sábado, 30 de novembro de 2024

Diagrama das 70 semanas e a vinda de Cristo com o arrebatamento dos santos




Estudo de Atos, capítulo 19, mensagem 50, semana 23, sábado

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (16)

SEMANA 23 – SÁBADO
Leitura Bíblica
At 19:1-7

Ler e orar: E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam," (At 19:6)

SUPRIU A DEFICIÊNCIA DO
MINISTÉRIO DE APOLO

Em Atos 19:1-2 vemos: “Aconteceu que, estando Apolo em Corinto, Paulo, tendo passado pelas regiões mais altas, chegou a Éfeso e, achando ali alguns discípulos, perguntou-lhes: Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes? Ao que lhe responderam: Pelo contrário, nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo”. Aqui vemos a deficiência no resultado do ministério de Apolo, que carecia de revelação plena da economia neotestamentária de Deus. Embora Apolo fosse muito bom, havia uma deficiência no resultado do seu ministério e isso gerou um problema. Assim, quando Paulo chegou a Éfeso, foi necessário suprir a deficiência do ministério de Apolo.

Precisamos aprender com a situação em 19:1-7: podemos não ser completos em nosso  ministério, e essa falta pode gerar uma deficiência que precisará ser suprida por outros. Contudo, antes que essa deficiência seja suprida, talvez haja problemas em função de nosso ministério imperfeito. Como esse pode ser o caso em nosso ministério, precisamos humilhar-nos e orar para não se dar nenhuma base para o inimigo entrar e danificar a vida da igreja.

A Última Menção de João Batista

Em 19:3-7 vemos que a deficiência foi suprida por meio de Paulo. No versículo 3 ele perguntou aos discípulos em Éfeso: “Em que, pois, fostes batizados? Responderam: No batismo de João”. Essa é a última menção de João Batista no Novo Testamento. “Aqui, finalmente, ele dá lugar inteiramente a Cristo” (Bengel). Havia nos discípulos de João a ideia de rivalidade entre João e Cristo (Jo 3:26). O ministério de João visava introduzir Cristo (At 19:4). Uma vez que Cristo fora introduzido, o ministério de João deveria ter cessado e sido substituído por Cristo. João deveria ter diminuído, e Cristo crescido (Jo 3:30).

Em Atos 19:4 Paulo disse aos efésios: “João realizou batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que vinha depois dele, a saber, em Jesus”. A expressão grega traduzida por naquele literalmente significa para dentro daquele.

Batizados em o Nome do Senhor Jesus

Quando os discípulos ouviram as palavras de Paulo: “Foram batizados em o nome do Senhor Jesus” (v. 5). Ser batizado em o nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28:19), ou em o nome do Senhor Jesus (At 8:16; Rm 6:3; Gl 3:27), é ser batizado em uma união espiritual com o Cristo todo-inclusivo, que é a corporificação do Deus Triúno. O nome denota a pessoa. Ser batizado em o nome do Senhor Jesus é ser batizado na Sua Pessoa, ser identificado com o Cristo crucificado, ressurreto e ascendido, ser posto em união orgânica com o Senhor vivo.

Foram Identificados com o Corpo e 
Receberam o Espírito Santo Exteriormente

Em Atos 19:6-7 lemos: “E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam. Eram, ao todo, uns doze homens”. Por meio da imposição de mãos, Paulo os identificou com o Corpo de Cristo. O Espírito Santo honrou isso e veio sobre eles, o que representa a sua identificação com o Corpo. O caso desses doze discípulos em Éfeso, como os casos dos crentes samaritanos e de Saulo de Tarso foram extraordinários, pois foi necessário que um membro do Corpo de Cristo os identificasse com o Corpo por meio da imposição de mãos.

Conforme 19:6, o Espírito Santo veio sobre esses discípulos em Éfeso. O termo sobre aqui é economicamente diferente do essencial em João 14:17. Em está relacionado à essência intrínseca para vida, sobre está relacionado ao elemento exterior para poder. Aqui os crentes efésios receberam o Espírito Santo exteriormente.

Quando o Espírito Santo veio sobre eles “tanto falavam em línguas como profetizavam” (v. 6). Isso indica que falar em línguas não foi o único resultado de receber o Espírito Santo economicamente, pois profetizar também foi um dos resultados nesse caso, assim como engrandecer a Deus no caso dos da casa de Cornélio (10:44-46).

Portanto, falar em línguas não é a única evidência de se receber o Espírito economicamente, nem é uma evidência necessária, pois há pelo menos um caso em que se recebeu o Espírito Santo economicamente que não menciona o falar em línguas: o caso dos crentes samaritanos (8:15-17).

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sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 18, mensagem 50, semana 23, sexta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (16)

SEMANA 23 – SEXTA
Leitura Bíblica
Mt 5:3; At 9:2; 18:23-19:20, 23; 22:4; 24:14, 22; 1 Co 15:45

Ler e orar: Ele, pois, começou a falar ousadamente na sinagoga. Ouvindo-o, porém, Priscila e Áquila, tomaram-no consigo e, com mais exatidão, lhe expuseram o caminho de Deus." (At 18:26)


Em 18:19-21 Paulo fez uma rápida visita à estratégica cidade de Éfeso. Quando saiu de lá disse: “Se Deus quiser, voltarei para vós outros” (v. 21). Como veremos, na terceira viagem ministerial (18:23-21:17), ele voltou e permaneceu ali por três anos (18:24-19:41).

Em Atos 18:23 lemos: “Havendo passado ali algum tempo, saiu, atravessando sucessivamente a região da Galácia e Frigia, confirmando todos os discípulos”. Esse foi o início da sua terceira viagem ministerial, que terminou em 21:17.

O MINISTÉRIO DE APOLO
Instruído no Caminho do Senhor, mas
Conhecia Somente o Batismo de João

Em Atos 18:24-25 lemos: “Nesse meio tempo, chegou a Éfeso um judeu, natural de Alexandria, chamado Apolo, homem eloquente e poderoso nas Escrituras. Era ele instruído no caminho do Senhor; e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava com precisão a respeito de Jesus, conhecendo apenas o batismo de João”. No versículo 25 o caminho do Senhor não é a doutrina com respeito ao Senhor, mas o caminho prático no qual os crentes do Novo Testamento devem andar.

De acordo com 18:25, Apolo só conhecia o batismo de João. Isso indica que ele não tinha revelação completa da economia neotestamentária de Deus, embora fosse instruído no caminho do Senhor. Assim, havia uma deficiência no resultado do seu ministério (19:2).

O versículo 26 continua: “Ele, pois, começou a falar ousadamente na sinagoga. Ouvindo-o, porém, Priscila e Áqüila, tomaram-no consigo e, com mais exatidão, lhe expuseram o caminho de Deus”. Em Atos, o caminho (9:2; 19:9, 23; 22:4; 24:14, 22) denota a plena salvação do Senhor na economia neotestamentária de Deus. É a maneira pela qual Deus se dispensa nos crentes por meio da redenção de Cristo e da unção do Espírito; é a maneira com que os crentes participam de Deus e O desfrutam; é a maneira pela qual adoram a Deus em seu espírito desfrutando-O e seguem o Jesus perseguido, sendo um com Ele, e é a maneira pela qual são introduzidos na igreja e edificados no Corpo de Cristo, a fim de dar o testemunho de Jesus.

Auxiliou os Crentes por meio da Graça

Em Atos 18:27-28 lemos: “Querendo ele percorrer a Acaia, animaram-no os irmãos e escreveram aos discípulos para o receberem. Tendo chegado, auxiliou muito aqueles que, mediante a graça, haviam crido; porque, com grande poder, convencia publicamente os judeus, provando, por meio das Escrituras, que o Cristo é Jesus”. Graça no versículo 27 representa a graça especial que Apolo desfrutava no Senhor. É simplesmente o próprio Deus em Cristo como a porção dos crentes em Cristo.

Como já comentamos, essa graça é o Cristo ressurreto que se tornou o Espírito que dá vida (1 Co 15:45) a fim de introduzir em nós o Deus processado em ressurreição, para ser a nossa vida e suprimento de vida, a fim de que vivamos em ressurreição. Assim, graça é o Deus Triúno como vida e tudo para nós.

O que Podemos Aprender com o Caso de Apolo

Podemos ver com o relato em Atos 18 que Apolo era muito bom. Não apenas era piedoso como Gamaliel; mas também conhecia o caminho do Senhor. Contudo, embora conhecesse o caminho do Senhor, ele não conhecia plenamente a economia de Deus. Essa falha é indicada pelo fato de ele conhecer apenas o batismo de João. Naturalmente, João Batista testificou do Senhor a quem Apolo recebeu e cujo caminho conhecia até certo ponto. O caminho neotestamentário do Senhor já estava sendo praticado por muitos anos, mas Apolo não conhecia a economia de Deus além do ministério de João Batista. Ele conhecia muito as Escrituras e era considerado grande mestre, mas em seu conhecimento acerca do mover do Senhor ele não tinha ido além do ministério de João Batista.

Há uma lição para se aprender com o caso de Apolo em Atos 18. Talvez pensemos que estamos no caminho do Senhor, mas, na verdade, podemos não estar bem atualizados com o mover do Senhor. Pode ser que não tenhamos a visão com respeito ao Seu mover atual na terra.

Apolo era bom, bíblico e poderoso para expor a Palavra, mas estava atrasado no que diz respeito ao mover do Senhor. Essa é a situação entre muitos cristãos hoje. Eles amam o Senhor e conhecem as Escrituras até certo ponto, mas não estão atualizados no mover do Senhor. Em minha vida cristã encontrei muitos irmãos assim. Eles não perceberam que o Senhor havia avançado em Seu mover. A visão deles estava aquém do mover do Senhor.

Ao considerar o caso de Apolo, todos precisamos humilhar-nos e esvaziar o nosso espírito. O Senhor Jesus disse: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5:3). Ser pobre em espírito não é apenas ser humilde, mas também ser esvaziado em nosso espírito, ser esvaziado nas profundezas do nosso ser.

Muitos líderes judeus conheciam o mover de Deus do Antigo Testamento, mas não viram que Deus queria ter um novo início para a Sua economia neotestamentária. Eles estavam cheios em seu espírito. Assim, o Senhor Jesus mostrou que todos precisamos ser pobres no espírito a fim de ver o mover atual do Senhor.

Se lermos toda a Bíblia cuidadosamente, veremos que desde a época de Gênesis 4, o Senhor se tem movido passo a passo. Ele se moveu de certa forma no tempo de Enos e de Enoque; de outra no tempo de Noé; e ainda de outras formas no tempo de Abraão, Moisés, Davi, Elias e Zacarias. O Senhor ainda teve outro mover com João Batista.

Como o Senhor está sempre avançando em Seu mover, não devemos estar satisfeitos com o lugar onde estamos. Antes, devemos humilhar-nos e esvaziar-nos de tudo que enche o nosso espírito para ele receber algo novo com respeito ao mover do Senhor.

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quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 18, mensagem 49, semana 23, quinta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM QUARENTA E NOVE

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (15)

SEMANA 23 – QUINTA
Leitura Bíblica: At 
9:20-22; 17:2-3; 18:5, 11

Ler e orar: “Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele” (1 Co 6:17)


O NOSSO PODER:
O DEUS TRIÚNO COMO O ESPÍRITO

Na verdade, o nosso poder é o Deus Triúno como o Espírito. Você não crê que o Deus Triúno está conosco? Eu creio que Ele está comigo em meu falar. Quando vou ministrar a Palavra, geralmente oro: “Senhor, vindica o fato de que Tu és um espírito comigo. Quero praticar ser um espírito Contigo. Torna real o fato de que em meu falar Tu és um espírito comigo. Fala a Tua palavra em meu falar”. É desse modo que oro antes de dar uma mensagem. Por isso creio que, enquanto falo, Ele é um espírito comigo e fala em meu falar. Esse é o verdadeiro poder.

Não devemos confiar em outra coisa que não seja a oração, a Palavra e o Espírito. Talvez algum professor seja capaz de dar uma mensagem sobre Ciências a fim de convencer os alunos de Ciências a crer em Deus. Embora não haja nada de errado nisso, não devemos confiar nisso. Pelo contrário, devemos confiar total e absolutamente na oração, na Palavra e na unção, que é o próprio Deus Triúno.


PAULO FALA DIRETAMENTE A PALAVRA

Vemos no livro de Atos que o apóstolo Paulo não usava artifícios para pregar o evangelho. Antes, “pregava, nas sinagogas, a Jesus, afirmando que este é o Filho de Deus” (9:20). Quando Saulo estava em Damasco, ele “mais se fortalecia e confundia os judeus que moravam em Damasco, demonstrando que Jesus é o Cristo” (9:22). 

Em mensagem anterior enfatizamos que em Tessalônica ele arrazoou com os que estavam na sinagoga a partir das Escrituras com respeito a Cristo: “E este, dizia ele, é o Cristo, Jesus, que eu vos anuncio” (17:2-3). Da mesma forma, vimos que em Corinto ele solenemente testificou aos judeus que Jesus é o Cristo (18:5). Assim, em vez de usar subterfúgios, ele sempre falou a palavra diretamente.


IRMÃOS JOVENS PREGAM COM PODER

Talvez você diga: “Irmão Lee, você tem estado envolvido com a Palavra por mais de cinquenta anos. Como podemos ser poderosos na pregação do evangelho se ainda somos jovens no Senhor?” Quero testificar que, mesmo ainda jovem, o meu falar era poderoso devido a estes três itens: a oração, a Palavra e o Espírito (a unção). Isso quer dizer que até mesmo os jovens podem pregar o evangelho com poder e impacto se confiarem nesses três itens.

Jovens, vocês podem escolher um trecho da Palavra e pregá-lo aos outros. Só não confiem na eloquência que vocês possam ter. Os que são eloquentes podem não ter nenhum poder nem impacto. Mas os que não são eloquentes, e talvez até não pronunciem direito as palavras, podem ter impacto e poder na pregação do evangelho. Se confiarmos na oração, na Palavra e no Espírito, o Senhor pode até mesmo usar a pronúncia errada para salvar os outros.


O EXEMPLO DE D. L. MOODY

Como você já deve saber, D. L. Moody era prevalecente na pregação do evangelho. Ele era um jovem aprendiz na loja de sapatos do seu tio, quando ganhou encargo de pregar o evangelho. Um dia, depois de dar uma mensagem de evangelho, ele foi abordado por uma pessoa culta que estava na congregação. Essa pessoa lhe disse que ele frequentemente usava a gramática de forma errada ao falar. A resposta de Moody foi mais ou menos assim: “A sua gramática é correta. Vá você e pregue e vamos ver qual será o resultado. Posso ser pobre na gramática, mas por meio da minha pregação as pessoas são salvas”.


TER O CRISTO TODO-INCLUSIVO
CONSTITUÍDO EM NÓS

Se temos ou não poder ao pregar o evangelho depende do nosso ser, da nossa pessoa. Se queremos ter poder, precisamos ter o Cristo todo-inclusivo constituído em nós. Por tê-Lo constituído em si dessa forma, Paulo em suas mensagens sempre pregou Cristo. Em 18:5 ele testificou que Jesus é o Cristo, e no versículo 11, que no ano e meio em que esteve em Corinto ele ensinou a Palavra de Deus. Todos precisamos aprender com ele a testificar de Cristo e ensinar a Palavra.


SER UM ESPÍRITO COM O SENHOR AO
PREGAR O EVANGELHO

Não existem atalhos quanto a ter poder para pregar o evangelho. Precisamos orar, precisamos aprender a Palavra e precisamos ser um espírito com o Senhor. Em 1 Coríntios 6:17 Paulo diz: “Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele”. 

Precisamos basear-nos nessa palavra, reivindicar o fato e praticá-la. Devemos dizer: “Senhor, essa é a Tua Palavra. Eu me apoio nela e invoco o fato de que sou um espírito Contigo. Peço-Te que vindiques a Tua palavra de que és de fato um comigo. Quero falar por Ti, e até mesmo Te declarar. Vindica a palavra e  mostra que realmente és um com os teus seguidores”. 

Todos precisamos fazer essa oração. Essa é a oração que será ouvida nos céus e por todos os demônios. Se formos um espírito com o Senhor ao pregar o evangelho, teremos poder e impacto. Assim sendo, não confiemos na eloquência, mas na oração, na Palavra e no Espírito.

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quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 18, mensagem 49, semana 23, quarta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM QUARENTA E NOVE

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (15)

SEMANA 23 – QUARTA 

Leitura Bíblica: At 18:5, 11, 9:11, 22; 13:5; 14:1; 17:1-3

Ler e orar:quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, Paulo se entregou totalmente à palavra, testemunhando aos judeus que o Cristo é Jesus” (At 18:15)


A MANEIRA DE PAULO PREGAR

A principal coisa que temos de ver no capítulo dezoito de Atos é a maneira de Paulo pregar. Conforme 18:5, “quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, Paulo se entregou totalmente à palavra, testemunhando aos judeus que o Cristo é Jesus”. O versículo 11 nos diz que ele permaneceu em Corinto “um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus”. Ali ele primeiramente foi à sinagoga para testificar aos judeus que Jesus é o Cristo. Quando eles resistiram e blasfemaram “sacudiu Paulo as vestes e disse-lhes: Sobre a vossa cabeça, o vosso sangue! Eu dele estou limpo e, desde agora, vou para os gentios” (v. 6). Ele então permaneceu em Corinto ensinando a Palavra de Deus.

Atos 18:5 indica que quando estava na sinagoga, ele foi diretamente à questão de testificar que Jesus é o Cristo. Contudo, quando pregamos o evangelho aos incrédulos, talvez pensemos que eles não nos ouvirão se lhes falarmos do Senhor imediata e diretamente.

Segundo nosso conceito, precisamos de certa abertura para lhes pregar o evangelho, ou algum modo de fazê-los abrir-se e ganhar a atenção deles. Não digo que nunca devamos usar algo assim ao pregar o evangelho, mas devemos sempre lembrar-nos da nossa tarefa: não é fazer outra coisa, a não ser apresentar Cristo aos pecadores e especialmente ministrar Cristo a eles. Alguns podem dizer que é muito difícil apresentar Cristo diretamente aos incrédulos. Concordo que é difícil, por isso precisamos aprender a ter o poder e o impacto necessários.


PODER POR MEIO DA ORAÇÃO, DA PALAVRA E DO ESPÍRITO

Se queremos ter poder e impacto ao pregar o evangelho, precisamos orar. Não há necessidade de orar até falar em línguas para obter o poder. Podemos tê-lo por meio da oração sem falar em línguas. Ademais, conheci várias pessoas que falavam em línguas que não eram nem um pouco poderosas na pregação do evangelho.

A esta altura deixe-me relatar uma conversa que tive, muitos anos atrás, com um amigo cristão em Chefoo, minha cidade natal. Esse amigo era o líder de um grupo pentecostal. Eu já o conhecia há muitos anos e o local de reuniões desse grupo pentecostal era bem próximo do local de reuniões da igreja. Um dia esse irmão veio a mim com a intenção de me convencer a seguir a maneira pentecostal. Como éramos amigos, encorajei-o a falar aberta e francamente. Eu disse a ele: “Irmão, você veio me ver com o objetivo de me convencer a praticar as coisas pentecostais”. Quando ele me disse que essa era a sua intenção, disse-lhe que eu estava muito contente em conversar com ele a esse respeito.

Perguntei-lhe por que estava tão entusiasmado com as coisas pentecostais. Ele disse que a razão era a sua crença de que falando em línguas podemos ter poder. Então eu disse: “Irmão, vamos prestar atenção aos fatos. Não sou a favor das coisas pentecostais, mas você é bastante favorável a elas e as tem praticado por anos. Peço-lhe que compare o número de pessoas na sua congregação com o número de pessoas na nossa. Vocês afirmam que têm poder porque falam em línguas, mas continuam apenas com cerca de cinqüenta pessoas se reunindo com vocês. Nós não praticamos o falar em línguas, mas temos centenas de pessoas reunindo-se conosco, que foram trazidas ao Senhor por meio da pregação do evangelho. Onde, então, está o seu poder? Vocês falam em línguas, mas não têm poder. Nós não falamos em línguas, mas temos o autêntico poder. Você sabe donde vem esse poder? Vem da oração”.

Prossegui testificando-lhe com respeito a nossa prática de pregar o evangelho por ocasião do ano novo chinês. Em vez de celebrar o ano novo chinês, os irmãos da igreja em Chefoo faziam preparativos para pregar o evangelho a parentes, vizinhos e amigos. A última noite do ano, que era uma ocasião de festa segundo o costume chinês, era para nós momento de jejum e oração. Então, no dia seguinte, o primeiro dia do ano, nós nos reuníamos com os parentes, amigos e vizinhos para a pregação do evangelho. Essa pregação era levada a cabo com muita oração. Enquanto eu pregava no local de reuniões, muitos irmãos ficavam em diversas salas orando até o fim da mensagem. O poder que experimentamos ao pregar o evangelho vinha de tal oração. Eu disse ao meu amigo em Chefoo que nós confiávamos na oração e não no falar em línguas.

Em minha conversa com esse irmão, dei-lhe mais duas razões do nosso poder. Disse-lhe que o poder não estava apenas na oração, mas também na Palavra. Nós não pregamos coisas estranhas ou esquisitas. Pelo contrário, a pregação é de acordo com a palavra da Bíblia. Essa palavra é a verdade, e a verdade é prevalecente. Há poder em cada palavra de Deus.

Pregamos apenas a Palavra, e não ética chinesa nem filosofia. Ademais, em vez de usar muitas histórias ao falar, basicamente pregamos Cristo segundo à revelação das Escrituras. Como a palavra de Deus é poderosa, temos poder ao pregar o evangelho. Também disse a esse irmão que o nosso poder está no Espírito e não em falar em línguas. Cremos que temos o Espírito em nós e sobre nós também. Por isso é que temos poder. O nosso poder, portanto, está na oração, na Palavra e no Espírito.

Neste ponto, gostaria de dar-lhe um testemunho do que aconteceu um dia enquanto eu falava em Chefoo. Em dado momento tive a sensação de que estava numa atmosfera que me sobreveio. Então, comecei a perceber que o meu falar provinha totalmente do autêntico poder de Deus. Se percebemos ou não o poder para pregar o evangelho não é importante. O que é vital é que ao pregar o evangelho tenhamos autêntico poder.

Juntamente com os presbíteros da igreja em Chefoo, tive uma experiência concreta do poder do Senhor num reavivamento que aconteceu na igreja em 1942. Muitos irmãos solicitaram a imposição de mãos. Nós impusemos as mãos neles um a um e também oramos por eles. Em aproximadamente uma hora oramos por mais de duzentos irmãos. A oração feita naquela ocasião era, na verdade, uma longa oração que brotava continuamente. O que era significativo é que a oração se adequava exatamente à situação de cada irmão. De repente a oração cessou e não impusemos mais as mãos sobre ninguém. Todos os que estavam na reunião perceberam que o que havia acontecido foi realmente o mover do Espírito e que não poderíamos repeti-lo, Cito isso para ilustrar ainda mais que a nossa confiança no poder está na oração, na Palavra e no Espírito.

Ao buscar poder e impacto ao pregar o evangelho, não devemos seguir nenhuma maneira estranha nem esquisita. Tomemos o caminho da oração, da Palavra e do Espírito. Cremos que hoje o Senhor é o Espírito processado que habita em nós e também está sobre nós. Não importa se O percebemos. Cremos que enquanto O servimos e falamos por Ele, em especial quando O declaramos, Ele está conosco. Temos a presença do Senhor em nós como a unção. Por meio da oração, da Palavra, e do Espírito, podemos ter verdadeiro poder e impacto.

Pratiquei o falar em línguas por um ano e meio. Quanto mais o fazia, menos poder eu tinha. Por fim, abandonei essa prática e voltei à maneira normal de oração. Embora não tivesse muito tempo para me ajoelhar e orar, o dia todo eu tinha um espírito de oração.

Por experiência posso testificar que a oração traz poder. Além disso, através dos anos o meu ministério tem sido sempre com a Palavra. Nos anos em que tenho pregado e ensinado nesse país, tenho me preocupado exclusivamente com a Palavra. A Palavra é inesgotável, e é poder.

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terça-feira, 26 de novembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 18, mensagem 48, semana 23, terça

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM QUARENTA E OITO

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (14)

SEMANA 23 – TERÇA
Leitura Bíblica: Nm 6:1-5, 18; At 21:24; 1 Co 11:6

Ler e orar: “Tornei-me judeu para os judeus. Para os que estão subjugados pela Lei, tornei-me como se estivesse igualmente sujeito à Lei, embora eu mesmo não esteja debaixo da Lei, com o objetivo de ganhar aqueles que estão dominados pela Lei." (1 Co 9:20)


PARA ÉFESO

Em Atos 18:18 lemos: “Mas Paulo, havendo permanecido ali ainda muitos dias, por fim, despedindo-se dos irmãos, navegou para a Síria, levando em sua companhia Priscila e Áqüila, depois de ter raspado a cabeça em Cencréia, porque tomara voto”. Esse era um voto particular de ação de graças realizado em qualquer parte pelos judeus, raspando a cabeça. É diferente do voto do nazireado, que tinha de ser feito em Jerusalém passando-se a navalha na cabeça (21:24; Nm 6:1-5, 18; cf. 1 Co 11:6, onde se vê que há diferença entre raspar o cabelo e passar a navalha sobre a cabeça). Paulo era judeu e guardou o voto, mas não o imporia aos gentios, como de fato não o fez.

Segundo o princípio do seu ensinamento sobre a economia neotestamentária de Deus, Paulo devia ter desistido de todas as práticas judaicas, que pertenciam à dispensação do Antigo Testamento. Entretanto, ainda fez esse voto, e parece que Deus o tolerou, provavelmente por ser um voto levado a cabo em particular, fora de Jerusalém, e que não teria muito efeito nos crentes.

Algumas exposições de Atos tentaram explicar por que ele fez o voto mencionado em 18:18. Enquanto durava o voto, o seu cabelo era deixado crescer. Quando findava o voto, o seu cabelo era raspado. Conforme 18:18, o voto de Paulo foi completado em Cencréia raspando-se o cabelo.

Alguns expositores dizem que ele o fez por estar grato ao Senhor por preservar-lhe a vida. Como ser humano, ele pode ter tido medo de perder a vida nas mãos dos judeus. Ele pregava e ministrava constantemente. Ao mesmo tempo, corria sempre o perigo de perder a vida. Por um lado, estava disposto a perder a vida pelo Senhor. Por outro, ainda era humano e tinha medo. Assim, segundo alguns expositores, ele fez um voto de ação de graças.

Essa interpretação do voto de Paulo em 18:18 deve estar correta. Quando um judeu tinha algo para agradecer a Deus, ele fazia um voto de ação de graças. De acordo com o contexto, Paulo devia estar agradecido ao Senhor por protegê-lo e preservar-lhe a vida. Por toda a Ásia Menor, Macedônia e Acaia os judeus se lhe opunham e até queriam tirar-lhe a vida. Mas o Senhor sempre o protegeu e preservou. Por isso ele devia estar agradecido.

Quando falou a Paulo à noite numa visão, o Senhor lhe disse: “Não temas”. Essas palavras indicam que havia temor em Paulo. Por isso, o Senhor veio a ele de forma extraordinária à noite. Alguns poderão dizer: “Paulo não tinha o Senhor em si? não tinha o Espírito essencial e, o econômico?” Naturalmente, ele tinha o Senhor em si, e também tinha o Espírito essencial e o econômico. Mas ainda havia a necessidade de ser fortalecido e ter certeza.

Para atender a essa necessidade o Senhor veio a ele em visão dizendo: “Não temas (...) estou contigo” (18:9-10). Paulo pode ter feito o voto por estar agradecido pela proteção e preservação do Senhor. Essa pode ter sido a razão de ter parado em Cencréia para completar o voto, ao ir da Acaia para a Síria. Depois que o Senhor lhe falou em visão, Paulo permaneceu em Corinto um ano e seis meses, ensinando a Palavra de Deus. Ele certamente cumpriu o seu comissionamento naquela cidade e, por fim, uma igreja grande foi levantada e estabelecida ali.

No caminho para a Síria, Paulo também parou em Éfeso. Como em muitos outros lugares, “entrando na sinagoga, pregava aos judeus” (v. 19). Eles pediram que ele permanecesse, porém ele não concordou. “Mas, despedindo-se, disse: Se Deus quiser, voltarei para vós outros” (v. 21).


VOLTA PARA ANTIOQUIA CONCLUINDO A SEGUNDA VIAGEM

Paulo, embarcando, partiu de Éfeso (v. 21b). “Chegando a Cesareia, desembarcou, subindo a Jerusalém; e, tendo saudado a igreja, desceu para Antioquia”. Esse versículo indica que ele foi a Jerusalém (cf. 21:15) e depois desceu para Antioquia. A sua volta para Antioquia foi o fim da segunda viagem ministerial, iniciada em 15:40.

Podemos perguntar-nos por que Paulo não voltou diretamente a Antioquia de Cesareia, em vez de ir primeiro a Jerusalém. Ele desceu a Cesareia e depois subiu a Jerusalém e saudou a igreja lá. Por que subiu a Jerusalém e saudou a igreja? Ele o fez devido ao problema resolvido no capítulo quinze. Depois de resolvido o problema, ele saiu para a segunda viagem ministerial. Agora no fim dela ele foi visitar a igreja em Jerusalém.

Lucas não nos dá os detalhes dessa visita de Paulo à igreja em Jerusalém. Mas se nos aprofundarmos na Palavra, perceberemos que ao fazer essa visita ele se esforçava por preservar a unidade do Corpo e também por manter um sentimento agradável entre ele e todos os irmãos em Jerusalém, especialmente Pedro e Tiago.

Paulo poderia ter ido direto para Antioquia. Aparentemente não havia razão para ir a Jerusalém. Contudo, de Cesareia ele foi para o sul, a fim de visitar a igreja em Jerusalém. Então, de Jerusalém ele realizou a longa viagem até Antioquia. Em 18:22, Lucas nem mesmo menciona Jerusalém pelo nome¹. Provavelmente pensasse que todos entenderiam o que indicava o verbo subindo, uma vez que ninguém subiria a outro lugar senão Jerusalém.

Precisamos ser impressionados com o fato de que Paulo subiu a Jerusalém em 18:22 porque se esforçava por manter a unidade do Corpo de forma alegre e agradável. Ele era um entusiasta, fazendo tudo o que estivesse ao alcance para manter a unidade do Corpo e também um sentimento agradável com os irmãos em Jerusalém. Ele sabia que era a causa de muitos crentes judeus se levantarem e falarem contra a sua prática. Era a causa de uma situação desagradável. Se não houvesse alguém como ele pregando o evangelho aos gentios, então, a vasta maioria de crentes seriam judeus e não haveria problema com respeito à circuncisão. Por ser o fator duma situação desagradável, ele fez o que pôde para manter a unidade com todos os santos. Em especial procurava ter um sentimento agradável com os de Jerusalém. Assim, a despeito da longa e difícil viagem, ele subiu para lá a fim de visitar a igreja. Somente então voltou a Antioquia, terminando assim a segunda viagem.

Isso traz muita luz e precisamos aprender com o empenho de Paulo a manter a unidade do Corpo e preservar um sentimento agradável entre os irmãos, com respeito à nossa prática de levar a cabo o ministério do Senhor.

___________________
¹Há traduções onde Jerusalém é mencionada (ex.: Almeida Atualizada).

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segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 18, mensagem 48, semana 23, segunda

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM QUARENTA E OITO

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (14)

SEMANA 23 – SEGUNDA
Leitura Bíblica: 
At 
18:5-17

Ler e orar: “Quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, Paulo se entregou totalmente à palavra, testemunhando aos judeus que o Cristo é Jesus” (At 18:5)

Todo Sábado Discorria na Sinagoga

Em Atos 18:4 lemos que Paulo “todos os sábados discorria na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos”. Ele, naturalmente, ia à reunião da sinagoga para aproveitar a oportunidade de anunciar a Palavra de Deus. Ele não ia lá guardar o sábado, mas pregar o evangelho, persuadindo tanto judeus como gregos. A menção aos gregos em 18:4 indica que alguns gregos também iam às sinagogas para ouvir a Palavra de Deus.

Pregou aos Judeus e Encontrou Oposição da parte Deles

Em 18:5-17 lemos que Paulo pregou aos judeus e encontrou oposição da parte deles. O versículo 5 diz: “Quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, Paulo se entregou totalmente à palavra, testemunhando aos judeus que o Cristo é Jesus”. Os termos gregos traduzidos por "se entregou totalmente" também podem ser traduzidos por "foi pressionado" ou "constrangido por".

Foi nessa ocasião, em Corinto, depois da chegada de Silas e Timóteo da Macedônia com algumas notícias a respeito da igreja em Tessalônica (1 Ts 3:6), que Paulo escreveu a sua primeira epístola à igreja em Tessalônica (1 Ts 1:1). De Corinto, ele escreveu tal carta amável aos queridos irmãos em Tessalônica, para o encorajamento deles.

Em Corinto, Paulo testificou aos judeus que Jesus é o Cristo. “Opondo-se eles e blasfemando, sacudiu Paulo as vestes e disse-lhes: Sobre a vossa cabeça, o vosso sangue! Eu dele estou limpo e, desde agora, vou para os gentios” (v. 6). A situação dos judeus em Corinto era a mesma da dos judeus em Antioquia da Pisídia, que lançaram fora a palavra de Deus e se julgaram indignos da vida eterna (13:46). Nessa situação Paulo também declarou: “Vou para os gentios”.

Em Atos 18:7-8 lemos: “Saindo dali, entrou na casa de um homem chamado Tício Justo, que era temente a Deus; a casa era contígua à sinagoga. Mas Crispo, o principal da sinagoga, creu no Senhor, com toda a sua casa; também muitos dos coríntios, ouvindo, criam e eram batizados”. Como em 16:31, palavra "casa" em 18:8 indica que a família do crente é uma unidade completa para a salvação de Deus, assim como a família de Noé (Gn 7:1), as que partilharam a Páscoa (Êx 12:3-4), a da prostituta Raabe (Js 2:18-19), a de Zaqueu (Lc 19:9), e de Cornélio (At 11:14) e a de Lídia (16:15).

Em 18:9-10 lemos: “Teve Paulo durante a noite uma visão em que o Senhor lhe disse: Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade”. Assim como em 16:9-10, a visão na qual o Senhor falou a Paulo à noite não era nem um sonho nem um êxtase. Nessa visão, objetos definidos são visíveis aos olhos humanos. 

Atos 18:11 nos diz que Paulo “ali permaneceu um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus”. Como veremos, ele ficou três anos em Éfeso. Isso indica que a igreja em Éfeso era a igreja mais importante da Ásia Menor. Do mesmo modo, o fato de ele permanecer em Corinto por um ano e meio, indica que a igreja ali era a mais importante da Acaia. Sem dúvida, em sua estada em Corinto, ele trabalhou bastante.

Ao ler o livro de Atos vemos que a resistência, a oposição e o ataque dos judeus era muito forte. É-nos dito que os judeus queriam matar Paulo (9:23; 23:12-15, 21; 25:3). Aonde quer que ele fosse, os judeus resistiam-lhe e se lhe opunham. Em Tessalônica eles “alvoroçaram a cidade” (17:5). 

Com respeito à oposição dos judeus em Corinto contra ele, lemos em 18:12-13: “Quando, porém, Gálio era procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus, concordemente, contra Paulo e o levaram ao tribunal, dizendo: Este persuade os homens a adorar a Deus por modo contrário à lei”. Em palavras de hoje, o procônsul no versículo 12 era o governador. Os judeus levaram Paulo a Gálio e o acusaram de ensinar os homens a adorar a Deus de modo contrário à lei mosaica.

Quando Paulo ia falar, “Gálio declarou aos judeus: Se fosse, com efeito, alguma injustiça ou crime da maior gravidade, ó judeus, de razão seria atender-vos; mas, se é questão de palavra, de nomes e da vossa lei, tratai disso vós mesmos; eu não quero ser juiz dessas coisas! E os expulsou do tribunal” (vs. 14-16). Aqui Gálio parecia estar dizendo: “Se foi cometido um crime, então serei o juiz. Mas não tenho interesse em disputas a respeito de nomes, terminologias e da lei de vocês. Não tenho tempo para essas coisas. Vocês mesmos cuidem disso”.

Por um lado a atitude de Gálio ajudou Paulo, mas por outro colocou-o numa situação perigosa. Depois que Gálio expressou a sua atitude tão claramente aos judeus, eles ficaram ousados. “Então, todos agarraram Sóstenes, o principal da sinagoga, e o espancavam diante do tribunal; Gálio, todavia, não se incomodava com estas coisas” (v. 17). Daí vemos que a situação poderia ter se tomado muito ameaçadora para Paulo.

O Sóstenes em 18:17 provavelmente não era o mesmo de 1 Coríntios 1:1, porque essa Epístola foi escrita em Éfeso (1Co 16:8) pouco depois que o apóstolo deixou Corinto, onde o outro Sóstenes era o principal da sinagoga quando Paulo foi ali perseguido. O Sóstenes de 1 Coríntios 1:1, como irmão no Senhor, deve ter se juntado a Paulo em seu ministério itinerante.

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domingo, 24 de novembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 18, mensagem 48, semana 23, domingo

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM QUARENTA E OITO

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (14)

SEMANA 23 – DOMINGO
Leitura Bíblica: Lc 2:1-7; 
8:1-3; At 18:1-22; 20:34-35; 1 Co 4:12; 9:3-15; 1 Ts 2:9; 2 Ts 3:8 

Ler e orar: Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho; eu, porém, não me tenho servido de nenhuma destas coisas e não escrevo isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, antes que alguém me anule esta glória."  (1 Co 9:14-15)


Em Atos 18 Paulo vai a Corinto onde encontra Áqüila e Priscila (vs. 1-4) e prega aos judeus e encontra a oposição deles (vs. 5-17). Em 18:18-21a ele vai a Éfeso, e em 18:21b-22 volta a Antioquia, concluindo assim a segunda viagem ministerial.

PARA CORINTO
Encontrou Áqüila e Priscila

Em Atos 18:1-2 lemos: “Depois disto, deixando Paulo Atenas, partiu para Corinto. Lá, encontrou certo judeu chamado Áqüila, natural do Ponto, recentemente chegado da Itália, com Priscila, sua mulher, em vista de ter Cláudio decretado que todos os judeus se retirassem de Roma. Paulo aproximou-se deles”. Cláudio foi um césar do Império Romano. O que ele fez aqui foi usado pelo Senhor para o Seu ministério a fim de edificar a igreja, assim como o que César Augusto fez foi usado por Deus para o cumprimento da profecia com respeito ao lugar do nascimento de Cristo (Lc 2:1-7).

No versículo 3 vemos: “E, posto que eram do mesmo ofício, passou a morar com eles e ali trabalhava, pois a profissão deles era fazer tendas”. Isso mostra que enquanto levava a cabo o ministério do Senhor, Paulo ainda tinha um trabalho. Ele se refere a isso em 1 Coríntios 4:12: “Nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos”. Ademais, tanto em 1 Tessalonicenses 2:9 como em 2 Tessalonicenses 3:8 ele diz que trabalhou de dia e de noite a fim de não ser pesado para os irmãos.

A prática de Paulo era diferente da de muitos obreiros cristãos de hoje. Sempre que alguém se torna ministro ou missionário, ele não faz outro trabalho. Mas, enquanto Paulo ministrava a palavra, ele também trabalhava com as mãos, a fim de se sustentar, e não apenas a si mesmo, mas também aos seus cooperadores. Com respeito a isso ele diz em Atos 20:34-35: “Vós mesmos sabeis que estas mãos serviram para o que me era necessário a mim e aos que estavam comigo. Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber”. Mais uma vez ele estabelece um bom padrão.

De acordo com 1 Coríntios 9:3-15 e outros trechos, as igrejas e os irmãos não foram fiéis em cuidar de Paulo como servo do Senhor. Como eles não o sustentavam adequadamente, ele era forçado a trabalhar. Alguns dos coríntios até mesmo o acusavam de tentar ganhar dinheiro deles para si. Mas ele mostrou que preferia morrer a tomar algo dos coríntios (1 Co 9:15).

Os que servem o Senhor em tempo integral não devem considerar isso como a sua profissão. Se for necessário, alguns ainda poderão ter de trabalhar para se sustentar. Se vamos ou não agir assim depende de quanto o nosso encargo nos ocupa. Se o seu encargo o ocupa totalmente e o ambiente lhe proporciona sustento, então você certamente deve gastar todo o seu tempo na obra do Senhor. Caso contrário, você ainda deve trabalhar para se sustentar, e não apenas a você mas também aos seus cooperadores, especialmente os mais jovens. 

Se Paulo não recebia sustento financeiro, como é que os seus cooperadores mais jovens iriam receber? Devido à necessidade de sustentar a si e aos outros, ele foi forçado a trabalhar na sua profissão de fazer tendas. Esse é um modelo muito bom para nós hoje.

Com respeito ao sustento financeiro, a situação de Paulo e seus cooperadores no Novo Testamento era diferente dos sacerdotes e levitas no Antigo Testamento. Segundo os regulamentos levíticos, os sacerdotes deviam viver das ofertas do povo de Deus. Mas no Novo Testamento esse regulamento já não existe.

Conforme Lucas 8:1-3, um grupo de irmãs ministrava ao Senhor Jesus e aos doze com as suas posses. Os doze discípulos seguiam o Senhor em tempo integral e todos necessitavam de sustento. Algumas mulheres que amavam o Senhor e que tinham os meios de sustentar a Ele e Seus seguidores atenderam às necessidades deles.

Nos anos iniciais em Xangai, o sustento financeiro vinha principalmente das irmãs. Várias delas eram enfermeiras em um dos melhores hospitais, e supriam a igreja e os cooperadores em Xangai. Também observei isso em outros lugares.

De fato, as irmãs amam muito mais ao Senhor do que os irmãos. Entre os doze havia um Judas, mas não entre as irmãs. Judas não sabia amar o Senhor, mas certamente sabia contar dinheiro. Os que se preocupam com dinheiro dessa forma nunca irão suprir outros financeiramente. Quanto mais contam o dinheiro, mais o amam e desejam guardá-lo para si.

Sob a soberania do Senhor, algumas mulheres da Bíblia casaram-se com homens ricos. Veja o caso de Ester, que se casou com um rei gentio. Por meio da influência que exercia sobre o esposo, ela pôde suprir todos os judeus.

Entre as mulheres em Lucas 8:1-3 estava “Joana, mulher de Cuza, administrador de Herodes” (v. 3). Embora a política romana perseguisse o Senhor Jesus, a esposa de um oficial romano usava o dinheiro do marido para supri-Lo. Conheci vários casos de irmãs que usaram o dinheiro do marido para suprir a obra do Senhor.

O que estamos enfatizando com respeito a Atos 18:3 é que os que têm encargo de servir ao Senhor em tempo integral devem fazê-lo se o ambiente e a situação financeira permitirem. Mas se o ambiente não permitir que alguém sirva em tempo integral, ele não deve abandonar o seu encargo. Antes, deve levá-lo adiante e ao mesmo tempo ser diligente no trabalho, para atender às suas necessidades, assim como o fez Paulo em Atos.

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sábado, 23 de novembro de 2024

Estudo de Atos Capítulo 17, mensagem 47, semana 22, sábado

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM QUARENTA E SETE

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (13)

SEMANA 22 – SÁBADO
Leitura Bíblica: At 17:16-34

Ler e orar: “para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós;" (At 17:27)

A PREGAÇÃO, CHEIA DE CONHECIMENTO,
DE PAULO AOS JUDEUS E AOS GREGOS

Em Atos 17 vemos que a pregação de Paulo era cheia do conhecimento adequado, pois ele era alguém que conhecia tanto a cultura hebraica como a grega. Isso o capacitou a desenvolver um ministério no qual ele se deparou tanto com judeus como com gregos.

Quando se deparava com os judeus ele usava as Escrituras para pregar Cristo, mostrando onde Ele é revelado nelas. Ele pregava Cristo, não apenas como o Messias, mas também como o Deus encarnado, que possuía humanidade, teve um viver humano na terra por trinta e três anos e meio e uma morte todo-inclusiva a fim de resolver os problemas entre o homem e Deus, foi ressuscitado para propagar a vida divina infundindo-a nos crentes e ascendeu aos céus onde foi feito Senhor e Cristo.

Paulo encarou a situação entre os judeus usando as Escrituras dessa forma. Ele não apenas conhecia o Antigo Testamento na letra, mas também tinha revelação e discernimento para ver, nas suas profundezas, com respeito a Cristo em Seu duplo status divino-humano, ao Seu viver humano, à Sua morte todo-inclusiva, à Sua ressurreição propagadora e ao Seu senhorio como Aquele que ascendeu.

Quando estava entre os gregos, Paulo se portou de acordo com a cultura grega. A sua pregação baseou-se na criação de Deus. De acordo com Atos 17, ele mostrou que Deus criou os céus e a terra, provê vida e tudo que é necessário para mantê-la, produziu a humanidade como Sua geração e todos os seres humanos vivem, movem-se e existem Nele. Ele disse aos gregos da necessidade que tinham de Deus e esse Deus é Jesus Cristo.

QUALIFICADO PARA PREGAR CRISTO

A maneira de Paulo pregar o evangelho indica que ele era um “vaso” estudado. Em seu ministério ele podia enfrentar a situação dos judeus de acordo com as Escrituras e a dos gregos filosóficos de acordo com o fato de Deus ter criado o universo e o homem.

Não creio que um pescador galileu como Pedro poderia ter tal responsabilidade. Apenas alguém como Saulo de Tarso podia tê-la, pois fora educado na religião judaica, instruído na cultura filosófica grega e tinha vivência no ambiente da política romana. Portanto, estava plenamente qualificado para assumir o ministério registrado em Atos.

Embora Paulo tivesse sido educado de acordo com as culturas hebraica, grega e romana, a sua qualificação principal não era a educação, e, sim, a constituição espiritual. Ele tinha o Espírito Santo e o Espírito de Jesus constituídos nele. Por isso, ele não pregou a religião hebraica nem a filosofia grega, e sim o Cristo encarnado, crucificado, ressurreto e ascendido. A despeito da educação elevada, ele não a pregou. Ele pregava o Cristo todo-inclusivo que se torna real como o Espírito todo-inclusivo.

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sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 17, mensagem 47, semana 22, sexta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM QUARENTA E SETE

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (13)

SEMANA 22 – SEXTA
Leitura Bíblica: 
Mt 25:31-36; At 10:42; 17:30-34; 24:25; 1 Co 15:19, 32; 2 Tm 4:1; 1 Pe 4:5; Ap 20:11-15

Ler e orar: “e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos."  (At 10:42)


ARREPENDIMENTO E JULGAMENTO

Em 17:30-31 Paulo prossegue: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos”. O dia que Deus estabeleceu para julgar o mundo será o dia em que Cristo julgará os vivos no trono de Sua glória antes do milênio (Mt 25:31-36), provavelmente não incluindo o dia em que julgará os mortos no grande trono branco depois do milênio (Ap 20:11-15). 

De acordo com Atos 10:42, Cristo foi designado por Deus “Juiz de vivos e de mortos”. Ele será o Juiz dos mortos depois do milênio no grande trono branco. Segunda Timóteo 4:1 e 1 Pedro 4:5 também dizem que Cristo julgará tanto vivos como mortos. O dia em Atos 17:31 se refere especificamente ao dia em que Cristo julgará os vivos, porque nesse dia Ele julgará “o mundo”, que deve se referir apenas aos homens que estiverem vivos. Esse dia do juízo de Cristo sobre o mundo será por ocasião da Sua volta. Ele foi designado por Deus para executar esse julgamento, e o fato de Deus tê-Lo ressuscitado dentre os mortos é prova categórica disso. Em sua pregação aos gentios, tanto Pedro em 10:42 como Paulo aqui e em 24:25 enfatizaram o julgamento vindouro de Deus.

O vocábulo grego traduzido por "acreditou" no versículo 31 também pode ser traduzido por "deu fécerteza ou garantia". A ressurreição de Cristo é a certeza e garantia de que Ele voltará para julgar todos os habitantes da terra. Isso está garantido para que creiamos, e pode levar-nos ao arrependimento (v. 30).

A palavra de Paulo com respeito a Cristo como o varão designado por Deus e a Sua ressurreição indica que ele tinha o Senhor e Sua ressurreição plenamente constituídos nele. Ele foi conduzido, guiado e dirigido absolutamente pelo Espírito de Jesus. Como tinha o Espírito de Jesus constituído em si, o seu alvo, a despeito do assunto de que falava, era pregar Cristo e Sua ressurreição.


A REAÇÃO À PALAVRA DE PAULO COM 
RESPEITO A RESSURREIÇÃO

Atos 17:32-34 diz: “Quando ouviram falar de ressurreição de mortos, uns escarneceram, e outros disseram: A respeito disso te ouviremos noutra ocasião. A essa altura, Paulo se retirou do meio deles. Houve, porém, alguns homens que se agregaram a ele e creram; entre eles estava Dionísio, o areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e, com eles, outros mais”. Desses versículos podemos ver que ele ganhou, não apenas líderes dentre os judeus, mas também pessoas importantes entre os gregos. a Novo Testamento não menciona uma igreja em Atenas, mas Paulo realizou uma obra prevalecente ali.


A PREGAÇÃO DE PAULO EM OPOSIÇÃO AOS EPICUREUS

A pregação de Paulo em Atos 17 certamente foi adequada à situação dos gregos em Atenas. Muito do que ele disse foi dirigido aos epicureus e também aos estóicos. Vimos que os epicureus não reconheciam o Criador e a Sua providência sobre o mundo, mas buscavam prazeres sensuais, especialmente relacionados a comer e beber. Os estoicos eram panteístas que criam que tudo era governado pelo destino e todos os acontecimentos resultavam da vontade divina.

Ao pregar no Areópago, Paulo primeiro se referiu a Deus como o Criador de forma objetiva, como alguém fora de nós e com o qual não temos um relacionamento direto. Daí, do Criador, Paulo passou a mostrar que todos os seres humanos são a geração de Deus e vivem e existem Nele. Depois disso, ele ainda falou do dia em que Cristo julgará os vivos. Todos esses aspectos eram dirigidos aos epicureus.

Os epicureus dizem que não existe nem o Criador nem o Provedor. Também afirmam que devemos buscar os prazeres sensuais sem preocupação com o futuro. É provável que Paulo tivesse os epicureus em mente quando disse: “Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (1 Co 15:32). Isso parece ter sido a citação de uma frase da época, uma máxima dos epicureus. Se não há ressurreição, nós; os crentes, não temos esperança no futuro, e nos tomamos os mais miseráveis dos homens (1 Co 15:19). Se fosse assim, seria melhor gozar a vida hoje, esquecendo-nos do futuro, como os epicureus.

Em sua pregação em Atos 17 Paulo parecia dizer aos epicureus: “Há um Criador, e Ele, o Provedor, dá a todos vida, fôlego e todas as coisas. Vocês são a geração de Deus, pois foram produzidos Dele e a sua vida humana vem Dele. Como vocês têm a vida humana, vocês vivem, movem-se e existem Nele. Vocês também precisam saber que haverá um juízo no futuro, que se relaciona à ressurreição do Homem Jesus. Deus O designou para ser o Juiz de todos, e forneceu prova disso ressuscitando-O dentre os mortos. No passado, Deus lhes permitiu andar no seu próprio caminho, mas me enviou aqui para dizer-lhes que vocês agora precisam arrepender-se”. Essas palavras também devem ter sido reveladoras aos panteístas estoicos. Quão maravilhosa foi a pregação de Paulo aos atenienses! 

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quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 17, mensagem 47, semana 22, quinta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM QUARENTA E SETE

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (13)

SEMANA 22 – QUINTA
Leitura Bíblica: Gn 2:7; Pv 20:27; Jo 1:12-13; 
Atos 17:28-29; 2 Pe 1:4

Ler e orar: O espírito do homem é a lâmpada do Senhor, a qual esquadrinha todo o mais íntimo do corpo." (Pv 20:27)


A Humanidade Criada e Produzida por Deus

De acordo com a Bíblia, Deus criou o homem. Como o Criador, Deus é a origem do homem. Gênesis 2:7 diz: “Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente”. Primeiro Deus usou o pó para formar o corpo físico do homem, e depois soprou nesse corpo o fôlego de vida, que o fez viver. Como resultado, o homem tomou-se alma vivente. Em Gênesis 2:7 há um forte indício de que a vida humana veio de Deus. Nesse sentido, o homem não apenas foi criado por Deus, como também produzido por Ele. Não nos é dito na Bíblia que Deus soprou o fôlego de vida nos animais. Apenas ao criar o homem é que Ele soprou o fôlego de vida.

Provérbios 20:27 usa para “espírito” o mesmo termo hebraico traduzido como “fôlego” em Gênesis 2:7. Isso revela que o fôlego de vida soprado no homem por Deus é o elemento do espírito humano. Na verdade, esse fôlego tornou-se o espírito do homem.

O que estamos enfatizando aqui é que o homem foi produzido por Deus. Não estamos dizendo que na criação o homem nasceu de Deus, mas afirmamos categoricamente que o homem foi produzido por Ele. Deus formou o corpo do homem, soprou nele o fôlego de vida e o homem tomou-se alma vivente. Dessa forma ele foi produzido por Deus, e, nesse sentido, é geração de Deus.

Os Crentes São Nascidos de Deus

A Bíblia também revela que quando nos arrependemos e cremos no Senhor Jesus, nós nascemos de Deus. Ser produzido de Deus é uma coisa, ser nascido de Deus é outra. Todos os seres humanos são geração de Deus, pois foram produzidos por Ele. Mas os crentes são Seus filhos pois nasceram Dele. Não há indício na Bíblia de que a geração de Deus, os seres humanos por Ele produzidos, tenham a vida e a natureza divina. Mas o Novo Testamento diz que os crentes, que nasceram de Deus, têm a vida divina e são participantes da natureza divina (2 Pe 1:4). Assim, temos de diferenciar a geração de Deus dos filhos de Deus.

Todos os seres humanos são a geração de Deus produzida Dele, mas os crentes são os Seus filhos nascidos Dele por meio da regeneração. Isso é claramente enfatizado em João 1:12 e 13: “Mas a todos quantos O receberam, deu-lhes a autoridade para se tomarem filhos de Deus: aos que creem no Seu nome; os quais não foram gerados do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”.

Duas Maneiras de Viver, Mover-se e Existir em Deus

Em Atos 17:28-29 Paulo diz que, como geração de Deus, vivemos, movemo-nos e existimos Nele. Por que todos os seres humanos vivem, movem-se e existem em Deus? Porque a vida humana deles foi produzida por Deus, do fôlego insuflado no primeiro ser humano. Tendo tal vida humana, todos os seres humanos vivem, movem-se e existem em Deus. Mas os crentes, que nasceram de Deus, têm a vida e a natureza divina, vivem, movem-se e existem em Deus não apenas por ter o fôlego soprado por Deus, mas também por agir na Pessoa divina.

Precisamos ser impressionados com o fato de que todos os seres humanos são geração de Deus por ter o fôlego de vida de Deus. Portanto, vivem, movem-se e existem em Deus nesse sentido. Mas os crentes nasceram de Deus e têm o próprio Deus em seu interior como a sua vida e natureza. Por isso vivemos, movemo-nos e existimos em Deus não apenas por ter o fôlego de vida de Deus, mas também por agir na Pessoa de Deus. Todos os seres humanos são a geração produzida por Deus, mas nós, que cremos em Cristo, somos os Seus filhos, regenerados por Ele. Todos precisamos ter muita clareza sobre essa distinção entre a geração de Deus e os filhos de Deus.

NÃO SUPOR QUE O SER DIVINO É COMO 
PEDRA ESCULPIDA POR ARTIFÍCIO

Em 17:29 Paulo continua: “Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens” (VRC). O termo grego traduzido como divindade aqui é theion (cf. theiátes, divindade, em Rm 1:20), que significa o que é divino, um termo mais vago, mais abstrato e menos pessoal que theótes, que é traduzido como Divindade em Colossenses 2:9. 

Em 17:29 theion indica que o homem pode, a partir das obras de Deus, conhecer a Sua divindade, mas não o próprio Deus. Este só pode ser conhecido por meio da revelação do Seu Verbo eterno, o Cristo encarnado, a própria corporificação da Divindade.

No versículo 29 Paulo disse aos atenienses que eles não deviam “cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens” (VRC). Aqui imaginação também significa pensamento ou invenção. Os ídolos são obras da arte e pensamento do homem.

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Estudo-Vida de Ezequiel, semana 9, sábado, mensagem 20

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL Mensagem 20 OS ÁTRIOS EXTERIOR E INTERIOR SEMANA 9 - SÁBADO Leitura Bíblica:  Ez 40-42 Ler e orar:  “ Respondeu-lhes...