causada é séria para a igreja.

Os presbíteros podem decidir que a igreja toda irá estudar o Evangelho de João, no entanto um irmão responsável pode concluir que esse livro é muito grande e mudá-lo para 1 Tessalonicenses. Essa boa intenção demonstra que ele ainda não aprendeu a lição de ser quebrantado; não consegue deixar de lado suas opiniões e também não sabe submeter-se aos outros ao servir a igreja.

A igreja não pode ser edificada se vinte e um dos responsáveis disserem: "Os presbíteros não estão necessariamente certos na sua maneira de fazer as coisas. Suas decisões nem sempre são corretas". Caso se adote uma atitude dessas, as coisas sairão de controle.

Talvez esses irmãos responsáveis não ficassem satisfeitos nem se o apóstolo Paulo fosse um dos presbíteros. Se os presbíteros tomam decisões certas ou erradas não é problema nosso. Nossa necessidade é submeter-nos a eles.

É difícil acreditar que uma pessoa que não se submete aos presbíteros gere pessoas quebrantadas, que neguem a si mesmas, coloquem-se sob as mãos de Deus e se sujeitem aos outros. O melhor que conseguem fazer é produzir pessoas com pontos de vista e opiniões próprias, que demolem em vez de edificar a igreja.

Edificar é colocar uma pedra sobre a outra. Ao contrário disso, a palavra do Senhor em Mateus 24 nos mostra a demolição: "Em verdade vos digo: De modo nenhum ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada" (v. 2).

Quando se derruba, nenhuma pedra fica sobre a outra; quando se edifica, cada pedra está sobre a outra. As pessoas podem elogiar nossa obra, mas precisamos ver se ela não derruba a igreja. O esquema de Satanás é derrubar.

Toda a nossa obra em Taiwan foi de edificação; entretanto nos últimos seis meses houve muita demolição. Esse é o esquema do inimigo, e muitos dentre nós foram usados por ele para realizar essa obra de demolição.

Não queremos fazer esse tipo de obra. Nenhum irmão a faz com má intenção. Contudo, por não ter aprendido a lição, somos usados por Satanás de forma inconsciente em nosso serviço de derrubar. Talvez pensemos que estamos edificando, no entanto nossa obra tem sido de demolir a igreja. Satanás derruba por meio de nossa obra. Isso faz com que nosso serviço e o testemunho da igreja sofram grande prejuízo.


Desfrute mais: Hino 382

sexta-feira, 28 de março de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 2, capítulo 2, sexta

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO DOIS
SEMANA 2 - SEXTA

Leitura Bíblica: Êx 17:8-13

Ler e orar: "Ora, as mãos de Moisés eram pesadas; por isso, tomaram uma pedra e a puseram por baixo dele, e ele nela se assentou; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um, de um lado, e o outro, do outro; assim lhe ficaram as mãos firmes até ao pôr do sol." (Êx 17:12)


Preservar a consciência do Corpo
e ser edificados em nosso serviço

Os irmãos precisam aprender a lição de ser quebrantados, amáveis com os outros e respeitar suas funções. Nosso Senhor é grande e Sua obra possui muitos aspectos. Por isso precisamos ser fiéis ao que Ele nos confiou e aprender a trabalhar de forma coordenada com os outros, respeitando o que fazem. A não ser que falem heresias, não devemos interferir, intervir ou criticar. Somente assim podemos preservar a consciência do Corpo e gerar edificação entre nós.

As sementes desse tipo de problema já foram plantadas entre nós e produziram situações negativas. Como servimos juntos ao Senhor em Sua obra e a compartilhamos, precisamos levantar-nos e condenar tais situações. Essas questões estão intimamente relacionadas conosco e irão mostrar quanto já fomos transformados diante do Senhor e que lições de vida já aprendemos. Se crescermos em vida, formos quebrantados e aprendermos algumas lições, estaremos salvos quanto a todas essas questões.

Quando os presbíteros sugeriram estudar o Evangelho de João e o irmão responsável pela reunião em casa disse que esse livro era grande demais, insistindo que os presbíteros aceitassem sua maneira de fazer as coisas, o sentimento de coordenação enfraqueceu. Quando isso ocorre, não podemos esperar que a edificação do Corpo seja forte.

Caso esse irmão continue a se opor às propostas dos presbíteros, os irmãos em sua reunião acabarão se levantando para se opor a ele, porque ele deu o exemplo de se opor aos outros e fazer prevalecer a própria opinião.

Caso prossiga em seu modo, como poderá conduzir os demais em seu grupo de casa a ter um serviço forte em coordenação e boa edificação? Todos precisamos aprender uma lição importante. Na coordenação do Corpo, todos precisam funcionar e respeitar o que é feito pelos demais. 

Não devemos criticar os outros, mas juntar-nos a seus esforços a fim de que o Corpo de Cristo seja suprido, e não danificado. Desse modo o sentimento de coordenação será prazeroso e a edificação do Corpo será fortalecida.

Desfrute mais: Hino 407

"Funcionar"

1 Do Corpo somos membros 
Pra Cristo expressar, 
Por isso todos devem, 
Na graça, funcionar; 
Não sendo espectadores, 
Mas cada membro agir, 
Ninguém trazendo morte, 
Mas lucro repartir. 

2 Independentemente 
Jamais se deve agir, 
Mas sempre coordenados, 
No Corpo a prosseguir; 
Negamos nossa escolha, 
Seguimos o fluir, 
Jamais nos desviando, 
Só ao Espír'to ouvir. 

3 Só Cristo é o centro 
Da nossa reunião, 
Em comunhão com Ele, 
O expomos aos irmãos; 
Cabeça nosso é Cristo, 
E nós, Sua expressão, 
Em tudo que fazemos 
Na nossa reunião. 

4 No amor edificados, 
Ninguém quer criticar; 
A fim de aperfeiçoar-nos, 
Há que exercitar. 
Do ego libertados, 
O "natural" deixar, 
Treinados no espír'to, 
O Corpo a partilhar.

quinta-feira, 27 de março de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 2, capítulo 2, quinta

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO DOIS
SEMANA 2 - QUINTA

Leitura Bíblica: 1 Co 6:7

Ler e orar: "E, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa." (Mt 5:40)


Não insistir na própria maneira

Os presbíteros entenderam que certa reunião devia estudar o Evangelho de João. Um dos irmãos responsáveis por aquele grupo, no entanto, sentiu que João seria longo demais e quis estudar 1 Tessalonicenses. Ele pensou que isso ajudaria os que não estavam habituados a ler a Bíblia. Como ele  insistisse, os presbíteros acabaram concordando, embora seu encargo por 1 Tessalonicenses não fosse adequado.

Na verdade esse irmão não tinha encargo legítimo. Simplesmente pensou que os santos teriam receio de um livro com vinte e um capítulos, e permitiu que sua opinião atropelasse os sentimentos dos demais. A não ser que ele tivesse realmente sido incumbido de 1 Tessalonicenses, não deveria ter apresentado isso na reunião.

Nenhum de nós deve fazer coisas das quais não fomos incumbidos nem devemos abandonar coisas das quais fomos de fato incumbidos; mas precisamos servir de acordo com nosso encargo. Fazer o contrário viola um princípio espiritual. Esse irmão responsável ainda não aprendera a lição em assuntos espirituais e agiu de forma inexperiente em seu comportamento.

Se nossa comunhão está relacionada com um encargo espiritual, não deve haver nenhum problema em se propor mudança, e não devemos criticar o encargo. No entanto, se tudo o que queremos é mudar a forma como os outros fazem as coisas, não devemos levar isso adiante.


Precisamos respeitar o jeito dos
irmãos com quem servimos

Os presbíteros não irão forçar um grupo a estudar certo livro ou a falar determinadas coisas, porém não devemos mudar ao acaso o que eles nos comissionaram. A rigor está tudo bem em estudar João ou 1 Tessalonicenses, pois não importa de fato qual livro será estudado. É possível ministrar aos irmãos com 1 Tessalonicenses e com o Evangelho de João. Em nosso serviço devemos sempre evitar mudar a forma dos outros de fazer as coisas.

Precisamos entender que, quando mudamos a maneira dos outros de realizar as coisas, eles talvez não aceitem, porque entendem não ser apropriado mudar; e, caso aceitem, não será de forma agradável. Por causa desse tipo de problema, nosso serviço na administração da igreja e no ministério da palavra não é forte.

Até mesmo no mundo, quando as pessoas trabalham juntas, não é fácil mudar a maneira dos outros de fazer as coisas. Se de fato temos certa habilidade, ela se manifestará mesmo quando trabalhamos segundo o modo dos outros. Se temos conteúdo espiritual, podemos ministrar aos santos por meio de 1 Tessalonicenses ou do Evangelho de João. Não importa qual seja o livro, devemos ser capazes de ministrar seu conteúdo espiritual. O que devemos recear é não ter conteúdo espiritual para ministrar; se o temos, somos capazes de ministrar e desenvolver qualquer livro da Bíblia.

Portanto mudar a forma dos outros de fazer as coisas indica que ainda não aprendemos muitas lições espirituais. Também indica que ainda somos inexperientes na forma como nos portamos.

Alguns irmãos levam os santos a servir de forma fervorosa, na esperança de que passem mais tempo aprendendo a manter comunhão com o Senhor e conhecer o Espírito que habita neles. Não devemos tentar mudar sua prática. Devemos, sim, elogiá-los, dizendo que é bom amar o Senhor e ser fervoroso.

Contudo nosso elogio não deve ser falso; antes deve ser um suplemento positivo da obra deles. Precisamos manter sempre uma atitude de respeito, cooperação e coordenação com os outros. Devemos servir de acordo com nossa porção e honrar a dos outros, porque ambas foram confiadas pelo Senhor.  Todos devem ter a humildade de não considerar sua porção mais elevada do que a de outrem.

Devemos cuidar dos sentimentos dos outros. A não ser que falem heresias e criem problemas para a obra e a igreja, devemos sempre respeitá-los, ser gentis e prestativos para com eles e abertos para receber sua ajuda.

Que o Senhor nos conceda graça para perceber que isso é questão de vida e envolve ser quebrantados e humildesOs que conseguem atingir um objetivo sem forçar os demais a fazer tudo a seu modo são de fato humildes.

Visto que amamos o Senhor, desejamos viver para Ele e edificar a igreja. Esses objetivos estão certos, porém existem muitas maneiras de alcançá-los. Por exemplo, pregar o evangelho junto com um irmão é um bom alvo que pode ser realizado de acordo com sua maneira ou com a nossa. 

Somos abençoados quando não forçamos os outros a fazer as coisas de nosso modo. Se temos conteúdo espiritual, podemos ministrar à sua maneira e, se ele possui conteúdo espiritual, poderá ministrar à nossa. As duas formas são aceitáveis; não existe a necessidade de se apegar a uma delas. 

Desfrute mais: Hino 224

"Cresço em Cristo; não mais farei 
Coisas das quais já me envergonhei; 
Em santidade frutos vou dar, 
Vida eterna compartilhar. 
Glória seja a Deus!"

terça-feira, 25 de março de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 2, capítulo 2, quarta

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO DOIS
SEMANA 2 - QUARTA

Leitura Bíblica: 1 Co 12:12-27

Ler e orar: "Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus... Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus." (Rm 14:10, 12)


A necessidade de comunhão e de
coordenação no Corpo e na vida

Se perdermos o princípio da coordenação e da dependência no Corpo, não seremos fortes na administração da igreja e no ministério da palavra. Se perdermos esse princípio, deixaremos de ter muita bênção.

Nossa coordenação não deve tornar-se mecânica, e não devemos trabalhar somente quando é nossa vez na escala. Devemos ter o sentimento de que nada podemos fazer sem os outros, de que realmente sem os outros, de que realmente necessitamos uns dos outros.

Se nos reunimos e dividimos o trabalho, e cada um faz apenas sua obra, nossa situação é similar à divisão de tarefas numa organização pública ou grande instituição. Essa falta de gosto pela coordenação entre os membros do Corpo precisa ser eliminada.

Que significa ver o Corpo? A maior indicação de que conseguimos ver o Corpo é que não podemos ser independentes. Sentimos necessidade do Corpo, sentimos falta dos irmãos. No momento, contudo, nossa coordenação pode ser comparada ao trabalho numa organização qualquer. Parece que nos movemos como máquina e nos falta o sentido da comunhão de vida.


A falta de coordenação produz o criticismo

Se nos falta coordenação com os outros, sempre criticamos o que eles fazem. Mesmo que não expressemos nossas críticas, estamos repletos delas e desaprovamos o que realizam. Pessoas assim são mesquinhas e dignas de pena.

Em nosso serviço nunca devemos esperar que os outros sejam como nós nem que sejamos como eles. No entanto, por nos faltar coordenação no serviço e dependência mútua, quase sempre pisamos uns nos outros. Ou não andamos ou pisamos nos outros quando resolvemos andar. Ou não trabalhamos ou fazemos o trabalho dos outros. Ou não nos importamos ou criticamos o trabalho que os outros fazem.

Quando determinado assunto está nas mãos de outra pessoa, não somos capazes de fazer nada. Porém, quando surge uma oportunidade, fazemos à nossa maneira e descartamos a ajuda dos outros.

Apesar de essa situação não ser visível entre nós, ela o será no futuro, porque não estamos dispostos a nos submeter uns aos outros. Esse é um jeito insensato de proceder.


Não exigir que os outros sejam iguais a nós,
mas respeitar o que fazem 

Não devemos exigir que os outros sejam iguais a nós em tudo. Não devemos discutir a maneira como pregam, visitam as pessoas ou vivem. Mesmo que o modo como vivem não nos agrade, não podemos estabelecer padrões para eles nem estamos qualificados a julgá-los. Apenas o Senhor é o critério e o Juiz.

Precisamos aprender a respeitar o que os outros fazem. Quando falamos em ser fervorosos, precisamos respeitar o silêncio dos outros; quando falamos em ser tranquilos e nos unir ao Senhor, não devemos criticar os que estão ocupados.

Se todos forem exatamente como nós, não existirá o Corpo. Haverá apenas um membro. Isso não é a igreja. Se todos fossem como nós, haveria apenas nós e não a igreja. A igreja é composta de várias pessoas.

Isso pode ser comparado ao corpo humano com seus diferentes membros. As mãos se parecem mãos, o pé se parece o pé, os ouvidos se parecem os ouvidos e os olhos se parecem os olhos. Até mesmo o membro que aparenta ser o mais impróprio é necessário ao corpo.

Por isso devemos aprender a não pisar os outros. Quando chega nossa vez de realizar uma obra, não devemos criticar o que eles fizeram. É uma bênção respeitar o trabalho dos outros e acrescentar o nosso ao deles. Devemos ser positivos ao falar com eles e não negativos. É falta de sabedoria dizer que estão errados. Enquanto esses fatores negativos existirem entre nós, a administração da igreja terá problemas e o ministério da palavra não será fortalecido.

Muitos santos de vários lugares servem juntos na igreja. Eles têm distintos temperamentos e histórico familiar, e também histórico espiritual e treinamento variado. Portanto não podemos esperar que todos sejam como nós. Precisamos aprender a não pisar os outros. Quando damos um passo, não podemos pisar os outros. Devemos evitar de modo especial pisar os outros quando ministramos a palavra.

Por exemplo, ao falar sobre oração, não devemos criticar os que falam em meditação, porque os santos podem necessitar de ambas. Devemos limitar-nos a falar de forma positiva acerca da oração sem, no entanto, criticar o que outros falam a respeito da meditação.

Quando servimos juntos, precisamos evitar por completo criticar os outros no ministério da palavra. Alguns podem falar sobre oração e outros sobre meditação; alguns podem falar sobre ser fervoroso e outros sobre estar no Santo dos Santos. Nenhum desses ensinos é herético; são apenas ênfases diferentes.

Criticar os outros demonstra como somos mesquinhos e pode causar divisões. Se essa for nossa forma de trabalhar, não haverá edificação entre nós. Pelo contrário, haverá destruição. 

Devemos simplesmente trabalhar de forma positiva e aprender a receber ajuda de outras pessoas. Devemos entender que ninguém pode fazer nossa parte. Nem mesmo o apóstolo Paulo poderia fazer o que somos capazes de fazer. Mas também temos de admitir que não podemos substituir os demais.

Cada pessoa tem sua função. Quando ministramos a palavra, mantemos comunhão e oramos, não devemos criticar os outros. Particularmente quando oramos com outras pessoas, devemos evitar orar de maneira contraditória.

Desfrute mais: Hino 426

"No Fluir! 
No Fluir! Com o
Senhor trabalhar,
No Espírito, como nos diz Seu falar;
Não no ego nem
independentemente agir,
Mas na obra, em plena harmonia, servir"

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 2, capítulo 2, terça

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO DOIS
SEMANA 2 - TERÇA

Leitura Bíblica: 1 Co 9:16-27

Ler e orar: "Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns." (2 Co 9:22)


O SEGUNDO PROBLEMA:
FALTAR O SENTIMENTO DE COORDENAÇÃO

Outro problema entre nós é que, apesar da capacidade dos que servem, eles não possuem sentimento de coordenação no espírito ao se reunir para servir. Parece como se cada um pudesse servir sem os demais. Consequentemente poucos dentre nós têm espírito de aprendiz e de alguém que sabe que necessita de ajuda.

Os que de fato possuem espírito de coordenação devem ter um sentimento claro de que não podem fazer nada sem a ajuda e a coordenação com outros. Nossa coordenação hoje é apenas formal. Eles realizam sua parte sem a ajuda de ninguém. Pode ser que não haja discussões entre nós, mas também não existe muita interdependência no espírito. Isso mostra quanto nosso espírito de serviço é inadequado.

Essa é a situação dos que trabalham com os jovens e as crianças. A coordenação é formal; todos fazem o que devem fazer quando é sua vez na escala. Isso é cooperação, e não coordenação.

Coordenação significa que não podemos fazer nada sem os outros. Existe o sentimento de que necessitamos dos outros, e os outros, de nós. Os que trabalham com os jovens devem ser assim; todo o serviço da igreja deve ser dessa forma. É normal que os diáconos e os presbíteros necessitem uns dos outros, e os santos sintam que sem eles nada podem fazer.

Hoje temos regras e regulamentos. Os presbíteros fazem as coisas que lhes são pertinentes e os diáconos fazem o que lhes é pertinente. Todos trabalham segundo a escala. Todavia não temos um sentimento profundo de que não podemos prosseguir em nosso serviço sem os presbíteros e os diáconos.

Alguns não só não sentem a necessidade de presbíteros e diáconos, como até mesmo pensam que presbíteros e diáconos são desnecessários. Isso é perigoso.


A maior forma de orgulho

Os que moram na casa dos obreiros são brilhantes e capazes. Parecem ser independentes e não precisar dos outros. Isso é muito perigoso, porque é a maior forma de orgulho que existe.

Se quatro irmãos vivem na casa dos obreiros, devem depender uns dos outros, e essa dependência deve ser notória. Infelizmente não é essa a atmosfera que nos envolve.

Por exemplo, se é minha vez de pregar o evangelho, ou faço tudo ou não faço nada. De uma perspectiva humana isso pode ser considerado coordenação, no entanto esse tipo de coordenação é segundo as regras e os regulamentos. Não existe a percepção de que se necessita um do outro em espírito. Alguns podem pensar que a coordenação seja desnecessária e até perturbadora, e é melhor não haver coordenação.

Os que não necessitam de coordenação são secos, sem bênçãos e inúteis. O fato de ser inteligentes, capazes e não necessitar da ajuda uns dos outros é um grande perigo. Essa situação é triste e lamentável. O mais terrível é que essa situação está encoberta, não sendo muito aparente. Ela pode ser comparada à lepra. Se se manifestar, será mais fácil lidar com ela.

Isso revela que nos falta a comunhão do Corpo. Quando nos encontramos, raramente temos comunhão plena. Por exemplo, quando os santos de outra cidade visitam Taipé, nós nos reunimos. Depois da reunião, no entanto, todos seguimos o próprio caminho, separados, sem experimentar comunhão.

Essa não era nossa situação nos primeiros seis anos em Taiwan.  Naquele período, sempre que tínhamos uma conferência, nos reuníamos e tínhamos muita comunhão.

Agora todos somos capazes, brilhantes e muito bem instruídos. Não precisamos mais uns dos outros; não precisamos mais manter comunhão. Essa é a maior forma de orgulho possível. É a coisa mais ofensiva para o Senhor e Seu Corpo. Devemos ministrar aos outros com toda humildade e restringir nossa inteligência e habilidade de coordenação.

Desfrute mais: Hino 476

"A justiça sustentamos
Restringindo o 'eu',
Tendo paz com os homens
e gozo com Deus"

segunda-feira, 24 de março de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 2, capítulo 2, segunda

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO DOIS
SEMANA 2 - SEGUNDA

Leitura Bíblica: Mt 5:38-42

Ler e orar: "Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas." (Mt 5:41)


Cada um recebe um encargo
e serve o Senhor de acordo com o encargo

Todos os que servem o Senhor precisam receber encargo e ter encargo. Isso se aplica também às irmãs, embora não estejam envolvidas na administração da igreja ou na pregação de mensagens. Se elas compartilham juntas e visitam as pessoas apenas porque é hora de fazer isso, fazem tudo por obrigação.

Elas devem buscar saber o que seu compartilhar e visitas produziram. Devem conhecer a condição das irmãs sob seus cuidados. Não devem dizer: "Desde que o Senhor opere nelas, estarão bem. Mas se o Senhor não operar nelas, não há nada que possamos fazer". Precisamos receber um encargo genuíno.

Apesar de muitas irmãs terem o desejo de servir o Senhor, poucas se levantaram para servi-Lo nos últimos tempos. Os irmãos, porém, continuam servindo como sempre. Devemos notar que a situação das irmãs não está boa e receber o encargo de encorajá-las.

Também precisamos analisar os resultados de nossa pregação do evangelho. Precisamos ponderar por que tantos ainda não estão salvos, apesar de haver tantos pecadores. Alguns devem levantar-se para receber o encargo de pregar o evangelho até que alguém seja salvo. Precisamos ter encargo.

O problema é que gradualmente nos inclinamos para a responsabilidade no serviço, e nos falta encargo. Como a maioria de nossas orações é sem encargo, as reuniões de oração não produzem efeitos.

Se alguém é salvo quando pregamos o evangelho, agradecemos e louvamos ao Senhor. Mas se ninguém é salvo, ficamos em paz. Quando pregamos mensagens, ficamos em paz mesmo quando não produzem nenhum efeito. O mesmo se aplica à administração da igreja e às visitas aos irmãos; ficamos em paz mesmo que não haja resultado.

Visto que essa é nossa condição, nossa oração é por obrigação, e não que brota do encargo. Se orarmos com encargo, nossa reunião de oração será diferente. Alguns prantearão com intensidade e pesar, sentindo que não poderão prosseguir da mesma maneira. Perceberão que a pregação do evangelho, a administração da igreja e a condição das reuniões são insatisfatórias. Esse tipo de oração brota de encargo.

Alguns dizem que é fácil perder o encargo depois de certo tempo. Todavia os que tiveram misericórdia recebem encargos de forma contínua. É um problema muito sério se nosso encargo desaparece depois que trabalhamos por algum tempo. No entanto um cristão pode continuar a trabalhar por obrigação, mesmo que não tenha encargo, porque sua consciência o incomoda caso ele pare.

Sempre que nosso serviço se torna questão de cumprir obrigação, nosso serviço já se degradou. O serviço genuíno nunca é questão de obrigação, mas de encargo; o encargo sempre vai além da obrigação.

Desfrute mais: Hino 422

"...As provas da vida aqui,
Com os Seus Ele vem partilhar;
Seu povo O tem junto a si,
E vai Seu encargo levar."

sábado, 22 de março de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 2, capítulo 2, domingo

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO DOIS
SEMANA 2 - DOMINGO

Leitura Bíblica: Gl 4:12-20

Ler e orar: "Meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós; pudera eu estar presente, agora, convosco e falar-vos em outro tom de voz; porque me vejo perplexo a vosso respeito." (Gl 4:19, 20)


Discernir entre o serviço de responsabilidade
e o serviço de encargo

Os presbíteros em todas as igrejas precisam ir à presença do Senhor a fim de receber encargo e ver se todas as reuniões de casa em sua cidade caminham de modo satisfatório. Precisamos dar atenção à condição das reuniões. São elas fortes ou fracas, vivas ou mortas, ricas ou pobres? Não podemos permanecer inalterados.

Talvez os responsáveis pelas reuniões de casa estejam em paz; os presbíteros, porém, não devem estar em paz. Os presbíteros devem agir de forma coordenada, juntos, e não individualmente. Devem ter encargo coletivo para causar total transformação na condição das reuniões de casa. Precisam orar pelos santos até com lágrimas e buscar o Senhor para saber as palavras adequadas que deverão dizer. 

Em seguida devem falar nas reuniões de acordo com seu encargo até que os santos se inquietem por dentro e não fiquem mais satisfeitos com a atual situação.

Quando os presbíteros falam dessa forma, não falam de acordo com sua organização, porém segundo seu encargo. Eles devem ter encargo e não apenas ter responsabilidade.

Como presbíteros, não devemos apenas compartilhar e conversar sobre as condições das diferentes reuniões de casa, visitá-las e apresentar relatórios de avaliação na próxima reunião de presbíteros. Não há encargo algum nessa prática; isso será ineficaz e não trará nenhum benefício.

Se temos uma empresa com muitos empregados, seu ganho anual não será influenciado por conversas, relatórios e avaliações. Isso não cumpre o encargo. Se temos encargo verdadeiro, iremos estabelecer uma meta de ganho anual, trabalhar na direção de alcançá-la e ser determinados em atingi-la.

Tanto na administração da igreja como no ministério da palavra, os irmãos são louváveis quanto ao grau de responsabilidade. Entretanto falta-lhes encargo. Sem encargo, toda a nossa atividade será morta e ineficaz; já com encargo, seremos vivos e prósperos. Esse resultado não está relacionado com nosso método, mas com nossa pessoa.


Servir com encargo permitindo que o ego seja negado

As crianças jamais serão bem-sucedidas nos estudos caso estudem somente para as provas. Se tiverem encargo, seus estudos sofrerão mudança. Um irmão pode dar uma mensagem apenas por obrigação, porque é sua vez de compartilhar. Contudo dar mensagens não é questão de obrigação, porém de encargo.

Podemos falar por seis meses seguidos, no entanto os que nos ouvem podem não receber nada e nossa fala terá sido em vão. Se temos encargo, percebemos que nossas mensagens são ineficazes. Elas devem "incomodar" as pessoas de modo que não tenham paz e sintam-se estimuladas a amar e servir o Senhor.

Nessa situação nosso ser será tocado por Deus. Não existe necessidade de nosso ego ser negado se damos mensagens por obrigação. Entretanto, se damos mensagens a partir de um encargo, nosso ego precisa ser crucificado.

Trabalhar das nove às seis como empregado é questão de obrigação e não requer qualquer tipo de ajuste. No entanto trabalharíamos de modo diferente caso tivéssemos nosso próprio negócio. Nossa preguiça seria eliminada porque teríamos que acordar cedo para o trabalho.

A atitude de um garçom ou de um balconista para com os fregueses talvez não precise de correção. Porém uma pessoa que dirige o próprio negócio se adapta para jamais ofender os clientes. Em vez de ser transformados, alguns irmãos parecem ter mais problemas ao servir por obrigação e não por encargo.

Se existe encargo, nosso "eu" diminui e é eliminado. Ele não crescerá porque existem coisas que nosso encargo não nos permite fazer, e existem áreas que demandarão disciplina antes de compartilhar nosso encargo. Por esse motivo ter encargo é o que mais nos traz transformação.

Um jovem que não tem o encargo de cuidar da família pode não se importar com o modo como vive. Todavia, depois de se casar e ter filhos, saberá o que significa ser diligente e disciplinado. Um filho pode gastar o dinheiro dos pais livremente, sem nenhum domínio próprio. Porém, quando crescer e viver por conta própria, seus gastos serão planejados. Será mais cuidadoso ao fazer compras.

Gastar o dinheiro dos pais é uma coisa; gastar o próprio dinheiro é um encargo. Parece que os irmãos nas igrejas servem por obrigação, como empregados. Não parecem ter muito encargo. Um serviço desse tipo é perigoso e nos levará a perder a presença do Senhor.

Desfrute mais: Hino 427

"A unidade da igreja
Isso assim preservará;
Nos provando os motivos,
Nossa meta ajustará."

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 1, capítulo 2, sábado

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO DOIS
SEMANA 1 - SÁBADO

Leitura Bíblica: 1 Sm 2:12-17; Mt 25:14-30

Ler e orar: "E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei. Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.(Mt 25:22-23)


Estar desesperados com a situação das pessoas
a fim de pregar a palavra eficaz

Em cada uma das cinquenta e duas semanas do ano há reunião de pregação de mensagem no domingo na igreja em Taipé. Acaso os que ministram a palavra jejuam e oram antes de pregá-la? É óbvio que não existe regulamento que exija que façam isso, pois seria inútil.

Os irmãos precisam compreender que conduzir a palavra de Deus equivale a conduzir a alma dos homens. Os santos vêm às reuniões semana após semana a fim de ouvir-nos, portanto isso precisa pesar sobre nós. Se passados três meses não houver mudança em sua vida, não devemos ficar tranquilos.

Pode-se comparar essa situação com a de um comerciante que não consegue dormir tranquilamente quando fica sem fazer negócios por duas semanas e não consegue comer quando não tem lucro por três meses seguidos. Ele ficará tremendamente aflito e preocupado.

Muitos que têm negócios vêm até mim. Embora apenas se sentem sem nada dizer, posso sentir o peso dentro deles e perceber que têm dificuldades nos negócios. Acaso os que transmitem a palavra estão aflitos pelas almas que não mudaram depois de três meses? O proprietário de uma loja que não tem fregueses não conseguiria continuar trabalhando como se tudo estivesse bem. Ele analisaria a situação e encontraria uma forma de mudá-la. Como podem os que ministram a palavra continuar como sempre quando não obtêm nenhum benefício? Não podemos pensar que apenas falar do púlpito semana após semana é o suficiente.

Quando o irmão Nee iniciou sua obra em Foochow [capital da província de Fujian, no sudeste da China], ele jejuava e orava todos os sábados pela reunião de pregação do evangelho no domingo. Ele ponderava diante do Senhor o que falar e como falar. Ele considerava sobre que palavra os pecadores necessitavam ouvir. Como jejuava e orava com pesado encargo, suas palavras eram sempre muito eficazes e mais tarde foram publicadas na forma de mensagens.

Muitos que são usados pelo Senhor têm encargo em seu ministério da palavra. Quando Peace Wang era jovem, teve uma obra de avivamento bem-sucedida. Ela sempre se ajoelhava na presença do Senhor e passava longo tempo a chorar e afligir-se pelos pecadores. Assim, quando se levantava para falar, suas palavras eram sempre vivas e eficazes.


Servir com encargo

Temos nosso serviço bem organizado, entretanto nos falta encargo. Ter encargo significa ter um alvo a atingir. Se ainda não atingimos o alvo ou somos incapazes de produzir os resultados esperados, devemos ficar preocupados. Se somos capazes de servir mesmo sem alcançar nenhum resultado, é porque não temos encargo. Manter essa atitude indica falta de encargo. Nosso ministério da palavra nunca deve chegar a esse ponto. Por conseguinte os que ministram a palavra precisam ter sério encargo diante do Senhor, não tendo sossego para descansar ou comer, e até mesmo inquietando os demais para que também não tenham paz.

Pode-se comparar isso à cidade de Jerusalém que não teve paz quando o Senhor Jesus nasceu (Mt 2:1-18). Os que falam pelo Senhor precisam estar sensíveis para inquietar os santos a ponto de que não tenham paz interior. Quando não tiverem paz, nós poderemos ter paz. Os santos não podem amar o mundo em paz. Os santos não podem amar o mundo e amar o Senhor. Não podem ser mornos. Os que servem o Senhor precisam ter esse tipo de encargo.

Muitos são empregados de grandes empresas. Trabalham um número certo de horas todos os dias e simplesmente fazem as tarefas a eles designadas. Não cometem grandes erros e não se importam se a empresa tem lucro ou não. São empregados sem encargo; servem sem encargo. Se não ganhamos nada no primeiro dia de nosso negócio próprio, devemos preocupar-nos com nosso sustento. Se os que servem, seja no serviço de crianças ou de jovens, tiverem essa consciência, serão bem-sucedidos.

Reclamar que fracassamos por ser fracos demonstra falta de encargo. Todos os que servem devem ter encargo a ponto de se sentir responsáveis caso a obra não seja bem-sucedida. Deve ser como um empresário que pensa em seu negócio até mesmo enquanto dorme.


Desfrute mais: Hino 398

sexta-feira, 21 de março de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 1, capítulo 2, sexta

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO DOIS
SEMANA 1 - SEXTA

Leitura Bíblica: Rm 12:6-9

Ler e orar: "Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens," (Cl 3:23)


PROBLEMAS NA ADMINISTRACÃO DA IGREJA
E NO MINISTÉRIO DA PALAVRA


O PRIMEIRO PROBLEMA: NÃO TER ENCARGO

O maior problema na administração da igreja e no ministério da palavra é não ter encargo ou, pode se dizer, não receber um encargo ou não dar a devida atenção, ao encargo recebido.

É possível que os presbíteros administrem a igreja sem ter encargo. Os que ministram a palavra também podem fazer isso sem encargo. A liberação de certo encargo quando ministramos a palavra não depende de saber falar bem. Se nosso único desejo é falar bem para provocar certas emoções nas pessoas, nosso falar terá sido sem encargo.

De modo semelhante, a habilidade de administrar a igreja não libera o encargo. Não se trata de nossa capacidade de administrar, porém de nossa administração ser eficaz e poder tocar as pessoas.

Por exemplo, quando as pessoas vêm à reunião, pode haver a necessidade de se transmitir a palavra. Precisamos buscar o Senhor com respeito ao que falar e ao resultado de nosso falar. Não é questão de falar bem ou não, da logística da apresentação ou de os santos serem tocados, e sim do que será produzido neles.

Se alguns dos presentes ainda não são salvos, devemos ter o encargo pela condução de sua alma pela graça de Deus, a fim de plantar nela a semente da salvação ao falar a palavra. Nosso encargo então é a salvação, e não a pregação de uma palavra dinâmica.

Se já são salvos, porém não amam o Senhor como deviam, nosso encargo deve ser levá-los a amar o Senhor. Se amam o Senhor, mas não estão dispostos a se render a Ele e a receber Dele disciplina pessoal, nosso encargo deve ser conduzi-los a se render prontamente ao Senhor e deixar que Ele lide com eles. Isso é o ministério da palavra com encargo.

Caso contrário, a mensagem da reunião de domingo pode cair na situação dos ditos cultos dominicais. Toda semana alguém é designado para pregar uma mensagem a fim de dar continuidade às reuniões. Depois da reunião, todos vão para casa, almoçam, descansam e retornam à noite para a reunião do partir do pão. Esse é um culto dominical.

Nessa situação os que ministram a palavra precisam ter encargo. Precisamos conhecer a condição dos que vêm ouvir a mensagem. Talvez eles mesmos não consigam perceber sua condição, mas nós precisamos ter percepção total e muito clara com relação à condição deles.

Talvez consigam sentar-se e ouvir tranquilamente a palavra, semana após semana, mas nós não podemos falar pacificamente semana após semana. Precisamos receber o encargo a fim de "perturbá-los" e "incomodá-los" de modo tal que, quando vierem para a reunião sentindo-se tranquilos, saiam perturbados internamente.

Se não nos importamos que nossa pregação não produza nenhum efeito nos que a ouvem, é porque não temos encargo. Essa situação indica que quem fala e quem ouve estão numa rotina. Essa é a condição do cristianismo degradado, onde a congregação ouve de forma rotineira o pastor, e ele, por sua vez, prega de forma rotineira à congregação ano após ano. Não é assim que deve ser nossa prática. 

O ministério da palavra deve iluminar os que ouvem. Quando ministramos a palavra a cada domingo, devemos "incomodar" as pessoas a tal ponto que não tenham mais paz. É isso o que significa ter encargo.

Se os ouvintes são indiferentes, mesmo que ouçam tranquilamente, quem ministra a palavra não deve ficar tranquilo. Deve, antes, colocar-se diante do Senhor e deixá-Lo tirar-lhe a paz, a ponto de perder o sono e não comer, até que tenha recebido um encargo do Senhor. Só então suas mensagens permitirão que o Espírito Santo opere nos ouvintes. Somente esse tipo de falar é o falar de Deus.

Os que ministram a palavra precisam ter encargo; não apenas doutrinas, arranjo lógico e exemplos. Ministrar a palavra desse modo é inadmissível; é uma ofensa a Deus e um pecado a Seus olhos.


Receber o encargo para falar a palavra de Deus
no ministério da palavra 

Em Isaías 13:1, a Versão União Chinesa [Chinese Union Version] afirma que os profetas recebiam inspiração quando falavam em nome de Deus. A palavra hebraica para inspiração, no entanto, significa encargo, [ou peso - VRC].

O homem precisa receber um encargo. Não podemos negligenciar nossa responsabilidade e pensar que Deus não nos deu encargo. As Epístolas de Paulo demonstram claramente que ele recebia encargos. Quando alguém na igreja em Corinto cometeu o pecado da fornicação, Paulo não condenou simplesmente o pecado ou parou de orar por quem pecou. Ele recebeu de Deus o encargo de assumir a responsabilidade e a comissão em favor da igreja (1 Co 5:1-13). Paulo não pregou doutrinas em suas epístolas; em vez disso, tinha encargo de compartilhar certos assuntos de modo que conseguia tocar o sentimento das pessoas.

Existe o perigo de o ministério da palavra na igreja em Taipé tornar-se igual às pregações de sermões nos cultos dominicais. Quando ministramos a palavra de Deus, nossa atenção deve estar concentrada no falar de Deus, e não no tópico do que iremos falar.

Para que Deus fale, quem ministra a palavra precisa receber um encargo. As pessoas podem até reagir de forma negativa ou ser profundamente tocadas quando ouvirem uma mensagem transmitida com encargo, no entanto não podem negar que é o falar de Deus. Esse tipo de mensagem pode ajudar as pessoas e resolver seus problemas.

Uma mensagem que soa agradável, mas é desprovida do falar de Deus, não pode tocar as pessoas nem fazer com que se voltem para seu interior, ou ainda satisfazer os famintos e sedentos, pois não são as palavras que Deus quer transmitir, mesmo que sejam extraídas da Bíblia.

Portanto não devemos falar de modo tão cômodo ou de pouco valor. Não podemos simplesmente falar porque preparamos uma mensagem. Quem ministra a palavra deve levar a condição das pessoas diante de Deus. Ele tem a responsabilidade de conhecer suas necessidades, estar sensível à condição delas e saber o que Deus quer falar.

A ajuda que recebemos num treinamento não pode substituir o encargo dentro de nós. O perigo é que o encargo tenha sido substituído de maneira que estamos desprovidos de revelação e encargo espiritual.

Desfrute mais: Hino 398

quinta-feira, 20 de março de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 1, capítulo 1, quinta

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO UM
SEMANA 1 - QUINTA

Leitura Bíblica: Mt 16:21-27

Ler e orar: "O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso?" (At 7:49)


A EDIFICAÇÃO DE DEUS OCORRE
QUANDO SOMOS DISCIPLINADOS

Deus quer tomar o caminho da edificação, mas o problema que encontra é nossa pessoa. Nós somos o problema. Os que administram a igreja e ministram a palavra estão cheios de problemas. Nosso modo e doutrina não são o problema; antes, o problema são nossas deficiências. Chegamos a um ponto crítico em nosso serviço.

A igreja em Taipé já está aqui há oito anos, de 1949 a 1957. Se continuarmos como estamos, nossa obra não produzirá resultados. Só teremos problemas intermináveis e contínuas perdas; não haverá aumento na bênção. Enquanto os que servem continuarem segundo a maneira tradicional, nossa obra não terá futuro. Pelo bem da edificação de Deus e pelo futuro de nossa obra, que o Senhor tenha misericórdia de nós para entendermos que o problema não está em nossa doutrina ou prática, mas em nós mesmos.

Precisamos considerar a condição de nossa obra e nossa atual situação diante do Senhor. Isso não significa que devamos ser introspectivos. Precisamos ser iluminados e receber ajuda por meio dessa comunhão. Precisamos aquietar-nos diante do Senhor e permitir que Ele brilhe em nós, fale conosco, nos toque e lide conosco. A não ser que passemos pelas mãos do Senhor que podem lidar conosco, muito de nossa atividade externa será vã e insignificante.
 
Se Deus não lidar conosco por completo, Sua edificação não se realizará, independe dos métodos que utilizamos. Para que a edificação de Deus se realize de forma adequada, Ele precisa lidar profundamente conosco nos aspectos da administração da igreja e do ministério da palavra.

Na administração da igreja os irmãos que servem como presbíteros precisam ser disciplinados pessoalmente. Os que falam em nome de Deus também necessitam de disciplina pessoal. Caso contrário, nossa administração da igreja e ministrar não resultarão na realidade da edificação.

Que todos tenhamos um coração temente ao Senhor e capaz de perceber que a edificação da igreja depende da pessoa dos que administram a igreja e dos que ministram a palavra. Se permitirmos que Deus lide conosco, nossa obra causará impacto, mesmo que nosso método seja inferior. Caso contrário, nossa obra fará a edificação desmoronar a despeito da metodologia que utilizarmos.

Atualmente Deus está preocupado com a edificação. A edificação depende da condição de nossa pessoa. Que todos nos aquietemos diante do Senhor e Lhe concedamos permissão para brilhar em nós e falar conosco.

Desfrute mais: Hino 236

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 9, sábado, mensagem 20

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL Mensagem 20 OS ÁTRIOS EXTERIOR E INTERIOR SEMANA 9 - SÁBADO Leitura Bíblica:  Ez 40-42 Ler e orar:  “ Respondeu-lhes...