sábado, 30 de novembro de 2024
Diagrama das 70 semanas e a vinda de Cristo com o arrebatamento dos santos
Estudo de Atos, capítulo 19, mensagem 50, semana 23, sábado
ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA
A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (16)
SEMANA 23 – SÁBADO
Leitura Bíblica: At 19:1-7
Em Atos 19:1-2 vemos: “Aconteceu que, estando Apolo em Corinto, Paulo, tendo passado pelas regiões mais altas, chegou a Éfeso e, achando ali alguns discípulos, perguntou-lhes: Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes? Ao que lhe responderam: Pelo contrário, nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo”. Aqui vemos a deficiência no resultado do ministério de Apolo, que carecia de revelação plena da economia neotestamentária de Deus. Embora Apolo fosse muito bom, havia uma deficiência no resultado do seu ministério e isso gerou um problema. Assim, quando Paulo chegou a Éfeso, foi necessário suprir a deficiência do ministério de Apolo.
Precisamos aprender com a situação em 19:1-7: podemos não ser completos em nosso ministério, e essa falta pode gerar uma deficiência que precisará ser suprida por outros. Contudo, antes que essa deficiência seja suprida, talvez haja problemas em função de nosso ministério imperfeito. Como esse pode ser o caso em nosso ministério, precisamos humilhar-nos e orar para não se dar nenhuma base para o inimigo entrar e danificar a vida da igreja.
A Última Menção de João Batista
Em 19:3-7 vemos que a deficiência foi suprida por meio de Paulo. No versículo 3 ele perguntou aos discípulos em Éfeso: “Em que, pois, fostes batizados? Responderam: No batismo de João”. Essa é a última menção de João Batista no Novo Testamento. “Aqui, finalmente, ele dá lugar inteiramente a Cristo” (Bengel). Havia nos discípulos de João a ideia de rivalidade entre João e Cristo (Jo 3:26). O ministério de João visava introduzir Cristo (At 19:4). Uma vez que Cristo fora introduzido, o ministério de João deveria ter cessado e sido substituído por Cristo. João deveria ter diminuído, e Cristo crescido (Jo 3:30).
Em Atos 19:4 Paulo disse aos efésios: “João realizou batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que vinha depois dele, a saber, em Jesus”. A expressão grega traduzida por naquele literalmente significa para dentro daquele.
Batizados em o Nome do Senhor Jesus
Quando os discípulos ouviram as palavras de Paulo: “Foram batizados em o nome do Senhor Jesus” (v. 5). Ser batizado em o nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28:19), ou em o nome do Senhor Jesus (At 8:16; Rm 6:3; Gl 3:27), é ser batizado em uma união espiritual com o Cristo todo-inclusivo, que é a corporificação do Deus Triúno. O nome denota a pessoa. Ser batizado em o nome do Senhor Jesus é ser batizado na Sua Pessoa, ser identificado com o Cristo crucificado, ressurreto e ascendido, ser posto em união orgânica com o Senhor vivo.
Em Atos 19:6-7 lemos: “E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam. Eram, ao todo, uns doze homens”. Por meio da imposição de mãos, Paulo os identificou com o Corpo de Cristo. O Espírito Santo honrou isso e veio sobre eles, o que representa a sua identificação com o Corpo. O caso desses doze discípulos em Éfeso, como os casos dos crentes samaritanos e de Saulo de Tarso foram extraordinários, pois foi necessário que um membro do Corpo de Cristo os identificasse com o Corpo por meio da imposição de mãos.
Conforme 19:6, o Espírito Santo veio sobre esses discípulos em Éfeso. O termo sobre aqui é economicamente diferente do essencial em João 14:17. Em está relacionado à essência intrínseca para vida, sobre está relacionado ao elemento exterior para poder. Aqui os crentes efésios receberam o Espírito Santo exteriormente.
Quando o Espírito Santo veio sobre eles “tanto falavam em línguas como profetizavam” (v. 6). Isso indica que falar em línguas não foi o único resultado de receber o Espírito Santo economicamente, pois profetizar também foi um dos resultados nesse caso, assim como engrandecer a Deus no caso dos da casa de Cornélio (10:44-46).
sexta-feira, 29 de novembro de 2024
Estudo de Atos, capítulo 18, mensagem 50, semana 23, sexta
ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA
A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (16)
SEMANA 23 – SEXTA
Leitura Bíblica: Mt 5:3; At 9:2; 18:23-19:20, 23; 22:4; 24:14, 22; 1 Co 15:45
Ler e orar: “Ele, pois, começou a falar ousadamente na sinagoga. Ouvindo-o, porém, Priscila e Áquila, tomaram-no consigo e, com mais exatidão, lhe expuseram o caminho de Deus." (At 18:26)
Em 18:19-21 Paulo fez uma rápida visita à estratégica cidade de Éfeso. Quando saiu de lá disse: “Se Deus quiser, voltarei para vós outros” (v. 21). Como veremos, na terceira viagem ministerial (18:23-21:17), ele voltou e permaneceu ali por três anos (18:24-19:41).
Em Atos 18:23 lemos: “Havendo passado ali algum tempo, saiu, atravessando sucessivamente a região da Galácia e Frigia, confirmando todos os discípulos”. Esse foi o início da sua terceira viagem ministerial, que terminou em 21:17.
O MINISTÉRIO DE APOLO
Instruído no Caminho do Senhor, mas
Conhecia Somente o Batismo de João
Em Atos 18:24-25 lemos: “Nesse meio tempo, chegou a Éfeso um judeu, natural de Alexandria, chamado Apolo, homem eloquente e poderoso nas Escrituras. Era ele instruído no caminho do Senhor; e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava com precisão a respeito de Jesus, conhecendo apenas o batismo de João”. No versículo 25 o caminho do Senhor não é a doutrina com respeito ao Senhor, mas o caminho prático no qual os crentes do Novo Testamento devem andar.
De acordo com 18:25, Apolo só conhecia o batismo de João. Isso indica que ele não tinha revelação completa da economia neotestamentária de Deus, embora fosse instruído no caminho do Senhor. Assim, havia uma deficiência no resultado do seu ministério (19:2).
O versículo 26 continua: “Ele, pois, começou a falar ousadamente na sinagoga. Ouvindo-o, porém, Priscila e Áqüila, tomaram-no consigo e, com mais exatidão, lhe expuseram o caminho de Deus”. Em Atos, o caminho (9:2; 19:9, 23; 22:4; 24:14, 22) denota a plena salvação do Senhor na economia neotestamentária de Deus. É a maneira pela qual Deus se dispensa nos crentes por meio da redenção de Cristo e da unção do Espírito; é a maneira com que os crentes participam de Deus e O desfrutam; é a maneira pela qual adoram a Deus em seu espírito desfrutando-O e seguem o Jesus perseguido, sendo um com Ele, e é a maneira pela qual são introduzidos na igreja e edificados no Corpo de Cristo, a fim de dar o testemunho de Jesus.
Auxiliou os Crentes por meio da Graça
Em Atos 18:27-28 lemos: “Querendo ele percorrer a Acaia, animaram-no os irmãos e escreveram aos discípulos para o receberem. Tendo chegado, auxiliou muito aqueles que, mediante a graça, haviam crido; porque, com grande poder, convencia publicamente os judeus, provando, por meio das Escrituras, que o Cristo é Jesus”. Graça no versículo 27 representa a graça especial que Apolo desfrutava no Senhor. É simplesmente o próprio Deus em Cristo como a porção dos crentes em Cristo.
Como já comentamos, essa graça é o Cristo ressurreto que se tornou o Espírito que dá vida (1 Co 15:45) a fim de introduzir em nós o Deus processado em ressurreição, para ser a nossa vida e suprimento de vida, a fim de que vivamos em ressurreição. Assim, graça é o Deus Triúno como vida e tudo para nós.
O que Podemos Aprender com o Caso de Apolo
Podemos ver com o relato em Atos 18 que Apolo era muito bom. Não apenas era piedoso como Gamaliel; mas também conhecia o caminho do Senhor. Contudo, embora conhecesse o caminho do Senhor, ele não conhecia plenamente a economia de Deus. Essa falha é indicada pelo fato de ele conhecer apenas o batismo de João. Naturalmente, João Batista testificou do Senhor a quem Apolo recebeu e cujo caminho conhecia até certo ponto. O caminho neotestamentário do Senhor já estava sendo praticado por muitos anos, mas Apolo não conhecia a economia de Deus além do ministério de João Batista. Ele conhecia muito as Escrituras e era considerado grande mestre, mas em seu conhecimento acerca do mover do Senhor ele não tinha ido além do ministério de João Batista.
Há uma lição para se aprender com o caso de Apolo em Atos 18. Talvez pensemos que estamos no caminho do Senhor, mas, na verdade, podemos não estar bem atualizados com o mover do Senhor. Pode ser que não tenhamos a visão com respeito ao Seu mover atual na terra.
Apolo era bom, bíblico e poderoso para expor a Palavra, mas estava atrasado no que diz respeito ao mover do Senhor. Essa é a situação entre muitos cristãos hoje. Eles amam o Senhor e conhecem as Escrituras até certo ponto, mas não estão atualizados no mover do Senhor. Em minha vida cristã encontrei muitos irmãos assim. Eles não perceberam que o Senhor havia avançado em Seu mover. A visão deles estava aquém do mover do Senhor.
Ao considerar o caso de Apolo, todos precisamos humilhar-nos e esvaziar o nosso espírito. O Senhor Jesus disse: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5:3). Ser pobre em espírito não é apenas ser humilde, mas também ser esvaziado em nosso espírito, ser esvaziado nas profundezas do nosso ser.
Muitos líderes judeus conheciam o mover de Deus do Antigo Testamento, mas não viram que Deus queria ter um novo início para a Sua economia neotestamentária. Eles estavam cheios em seu espírito. Assim, o Senhor Jesus mostrou que todos precisamos ser pobres no espírito a fim de ver o mover atual do Senhor.
Se lermos toda a Bíblia cuidadosamente, veremos que desde a época de Gênesis 4, o Senhor se tem movido passo a passo. Ele se moveu de certa forma no tempo de Enos e de Enoque; de outra no tempo de Noé; e ainda de outras formas no tempo de Abraão, Moisés, Davi, Elias e Zacarias. O Senhor ainda teve outro mover com João Batista.
Como o Senhor está sempre avançando em Seu mover, não devemos estar satisfeitos com o lugar onde estamos. Antes, devemos humilhar-nos e esvaziar-nos de tudo que enche o nosso espírito para ele receber algo novo com respeito ao mover do Senhor.
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quinta-feira, 28 de novembro de 2024
Estudo de Atos, capítulo 18, mensagem 49, semana 23, quinta
ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM QUARENTA E NOVE
A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (15)
SEMANA 23 – QUINTA
Leitura Bíblica: At 9:20-22; 17:2-3; 18:5, 11
Ler e orar: “Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele” (1 Co 6:17)
O DEUS TRIÚNO COMO O ESPÍRITO
CONSTITUÍDO EM NÓS
quarta-feira, 27 de novembro de 2024
Estudo de Atos, capítulo 18, mensagem 49, semana 23, quarta
ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM QUARENTA E NOVE
A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (15)
SEMANA 23 – QUARTA
Leitura Bíblica: At 18:5, 11, 9:11, 22; 13:5; 14:1; 17:1-3
Ler e orar: “quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, Paulo se entregou totalmente à palavra, testemunhando aos judeus que o Cristo é Jesus” (At 18:15)
A MANEIRA DE PAULO PREGAR
A principal coisa que temos de ver no capítulo dezoito de Atos é a maneira de Paulo pregar. Conforme 18:5, “quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, Paulo se entregou totalmente à palavra, testemunhando aos judeus que o Cristo é Jesus”. O versículo 11 nos diz que ele permaneceu em Corinto “um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus”. Ali ele primeiramente foi à sinagoga para testificar aos judeus que Jesus é o Cristo. Quando eles resistiram e blasfemaram “sacudiu Paulo as vestes e disse-lhes: Sobre a vossa cabeça, o vosso sangue! Eu dele estou limpo e, desde agora, vou para os gentios” (v. 6). Ele então permaneceu em Corinto ensinando a Palavra de Deus.
Atos 18:5 indica que quando estava na sinagoga, ele foi diretamente à questão de testificar que Jesus é o Cristo. Contudo, quando pregamos o evangelho aos incrédulos, talvez pensemos que eles não nos ouvirão se lhes falarmos do Senhor imediata e diretamente.
Segundo nosso conceito, precisamos de certa abertura para lhes pregar o evangelho, ou algum modo de fazê-los abrir-se e ganhar a atenção deles. Não digo que nunca devamos usar algo assim ao pregar o evangelho, mas devemos sempre lembrar-nos da nossa tarefa: não é fazer outra coisa, a não ser apresentar Cristo aos pecadores e especialmente ministrar Cristo a eles. Alguns podem dizer que é muito difícil apresentar Cristo diretamente aos incrédulos. Concordo que é difícil, por isso precisamos aprender a ter o poder e o impacto necessários.
PODER POR MEIO DA ORAÇÃO, DA PALAVRA E DO ESPÍRITO
Se queremos ter poder e impacto ao pregar o evangelho, precisamos orar. Não há necessidade de orar até falar em línguas para obter o poder. Podemos tê-lo por meio da oração sem falar em línguas. Ademais, conheci várias pessoas que falavam em línguas que não eram nem um pouco poderosas na pregação do evangelho.
A esta altura deixe-me relatar uma conversa que tive, muitos anos atrás, com um amigo cristão em Chefoo, minha cidade natal. Esse amigo era o líder de um grupo pentecostal. Eu já o conhecia há muitos anos e o local de reuniões desse grupo pentecostal era bem próximo do local de reuniões da igreja. Um dia esse irmão veio a mim com a intenção de me convencer a seguir a maneira pentecostal. Como éramos amigos, encorajei-o a falar aberta e francamente. Eu disse a ele: “Irmão, você veio me ver com o objetivo de me convencer a praticar as coisas pentecostais”. Quando ele me disse que essa era a sua intenção, disse-lhe que eu estava muito contente em conversar com ele a esse respeito.
Perguntei-lhe por que estava tão entusiasmado com as coisas pentecostais. Ele disse que a razão era a sua crença de que falando em línguas podemos ter poder. Então eu disse: “Irmão, vamos prestar atenção aos fatos. Não sou a favor das coisas pentecostais, mas você é bastante favorável a elas e as tem praticado por anos. Peço-lhe que compare o número de pessoas na sua congregação com o número de pessoas na nossa. Vocês afirmam que têm poder porque falam em línguas, mas continuam apenas com cerca de cinqüenta pessoas se reunindo com vocês. Nós não praticamos o falar em línguas, mas temos centenas de pessoas reunindo-se conosco, que foram trazidas ao Senhor por meio da pregação do evangelho. Onde, então, está o seu poder? Vocês falam em línguas, mas não têm poder. Nós não falamos em línguas, mas temos o autêntico poder. Você sabe donde vem esse poder? Vem da oração”.
Prossegui testificando-lhe com respeito a nossa prática de pregar o evangelho por ocasião do ano novo chinês. Em vez de celebrar o ano novo chinês, os irmãos da igreja em Chefoo faziam preparativos para pregar o evangelho a parentes, vizinhos e amigos. A última noite do ano, que era uma ocasião de festa segundo o costume chinês, era para nós momento de jejum e oração. Então, no dia seguinte, o primeiro dia do ano, nós nos reuníamos com os parentes, amigos e vizinhos para a pregação do evangelho. Essa pregação era levada a cabo com muita oração. Enquanto eu pregava no local de reuniões, muitos irmãos ficavam em diversas salas orando até o fim da mensagem. O poder que experimentamos ao pregar o evangelho vinha de tal oração. Eu disse ao meu amigo em Chefoo que nós confiávamos na oração e não no falar em línguas.
Em minha conversa com esse irmão, dei-lhe mais duas razões do nosso poder. Disse-lhe que o poder não estava apenas na oração, mas também na Palavra. Nós não pregamos coisas estranhas ou esquisitas. Pelo contrário, a pregação é de acordo com a palavra da Bíblia. Essa palavra é a verdade, e a verdade é prevalecente. Há poder em cada palavra de Deus.
Pregamos apenas a Palavra, e não ética chinesa nem filosofia. Ademais, em vez de usar muitas histórias ao falar, basicamente pregamos Cristo segundo à revelação das Escrituras. Como a palavra de Deus é poderosa, temos poder ao pregar o evangelho. Também disse a esse irmão que o nosso poder está no Espírito e não em falar em línguas. Cremos que temos o Espírito em nós e sobre nós também. Por isso é que temos poder. O nosso poder, portanto, está na oração, na Palavra e no Espírito.
Neste ponto, gostaria de dar-lhe um testemunho do que aconteceu um dia enquanto eu falava em Chefoo. Em dado momento tive a sensação de que estava numa atmosfera que me sobreveio. Então, comecei a perceber que o meu falar provinha totalmente do autêntico poder de Deus. Se percebemos ou não o poder para pregar o evangelho não é importante. O que é vital é que ao pregar o evangelho tenhamos autêntico poder.
Juntamente com os presbíteros da igreja em Chefoo, tive uma experiência concreta do poder do Senhor num reavivamento que aconteceu na igreja em 1942. Muitos irmãos solicitaram a imposição de mãos. Nós impusemos as mãos neles um a um e também oramos por eles. Em aproximadamente uma hora oramos por mais de duzentos irmãos. A oração feita naquela ocasião era, na verdade, uma longa oração que brotava continuamente. O que era significativo é que a oração se adequava exatamente à situação de cada irmão. De repente a oração cessou e não impusemos mais as mãos sobre ninguém. Todos os que estavam na reunião perceberam que o que havia acontecido foi realmente o mover do Espírito e que não poderíamos repeti-lo, Cito isso para ilustrar ainda mais que a nossa confiança no poder está na oração, na Palavra e no Espírito.
Ao buscar poder e impacto ao pregar o evangelho, não devemos seguir nenhuma maneira estranha nem esquisita. Tomemos o caminho da oração, da Palavra e do Espírito. Cremos que hoje o Senhor é o Espírito processado que habita em nós e também está sobre nós. Não importa se O percebemos. Cremos que enquanto O servimos e falamos por Ele, em especial quando O declaramos, Ele está conosco. Temos a presença do Senhor em nós como a unção. Por meio da oração, da Palavra, e do Espírito, podemos ter verdadeiro poder e impacto.
Pratiquei o falar em línguas por um ano e meio. Quanto mais o fazia, menos poder eu tinha. Por fim, abandonei essa prática e voltei à maneira normal de oração. Embora não tivesse muito tempo para me ajoelhar e orar, o dia todo eu tinha um espírito de oração.
Por experiência posso testificar que a oração traz poder. Além disso, através dos anos o meu ministério tem sido sempre com a Palavra. Nos anos em que tenho pregado e ensinado nesse país, tenho me preocupado exclusivamente com a Palavra. A Palavra é inesgotável, e é poder.
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terça-feira, 26 de novembro de 2024
Estudo de Atos, capítulo 18, mensagem 48, semana 23, terça
segunda-feira, 25 de novembro de 2024
Estudo de Atos, capítulo 18, mensagem 48, semana 23, segunda
ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM QUARENTA E OITO
A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (14)
SEMANA 23 – SEGUNDA
Leitura Bíblica: At 18:5-17
Ler e orar: “Quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, Paulo se entregou totalmente à palavra, testemunhando aos judeus que o Cristo é Jesus” (At 18:5)
Todo Sábado Discorria na Sinagoga
Em Atos 18:4 lemos que Paulo “todos os sábados discorria na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos”. Ele, naturalmente, ia à reunião da sinagoga para aproveitar a oportunidade de anunciar a Palavra de Deus. Ele não ia lá guardar o sábado, mas pregar o evangelho, persuadindo tanto judeus como gregos. A menção aos gregos em 18:4 indica que alguns gregos também iam às sinagogas para ouvir a Palavra de Deus.
Pregou aos Judeus e Encontrou Oposição da parte Deles
Em 18:5-17 lemos que Paulo pregou aos judeus e encontrou oposição da parte deles. O versículo 5 diz: “Quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, Paulo se entregou totalmente à palavra, testemunhando aos judeus que o Cristo é Jesus”. Os termos gregos traduzidos por "se entregou totalmente" também podem ser traduzidos por "foi pressionado" ou "constrangido por".
Foi nessa ocasião, em Corinto, depois da chegada de Silas e Timóteo da Macedônia com algumas notícias a respeito da igreja em Tessalônica (1 Ts 3:6), que Paulo escreveu a sua primeira epístola à igreja em Tessalônica (1 Ts 1:1). De Corinto, ele escreveu tal carta amável aos queridos irmãos em Tessalônica, para o encorajamento deles.
Em Corinto, Paulo testificou aos judeus que Jesus é o Cristo. “Opondo-se eles e blasfemando, sacudiu Paulo as vestes e disse-lhes: Sobre a vossa cabeça, o vosso sangue! Eu dele estou limpo e, desde agora, vou para os gentios” (v. 6). A situação dos judeus em Corinto era a mesma da dos judeus em Antioquia da Pisídia, que lançaram fora a palavra de Deus e se julgaram indignos da vida eterna (13:46). Nessa situação Paulo também declarou: “Vou para os gentios”.
Em Atos 18:7-8 lemos: “Saindo dali, entrou na casa de um homem chamado Tício Justo, que era temente a Deus; a casa era contígua à sinagoga. Mas Crispo, o principal da sinagoga, creu no Senhor, com toda a sua casa; também muitos dos coríntios, ouvindo, criam e eram batizados”. Como em 16:31, a palavra "casa" em 18:8 indica que a família do crente é uma unidade completa para a salvação de Deus, assim como a família de Noé (Gn 7:1), as que partilharam a Páscoa (Êx 12:3-4), a da prostituta Raabe (Js 2:18-19), a de Zaqueu (Lc 19:9), e de Cornélio (At 11:14) e a de Lídia (16:15).
Em 18:9-10 lemos: “Teve Paulo durante a noite uma visão em que o Senhor lhe disse: Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade”. Assim como em 16:9-10, a visão na qual o Senhor falou a Paulo à noite não era nem um sonho nem um êxtase. Nessa visão, objetos definidos são visíveis aos olhos humanos.
Atos 18:11 nos diz que Paulo “ali permaneceu um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus”. Como veremos, ele ficou três anos em Éfeso. Isso indica que a igreja em Éfeso era a igreja mais importante da Ásia Menor. Do mesmo modo, o fato de ele permanecer em Corinto por um ano e meio, indica que a igreja ali era a mais importante da Acaia. Sem dúvida, em sua estada em Corinto, ele trabalhou bastante.
Ao ler o livro de Atos vemos que a resistência, a oposição e o ataque dos judeus era muito forte. É-nos dito que os judeus queriam matar Paulo (9:23; 23:12-15, 21; 25:3). Aonde quer que ele fosse, os judeus resistiam-lhe e se lhe opunham. Em Tessalônica eles “alvoroçaram a cidade” (17:5).
Com respeito à oposição dos judeus em Corinto contra ele, lemos em 18:12-13: “Quando, porém, Gálio era procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus, concordemente, contra Paulo e o levaram ao tribunal, dizendo: Este persuade os homens a adorar a Deus por modo contrário à lei”. Em palavras de hoje, o procônsul no versículo 12 era o governador. Os judeus levaram Paulo a Gálio e o acusaram de ensinar os homens a adorar a Deus de modo contrário à lei mosaica.
Quando Paulo ia falar, “Gálio declarou aos judeus: Se fosse, com efeito, alguma injustiça ou crime da maior gravidade, ó judeus, de razão seria atender-vos; mas, se é questão de palavra, de nomes e da vossa lei, tratai disso vós mesmos; eu não quero ser juiz dessas coisas! E os expulsou do tribunal” (vs. 14-16). Aqui Gálio parecia estar dizendo: “Se foi cometido um crime, então serei o juiz. Mas não tenho interesse em disputas a respeito de nomes, terminologias e da lei de vocês. Não tenho tempo para essas coisas. Vocês mesmos cuidem disso”.
Por um lado a atitude de Gálio ajudou Paulo, mas por outro colocou-o numa situação perigosa. Depois que Gálio expressou a sua atitude tão claramente aos judeus, eles ficaram ousados. “Então, todos agarraram Sóstenes, o principal da sinagoga, e o espancavam diante do tribunal; Gálio, todavia, não se incomodava com estas coisas” (v. 17). Daí vemos que a situação poderia ter se tomado muito ameaçadora para Paulo.
O Sóstenes em 18:17 provavelmente não era o mesmo de 1 Coríntios 1:1, porque essa Epístola foi escrita em Éfeso (1Co 16:8) pouco depois que o apóstolo deixou Corinto, onde o outro Sóstenes era o principal da sinagoga quando Paulo foi ali perseguido. O Sóstenes de 1 Coríntios 1:1, como irmão no Senhor, deve ter se juntado a Paulo em seu ministério itinerante.
Desfrute mais: Hino 439
domingo, 24 de novembro de 2024
Estudo de Atos, capítulo 18, mensagem 48, semana 23, domingo
ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM QUARENTA E OITO
A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (14)
SEMANA 23 – DOMINGO
Leitura Bíblica: Lc 2:1-7; 8:1-3; At 18:1-22; 20:34-35; 1 Co 4:12; 9:3-15; 1 Ts 2:9; 2 Ts 3:8
Ler e orar: “Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho; eu, porém, não me tenho servido de nenhuma destas coisas e não escrevo isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, antes que alguém me anule esta glória." (1 Co 9:14-15)
Em Atos 18 Paulo vai a Corinto onde encontra Áqüila e Priscila (vs. 1-4) e prega aos judeus e encontra a oposição deles (vs. 5-17). Em 18:18-21a ele vai a Éfeso, e em 18:21b-22 volta a Antioquia, concluindo assim a segunda viagem ministerial.
Em Atos 18:1-2 lemos: “Depois disto, deixando Paulo Atenas, partiu para Corinto. Lá, encontrou certo judeu chamado Áqüila, natural do Ponto, recentemente chegado da Itália, com Priscila, sua mulher, em vista de ter Cláudio decretado que todos os judeus se retirassem de Roma. Paulo aproximou-se deles”. Cláudio foi um césar do Império Romano. O que ele fez aqui foi usado pelo Senhor para o Seu ministério a fim de edificar a igreja, assim como o que César Augusto fez foi usado por Deus para o cumprimento da profecia com respeito ao lugar do nascimento de Cristo (Lc 2:1-7).
No versículo 3 vemos: “E, posto que eram do mesmo ofício, passou a morar com eles e ali trabalhava, pois a profissão deles era fazer tendas”. Isso mostra que enquanto levava a cabo o ministério do Senhor, Paulo ainda tinha um trabalho. Ele se refere a isso em 1 Coríntios 4:12: “Nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos”. Ademais, tanto em 1 Tessalonicenses 2:9 como em 2 Tessalonicenses 3:8 ele diz que trabalhou de dia e de noite a fim de não ser pesado para os irmãos.
A prática de Paulo era diferente da de muitos obreiros cristãos de hoje. Sempre que alguém se torna ministro ou missionário, ele não faz outro trabalho. Mas, enquanto Paulo ministrava a palavra, ele também trabalhava com as mãos, a fim de se sustentar, e não apenas a si mesmo, mas também aos seus cooperadores. Com respeito a isso ele diz em Atos 20:34-35: “Vós mesmos sabeis que estas mãos serviram para o que me era necessário a mim e aos que estavam comigo. Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber”. Mais uma vez ele estabelece um bom padrão.
De acordo com 1 Coríntios 9:3-15 e outros trechos, as igrejas e os irmãos não foram fiéis em cuidar de Paulo como servo do Senhor. Como eles não o sustentavam adequadamente, ele era forçado a trabalhar. Alguns dos coríntios até mesmo o acusavam de tentar ganhar dinheiro deles para si. Mas ele mostrou que preferia morrer a tomar algo dos coríntios (1 Co 9:15).
Os que servem o Senhor em tempo integral não devem considerar isso como a sua profissão. Se for necessário, alguns ainda poderão ter de trabalhar para se sustentar. Se vamos ou não agir assim depende de quanto o nosso encargo nos ocupa. Se o seu encargo o ocupa totalmente e o ambiente lhe proporciona sustento, então você certamente deve gastar todo o seu tempo na obra do Senhor. Caso contrário, você ainda deve trabalhar para se sustentar, e não apenas a você mas também aos seus cooperadores, especialmente os mais jovens.
Se Paulo não recebia sustento financeiro, como é que os seus cooperadores mais jovens iriam receber? Devido à necessidade de sustentar a si e aos outros, ele foi forçado a trabalhar na sua profissão de fazer tendas. Esse é um modelo muito bom para nós hoje.
Com respeito ao sustento financeiro, a situação de Paulo e seus cooperadores no Novo Testamento era diferente dos sacerdotes e levitas no Antigo Testamento. Segundo os regulamentos levíticos, os sacerdotes deviam viver das ofertas do povo de Deus. Mas no Novo Testamento esse regulamento já não existe.
Conforme Lucas 8:1-3, um grupo de irmãs ministrava ao Senhor Jesus e aos doze com as suas posses. Os doze discípulos seguiam o Senhor em tempo integral e todos necessitavam de sustento. Algumas mulheres que amavam o Senhor e que tinham os meios de sustentar a Ele e Seus seguidores atenderam às necessidades deles.
Nos anos iniciais em Xangai, o sustento financeiro vinha principalmente das irmãs. Várias delas eram enfermeiras em um dos melhores hospitais, e supriam a igreja e os cooperadores em Xangai. Também observei isso em outros lugares.
De fato, as irmãs amam muito mais ao Senhor do que os irmãos. Entre os doze havia um Judas, mas não entre as irmãs. Judas não sabia amar o Senhor, mas certamente sabia contar dinheiro. Os que se preocupam com dinheiro dessa forma nunca irão suprir outros financeiramente. Quanto mais contam o dinheiro, mais o amam e desejam guardá-lo para si.
Sob a soberania do Senhor, algumas mulheres da Bíblia casaram-se com homens ricos. Veja o caso de Ester, que se casou com um rei gentio. Por meio da influência que exercia sobre o esposo, ela pôde suprir todos os judeus.
Entre as mulheres em Lucas 8:1-3 estava “Joana, mulher de Cuza, administrador de Herodes” (v. 3). Embora a política romana perseguisse o Senhor Jesus, a esposa de um oficial romano usava o dinheiro do marido para supri-Lo. Conheci vários casos de irmãs que usaram o dinheiro do marido para suprir a obra do Senhor.
O que estamos enfatizando com respeito a Atos 18:3 é que os que têm encargo de servir ao Senhor em tempo integral devem fazê-lo se o ambiente e a situação financeira permitirem. Mas se o ambiente não permitir que alguém sirva em tempo integral, ele não deve abandonar o seu encargo. Antes, deve levá-lo adiante e ao mesmo tempo ser diligente no trabalho, para atender às suas necessidades, assim como o fez Paulo em Atos.
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sábado, 23 de novembro de 2024
Estudo de Atos Capítulo 17, mensagem 47, semana 22, sábado
ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM QUARENTA E SETE
A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (13)
SEMANA 22 – SÁBADO
Leitura Bíblica: At 17:16-34
Ler e orar: “para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós;" (At 17:27)
DE PAULO AOS JUDEUS E AOS GREGOS
Em Atos 17 vemos que a pregação de Paulo era cheia do conhecimento adequado, pois ele era alguém que conhecia tanto a cultura hebraica como a grega. Isso o capacitou a desenvolver um ministério no qual ele se deparou tanto com judeus como com gregos.
Quando se deparava com os judeus ele usava as Escrituras para pregar Cristo, mostrando onde Ele é revelado nelas. Ele pregava Cristo, não apenas como o Messias, mas também como o Deus encarnado, que possuía humanidade, teve um viver humano na terra por trinta e três anos e meio e uma morte todo-inclusiva a fim de resolver os problemas entre o homem e Deus, foi ressuscitado para propagar a vida divina infundindo-a nos crentes e ascendeu aos céus onde foi feito Senhor e Cristo.
Paulo encarou a situação entre os judeus usando as Escrituras dessa forma. Ele não apenas conhecia o Antigo Testamento na letra, mas também tinha revelação e discernimento para ver, nas suas profundezas, com respeito a Cristo em Seu duplo status divino-humano, ao Seu viver humano, à Sua morte todo-inclusiva, à Sua ressurreição propagadora e ao Seu senhorio como Aquele que ascendeu.
Quando estava entre os gregos, Paulo se portou de acordo com a cultura grega. A sua pregação baseou-se na criação de Deus. De acordo com Atos 17, ele mostrou que Deus criou os céus e a terra, provê vida e tudo que é necessário para mantê-la, produziu a humanidade como Sua geração e todos os seres humanos vivem, movem-se e existem Nele. Ele disse aos gregos da necessidade que tinham de Deus e esse Deus é Jesus Cristo.
QUALIFICADO PARA PREGAR CRISTO
A maneira de Paulo pregar o evangelho indica que ele era um “vaso” estudado. Em seu ministério ele podia enfrentar a situação dos judeus de acordo com as Escrituras e a dos gregos filosóficos de acordo com o fato de Deus ter criado o universo e o homem.
Não creio que um pescador galileu como Pedro poderia ter tal responsabilidade. Apenas alguém como Saulo de Tarso podia tê-la, pois fora educado na religião judaica, instruído na cultura filosófica grega e tinha vivência no ambiente da política romana. Portanto, estava plenamente qualificado para assumir o ministério registrado em Atos.
Embora Paulo tivesse sido educado de acordo com as culturas hebraica, grega e romana, a sua qualificação principal não era a educação, e, sim, a constituição espiritual. Ele tinha o Espírito Santo e o Espírito de Jesus constituídos nele. Por isso, ele não pregou a religião hebraica nem a filosofia grega, e sim o Cristo encarnado, crucificado, ressurreto e ascendido. A despeito da educação elevada, ele não a pregou. Ele pregava o Cristo todo-inclusivo que se torna real como o Espírito todo-inclusivo.
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sexta-feira, 22 de novembro de 2024
Estudo de Atos, capítulo 17, mensagem 47, semana 22, sexta
ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM QUARENTA E SETE
A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (13)
SEMANA 22 – SEXTA
Leitura Bíblica: Mt 25:31-36; At 10:42; 17:30-34; 24:25; 1 Co 15:19, 32; 2 Tm 4:1; 1 Pe 4:5; Ap 20:11-15
Ler e orar: “e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos." (At 10:42)
quinta-feira, 21 de novembro de 2024
Estudo de Atos, capítulo 17, mensagem 47, semana 22, quinta
ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM QUARENTA E SETE
A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (13)
SEMANA 22 – QUINTA
Leitura Bíblica: Gn 2:7; Pv 20:27; Jo 1:12-13; Atos 17:28-29; 2 Pe 1:4
Ler e orar: “O espírito do homem é a lâmpada do Senhor, a qual esquadrinha todo o mais íntimo do corpo." (Pv 20:27)
A Humanidade Criada e Produzida por Deus
De acordo com a Bíblia, Deus criou o homem. Como o Criador, Deus é a origem do homem. Gênesis 2:7 diz: “Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente”. Primeiro Deus usou o pó para formar o corpo físico do homem, e depois soprou nesse corpo o fôlego de vida, que o fez viver. Como resultado, o homem tomou-se alma vivente. Em Gênesis 2:7 há um forte indício de que a vida humana veio de Deus. Nesse sentido, o homem não apenas foi criado por Deus, como também produzido por Ele. Não nos é dito na Bíblia que Deus soprou o fôlego de vida nos animais. Apenas ao criar o homem é que Ele soprou o fôlego de vida.
Provérbios 20:27 usa para “espírito” o mesmo termo hebraico traduzido como “fôlego” em Gênesis 2:7. Isso revela que o fôlego de vida soprado no homem por Deus é o elemento do espírito humano. Na verdade, esse fôlego tornou-se o espírito do homem.
O que estamos enfatizando aqui é que o homem foi produzido por Deus. Não estamos dizendo que na criação o homem nasceu de Deus, mas afirmamos categoricamente que o homem foi produzido por Ele. Deus formou o corpo do homem, soprou nele o fôlego de vida e o homem tomou-se alma vivente. Dessa forma ele foi produzido por Deus, e, nesse sentido, é geração de Deus.
Os Crentes São Nascidos de Deus
A Bíblia também revela que quando nos arrependemos e cremos no Senhor Jesus, nós nascemos de Deus. Ser produzido de Deus é uma coisa, ser nascido de Deus é outra. Todos os seres humanos são geração de Deus, pois foram produzidos por Ele. Mas os crentes são Seus filhos pois nasceram Dele. Não há indício na Bíblia de que a geração de Deus, os seres humanos por Ele produzidos, tenham a vida e a natureza divina. Mas o Novo Testamento diz que os crentes, que nasceram de Deus, têm a vida divina e são participantes da natureza divina (2 Pe 1:4). Assim, temos de diferenciar a geração de Deus dos filhos de Deus.
Todos os seres humanos são a geração de Deus produzida Dele, mas os crentes são os Seus filhos nascidos Dele por meio da regeneração. Isso é claramente enfatizado em João 1:12 e 13: “Mas a todos quantos O receberam, deu-lhes a autoridade para se tomarem filhos de Deus: aos que creem no Seu nome; os quais não foram gerados do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”.
Duas Maneiras de Viver, Mover-se e Existir em Deus
Em Atos 17:28-29 Paulo diz que, como geração de Deus, vivemos, movemo-nos e existimos Nele. Por que todos os seres humanos vivem, movem-se e existem em Deus? Porque a vida humana deles foi produzida por Deus, do fôlego insuflado no primeiro ser humano. Tendo tal vida humana, todos os seres humanos vivem, movem-se e existem em Deus. Mas os crentes, que nasceram de Deus, têm a vida e a natureza divina, vivem, movem-se e existem em Deus não apenas por ter o fôlego soprado por Deus, mas também por agir na Pessoa divina.
Precisamos ser impressionados com o fato de que todos os seres humanos são geração de Deus por ter o fôlego de vida de Deus. Portanto, vivem, movem-se e existem em Deus nesse sentido. Mas os crentes nasceram de Deus e têm o próprio Deus em seu interior como a sua vida e natureza. Por isso vivemos, movemo-nos e existimos em Deus não apenas por ter o fôlego de vida de Deus, mas também por agir na Pessoa de Deus. Todos os seres humanos são a geração produzida por Deus, mas nós, que cremos em Cristo, somos os Seus filhos, regenerados por Ele. Todos precisamos ter muita clareza sobre essa distinção entre a geração de Deus e os filhos de Deus.
Em 17:29 Paulo continua: “Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens” (VRC). O termo grego traduzido como divindade aqui é theion (cf. theiátes, divindade, em Rm 1:20), que significa o que é divino, um termo mais vago, mais abstrato e menos pessoal que theótes, que é traduzido como Divindade em Colossenses 2:9.
Em 17:29 theion indica que o homem pode, a partir das obras de Deus, conhecer a Sua divindade, mas não o próprio Deus. Este só pode ser conhecido por meio da revelação do Seu Verbo eterno, o Cristo encarnado, a própria corporificação da Divindade.
No versículo 29 Paulo disse aos atenienses que eles não deviam “cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens” (VRC). Aqui imaginação também significa pensamento ou invenção. Os ídolos são obras da arte e pensamento do homem.
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Estudo-Vida de Ezequiel, semana 9, sábado, mensagem 20
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