sábado, 31 de maio de 2025
A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 10, capítulo 14, sábado
sexta-feira, 30 de maio de 2025
A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 10, capítulo 14, sexta
quinta-feira, 29 de maio de 2025
A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 10, capítulo 14, quinta
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA
CAPÍTULO QUATORZE:
A RESTAURAÇÃO DA BASE DA IGREJA
SEMANA 10 - QUINTA
Leitura Bíblica: Ap 1
Ler e orar: "João, às sete igrejas que se encontram na Ásia, graça e paz a vós outros, da parte daquele que é, que era e que há de vir, da parte dos sete Espíritos que se acham diante do seu trono." (Ap 1:4)
PROBLEMAS CAUSADOS
PELO IRMÃO AUSTIN-SPARKS
EM SUA SEGUNDA VISITA A TAIWAN
A primeira visita do irmão Austin-Sparks a Taiwan foi para nos suprir espiritualmente. Essa visita não nos causou nenhum problema porque não tocamos na base. Foi um tempo muito prazeroso. Sua segunda visita, porém, nos trouxe muita tristeza. Ele deveria ter mantido a atitude de nos suprir espiritualmente mediante seu ministério e não deveria ter tocado na questão da base. Se tivesse feito isso, não teria havido nenhum problema.
Todavia em sua segunda visita ele ultrapassou os limites de seu ministério e não somente nos inquiriu quanto à prática da base da igreja, como também interferiu nessa questão. Um irmão sugeriu que eu talvez tivesse entendido mal o irmão Austin-Sparks. Eu também tinha a esperança de que fosse apenas um mal-entendido e que o irmão Austin-Sparks não opusesse a nós em relação a esse assunto. Em sua visita, um grupo de santos começou a hesitar, considerando que não era necessário atentar para a base, mas bastava ser espiritual. Isso prova que não foi um mal-entendido.
O irmão Austin-Sparks nos repreendeu abertamente e não apenas em conversas particulares. Numa reunião ele disse de forma pública: “Vocês limitam Cristo a uma localidade e, desse modo, fazem Dele um Cristo pequeno e da igreja, uma igreja pequena”. Essas palavras comprovam que ele insistia em sua perspectiva. Esse foi o problema que encontramos.
Devemos ter clareza com relação ao testemunho que o Senhor deseja que guardemos em Sua restauração. Agradecemos ao Senhor por todos em nosso meio que são poderosos no evangelho para a salvação de almas. Contudo teremos problemas se você agir ou falar de uma forma que afeta a base e nosso testemunho. Desde que o que faça não afete esse testemunho e a base, você poderá aplicar sua porção e vamos acolhê-lo e considerá-lo um colaborador, um querido irmão. Não somos estreitos.
Por exemplo, havia uma irmã em Hong Kong que não tinha a visão da base, mas mantinha comunhão espiritual conosco. Ela possuía o encargo de servir o Senhor no Oriente. Queria estar com um grupo de filhos de Deus que considerasse agradar à vontade de Deus e ser espirituais, por isso nos escolheu. Sua união a nós estava relacionada com o suprimento espiritual, e não com a base.
Nós, portanto, a acolhemos como colaboradora, mesmo ela não tendo clareza quanto à base. Isso se deve, falando do ponto de vista espiritual, ao fato de ela de fato ser uma colaboradora. Ela não interferiu com nossa prática em relação à base. Empenhou-se em colocar em prática sua porção para que os irmãos fossem aperfeiçoados. Reconhecemos seu suprimento e não a persuadimos a ser uma conosco no que concerne à base.
Ela não teve nenhum problema conosco. Porém precisava saber que se uniu a um grupo de irmãos que estavam firmados sobre a base, estavam unidos sobre a base. Mesmo que os líderes se desviassem para amar o mundo, eles continuariam nesse caminho, porque é esse caminho que o Senhor deseja.
Como tivemos a visão da base, temos de guardá-la de modo o firme e inabalável. Não existe espaço para uma base intermediária. Não existe base neutra. Se a base da denominação está certa, não devemos ter outra. Todos deveríamos adorar a Deus nas denominações. Se a base da denominação está errada, não pode haver reconciliação com ela. Precisamos estar totalmente seguros quanto a isso.
A reconciliação, nesse caso, não resultará em bênção. Pelo contrário, levará os dois lados a sofrer. Já houve muitos casos de se fazer concessões entre nós. Alguns casos envolviam indivíduos e outros envolviam um grupo; alguns aconteceram no sul da China, outros, no norte do país. As consequências foram sempre prejuízos e perdas; nenhum dos lados foi edificado e todo o nosso esforço acabou sendo vão.
Além do mais, a maior parte dos que tentaram se reconciliar com as denominações por fim seguiram o caminho delas. Em razão disso, tornaram-se pessoas sem visão. Nunca devemos pensar que os que estão nas denominações podem ajudar-nos. Precisamos conscientizar-nos de que não só não podem ajudar-nos, como também, se tentarmos reconciliar-nos com eles, seremos por eles influenciados.
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quarta-feira, 28 de maio de 2025
A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 10, capítulo 14, quarta
IRMÃO T. AUSTIN-SPARKS
Nossa relação com o irmão T. Austin-Sparks não se baseava na base da igreja; antes, baseava-se nos aspectos espirituais. Tínhamos certeza quanto ao desejo de Deus para nós no Oriente, mas também achávamos que devíamos receber suprimento de outros ministérios. Mesmo não tendo base, posição ou antecedentes claros, esses ministérios ainda têm uma porção no ministério espiritual. Esse princípio se aplica aos que se encontram vivos e também aos que já faleceram.
Madame Guyon, por exemplo, tinha um ministério espiritual, porém era católica. O fato de estar no catolicismo não deve ser motivo para que rejeitemos o suprimento espiritual de sua porção. Contudo isso não implica que iremos receber as coisas peculiares ao catolicismo.
De acordo com esse princípio, devemos acolher os suprimentos da parte do dr. F. B. Meyer, de Andrew Murray e da sra. Jessie Penn Lewis. Recebemos todas as riquezas espirituais que pudemos encontrar nos livros escritos através dos séculos que diziam respeito ao evangelho, à vida ou à verdade. Rejeitamos, porém, sua base, isto é, a instituição organizacional que representavam, porque não correspondia a nosso testemunho e poderia até mesmo prejudicá-lo.
O irmão Nee teve comunhão com o irmão Austin-Sparks em relação a esse assunto. O irmão Nee fez também o possível a fim de receber ajuda espiritual do grupo do irmão Austin-Sparks, mas a base da igreja não foi um fator em nosso relacionamento com ele.
Por essa razão, visto que o irmão Nee já dissera que o irmão Austin-Sparks não tinha tanta clareza quanto nós com respeito à base da igreja, não perguntamos a ele qual era sua posição com relação a isso.
NOSSA ATITUDE PARA COM O IRMÃO AUSTIN-SPARKS
O grupo do irmão Austin-Sparks em Londres já deixou as denominações. Por isso ele é mais claro em sua posição do que Andrew Murray e mais desenvolvido nesse aspecto do que o dr. Meyer e a sra. Penn-Lewis. Portanto, do lado positivo, ele é praticamente irrepreensível. Do lado negativo, porém, ele não é tão definido quanto nós no Oriente.
Já entendemos que a base da igreja é uma só e deve haver somente uma igreja em cada cidade. Fomos muito claros com relação a esse ponto desde o princípio. Mesmo sendo diferentes do irmão Austin-Sparks quanto à base, isso não nos levou a rejeitá-lo ou a seu suprimento espiritual.
Nossa atitude foi de acolher o suprimento espiritual de todos os ministérios que o Senhor deu à Sua igreja através dos séculos, independente de posição ou antecedentes. Não nos deixaríamos afetar por seus antecedentes. Essa era a nossa atitude.
Como a visão do irmão Austin-Sparks difere da nossa no que diz respeito à base, o irmão Nee disse que ainda não era a hora de convidá-lo. E não somente isso, como também o irmão Austin-Sparks exerce certa influência espiritual sobre alguns e, por isso, caso tivesse sido convidado a visitar a China, teria causado problemas.
Só conseguimos entender isso mais tarde. Menciono isso para que possamos compreender nosso testemunho e qual é a atitude adequada que devemos manter com relação a esse testemunho.
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"Em memória dEle"
terça-feira, 27 de maio de 2025
A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 10, capítulo 14, terça
Hino "A Igreja - O Candelabro de Cristo"
segunda-feira, 26 de maio de 2025
A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 10, capítulo 14, segunda
E NOSSAS SOLUÇÕES
domingo, 25 de maio de 2025
A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 10, capítulo 14, domingo
Hino "A Igreja - Sua Definição Geral"
https://hinario.org/detail.php?id=903
1 De Cristo a Igreja É o Corpo e expressão, Conjunto dos chamados, Do Pai, habitação; Na eternidade eleita, Na Cruz remida então; Do céu, seu elemento E sua posição.
2 A Igreja é o novo homem Da nova criação; De Cristo foi gerada, E em ressurreição; Cabeça sua é Cristo, Que sua vida é; Já ascendeu com Ele, Tem tudo a seus pés.
3 Da Igreja o fundamento Somente Cristo é; Jamais o homem pode Lançar outro qualquer. Seus membros, pelo Espír’to, Na Cruz morreram então, E são edificados Só em ressurreição.
4 Um Deus e um Espír’to, Também um só Senhor – Um só, seus elementos – Um Corpo em amor. O Deus Triúno nela Habita e tudo é; Os membros, um só Corpo, Unidos pela fé.
5 De todo povo e língua Os membros dela são, Sem posição ou classe, Um só, em união. Não há judeu, gentio, Ninguém superior, Não há escravo, livre, Só Cristo, o Senhor.
6 De Cristo a Igreja É o Corpo universal, E em cada cidade Tem expressão local; Local é sua base, E o governo seu; Em comunhão são uma, Unidas por seu Deus.
7 As reuniões da Igreja Expressam muito bem Aspectos da cidade, Nova Jerusalém; A Lâmpada: o Cordeiro, A Luz: o próprio Deus; Assim são candelabros Que têm o brilho Seu.
sábado, 24 de maio de 2025
A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 9, capítulo 14, sábado
sexta-feira, 23 de maio de 2025
A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 9, capítulo 14, sexta
A CONFIRMAÇÃO DA BASE DA IGREJA
A carta que enviei ao irmão Hsieh Tien En foi meu primeiro artigo publicado pela publicadora evangélica [Gospel Book Room] do irmão Nee. Laborei muito ao escrever esse artigo e apesar de ser uma carta, era como um livrete em seu conteúdo. Muitos pontos da carta eram relativos às denominações. Ela definia denominação e o significado do denominacionalismo.
À época eu não estava pessoalmente certo com relação à base da igreja. Sabia o que significava a unidade e também o que era uma denominação, e por isso conseguia escrever a respeito desses outros assuntos. Entretanto não conhecia a base da igreja. Os outros colaboradores também estavam incertos. Somente o irmão Nee tinha clareza.
Cerca de cento e vinte irmãos do norte da China participaram da conferência em janeiro. Esse importante encontro foi um momento decisivo no avanço da igreja. Ele também me influenciou pessoalmente. A partir daquela comunhão pudemos ver o pecado do sectarismo e a necessidade da unidade da igreja. Por isso alguns colaboradores tiveram encargo com respeito a esse assunto e se determinaram a tomar esse caminho.
Depois da conferência, retornei de barco para o norte da China. Muitos que participaram da conferência permaneceram em Xangai e pediram ao irmão Nee que realizasse reuniões de estudo bíblico a fim de ajudá-los a aprender a se reunir. Isso era importante porque estavam surgindo reuniões cujos participantes saíram de denominações e facções. No entanto não sabiam como fazer as reuniões. O irmão Nee concordou e os manuscritos foram editados e publicados mais tarde na forma do livro "The Assembly Life" [A Vida de Reuniões].
Eu não estava presente nessas reuniões, pois já voltara para o norte da China. Quando retornei a Xangai quatro meses depois, ouvi falar dos estudos bíblicos, porém não vi as notas. Somente depois que o irmão Nee terminou de editar os manuscritos foi que ele, então, os deu para mim e pediu-me que redigisse um prefácio. Li as mensagens cuidadosamente e compreendi o conteúdo de todo o estudo bíblico.
Desde então fiquei profundamente impressionado com o fato de que a expressão da igreja se dá localmente. O termo "expressão", porém, não foi usado à época. Começamos a usar a palavra "expressão" em 1950 em Taiwan, quando definimos o limite de uma igreja local. Foi também por volta daquele tempo, em 1934, que começamos à compartilhar com relação à questão da localidade e a luz a esse respeito foi confirmada. Quando a luz a respeito da localidade foi confirmada, a base da igreja também foi confirmada entre nós.
Na conferência de janeiro, o irmão Nee deu mensagens muito claras acerca de Cristo como a centralidade de Deus, e foi muito claro com relação à base da igreja. Como resultado, o ano de 1934 foi um marco na restauração do Senhor e passamos para outro estágio.
Vimos que Cristo como a centralidade e universalidade de Deus era o conteúdo da igreja e externamente a igreja deveria assumir a base da localidade. Depois disso, o irmão Nee já não era o único a ter clareza a respeito de todos esses assuntos; nós, seus colaboradores, também a tínhamos.
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quinta-feira, 22 de maio de 2025
A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 9, capítulo 14, quinta
Ler e orar: "Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam." (Hb 11:6)
NO TOCANTE À BASE DA IGREJA (2)
Antes de viajar ao estrangeiro em 1933, o irmão Nee estava no norte da China e ficou em minha casa por seis dias. Naquele tempo a obra do Senhor já começara no norte da China, porém eu ainda trabalhava profissionalmente. Por isso compartilhei com ele para saber sua percepção sobre isto: se eu deveria manter meu emprego ou servir em tempo integral. Ele apenas disse: “Irmão, quando não se tem certeza é melhor esperar e ver”.
Ele retornou de sua viagem ao exterior no outono. Naquela mesma estação eu lutava em meu íntimo, porque o Senhor queria que eu deixasse meu emprego. Naqueles dias recebi uma carta do irmão Nee, que ele enviara quando estava a bordo de um navio no Mar Mediterrâneo, retornando da Europa. A carta foi um grande estímulo e uma confirmação para mim. Ela dizia: “Irmão Witness, quanto a seu futuro, sinto que você deve servir o Senhor em tempo integral. Como você se sente a respeito? Que o Senhor o conduza”.
Recebi a carta mais de um mês depois que o irmão Nee a escreveu. Aquela altura eu já tinha pedido demissão do emprego e servia na Manchúria há três semanas. Logo que retornei da Manchúria, li a carta do irmão Nee e me senti grandemente encorajado. A carta veio como uma grande confirmação para mim. Apesar de já fazer seis meses desde que me separara do irmão Nee e ele não costumar se corresponder comigo, ele enviou aquela palavra simples, clara e oportuna a respeito de minha saída do emprego e o serviço em tempo integral.
O mais impressionante é que ele escrevera a carta cerca do mesmo período em que eu me encontrava lutando diante do Senhor com relação a deixar ou não o trabalho. Senti de forma muito profunda que essa era a direção do Senhor quanto ao assunto de modo que me determinei a ir a Xangai ver o irmão Nee. No outono fui a Xangai. Era a minha primeira viagem àquela cidade.
Foi por volta dessa época que o irmão Nee afirmou ter entendido com toda a clareza a questão da base da localidade. Ele acabara de retornar da Inglaterra e compreendeu essa questão na Palavra de Deus. No aspecto espiritual, foi também nessa mesma época que teve a visão central com relação a Cristo como a centralidade e a universalidade de Deus.
Portanto decidiu convocar uma conferência nacional em janeiro de 1934. Enquanto eu estava em Xangai, o irmão Nee me pediu que o ajudasse a responder a algumas cartas relativas a questões espirituais. Escrevi uma longa carta representando-o para o irmão Hsieh Tien En de Cantão.
Essa carta foi publicada mais tarde em "Collection of Newsletters" ["Coletânea de Boletins Informativos"] (ver "The Collected Works of Watchman Nee" [Coletânea das Obras de W. Neel, vol. 25, pp. 77-80, 107-117). A carta era principalmente relativa às denominações.
Àquela época dávamos muita atenção a questões espirituais e às denominações. Somente o irmão Nee tinha convicção com respeito à base; o restante de nós ainda não a vira com clareza. Sabíamos apenas que a igreja era uma e as denominações estavam erradas.
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"Plenitude do Espírito - Diversos"
quarta-feira, 21 de maio de 2025
A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 9, capítulo 14, quarta
Ler e orar: "Por esta causa, te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi:" (Tt 1:5)
O INÍCIO DA RESTAURAÇÃO DO SENHOR
Neste capítulo, falaremos do tipo de testemunho que o Senhor quer que demos na presente era. Independente de quanto falarmos, porém, necessitamos de visão e revelação com referência a essas coisas para ter a perspectiva genuína.
No início da obra no Oriente, Deus nos deu a percepção de que a condição do cristianismo institucionalizado não era correta. Desde então tivemos perguntas e dúvidas com relação cristianismo na atualidade. Essas dúvidas nos levaram a considerar a verdadeira condição do cristianismo e estudar a Palavra de Deus.
Descobrimos que muitas práticas no cristianismo não estavam de acordo com a Bíblia. Então as abandonamos e em cada item abandonado nos empenhamos em retornar à forma como era no início segundo a Bíblia. Aquele período poderia ser chamado de "o estágio inicial da restauração".
No princípio não experimentamos uma restauração instantânea com relação a muitos itens; em vez disso, foi uma restauração item a item. Nos primeiros anos, muitos itens foram restaurados. Alguns itens começaram a ser restaurados em 1922, porém consideramos que o início oficial da restauração se deu em 1924. A fase inicial da restauração se completou em 1934.
A RESTAURAÇÃO DA BASE DA IGREJA
Quando a base da igreja foi restaurada, a restauração atingiu o fim de seu estágio inicial, Em 1925 estávamos certos de que a igreja não deveria ser dividida em facções. À igreja é uma só e deveria existir como uma unidade. É um pecado a igreja estar dividida em diversas denominações. Éramos capazes de falar algo a respeito da verdade relativa ao sectarismo, porém não estávamos seguros com relação à definição do que seria uma facção.
Foi em algum momento entre 1928 e 1931 que fomos capazes de definir sectarismo. Sabíamos que, se uma igreja tivesse nome particular, comunhão particular e crença particular, seria uma facção. No entanto ainda não tínhamos clareza acerca da base da igreja.
Embora tivéssemos clareza de que a igreja é uma só e não deve ser dividida em facções e conhecêssemos o significado de sectarismo, foi apenas em 1934 que a luz com relação à expressão da igreja numa cidade foi liberada de forma clara e acurada a todos os santos entre nós. Muitos de nós, porém, tinham clareza sobre a base da igreja em 1932.
Na primeira edição do livro "A Ortodoxia da Igreja", o irmão Nee afirmou de forma clara que numa viagem à Europa e aos Estados Unidos em 1933, entrou em contato com alguns bons grupos dos Irmãos Unidos. Ele também entrou em contato com alguns santos espirituais bem conceituados e participou de suas reuniões. Foi então que teve o primeiro contato com o irmão T. Austin-Sparks.
O irmão Nee fez essa viagem porque fora convidado por um grupo dos Irmãos Unidos de Londres. No entanto ele lhes comunicou que essa comunhão entre eles não significava que iria unir-se à assembleia dos Irmãos Unidos. Portanto ele não estava restrito a eles enquanto esteve na Inglaterra. Encontrou se com outras pessoas, além dos Irmãos Unidos, que conheciam o Senhor, e manteve comunhão com eles.
Ele faz referência a isso em "A Ortodoxia da Igreja". Nessa viagem ao exterior, o irmão Nee visitou muitos lugares. Alguns tinham a condição de Filadélfia, pois exibiam os sinais do avivamento profetizados pelo Senhor nas sete epístolas em Apocalipse. Outros eram como Laodicéia. Como alguns lugares haviam caído em pecado, outros mantinham uma condição de avivamento e ainda outros tinham-se dividido seguidas vezes, era impossível fazer uma declaração geral sobre a condição deles. Depois de observar as diversas condições em que se encontravam, em particular as divisões, o irmão Nee começou a questionar as bases para as divisões entre os Irmãos Unidos.
Ele estudou e examinou todos os assuntos relativos à igreja na Bíblia. Depois de seu estudo, compreendeu de forma clara pela Palavra de Deus que só existe uma igreja em todo o universo, mas, quando se expressa, ela o faz cidade por cidade. Em outras palavras, há somente uma expressão da igreja em cada cidade. As repetidas divisões entre os Irmãos Unidos levaram o irmão Nee a estudar e obter luz na Palavra de Deus.
Ele viu que a igreja somente pode ser distinguida por sua localidade. A igreja em Corinto e a e em Éfeso eram igrejas separadas. A igreja em Éfeso e a igreja em Jerusalém também eram igrejas separadas. Além disso em Jerusalém não poderia haver duas ou mais igrejas. De modo semelhante, em Éfeso também não poderia haver duas ou mais igrejas. O irmão Nee viu isso a partir da Palavra de Deus.
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"A Igreja - Sua Edificação"
terça-feira, 20 de maio de 2025
A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 9, capítulo 13, terça
Ler e orar: "para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios." (2 Co 2:11)
E ANDAR NO CAMINHO DA VERDADE (2)
A questão da igreja não é simples. Precisamos ver a verdade com relação à igreja e sua base. Recebemos todas as riquezas espirituais dos que nos precederam através dos séculos, independente de sua base. No entanto estamos certos quanto ao caminho que o Senhor quer que tomemos. Ninguém pode fazer-nos mudar nesse aspecto. Admiramos a espiritualidade deles, mas esse não é nosso testemunho. Sabemos com toda a certeza que o Senhor nos levantou para a base da igreja.
Quando o irmão Nee, em 1937, falou sobre o princípio da linha de Antioquia, sua ênfase foi nas igrejas locais. As notas das mensagens foram compiladas e publicadas como [o livro] "Repensando a Obra", publicadas mais recentemente sob o título de "A Vida Cristã Normal da Igreja". O irmão Nee obteve essa luz.
Nos últimos vinte anos passamos a compreender melhor seu falar. Mas ainda há mais para ver sobre esse assunto. Meu desejo é que o compreendamos, porque a administração da igreja entre nós depende dessa nossa compreensão.
O transporte no mundo atual é prático e está disponível à todos. As pessoas vêm de diferentes lugares para ter comunhão e compartilhar conosco. Os irmãos do Ocidente podem ser espirituais e bons, contudo precisamos estar atentos aos problemas existentes.
Não posso contar-lhes tudo, mas peço que acreditem em mim. Falo com sinceridade, porque não foi algo que decidi de forma apressada. Venho considerando isso há meses. Serei considerado responsável por minhas palavras, mas vocês precisam compreender corretamente o que digo.
Não estamos rompendo relações com o Ocidente. Não somos uma facção oriental. Precisamos estar cientes do desejo do Senhor ao nos levantar. Precisamos saber quem somos, o que os outros têm e que ajuda devemos receber. Conhecer nossa condição e também a do inimigo garante a vitória em todas as batalhas. Desse modo não falharemos com relação ao que o Senhor nos confiou.
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segunda-feira, 19 de maio de 2025
A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 9, capítulo 13, segunda
Ler e orar: "E, a todos quantos andarem de conformidade com esta regra, paz e misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus." (Gl 6:16)
Muito embora não compreendamos o escopo desses assuntos, minha fala se destina a nossa futura obra em outros lugares. Hoje há muitos crentes de várias origens. Se queremos edificar a igreja do Senhor, precisamos compreender a base da igreja; caso contrário, não poderá haver edificação. Não podemos tomar o caminho da exclusão e rejeitar os que são do ocidente. Precisamos acolhê-los e reconhecê-los como irmãos. Precisamos de discernimento adequado com relação a acolher os que vêm do ocidente. Doutro modo muito de nossa obra terá sido em vão.
Se pensamos que não devemos lutar pela base da localidade, mas ser tolerantes como as denominações, então devemos poupar nossa energia e nos unir a elas. No entanto queremos que os filhos de Deus saibam que Deus não tem caminho nas denominações¹, porque elas não podem produzir a edificação. O melhor que podem fazer é conduzir as pessoas à salvação e instruí-las espiritualmente.
Nos últimos trinta anos, o Senhor nos mostrou que, para edificar a igreja, precisamos ser espirituais por um lado e nos manter firmes na base por outro. Se formos espirituais, porém não tivermos a base e a edificação, os irmãos não terão como avançar. Se mudarmos nossa atitude e abandonarmos a questão da base, os irmãos se tornarão estrelas errantes sem nenhum modo de prosseguir.
Todo assunto possui princípios e regras. Se não seguirmos o caminho da verdade, outros seguirão, e quando os que o tomarem nos questionarem, ficaremos sem resposta. Não seremos capazes de responder a seu questionamento, porque não tomamos o caminho da verdade.
Uma pessoa pode considerar o batismo por imersão como algo desnecessário e dizer que o aspersão é suficiente. No entanto, quando um irmão batizado por imersão o questionar, ele não será capaz de responder e cairá na condenação da verdade. Portanto, por amor à edificação de Deus, precisamos ter visão exata com relação à base. Somente quando estivermos firmes com respeito à base da igreja, teremos como edificar a igreja.
Precisamos amar o Senhor e ser espirituais, e precisamos estar mesclados com Deus e ter Sua autoridade para ser unidos com os outros. Contudo não podemos estar na igreja batista ou luterana, mas apenas na base da localidade. Nessa base podemos falar a verdade e nossa fala terá clareza e lógica. Isso é edificação. O caminho para a edificação está na base. Se não a temos, nossa fala só poderá ir até a metade do caminho. Seremos exatamente como o irmão Austin-Sparks.
Que o Senhor tenha misericórdia de nós para que vejamos de forma clara a questão da base. Admitimos que os irmãos do ocidente são bons e que seu coração é puro. Todavia eles não têm suficiente luz no que concerne à verdade e, portanto, não estão certos quanto à base.
Também têm um sentimento de superioridade ocidental, que frustra nossa capacidade de ajudá-los. Caso não tivessem esse sentimento e estivessem dispostos a ser humildes e compartilhar conosco com relação a Palavra do Senhor, começariam, gradualmente, à ser esclarecidos. Seu orgulho os leva a procurar mudar tudo em que tocam. Por isso são incapazes de ver à luz, e é difícil para nós ajudá-los.
Isso mostra que o cristianismo institucionalizado tem problemas e até os que são espirituais e puros têm problemas: E sua conduta e ponto de vista nos forçam a ser passivos e nos manter distantes, apesar de não romper a comunhão. Porém, como não há comunhão na prática, é difícil ter a edificação. Se fôssemos manter comunhão na prática com eles, nossa obra se desintegraria. Temos um caminho no qual avançar, contudo não temos como avançar em nosso relacionamento com eles. Portanto preferimos manter nossa posição.¹
______________
¹ Nota do publicador do Blog: Devemos ter sempre muito cuidado com conteúdos de livros antigos, uma vez que nem tudo pode se aplicar à realidade atual. Publicamos esse material com vistas a conhecer e aplicar os princípios bíblicos (que nunca mudam). Entretanto, o entendimento e a prática de determinados assuntos podem variar muito ou até mesmo já terem sido superados de acordo com a luz do Senhor para a posteridade.
Esse livro foi publicado em 1957. Com o passar dos anos, a distância entre nós (irmãos que praticam a base da localidade) e os grupos cristãos aumentou muito; isso produziu um sentimento de exclusivismo que também nos levou a um caminho de orgulho. A partir de 2023, muitas igrejas reconheceram esse problema e abandonaram a barreira do exclusivismo com relação aos demais irmãos dos grupos cristãos, visto que também são Corpo de Cristo.
Vimos que, mesmo compreendendo a verdade da base da localidade, não podemos viver como se apenas nós fôssemos a igreja do Senhor. Hoje temos mais comunhão com eles - ainda que cada grupo segue conforme aquilo que alcançou do Senhor - pois nenhum dos lados pode se declarar liderança entre os cristãos do mundo e impor seu entendimento, uma vez que as igrejas pertencem ao Senhor Jesus e têm administração local, exercida pelos presbíteros.
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"Amo a Igreja, ó Senhor"
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