quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Estudo de Atos, capítulo 28, mensagem 71, semana 32, sexta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SETENTA E UM

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA
POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (36)

SEMANA 32 – SEXTA
Leitura Bíblica: Mt 28:18-19; Ef 6:20; Fp 1:20

Ler e orar: Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra." (Mt 28:18)


ATÉ ROMA, A CONCLUSÃO DA QUARTA VIAGEM
Através de Siracusa, Régio, Putéoli, a Praça de Ápio e Três Vendas

Atos 28:11 diz: “Ao cabo de três meses, embarcamos num navio alexandrino, que invernara na ilha e tinha por emblema Dióscuros”. Os Dióscuros são Castor e Pólux, os dois filhos gêmeos de Zeus. Essa era a imagem da divindade guardiã dos marinheiros, presa à popa.

Depois de ficar três dias em Siracusa, chegaram a Régio, e então foram a Putéoli, onde encontraram irmãos (vs. 12-14). No versículo 14b Lucas diz: “E foi assim que nos dirigimos a Roma”. E nos versículos 15 e 16 continua: “Tendo ali os irmãos ouvido notícias nossas, vieram ao nosso encontro até à Praça de Ápio e às Três Vendas. Vendo-os Paulo e dando, por isso, graças a Deus, sentiu-se mais animado. Uma vez em Roma, foi permitido a Paulo morar por sua conta, tendo em sua companhia o soldado que o guardava”. 

Em latim, a "Praça de Ápio" é "Appii Forum", lugar a quase setenta quilômetros de Roma. Em latim Três Vendas é "Tres Taberrue", lugar a quase cinquenta quilômetros de Roma. A calorosa recepção dos irmãos de Roma e o cuidado amoroso dos irmãos de Putéoli (vs. 13-14) mostram a bela vida do Corpo entre as igrejas e os apóstolos nos dias iniciais. Essa vida era parte da vida celestial do reino na terra obscurecida por Satanás e habitada pelo homem.

Aparentemente o apóstolo, como prisioneiro em cadeias, tinha entrado na área da trevosa capital do império usurpado por Satanás. Na verdade, como embaixador de Cristo com a Sua autoridade (Ef 6:20; Mt 28:18-19), ele tinha entrado em outra parte da participação na vida coletiva da Sua igreja no reino de Deus na terra. Enquanto sofria a perseguição da religião no império de Satanás, ele desfrutava a vida da igreja no reino de Deus, a qual lhe era um conforto e encorajamento. 

De acordo com o versículo 15, quando viu os irmãos, Paulo deu graças a Deus e sentiu-se mais animado. Isso indica que o apóstolo era bastante humano. Embora tivesse sido encorajado pelo Senhor diretamente (23:11) e tivesse sido bastante corajoso em toda a sua viagem (27:22-25, 33-36), ele ainda foi encorajado com a calorosa recepção dos irmãos. Era na humanidade elevada de Paulo com as virtudes humanas, que Cristo, com os atributos divinos, era expresso em sua viagem. Ele engrandeceu a Cristo todo o caminho em sua situação adversa (Fp 1:20).

Antes de Paulo chegar a Roma, os irmãos lá tiveram notícias a respeito dele e seus companheiros e vieram ao encontro deles na Praça de Ápio e em Três Vendas. De que maneira eles receberam as notícias a respeito de Paulo? Isso é difícil de dizer. 

Talvez alguns de Putéoli, onde rogaram a Paulo que permanecesse por sete dias, tenham levado as notícias aos irmãos em Roma, que então vieram ao seu encontro. O importante aqui é que vemos um quadro da vida da igreja nos tempos antigos, uma vida da igreja muito desfrutável. Precisamos ter tal vida da igreja desfrutável hoje e seguir o modelo apresentado nesses versículos.

No capítulo vinte e oito foi cumprido o desejo de Paulo de ver Roma. Os judaizantes tentaram impedi-lo de ir aos gentios, mas o Senhor soberanamente o levou a Roma. Naqueles tempos, ir de Jerusalém a Roma era algo grande. Mas o Senhor o levou ao distante mundo gentio, até mesmo à capital do Império Romano. Paulo devia estar muito contente quando chegou a Roma. Exteriormente ele estava em cadeias, mas interiormente estava cheio de glória e alegria indizível.

Desfrute mais: Hino 11

Estudo de Atos, capítulo 28, mensagem 71, semana 32, quinta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SETENTA E UM

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA
POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (36)

SEMANA 32 – QUINTA
Leitura Bíblica: At  28:1-31

Ler e orar: Tomai, pois, conhecimento de que esta salvação de Deus foi enviada aos gentios. E eles a ouvirão."  (At 28:28)

Nesta mensagem abordaremos o capítulo vinte e oito, o último capítulo de Atos. Em 28:1-10 Paulo chega à ilha de Malta e ali faz muitos milagres. Então, em 28:11-31 chega a Roma, encerrando a quarta viagem. Primeiro passa por Siracusa, Régio, Putéoli, a Praça de Ápio e Três Vendas (vs. 11-16). Contata os líderes judeus (vs. 17-22) e ministra em Roma (vs. 23-31).


PARA A ILHA DE MALTA, FAZ MILAGRES

Atos 28:1-2 diz: “Uma vez em terra, verificamos que a ilha se chamava Malta. Os bárbaros trataram-nos com singular humanidade, porque, acendendo uma fogueira, acolheram-nos a todos por causa da chuva que caía e por causa do frio”. O vocábulo grego traduzido "bárbaros" se refere aos que não falavam grego ou latim, mas não necessariamente incivilizados.

Nos versículos 3 a 5 temos a continuação: “Tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos, uma víbora, fugindo do calor, prendeu-se-lhe à mão. Quando os bárbaros viram a víbora pendente da mão dele, disseram uns aos outros: Certamente, este homem é assassino, porque, salvo do mar, a Justiça não o deixa viver. Porém ele, sacudindo o réptil no fogo, não sofreu mal nenhum”.

Literalmente, o termo grego para "víbora" nos versículos 4 e 5 é "besta". Mas os escritores médicos usavam esse termo para denotar serpentes venenosas. Primeiro os bárbaros pensaram que Paulo era um assassino, por ter sido mordido por uma víbora. Mas, como o versículo 6 indica, por fim mudaram de opinião a respeito dele: “Mas eles esperavam que ele viesse a inchar ou a cair morto de repente. Mas, depois de muito esperar, vendo que nenhum mal lhe sucedia, mudando de parecer, diziam ser ele um deus”.

O apóstolo não era um deus como pensavam os bárbaros supersticiosos, mas expressava, em seu viver e ministério, o verdadeiro Deus, que em Jesus Cristo passou pelos processos de encarnação, viver humano, crucificação e ressurreição, e agora vivia nele e por meio dele, como Espírito todo-inclusivo.

No seu ensinamento, registrado nas Epístolas, Paulo enfatizava a questão de andar no Espírito. Em toda a viagem, e agora na ilha de Malta, ele certamente andava no Espírito. Certamente teve um viver que era o Cristo encarnado, crucificado, ressurreto e ascendido. O seu viver, na realidade, era a expressão do Espírito que dá vida. Em cada situação do seu viver diário, ele era a expressão do próprio Cristo que pregava. 

Ele pregava o Cristo encarnado, crucificado, ressurreto e ascendido como Espírito que dá vida, e na ilha de Malta ele viveu tal Cristo como Espírito todo-inclusivo. Isso está indicado pelo que ele escreveu mais tarde, em Filipenses 1:20-21a: “Segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porquanto, para mim, o viver é Cristo”.

Ele só se importava em viver Cristo e engrandecê-Lo. Na ilha de Malta ele viveu Cristo e O engrandeceu como Espírito que dá vida. Ao ler o relato de Lucas, vemos que o viver de Paulo era o Espírito todo-inclusivo como a consumação do Cristo encarnado, crucificado, ressurreto e exaltado por Deus.

Nos versículos 7 e 8 lemos: “Perto daquele lugar, havia um sítio pertencente ao homem principal da ilha, chamado Públio, o qual nos recebeu e hospedou benignamente por três dias. Aconteceu achar-se enfermo de disenteria, ardendo em febre, o pai de Públio. Paulo foi visitá-lo, e, orando, impôs-lhe as mãos, e o curou”. Disenteria era uma doença comum, mas de cura difícil. No entanto, Paulo, que vivia como rei governando o seu reino, tornou-se agora um médico para curar o pai de Públio.

O versículo 9 diz: “À vista deste acontecimento, os demais enfermos da ilha vieram e foram curados”. Aqui vemos que Paulo se tornou um médico e até mesmo um salvador para toda a ilha. Todos os doentes que lhe trouxeram foram curados.

No mar, durante a tempestade, o Senhor já tinha feito do apóstolo não apenas o dono dos colegas de viagem (27:24) como também a garantia de vida e o confortador deles (27:22-25). Agora, em terra, numa situação de paz, o Senhor o fez ainda mais, não apenas uma atração mágica aos olhos dos supersticiosos (vs. 3-6) como também aquele que cura e a alegria para os bárbaros (vs. 8-9).

Em toda a extensa e desafortunada viagem de Paulo como prisioneiro, o Senhor guardou o apóstolo em Sua soberania e capacitou-o a ter uma vida muito acima da esfera de ansiedade, e, plenamente dignificada com o mais alto padrão de virtudes humanas, expressando os mais excelentes atributos divinos, uma vida que se assemelhava à que Ele mesmo tivera na terra anos antes. Era Jesus vivendo novamente na terra, em Sua humanidade divinamente enriquecida!

Esse é o maravilhoso, excelente e misterioso Homem-Deus, que viveu nos Evangelhos, continuando a viver em Atos por meio de um de Seus muitos membros, membro esse que era uma testemunha viva do Cristo encarnado, crucificado, ressurreto e exaltado por Deus.

Paulo em sua viagem viveu e engrandeceu a Cristo. Não é de admirar que as pessoas distinguiram a ele e aos seus companheiros com muitas honrarias (v. 10), isto é, com o máximo respeito e a mais alta consideração!

Atos 28:10 diz: “Os quais nos distinguiram com muitas honrarias; e, tendo nós de prosseguir viagem, nos puseram a bordo tudo o que era necessário”. Esse versículo indica que os nativos da ilha de Malta trataram Paulo e seus companheiros como se fossem membros de uma família real. Paulo era o rei e Lucas era parte da família.

De acordo com o versículo 10, os nativos puseram a bordo tudo o que era necessário para a viagem. O Senhor soberanamente proveu comida para duzentas e setenta e seis pessoas. Todo rei precisa prover comida para o seu povo. Como rei, Paulo recebeu os suprimentos dos nativos, mas não lhes devia nada por isso, pois tinha curado muitos doentes entre eles. Em certo sentido, as pessoas lhe pagaram colocando a bordo o suprimento de alimentos necessário para a viagem.

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Estudo de Atos, capítulo 27, mensagem 70, semana 32, quarta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SETENTA

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA
POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (36)

SEMANA 32 – QUARTA
Leitura Bíblica: At 27:27-44

Ler e orar: Na noite seguinte, o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma" (At 23:11)


A MANEIRA VIL DE PENSAR,
A LOUCURA DOS MARINHEIROS E SOLDADOS
E A SABEDORIA E O CUIDADO ASCENDENTES DE PAULO

Em 27:27-44 temos um contraste entre a maneira vil de pensar e a loucura dos marinheiros e soldados, e a sabedoria e o cuidado ascendentes de Paulo. Isso indica que os que não têm Cristo são vis e tolos. Os marinheiros tentaram fugir do navio, mas foram impedidos por Paulo, que os vigiava como rei.

“Procurando os marinheiros fugir do navio, e, tendo arriado o bote no mar, a pretexto de que estavam para largar âncoras da proa, disse Paulo ao centurião e aos soldados: Se estes não permanecerem a bordo, vós não podereis salvar-vos. Então, os soldados cortaram os cabos do bote e o deixaram afastar-se” (vs. 30-32). Paulo disse ao centurião e soldados que eles não iriam salvar-se se os marinheiros não permanecessem a bordo. Parecia que ele era o responsável, dando ordens ao seu “exército” para que fizesse o que era necessário.

Nos versículos 33 e 34 lemos: “Enquanto amanhecia, Paulo rogava a todos que se alimentassem, dizendo: Hoje, é o décimo quarto dia em que, esperando, estais sem comer, nada tendo provado. Eu vos rogo que comais alguma coisa; porque disto depende a vossa segurança; pois nenhum de vós perderá nem mesmo um fio de cabelo”.

Eles já estavam catorze dias esperando que a tempestade passasse, e não tinham ânimo para comer. Agora Paulo os encorajou a comer, pois seria para a salvação deles. A palavra "segurança" também pode ser traduzida por "salvação" e significa que sem comer os homens não iriam ser salvos da tempestade.

Eles precisavam comer para ter forças para nadar e fazer o que fosse necessário uma vez em terra. O versículo 35 diz: “Tendo dito isto, tomando um pão, deu graças a Deus na presença de todos e, depois de o partir, começou a comer”. Aqui ele se conduziu como rei, ou pelo menos como cabeça de uma grande família. Ele deu graças pela comida e comeu.

A tempestade prevalecia, o barco era açoitado pela tormenta e eles temiam perder a vida. No entanto, ele lhes disse que recobrassem o ânimo, estivessem em paz e comessem para ter a força de que necessitavam. Então, na frente de todos, ele comeu. Todos estavam com medo e não tinham ânimo para comer. Por essa razão, ele deu um exemplo e parecia dizer: “Estou animado e em paz. Encorajo-os a me imitar, pois sou um homem vivendo Cristo”. Como ele cobrou ânimo e comeu, “todos cobraram ânimo e se puseram também a comer” (v. 36). 

De acordo com o versículo 37, eram ao todo “no navio duzentas e setenta e seis pessoas”. Como já dissemos, todos eram súditos do reino governado por Paulo. Em 27:30 os marinheiros queriam fugir, e no versículo 42 os soldados queriam matar os prisioneiros: “O parecer dos soldados era que matassem os presos, para que nenhum deles, nadando, fugisse”.

No entanto, o Senhor, em Sua soberania, protegeu Paulo. “Mas o centurião, querendo salvar a Paulo, impediu-os de o fazer; e ordenou que os que soubessem nadar fossem os primeiros a lançar-se ao mar e alcançar a terra. Quanto aos demais, que se salvassem, uns, em tábuas, e outros, em destroços do navio. E foi assim que todos se salvaram em terra” (vs. 43-44).

Isso que o centurião fez, de impedir os soldados de fazer o que queriam, foi novamente a soberania do Senhor para preservar a vida do Seu servo. Devido à soberana proteção do Senhor para com Paulo, todos os que estavam no navio foram conduzidos a salvo para a terra, para uma ilha chamada Malta (28:1).

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terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Estudo de Atos, capítulo 27, mensagem 70, semana 32, terça

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SETENTA

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA
POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (36)

SEMANA 32 – TERÇA
Leitura Bíblica: Lc 2:1; At 27:1-26

Ler e orar: Porque, esta mesma noite, um anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo, dizendo: Paulo, não temas! É preciso que compareças perante César, e eis que Deus, por sua graça, te deu todos quantos navegam contigo” (At 27:23-24)


PREDISSE O PERIGO DA VIAGEM

Vamos agora considerar alguns detalhes registrados em 27:1-14. O versículo 1 diz: “Quando foi decidido que navegássemos para a Itália, entregaram Paulo e alguns outros presos a um centurião chamado Júlio, da Coorte Imperial”. O verbo navegássemos indica que Lucas, o autor de Atos, estava incluído.

A Coorte Imperial, ou Coorte Augusta, deve ter sido nomeada por César Augusto (cf. Lc 2:1). A coorte, uma das dez divisões da antiga legião romana, era composta de seiscentos homens. No versículo 2 temos a continuação: “Embarcando num navio adramitino, que estava de partida para costear a Ásia, fizemo-nos ao mar, indo conosco Aristarco, macedônio de Tessalônica”. Esse é o início da quarta viagem ministerial do apóstolo, que termina em 28:31.

Em seu registro Lucas diz que, em Mirra, achando “o centurião um navio de Alexandria, que estava de partida para a Itália, nele nos fez embarcar” (v. 6). Nos versículos 9 e 10 lemos: “Depois de muito tempo, tendo-se tomado a navegação perigosa, e já passado o tempo do Dia do Jejum, admoestava-os Paulo, dizendo-lhes: Senhores, vejo que a viagem vai ser trabalhosa, com dano e muito prejuízo, não só da carga e do navio, mas também da nossa vida”.

O Dia do Jejum no versículo 9 refere-se ao dia da expiação (Lv 16:29-31; 23:27-29; Nm 29:7). No versículo 10 Paulo verbalizou o seu sentimento sobre o perigo da viagem. Os marinheiros eram peritos em navegação, e conheciam tudo sobre os ventos e o mar, mas não tinham o discernimento que ele tinha. Embora ele os tivesse advertido do dano e do prejuízo que teriam de enfrentar, “o centurião dava mais crédito ao piloto e ao mestre do navio do que ao que Paulo dizia” (v. 11). O piloto e o dono do navio convenceram o centurião a não aceitar a palavra de Paulo.

Assim, seguindo o seu conceito errôneo, eles continuaram a viagem. Ele, naturalmente, não era marinheiro nem piloto. Antes, era um pregador que no momento era prisioneiro. No entanto, tinha mais discernimento do que o centurião, os soldados, os marinheiros, o piloto e o dono do navio. Aqui vemos seu caráter.


A TEMPESTADE E A PREDIÇÃO DE
PAULO SOBRE SEGURANÇA

Atos 27:13-26 descreve a tempestade e a predição de Paulo sobre segurança. Nos versículos 13 e 14 lemos: “Soprando brandamente o vento sul, e pensando eles ter alcançado o que desejavam, levantaram âncora e foram costeando mais de perto a ilha de Creta. Entretanto, não muito depois, desencadeou-se, do lado da ilha, um tufão de vento, chamado Euroaquilão”. Literalmente o termo grego traduzido "a ilha" no versículo 14 é "ela", e refere-se a Creta.

Nos versículos 15 a 17 temos a continuação: “E, sendo o navio arrastado com violência, sem poder resistir ao vento, cessamos a manobra e nos fomos deixando levar. Passando sob a proteção de uma ilhota chamada Cauda, a custo conseguimos recolher o bote; e, levantando este, usaram de todos os meios para cingir o navio, e, temendo que dessem na Sirte, arriaram os aparelhos, e foram ao léu”.

“Recolher o bote” era recolher o bote ao convés, que, em tempo calmo, era amarrado por uma corda à popa da embarcação (Vincent). Todos os meios, mencionados no versículo 17, eram coisas como cordas e correntes. Cingir o navio com essas coisas era passar as amarras ao redor do casco da embarcação. Sirte, onde temeram bater, era um baixio, a sudoeste da ilha de Creta. Para marinheiros arriar os aparelhos significa que eles ou baixaram as velas, ou lançaram a âncora.

De acordo com os versículos 18 e 19, eles começaram a atirar ao mar a carga, e também a armação do navio, ou móveis, foram lançados ao mar. O versículo 20 indica que a tempestade era tão severa que eles, por fim, perderam as esperanças: “E, não aparecendo, havia já alguns dias, nem sol nem estrelas, caindo sobre nós grande tempestade, dissipou-se, afinal, toda a esperança de salvamento”. 

Como veremos, esse momento foi uma boa oportunidade para Paulo dizer algo aos que estavam no navio.  A esse respeito o versículo 21 diz: “Havendo todos estado muito tempo sem comer, Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Senhores, na verdade, era preciso terem-me atendido e não partir de Creta, para evitar este dano e perda”. Embora fosse um prisioneiro em cadeias, o seu comportamento mostrava muita ascendência com dignidade. A narrativa de Lucas, ao registrar o mover do Senhor na terra, não enfatiza doutrina, e, sim, o testemunho das testemunhas do Senhor (1:8). 

Assim, em sua narração não há detalhes de doutrinas, e, sim, dos eventos que ocorreram a essas testemunhas, para retratar os testemunhos delas em suas vidas. Isso é exatamente o que se vê na viagem de Paulo nos últimos dois capítulos.

Aqui Paulo era uma testemunha do Senhor. Assim, não devemos ler o relato de Lucas meramente como a história de uma tempestade no mar. Antes, precisamos ver nessa história a descrição da vida de uma das testemunhas vivas de Cristo. Em 27:21 Paulo foi franco. Os outros que estavam a bordo do navio nada tinham a dizer. Todos, inclusive o centurião e o piloto, foram subjugados.

No versículo 22 Paulo prosseguiu: “Mas, já agora, vos aconselho bom ânimo, porque nenhuma vida se perderá de entre vós, mas somente o navio”. Todos tinham desanimado e esperavam a morte. Ele, no entanto, disse-lhes que tivessem bom ânimo, assegurando-lhes que não haveria perda de vidas, mas apenas do navio. Aqui ele parece dizer: “Nenhum de nós perderá a vida, mas o navio será perdido. Já que não me deram ouvidos, vocês perderão o navio”.

Nos versículos 23 e 24 temos a continuação: “Porque, esta mesma noite, um anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo, dizendo: Paulo, não temas! É preciso que compareças perante César, e eis que Deus, por sua graça, te deu todos quantos navegam contigo”. No versículo 23 ele mostrou primeiro que pertencia a Deus e então que O servia. O vocábulo grego traduzido "sirvo" significa "sirvo como sacerdote".

No versículo 24 o anjo lhe assegurou que ele compareceria diante de César. Isso visava cumprir a promessa do Senhor em 23:11 e o desejo do apóstolo em 19:2l. De acordo com o versículo 24, Deus lhe deu todos os que navegavam com ele. Isso mostra que Deus os deu a Paulo e que eles estavam todos sujeitos a ele. Se não fosse a presença de Paulo com eles, todos teriam perdido a vida. Aqui ele parece dizer: “Por minha causa, a vida de vocês será preservada.

O Senhor deu todos vocês para mim”. Nos versículos 25 e 26 ele prosseguiu: “Portanto, senhores, tende bom ânimo! Pois eu confio em Deus que sucederá do modo por que me foi dito. Porém é necessário que vamos dar a uma ilha”. Podemos considerar essa como sendo uma palavra de discernimento e também de profecia. Paulo tinha a sabedoria de olhar para a situação e perceber o que iria acontecer. Como falou uma palavra tão categórica sobre dar a uma ilha, podemos considerá-la uma profecia.

Desfrute mais: Hino 333

Estudo de Atos, capítulo 26, mensagem 70, semana 32, segunda

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SESSENTA E NOVE

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA
POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (36)

SEMANA 32 – SEGUNDA
Leitura Bíblica: At 27:1-44

Ler e orar: “Paulo, não temas! É preciso que compareças perante César, e eis que Deus, por sua graça, te deu todos quantos navegam contigo” (At 27:24)


Nos capítulos vinte e sete e vinte e oito de Atos, Lucas nos dá uma longa narração da viagem de Paulo de Cesaréia a Roma. Podemos perguntar-nos por que ele inclui tal longo e detalhado registro. Em certas coisas ele é muito sucinto, mas o relato dessa viagem é bem detalhado e vívido. Depois de considerar sobre isso, creio que a razão desse registro detalhado é que ele quer apresentar um quadro que transmita alguns tópicos importantes.


O ATAQUE DE SATANÁS

O primeiro dos pontos transmitidos na longa narrativa que Lucas fez da viagem de Paulo é o ataque de Satanás ao apóstolo. Satanás o atacava constantemente dos bastidores. Essa é a razão de a viagem ter sido difícil, com muitos sofrimentos, e ter demorado tanto. O tempo, especialmente, estava muito ruim. 

Atos 27:4 diz: “Partindo dali, navegamos sob a proteção de Chipre, por serem contrários os ventos”. Mais tarde, embarcados num navio de Alexandria, navegaram vagarosamente muitos dias e chegaram com dificuldade defronte de Cnido (v. 7). Então, com dificuldade, chegaram a certo lugar chamado Bons Portos. Por fim, depois que se fizeram ao mar novamente, “desencadeou-se, do lado da ilha, um tufão de vento, chamado Euroaquilão” (v. 14). Satanás estava por trás dessas dificuldades, atacando o apóstolo.


O CUIDADO SOBERANO DO SENHOR

No quadro retratado em Atos 27-28 também vemos o soberano cuidado do Senhor. Ele está acima de todas as coisas, inclusive o vento e as tempestades. Ele era soberano sobre o centurião chamado Júlio, que levou Paulo a Roma, e sobre todos os soldados que estavam com ele. Em Sua soberania, o Senhor fez com que esse centurião tratasse Paulo com humanidade.

Quanto a isso, em 27:3 lemos: “No dia seguinte, chegamos a Sidom, e Júlio, tratando Paulo com humanidade, permitiu-lhe ir ver os amigos e obter assistência”. Provavelmente alguns soldados o acompanharam e é provável que ele ainda estivesse em cadeias. No entanto, o Senhor soberanamente cuidou dele.

Em Sua soberania, o Senhor também enviou um anjo a Paulo em meio à violenta tempestade, quando os que estavam no navio já haviam perdido todas as esperanças de se salvar (vs. 20, 23). Paulo testificou que um anjo lhe havia dito: “Paulo, não temas! É preciso que compareças perante César, e eis que Deus, por sua graça, te deu todos quantos navegam contigo” (v. 24). Como veremos, essas palavras indicam que ele tinha um pequeno reino no barco, composto de duzentos e setenta e seis cidadãos.

Lucas e Aristarco, um macedônio de Tessalônica, estavam com Paulo no navio. Lucas exercia a função de médico, cuidando da sua saúde e de relator, registrando os detalhes da viagem. Agradecemos ao Senhor por esse registro. Quanto mais o lemos, mais percebemos quão significativo é. No relato detalhado dessa viagem vemos que o Senhor controlava os ataques de Satanás. Tudo aconteceu na hora certa, para que a vida de Paulo fosse preservada.


O VIVER DE PAULO

O quadro nesses capítulos de Atos também nos mostra a vida, o comportamento e o caráter de Paulo. Vemos a ascendência que ele tinha nessa situação. Também vemos a sabedoria e dignidade da sua vida humana. Sem dúvida, a sua vida era viver Cristo e engrandecê-Lo.

Se lermos esse trecho cuidadosamente, veremos que Paulo vivia do modo que aspirava viver em Filipenses 3, onde diz que buscava Cristo a fim de ser achado Nele (vs. 9, 12). Quando leio Atos 27-28, eu o encontro em Cristo. Numa viagem dura e difícil, ele viveu em ascendência e dignidade, e cheio de sabedoria. Embora fosse prisioneiro, ele se portava como rei. Ademais, tinha percepção e sabedoria para lidar com as questões.

Sem dúvida, o Senhor estava com ele. Por um lado, ele era prisioneiro, um dentre duzentos e setenta e seis passageiros. Por outro, era o centro da situação, seja no navio, seja na ilha onde passaram o inverno depois que o navio foi destruído. Em todas as circunstâncias ele vivia em ascendência.

Desfrute mais: Hino 224

Estudo de Atos, capítulo 26, mensagem 69, semana 32, domingo

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SESSENTA E NOVE

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA
POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (35)

SEMANA 32 – DOMINGO
Leitura Bíblica:   Jo 8:12; 9:5; At 26:19-32; 2 Co 4:4, 6; 1 Jo 1:5

Ler e orar: Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial," (At 26:19)


NÃO SER DESOBEDIENTE À VISÃO CELESTIAL

Em 26:19-20 Paulo testificou: “Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial, mas anunciei primeiramente aos de Damasco e em Jerusalém, por toda a região da Judéia, e aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento”.

O uso que Paulo faz da palavra visão no versículo 19 indica que ele era obediente não à doutrina, teoria, credo religioso ou teologia, mas à visão celestial, na qual viu as coisas divinas a respeito do Deus Triúno a ser dispensado ao Seu povo escolhido, redimido e transformado. Todas as suas pregações em Atos e os seus escritos nas catorze Epístolas de Romanos a Hebreus são uma descrição detalhada dessa visão celestial que ele teve.


ALIADO A DEUS

Em 26:21-22 Paulo continua: “Por causa disto, alguns judeus me prenderam, estando eu no templo, e tentaram matar-me. Mas, alcançando socorro de Deus, permaneço até ao dia de hoje, dando testemunho, tanto a pequenos como a grandes, nada dizendo, senão o que os profetas e Moisés disseram haver de acontecer”.

O termo grego traduzido por "socorro" no versículo 22 também significa "assistência". A raiz desse termo grego significa "aliança". Isso implica que o apóstolo estava aliado a Deus e a assistência divina nessa aliança era real para ele.


TESTIFICAR QUE O CRISTO DEVERIA
SOFRER, E ANUNCIAR A LUZ

Em 26:22 Paulo não disse: “Vivo até ao dia de hoje”. Antes, ele disse: “Permaneço até ao dia de hoje”. Paulo tinha permanecido, ficado em pé, firme, diante do comandante romano e diante de Félix e Festo. Agora ele permanecia firme diante de Agripa.

Ao fazê-lo, ele era ousado, dizendo que testificava tanto a pequenos como a grandes. Os grandes a quem ele testificava incluíam Félix, Festo e Agripa.

Paulo disse a Agripa que não testificou nada senão as coisas que tanto os profetas como Moisés disseram que iriam acontecer: “Isto é, que o Cristo devia padecer e, sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, anunciaria a luz ao povo e aos gentios” (v. 23). 

Literalmente os termos gregos traduzidos devia "padecer" significam "seria sujeito a sofrimento". Ademais, a expressão grega traduzida por “sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, anunciaria”, podem ser traduzidos: “pela ressurreição dos mortos seria o primeiro a anunciar”, ou “sendo o primeiro a ressuscitar dos mortos, anunciaria”.

Em 26:23 Paulo diz que o Cristo anunciou luz ao povo e aos gentios. O termo luz aqui indica a iluminação de Deus, que é luz (1 Jo 1:5), brilhando em Cristo, que é a luz do mundo (Jo 8:12; 9:5), por meio da pregação do evangelho da glória de Cristo (2 Co 4:4, 6). Aqui Paulo falou de luz em vez de vida, porque tanto os religiosos como os políticos romanos estavam nas trevas. Como estavam numa “cela” escura, Paulo disse que Cristo primeiro, desde a ressurreição dos mortos, anunciou luz ao povo e aos gentios.


A REAÇÃO DE FESTO E A RESPOSTA DE PAULO

Atos 26:24 prossegue: “Dizendo ele estas coisas em sua defesa, Festo o interrompeu em alta voz: Estás louco, Paulo! As muitas letras te fazem delirar!” O termo grego para “louco” nos versículos 24 e 25 também significa "demente", "fora de si". Festo, que era anfitrião e não hóspede como Agripa, disse em alta voz que as muitas letras de Paulo, o seu estudo, o estavam deixando louco. Como anfitrião, Festo não devia ter dito nada.

Nos versículos 25 e 26 Paulo replicou: “Não estou louco, ó excelentíssimo Festo! Pelo contrário, digo palavras de verdade e de bom senso. Porque tudo isto é do conhecimento do rei, a quem me dirijo com franqueza, pois estou persuadido de que nenhuma destas coisas lhe é oculta; porquanto nada se passou em algum lugar escondido”.

Nesses versículos Paulo primeiro disse a Festo que em vez de estar louco, ele estava muito sóbrio e também levava outros à sobriedade, falando palavras de verdade e de bom senso. Então disse que Agripa tinha conhecimento dessas coisas.

Agripa, sendo de religião judaica, conhecia as coisas do Antigo Testamento e da ressurreição. Paulo parecia dizer: “Agripa já sabe sobre essas coisas, pois é judeu”. No versículo 27 Paulo dirigiu-se a Agripa dizendo: “Acreditas, ó rei Agripa, nos profetas? Bem sei que acreditas”. Como membro da religião judaica, Agripa certamente cria nos profetas.

No versículo 28 Agripa respondeu a Paulo dizendo: “Por pouco me persuades a me fazer cristão”. E Paulo disse: “Assim Deus permitisse que, por pouco ou por muito, não apenas tu, ó rei, porém todos os que hoje me ouvem se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias” (v. 29). A palavra de Paulo nesse versículo é muito eloquente.


O JULGAMENTO DE AGRIPA

Atos 26:30-32 diz: “A essa altura, levantou-se o rei, e também o governador, e Berenice, bem como os que estavam assentados com eles; e, havendo-se retirado, falavam uns com os outros, dizendo: Este homem nada tem feito passível de morte ou de prisão.

Então, Agripa se dirigiu a Festo e disse: Este homem bem podia ser solto, se não tivesse apelado para César”. Aqui vemos que, na opinião de Agripa, Paulo poderia ter sido solto se não tivesse apelado a César. 

No entanto, sem esse apelo, o apóstolo poderia ter sido morto pelos judeus devido à maneira injusta pela qual Festo lidava com ele (25:9), e assim a sua vida poderia não ter sido preservada até aquele dia.

Se Paulo não tivesse apelado para César, poderia não ter tido a oportunidade de escrever as cruciais Epístolas de Efésios, Colossenses, Filipenses e Hebreus.

Na seção de Atos 21:27-26:32, uma longa narração da perseguição final e máxima dos judeus ao apóstolo, as verdadeiras características de todas as partes envolvidas foram manifestadas.

Primeiro, vemos as trevas, cegueira, ódio e hipocrisia da religião judaica. Segundo, vemos a injustiça e corrupção dos políticos romanos. Terceiro, vemos a transparência, brilho, fidelidade e coragem do apóstolo. Por fim, há o cuidado encorajador do Senhor por Sua testemunha e a Sua soberania sobre toda a situação para levar a cabo o Seu propósito divino.

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segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Estudo de Atos, capítulo 26, mensagem 69, semana 31, sábado

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SESSENTA E NOVE

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA
POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (35)

SEMANA 31 – SÁBADO
Leitura Bíblica:   Lv 25:8-13; At; Ef 1:13-14; Cl 1:12; 2:9; 1 Pe 1:4; Rm 6:19, 22

Ler e orar: em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa;" (Ef 1:13)


O Perdão dos Pecados

Em 26:18 vemos que quando os nossos olhos são abertos e temos uma virada, uma transferência, das trevas e da autoridade satânica para a luz e para Deus, podemos receber o perdão dos pecados. 

Perdão de pecados é a base de todas as bênçãos do jubileu do Novo Testamento. O autêntico perdão de pecados vem pelo abrir dos olhos e pela transferência de Satanás para Deus. Portanto, precisamos ter os olhos abertos e ter uma transferência da autoridade de Satanás para Deus, a fim de receber o completo e perfeito perdão de pecados.


A Herança Divina
Cristo como a Corporificação do Deus Triúno

Como resultado de ter os olhos abertos e de ser transferidos da autoridade de Satanás para Deus, não apenas temos o perdão dos pecados do lado negativo, mas também recebemos urna herança do lado positivo. Essa herança divina é o próprio Deus Triúno com tudo o que Ele tem, fez, e irá fazer pelos Seus redimidos. Esse Deus Triúno está corporificado no Cristo todo-inclusivo (Cl 2:9), que é a parte que nos cabe da herança dos santos na luz (Cl 1:12).

O Espírito Santo outorgado aos santos é o antegozo, o selo, o penhor e a garantia dessa herança divina (Rm 8:23; Ef 1:13-14) que partilhamos e desfrutamos hoje no jubileu de Deus do Novo Testamento, como antegozo, e iremos partilhar e desfrutar na era vindoura e pela eternidade (1 Pe 1:4). Na prefiguração do jubileu em Levítico 25:8-13, as bênçãos principais eram a proclamação da liberdade e o retorno de cada homem à sua própria herança.

Aqui, no cumprimento do jubileu, ser libertado da autoridade das trevas e receber a herança divina também são as bênçãos principais. Os crentes geralmente aprendem que a herança em Atos 26:18 é uma mansão celestial. Foi isso que me ensinaram quando jovem. Mas, depois de estudar a Bíblia por mais de cinquenta anos, aprendi que essa herança é Cristo como a corporificação do Deus Triúno processado. Esse Cristo é a porção dos santos.

Em Colossenses 1:12 Paulo diz que o Pai nos qualificou “à parte que vos cabe da herança dos santos na luz”. Essa parte é o “quinhão”, a herança, dos santos. A herança é um quinhão, que é uma parte ou porção.

No Antigo Testamento cada uma das doze tribos de Israel recebeu por herança um quinhão, ou porção, da boa terra. A boa terra é um tipo do Cristo todo-inclusivo dado a nós por herança. Assim, Cristo, a corporificação do Deus Triúno processado, é a nossa herança. É o Deus Triúno processado, plenamente corporificado na Pessoa todo-inclusiva de Cristo, que, por meio da ressurreição tornou-se o Espírito que dá vida.


Entre os que São Santificados

De acordo com Atos 26:18, a herança divina é entre os que foram santificados pela fé em Cristo. Essa santificação não é apenas posicional mas também disposicional (Rm 6:19, 22). Santificação (tornar-se santo) não é apenas uma questão de posição, isto é, não apenas ser mudado da posição comum e mundana para a posição dedicada a Deus, como ilustra Mateus 23:17 e 19, em que o ouro é santificado pelo templo e a oferta é santificada pelo altar, por meio da mudança de posição, e em 1 Timóteo 4:3-5, em que o alimento é santificado pela oração dos santos.

Santificação também é questão de disposição, isto é, de ser transformado da disposição natural para uma disposição espiritual, como menciona 2 Coríntios 3:18 e Romanos 12:2. Isso envolve um longo processo, que começa com a regeneração (1Pe 1:2-3; Tt 3:5), passa por toda a vida cristã (1Ts 4:3; Hb 12:14; Ef 5:26) e se completa no arrebatamento, na maturidade de vida (1 Ts 5:23). Ser santificado posicionalmente é apenas ter uma mudança de posição e uso.

Ser santificado disposicionalmente é ser transformado em natureza pela natureza santa de Deus e com ela. Ser santificado é ser saturado com Deus como nossa possessão para nosso desfrute hoje. Culminará em nossa maturidade na vida divina para que nos pareçamos com Deus e sejamos qualificados para possuí-Lo plenamente e desfrutá-Lo como nossa herança na era vindoura e pela eternidade.

Desfrute mais: Hino C-32

domingo, 26 de janeiro de 2025

Estudo de Atos, capítulo 26, mensagem 69, semana 31, sexta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SESSENTA E NOVE

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA
POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (35)

SEMANA 31 – SEXTA
Leitura Bíblica:  At 26:1-32

Ler e orar: “Para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim.(At 26:18)

Nesta mensagem continuaremos a considerar a defesa de Paulo diante de Agripa (26:1-29). Depois, passaremos a ver o juízo proferido por Agripa a respeito do caso de Paulo (26:30-32). Em sua defesa diante de Agripa, Paulo testificou da aparição do Senhor a ele e que Ele disse: “Mas levanta-te e põe-te em pé, pois para isto te apareci, para te fazer ministro e testemunha, tanto das coisas em que me tens visto como daquelas em que te hei de aparecer, livrando-te deste povo e dos gentios, aos quais te envio” (vs. 16-17 —IBB-Rev.).

Vimos que Paulo foi constituído não apenas ministro mas também testemunha. No versículo 17 o Senhor disse a Paulo que iria livrá-lo do povo e dos gentios.

O CONTEÚDO DA COMISSÃO DE PAULO
Abrir os Olhos das Pessoas

No versículo 18 temos o conteúdo da comissão de Paulo: “Para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim”. Aqui, abrir os olhos das pessoas é levar a cabo o cumprimento do jubileu de Deus, o ano aceitável do Senhor, proclamado pelo Senhor Jesus em Lucas 4:18-21, segundo a economia neotestamentária de Deus, o a ano aceitável do Senhor em Lucas 4:19 é a era do Novo Testamento, tipificada pelo ano do jubileu (Lv 25:8-17), tempo no qual Deus aceita os cativos do pecado que retomam (Is 49:8; 2 Co 6:2) e no qual os oprimidos sob a escravidão do pecado podem desfrutar a libertação da salvação de Deus. 

O primeiro item das bênçãos espirituais e divinas do jubileu do Novo Testamento, que são as bênçãos do evangelho de Deus, é abrir os olhos dos caídos e fazê-los voltar das trevas para a luz, a fim de que vejam as coisas divinas na esfera espiritual. Ver essas coisas requer visão espiritual e luz divina.

Muitos tivemos a experiência de ouvir certas mensagens que nos levaram para as trevas e outras que nos levaram para a luz. Suponha que você esteja ouvindo um sermão dado por determinado ministro, pastor ou pregador. Quanto mais o ouve, mais você é levado para as trevas, e tudo se torna opaco. Mas talvez você ouça outra mensagem, e, quanto mais a ouve, mais a luz divina brilha em você a dia amanhece, os seus olhos são abertos e você começa a ver as coisas espirituais. Esse é o tipo de mensagem que abre os olhos das pessoas.

Converter as Pessoas das Trevas para a Luz
e da Potestade de Satanás para Deus

Atos 26:18 fala não apenas de abrir os olhos das pessoas mas também de convertê-las das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus. Essa conversão é o que queremos dizer com transferência. Converter-se das trevas para a luz é ser transferido das trevas para a luz, e converter-se da potestade de Satanás para Deus é ser transferido da potestade de 4:18-21, segundo a economia neotestamentária de Deus, o ano aceitável do Senhor em Lucas 4:19 é a era do Novo Testamento, tipificada pelo ano do jubileu (Lv 25:8-17), tempo no qual Deus aceita os cativos do pecado que retomam (Is 49:8; 2 Co 6:2) e no qual os oprimidos sob a escravidão do pecado podem desfrutar a libertação da salvação de Deus.

O primeiro item das bênçãos espirituais e divinas do jubileu do Novo Testamento, que são as bênçãos do evangelho de Deus, é abrir os olhos dos caídos e fazê-los voltar das trevas para a luz, a fim de que vejam as coisas divinas na esfera espiritual. Ver essas coisas requer visão espiritual e luz divina. 

Muitos tivemos a experiência de ouvir certas mensagens que nos levaram para as trevas e outras que nos levaram para a luz. Suponha que você esteja ouvindo um sermão dado por determinado ministro, pastor ou pregador. Quanto mais o ouve, mais você é levado para as trevas, e tudo se torna opaco.

Mas talvez você ouça outra mensagem, e, quanto mais a ouve, mais a luz divina brilha em você e o dia amanhece, os seus olhos são abertos e você começa a ver as coisas espirituais. Esse é o tipo de mensagem que abre os olhos das pessoas.

Converter as Pessoas das Trevas para a Luz e
da Potestade de Satanás para Deus

Atos 26:18 fala não apenas de abrir os olhos das pessoas mas também de convertê-las das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus. Essa conversão é o que queremos dizer com transferência.  Converter-se das trevas para a luz é ser transferido das trevas para a luz, e converter-se da potestade de Satanás para Deus é ser transferido da potestade de Satanás para Deus. Isso é uma grande transferência!

Trevas são sinal de pecado e morte; luz é sinal de justiça e de vida (Jo 1:4; 8:12). A potestade, ou autoridade, de Satanás é o seu reino (Mt 12:26), que pertence às trevas. Satanás é o príncipe deste mundo (Jo 12:31) e o príncipe da potestade do ar (Ef 2:2). Ele tem a sua autoridade e os seus anjos (Mt 25:41), que são os seus subordinados como principados, potestades e dominadores deste mundo tenebroso (Ef 6:12). Assim, ele tem o seu reino, o império das trevas (Cl 1:13).

De acordo com 26:18, somos transferidos da potestade de Satanás para Deus. Na verdade, ser transferido para Deus é ser transferido para a autoridade de Deus, que é o Seu reino, que pertence à luz. Anteriormente estávamos nas trevas e sob a autoridade de Satanás. Mas fomos tirados das trevas e autoridade de Satanás e introduzidos na luz e em Deus.

As trevas, na verdade, são a autoridade de Satanás. Sempre que estamos nas trevas, estamos sob a autoridade satânica. Luz é o próprio Deus (1 Jo 1:5). Portanto, quando estamos na luz, estamos em Deus. Assim como Satanás e as trevas são um, Deus e a luz também são um. A maior transferência que podemos ter é das trevas para a luz. 

No capítulo vinte e um de Atos, Tiago estava promovendo as coisas antigas do judaísmo. Ao fazer isso, ele estava nas trevas. Ele disse a Paulo: “Bem vês, irmão, quantas dezenas de milhares há entre os judeus que creram, e todos são zelosos da lei” (21:20). 

Isso foi falado nas trevas, e indica que o próprio Tiago estava cego e nas trevas. Por estar nas trevas, ele também estava debaixo da autoridade de Satanás. Afirmar isso acerca de Tiago não é ser severo demais.

Paulo certamente não estava cego. Contudo, em Atos 21 ele corria o perigo de ser arrastado de volta para as trevas. Na verdade, nos dias em que esteve no templo com os outros para a completação do voto do nazireado, ele estava nas trevas.

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quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Estudo de Atos, capítulo 26, mensagem 68, semana 31, quinta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SESSENTA E OITO

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA
POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (34)

SEMANA 31 – QUINTA
Leitura Bíblica: Ap 1:12-13a; 4:1-2; 5:6

Ler e orar: “Mas levanta-te e firma-te sobre teus pés, porque por isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha, tanto das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda," (At 26:16)


TESTEMUNHA DAS COISAS NAS QUAIS VEMOS CRISTO

No versículo 16 o Senhor Jesus disse a Paulo: “Pois para isto te apareci, para te fazer ministro e testemunha, tanto das coisas em que me tens visto como daquelas em que te hei de aparecer” (IBB-Rev.).

Assim, a expressão “em que” aparece duas vezes. Aqui Paulo diz que o Senhor o constituiu ministro e testemunha das coisas que Ele lhe revelou e das coisas que ainda iria revelar. Embora esse seja o significado que ele quis dar, não foi assim que ele apresentou a questão. Antes, esse versículo fala das coisas em que Paulo tinha visto o Senhor e das coisas em que o Senhor ainda iria aparecer-lhe.

Atos 26:16 indica que Paulo não recebeu a revelação das coisas sem ver Cristo; antes, recebeu as coisas em que viu Cristo. Em outras palavras, Cristo não revelou coisas a Paulo que não O tivessem como conteúdo. Essa é a razão de Paulo ser uma testemunha das coisas em que vira o Senhor. Em todas as visões que teve, ele viu Cristo. Ademais, ele seria uma testemunha das coisas em que o Senhor ainda iria aparecer-lhe. 

Aqui o Senhor parecia dizer-lhe: “Em todas as visões e revelações que você receber, Eu aparecerei a você”. Isso quer dizer que se apenas tivermos visões e revelações sem ver o Senhor, então o que virmos será vaidade. Não concordamos em estudar a Bíblia apenas de forma teológica. Os que a estudam dessa forma podem aprender teologia, mas não vêem Cristo. Há grande diferença entre estudar a Bíblia para aprender teologia e estudá-la para ver Cristo.

Quando Paulo estava no caminho de Damasco, Cristo revelou-lhe certas coisas, e nelas Paulo viu Cristo. O Senhor indicou que iria revelar-lhe mais coisas, e nelas Ele próprio iria aparecer-lhe. Assim, Paulo não viu apenas as coisas em si, mas Cristo como Aquele que aparece em todas essas coisas.

Em sua experiência você pode dizer que recebeu luz do Senhor ou teve uma visão ou revelação. Mas você precisa ver se Cristo lhe apareceu nessa luz, visão ou revelação. Na suposta luz, visão ou revelação você viu Cristo?

Algumas vezes irmãos vieram a mim empolgados com alguma suposta nova luz que receberam. Por exemplo, certa vez um irmão disse: “Eu louvo ao Senhor porque hoje na comunhão matinal vi uma nova luz”. Quando perguntei a respeito dessa nova luz, ele disse: “Fui iluminado para ver que devo cortar o cabelo curto”. Então, perguntei qual era o significado dessa luz, e ele disse que cortar o cabelo curto o tornaria mais limpo. A isso respondi: “Que há de errado em usar o cabelo um pouco mais comprido? Os nazireus no Antigo Testamento usavam cabelos longos. Então, no final do seu voto, eles raspavam a cabeça, e dessa forma eram purificados. Parece que a sua maneira de cortar o cabelo não é tão boa como a dos nazireus”. Falei com ele dessa forma a respeito da luz que afirmava ter recebido do Senhor, porque a assim chamada luz era desprovida de Cristo.

Em qualquer luz que recebemos do Senhor precisamos ver Cristo. Cristo deve aparecer para nós no que quer que vejamos na forma de iluminação, visão ou revelação. Se tivermos uma visão sem ver Cristo, essa visão nada significa. Da mesma forma, se estudarmos a Bíblia e ganharmos conhecimento das Escrituras sem ver Cristo, esse conhecimento é vaidade. Todos precisamos aprender a ver a Cristo nas coisas que nos são reveladas.

Aprecio a expressão “em que” usada duas vezes em 26:16. O Senhor primeiro falou “das coisas em que me viste”. Depois também falou “daquelas em que te aparecerei ainda”. Aqui o Senhor lhe estava dizendo: “Eu não apenas vou revelar-te algumas coisas, mas nelas Eu mesmo te aparecerei”.

O livro de Apocalipse é uma excelente ilustração de o Senhor aparecendo nas coisas reveladas ao apóstolo João. João teve várias visões, mas nelas o próprio Senhor lhe apareceu. Veja a primeira visão em Apocalipse, a visão dos candelabros de ouro. Com respeito a essa visão João diz: “Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem” (Ap 1:12-13a). Ao ver os candelabros, João viu o Senhor andando no meio deles como o Sumo Sacerdote cuidando das lâmpadas.

Em outra visão o Senhor mostrou a João a administração universal de Deus. A esse respeito, João diz: “Depois destas coisas, olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas. Imediatamente, eu me achei em espírito, e eis armado no céu um trono, e, no trono, alguém sentado” (Ap 4:1-2).

João também disse que nessa visão ele viu “no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra” (Ap 5:6). Novamente, nas coisas que lhe foram reveladas, ele viu o Senhor.

Em princípio a nossa experiência hoje deve ser igual a de Paulo e João. Suponha que em seu estudo do Novo Testamento você afirme ter algum entendimento de Efésios 5. Contudo a questão crucial é esta: Você vê Cristo em Efésios 5? Se vê apenas a questão do marido amar a mulher e da mulher se submeter ao marido, sem ver Cristo, então o seu entendimento é muito pobre, até mesmo vão.

Você pode conhecer certos ensinamentos bíblicos, mas neles Cristo não lhe apareceu. Que todos aprendamos a importância de ver Cristo nas coisas que afirmamos ver e conhecer na Palavra. A nossa consideração da expressão “em que” em Atos 26:16 pode ajudar-nos a ver a maneira de estudar a Bíblia. Ao lê-la, precisamos gastar tempo em questões como essa. Se gastarmos tempo para considerar a expressão “em que” usada duas vezes em Atos 26:16 (IBB-Rev.), perceberemos quão maravilhoso foi o Senhor ter dito a Paulo que Ele o tinha constituído ministro e testemunha, tanto das coisas em que ele havia visto o Senhor como daquelas em que o Senhor ainda iria aparecer-lhe.

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Estudo de Atos, capítulo 26, mensagem 68, semana 31, quarta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SESSENTA E OITO

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA
POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (34)

SEMANA 31 – QUARTA
Leitura Bíblica:  At 23:11; 26:1-16

Ler e orar: E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões." (At 26:14)


PRATICOU MUITAS COISAS
CONTRA O NOME DE JESUS

Em 26:9 a 11 Paulo admitiu para Agripa que praticara muitas coisas contra o nome de Jesus: “Na verdade, a mim me parecia que muitas coisas devia eu praticar contra o nome de Jesus, o Nazareno; e assim procedi em Jerusalém. Havendo eu recebido autorização dos principais sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e contra estes dava o meu voto, quando os matavam. Muitas vezes, os castiguei por todas as sinagogas, obrigando-os até a blasfemar. E, demasiadamente enfurecido contra eles, mesmo por cidades estranhas os perseguia”.

O termo grego traduzido “estranhas” no versículo 11 literalmente significa “de fora”. Paulo não apenas se opunha a Jesus, o Nazareno; também O atacava. Em sua cegueira, ele considerava o Senhor Jesus nada mais do que um pobre nazareno. Ele a tal ponto atacava o nome de Jesus, o Nazareno, que colocava muitos santos na prisão. Agora, diante de Agripa, ele confessou os seus atos tolos.


A APARIÇÃO DO SENHOR

Paulo então prosseguiu dizendo a Agripa que enquanto estava a caminho para perseguir os que invocavam o nome do Senhor Jesus, ele mesmo foi ganho pelo Senhor: “Com estes intuitos, parti para Damasco, levando autorização dos principais sacerdotes e por eles comissionado. Ao meio-dia, ó rei, indo eu caminho fora, vi uma luz no céu, mais resplandecente que o sol, que brilhou ao redor de mim e dos que iam comigo. E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é reca1citrares contra os aguilhões. Então, eu perguntei: Quem és tu, Senhor? Ao que o Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues” (vs. 12-15).

Já ressaltamos que esse “me” é corporativo, englobando Jesus, o Senhor, e todos os crentes. Também já vimos que Paulo espontaneamente chamou Jesus de Senhor, mesmo sem conhecê-Lo.


DESIGNADO MINISTRO E TESTEMUNHA

Quando o Senhor Jesus apareceu a Paulo, Ele o comissionou, designando-o ministro e testemunha. A esse respeito o Senhor lhe disse: “Mas levanta-te e põe-te em pé; pois para isto te apareci, para te fazer ministro e testemunha, tanto das coisas em que me tens visto como daquelas em que te hei de aparecer” (v. 16 — IBB-Rev.). 

Aqui vemos que Deus designou Paulo como ministro e também como testemunha. Um ministro visa ao ministério, uma testemunha visa ao testemunho. O ministério está principalmente relacionado com a obra, com o que o ministro faz. O testemunho está relacionado com a pessoa, com o que a testemunha é.

O Cristo ascendido quer levar a cabo o Seu ministério celestial para a propagação de Si mesmo, a fim de que o reino de Deus seja estabelecido para a edificação das igrejas para a Sua expressão. 

Precisamos ser impressionados com o fato de que, para levar a cabo tal ministério, o Cristo ascendido não quer um grupo de pregadores treinados pelo ensinamento humano para fazer uma obra de pregação. Antes, Ele quer usar um corpo de Suas testemunhas, que levem um testemunho vivo do Cristo encarnado, crucificado, ressurreto e ascendido.

De acordo com o livro de Atos, Satanás podia instigar os religiosos judeus e utilizar os políticos gentios para amarrar os apóstolos e seu ministério evangélico, mas não podia amarrar as testemunhas vivas de Cristo e o seu testemunho vivo. Quanto mais os religiosos judeus e os políticos gentios amarravam os apóstolos e seu ministério evangélico, mais fortes e brilhantes se tornavam essas testemunhas de Cristo e vivos os seus testemunhos. 

Em Sua aparição a Paulo no caminho para Damasco, o Senhor lhe disse claramente que o designava não apenas ministro, mas também testemunha. Vimos que, como testemunha viva de Cristo, Paulo havia testificado acerca Dele em Jerusalém e o faria em Roma (23:11).

Em 1:8 o Senhor disse aos discípulos: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”. Testemunhas são os que levam um testemunho vivo do Cristo ressurreto e ascendido em vida. Diferem dos pregadores que meramente pregam doutrinas em letras. 

Como está registrado em Atos, o Cristo ascendido leva a cabo o Seu ministério nos céus por meio dessas testemunhas em Sua vida de ressurreição e com o poder e autoridade da Sua ascensão para espalhar-Se, como desenvolvimento do reino de Deus, até aos confins da terra. Em todas as tribulações pelas quais Paulo passou, ele não meramente ensinava ou ministrava; ele continuamente dava testemunho.

Ele foi testemunha diante dos opositores judeus e do comandante romano. Foi testemunha também diante de Félix, o governador da Judéia, e de Festo, que sucedeu Félix no governo. Agora em Atos 26 vemos que ele é novamente testemunha viva, dessa vez diante de Agripa. No entanto, ele não pregou para Agripa, dizendo: “Rei Agripa, você precisa saber que sou uma testemunha de Cristo”. Em vez disso, ele lhe testificou que o Senhor o encontrara e designara ministro e testemunha.

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terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Estudo de Atos, capítulo 26, mensagem 68, semana 31, terça

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SESSENTA E OITO

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA
POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (34)

SEMANA 31 – TERÇA
Leitura Bíblica:  At 26:1-32

Ler e orar: Por que se julga incrível entre vós que Deus ressuscite os mortos?" (At 26:8)

Nesta mensagem começaremos a considerar a defesa de Paulo diante de Agripa e o juízo proferido por Agripa (26:1-32).


O APELO DE PAULO PARA AGRIPA E O SEU VIVER COMO FARISEU

Depois que Agripa disse a Paulo que lhe era permitido falar em sua defesa, Paulo estendeu a mão e começou a fazer a sua defesa dizendo: “Tenho-me por feliz, ó rei Agripa, pelo privilégio de, hoje, na tua presença, poder produzir a minha defesa de todas as acusações feitas contra mim pelos judeus; mormente porque és versado em todos os costumes e questões que há entre os judeus; por isso, eu te peço que me ouças com paciência” (vs. 2-3).

Como já dissemos várias vezes, ao enfrentar os opositores era necessário que Paulo fizesse a sua defesa para salvar a própria vida da mão dos perseguidores. Assim ele seria capaz de cumprir o curso de seu ministério. Paulo apelou a Agripa como alguém versado em todos os costumes e questões dos judeus. Os termos gregos traduzidos como “mormente porque és versado”, também podem ser traduzidos “porque és especialmente versado”.

Nos versículos 4 e 5, Paulo continuou: “Quanto à minha vida, desde a mocidade, como decorreu desde o princípio entre o meu povo e em Jerusalém, todos os judeus a conhecem; pois, na verdade, eu era conhecido deles desde o princípio, se assim o quiserem testemunhar, porque vivi fariseu conforme a seita mais severa da nossa religião”. 

Aqui ele se vindicou dizendo que, mesmo antes de se converter, ele era alguém adequado e teve um viver rigoroso de fariseu. Naturalmente, aos olhos de Deus, ele não era adequado. Entretanto, humanamente falando, ele realmente teve um viver adequado, e não havia motivo para ser condenado.


A IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO

Nos versículos 6 a 8 Paulo falou da ressurreição: “E, agora, estou sendo julgado por causa da esperança da promessa que por Deus foi feita a nossos pais, a qual as nossas doze tribos, servindo a Deus fervorosamente de noite e de dia, almejam alcançar; é no tocante a esta esperança, ó rei, que eu sou acusado pelos judeus. Por que se julga incrível entre vós que Deus ressuscite os mortos?” No versículo 6 o termo grego traduzido “por causa” literalmente significa “sobre”, “com base em”.

Nesses versículos ele indica que, em contraste com os saduceus, ele sempre creu na ressurreição. A ressurreição era ensinada no Antigo Testamento, especialmente em Daniel 12. É algo que requer a nossa cuidadosa consideração.

Na Bíblia ressurreição implica o juízo vindouro, e juízo implica escatologia. A ressurreição, portanto, está relacionada com nosso futuro eterno, se seremos felizes na eternidade ou sofreremos a perdição. O futuro eterno de alguém depende do juízo, e o juízo requer a ressurreição. Daí vemos que a ressurreição é importante nas Escrituras, pois tem a ver com o nosso destino eterno.

Mesmo antes de se converter, Paulo, como fariseu, cria na ressurreição. O Senhor Jesus falou claramente a respeito da ressurreição em João 5:28-29: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que ti verem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”. Vimos que a ressurreição da vida é a ressurreição dos crentes salvos, que ocorrerá antes do milênio (Ap 20:4, 6; 1 Co 15:23, 52; 1 Ts 4:16).

Os crentes mortos ressuscitarão para desfrutar a vida eterna na volta do Senhor Jesus. A ressurreição do juízo, que ocorrerá depois do milênio, é a ressurreição dos incrédulos (Ap 20:5, 12). Todos os incrédulos mortos serão ressuscitados depois dos mil anos para ser julgados no grande trono branco (Ap 20:11-15). Mesmo antes de ter sido salvo, Paulo cria na ressurreição da vida e na do juízo, como ensina Daniel 12:2.

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Estudo de Atos, capítulo 25, mensagem 67, semana 31, segunda

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SESSENTA E SETE

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA
POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (33)

SEMANA 31 – SEGUNDA
Leitura Bíblica: At 21:23-24; Ef 5:22-25; 

Ler e orar: “E vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos” (Cl 3:10-11)


O NOVO HOMEM

Em Colossenses 3:10 e 11 Paulo fala do novo homem: “E vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos”. 

Aqui vemos que no novo homem só há lugar para Cristo. No versículo 11 “todos” se refere a todos os membros que compõem o novo homem. Cristo é todos os membros do novo homem e está em todos eles. Ele é tudo no novo homem. Que tremenda revelação é essa! De acordo com a palavra de Paulo em Colossenses 3:10-11, já não há a mínima base para o judaísmo.


A OFERTA ÚNICA

O livro de Hebreus revela que Cristo é tudo. Ele é tanto Deus como homem, e é superior a Moisés, Josué e Arão. Como nosso Sumo Sacerdote, Ele, como a única oferta, substituiu todas as ofertas do Antigo Testamento. Ele é a única oferta com a qual Deus se importa, da qual todas as ofertas do Antigo Testamento eram apenas prefigurações.

Agora que Cristo veio, todas as outras ofertas deveriam ter fim, e de fato foram substituídas e tiveram fim. A respeito disso Hebreus 10:14 diz: “Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados”. E o versículo 18 prossegue: “Ora, onde há remissão destes, já não há oferta pelo pecado”. Ademais, a velha aliança foi substituída pela nova aliança. Assim, as coisas do Antigo Testamento acabaram.

Eu gostaria que você comparasse a revelação em Efésios, Filipenses, Colossenses e Hebreus com a palavra de Tiago em Atos 21. Em 21:20, Tiago disse a Paulo: “Bem vês, irmão, quantas dezenas de milhares há entre os judeus que creram, e todos são zelosos da lei”. 

Depois, Tiago ainda pediu a Paulo que pagasse as despesas de quatro homens que aceitaram o voto do nazireado: “Estão entre nós quatro homens que, voluntariamente, aceitaram voto; toma-os, purifica-te com eles e faze a despesa necessária para que raspem a cabeça; e saberão todos que não é verdade o que se diz a teu respeito; e que, pelo contrário, andas também, tu mesmo, guardando a lei” (vs. 23-24).

Que contraste há entre a palavra de Tiago e a revelação de Paulo com respeito à economia neotestamentária de Deus! Essa comparação deve capacitar-nos a ter uma visão clara da situação de Paulo nesses capítulos de Atos.


O USO INADEQUADO DE EFÉSIOS,
FILIPENSES, COLOSSENSES E HEBREUS

Que mensagens você ouviu sobre o livro de Efésios antes de vir para a restauração do Senhor? O versículo favorito dos que enfatizam a pregação do evangelho é Efésios 2:8. Esse versículo nos diz que pela graça somos salvos, mediante a fé. Também são dadas muitas mensagens sobre 5:22-25 acerca de a mulher se submeter ao marido e o marido amar a mulher.

Frequentemente, num casamento, o pastor cita esses versículos de Efésios 5. Mas alguma vez você ouviu uma mensagem dizendo que na cruz Cristo aboliu todas as ordenanças, em particular as diferenças entre as raças? Embora as ordenanças e todas as diferenças raciais tenham sido abolidas por Cristo na cruz, quem prega isso hoje?

Na verdade, mesmo no século XX, as diferenças raciais ainda são promovidas a fim de se manter a separação das raças. Disso vemos que Efésios não é usado adequadamente por muitos crentes. Eles escolhem alguns versículos desse livro sem se importar com a economia neotestamentária de Deus. Muitos nunca viram que Efésios é um livro que enfatiza a economia neotestamentária de Deus.

Do lado negativo, Efésios 2 revela que as ordenanças foram abolidas. Do lado positivo, em Efésios 3 vemos que Paulo pregava as insondáveis riquezas de Cristo, a fim de que Cristo possa habitar em nosso coração (vs. 8, 17). Você alguma vez ouviu uma mensagem sobre isso antes de vir para a vida da igreja? Muitos que estiveram em escolas bíblicas e seminários podem testificar que nunca aprenderam que Cristo, com as Suas riquezas insondáveis deseja habitar em nosso coração. Quão lamentável é a situação de hoje com respeito a revelação profunda do livro de Efésios!

Vimos que em Filipenses 3 Paulo considerava todas as coisas religiosas como refugo. No entanto, hoje, poucos usam esses versículos de maneira adequada. Em vez disso, é comum escolher versículos de Filipenses para ensinar os crentes a imitar o Senhor Jesus tendo a mesma mente que Ele tinha.

Em Colossenses 3 Paulo diz que Cristo é tudo no novo homem. Isso certamente não é enfatizado entre os cristãos de hoje. Na verdade, é difícil dizer como a maioria dos crentes aplica o livro de Colossenses.

Os cristãos frequentemente citam Hebreus 13:8: “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre”. Alguns até mesmo usam esse versículo para argumentar contra a verdade de que Cristo hoje é o Espírito que dá vida. De acordo com a Bíblia, nós ensinamos que, como Deus, Cristo se tomou um homem, e então, como homem, o último Adão, tomou-se o Espírito que dá vida em ressurreição (1 Co 15:45).

Alguns falsamente nos acusam de ensinar que Cristo está sempre mudando, e então citam Hebreus 13:8, na tentativa de provar que Cristo não poderia ter-se tomado o Espírito que dá vida em ressurreição. O uso de Hebreus 13:8 dessa forma indica que a situação de hoje é miserável.

Os livros de Efésios, Filipenses, Colossenses e Hebreus não têm sido usados adequada e positivamente pela maioria dos cristãos tomando-se o encargo de Paulo nessas Epístolas com respeito a levar a cabo a economia neotestamentária de Deus.

Em vez de usar esses livros de acordo com a intenção do autor, muitos escolhem alguns versículos e então os interpretam, promovendo uma situação degradada. Esse é um sinal da pobreza nas assim chamadas igrejas. Na verdade, a situação atual é pior do que a que havia em Jerusalém em Atos 21.


O ENCARGO DE LEVAR A CABO
ECONOMIA NEOTESTAMENTÁRIA DE DEUS

Já comentamos que, nos anos em que esteve detido em Cesaréia, Paulo teve tempo para considerar a situação dos religiosos judeus, dos políticos romanos e dos crentes em Jerusalém, e também de compará-la à revelação que recebera do Senhor. 

Também precisamos de um tempo para considerar a situação atual. Eu encorajo você a calmamente considerar não apenas a situação política do mundo, mas também a situação do judaísmo, catolicismo e protestantismo. Considere onde os cristãos de hoje estão em relação à economia neotestamentária de Deus. Será que não há muitos que, assim como Tiago, têm sido transigentes e promovem coisas que Deus abandonou?

Você também precisa considerar a sua própria situação: onde você está em relação a levar a cabo a economia neotestamentária de Deus? Que está no seu coração? Que você viu como visão celestial com respeito à economia divina? Como você vai levar a cabo a visão que ganhou? Que todos tenhamos um tempo diante do Senhor a fim de ser enchidos com o encargo da economia neotestamentária de Deus. Uma vez cheios desse encargo, assim como Paulo, deveríamos estar ansiosos por levá-lo a cabo.

Agradecemos ao Senhor pelas Epístolas de Efésios, Filipenses, Colossenses e Hebreus. Paulo as escreveu a fim de que a economia neotestamentária de Deus fosse levada a cabo. Espero que todos, por meio da ajuda das mensagens dos Estudos-Vida, sejamos saturados dessas Epístolas. Também espero que todos tenhamos uma visão clara da situação e da necessidade de hoje.

Como veremos nos capítulos vinte e sete e vinte e oito de Atos, Paulo levou um tempo bastante longo para ir de Cesaréia a Roma. Em contraste, a situação hoje é muito favorável para que espalhemos a economia neotestamentária de Deus. Que todos tomemos o encargo da expansão da economia neotestamentária de Deus e fielmente o levemos a cabo.

Desfrute mais: Hino 268

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 9, sábado, mensagem 20

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL Mensagem 20 OS ÁTRIOS EXTERIOR E INTERIOR SEMANA 9 - SÁBADO Leitura Bíblica:  Ez 40-42 Ler e orar:  “ Respondeu-lhes...