sábado, 31 de maio de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 10, capítulo 14, sábado

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO QUATORZE:
A RESTAURAÇÃO DA BASE DA IGREJA

SEMANA 10 - SÁBADO
Leitura Bíblica: 1 Co 12 

Ler e orar: "Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve." (1 Coríntios 12:18)


A BASE DA LOCALIDADE
É A BASE PARA NOSSA EXISTÊNCIA

Percebo que o irmão Austin-Sparks procurou corrigir-nos devido a seu cuidado para conosco. Ele não teve más intenções. No entanto foi como um médico que faz o diagnóstico errado. O que percebeu como nossa doença é exatamente nossa vida. A base local não é uma doença. Se esse item for removido, já não poderemos viver.

Isso se compara a alguém que bebe chá e em seguida quebra o pote. Ele não percebe que o pote de chá é necessário para fazer mais chá. O chá necessita do pote para existir. A bênção que experimentamos é porque permanecemos na base da localidade. Dependemos dessa base para nossa existência. Somos sustentados por ela. Portanto, se permitimos que os outros a tirem de nós, nosso “pote de chá” sumirá, não apenas o pote de chá que tanto odeiam irá desaparecer, mas o chá que amam também sumirá.

Por isso não é questão de ter ou não boa intenção; nunca duvidamos das intenções do irmão Austin-Sparks. Ele se importou conosco com coração puro e fervoroso. Apreciamos muito isso. No entanto a base é questão de ser iluminado e não de perspectiva pessoal. Essa comunhão tem o propósito de nos esclarecer. Se ignorarmos essa comunhão, a história se repetirá e não haverá nenhuma bênção.


ACOLHER OS OUTROS SEM
PREJUDICAR O TESTEMUNHO DO SENHOR

Nos últimos dois mil anos, Deus levantou muitos ministérios proveitosos. Nos Estados Unidos há ministérios fortes na pregação do evangelho. Deus é grandioso e já levantou muitas pessoas espirituais. O irmão Austin-Sparks é um exemplo. Apesar de defender uma base muito próxima da base local, ele não está na base local.

Houve muitos que defenderam uma posição como essa no decorrer da história. Alguns, que não estão firmados na base local, já receberam mais revelação da Bíblia do que nós. Estamos felizes em receber o suprimento da parte deles, porque essas são riquezas que Deus deu à Sua igreja.

Mesmo pessoas que estavam no catolicismo, como Madame Guyon e o irmão Lawrence, tiveram grande importância e dons espirituais. Devemos acolher o suprimento espiritual da parte de todos eles. Ao mesmo tempo, porém, precisamos ter muita clareza quanto ao fato de que o Senhor nos levantou para dar testemunho do único Corpo a fim de haver a expressão de uma representação edificada em cada cidade

Não exigimos que todos tenham essa visão. Mas pedimos a todos os colaboradores, sejam irmãos ou irmãs, que façam o melhor para ministrar o evangelho e a verdade, sem tocar ou destruir a base da igreja. Caso estejam dispostos a cooperar, não haverá nenhum problema; contudo, caso toquem ou destruam a base, nos causarão muitos problemas.

Que o Senhor nos conceda graça para ter boa clareza com relação a essas mensagens à medida que avançamos. Devemos estar seguros com relação a onde nos encontramos e ser humildes para acolher tudo o que pode beneficiar-nos quanto ao evangelho, à verdade e ao suprimento espiritual. Porém precisamos estar totalmente cientes com relação ao testemunho que o Senhor quer que tenhamos.

Devemos guardar esse testemunho de forma segura. Não devemos ser tolos - não devemos guardar essa visão sem estar sobre a base, nem guardar a base e rejeitar as riquezas espirituais.

Se estivermos firmes no que se refere a esse aspecto, seremos capazes de ajudar os que entram em contato conosco. Recebemos o suprimento espiritual dos outros e também lhes prestamos ajuda. Devemos receber a ajuda dos outros com humildade e também conhecer nosso testemunho e base. 

Sempre que entrarmos em contato com os outros devemos prestar-lhes ajuda. Não devemos falar de coisas que não lhes trará nenhum aperfeiçoamento. Isso é para que façamos tudo para a edificação. Jamais devemos deixar de falar tudo o que puder trazer-lhes benefícios. Se pudermos ajudar os outros desse modo sem renunciar à nossa posição, O testemunho do Senhor será edificado.

Devemos receber a porção do irmão Austin-Sparks. O problema surgiu porque ele ultrapassou sua porção e nos causou prejuízos. Além disso o problema foi ampliado porque alguns de nossos irmãos não estavam bem esclarecidos. Se o irmão Austin-Sparks não tivesse ultrapassado sua porção, não teria havido nenhum problema.

De modo similar, se todos os nossos irmãos tivessem convicção sobre o assunto, mesmo com o irmão Austin-Sparks ultrapassando o limite, não teríamos tido problemas. Portanto a chave é que tenhamos
clareza com relação à base. Se tivermos certeza, ninguém poderá fazer-nos balançar com facilidade. As pessoas poderão dizer o que desejar, e não vacilaremos.

Ainda mantemos uma relação normal com o irmão Austin-Sparks. Nosso relacionamento não foi prejudicado. O que enfatizamos é a dificuldade que temos em aceitar o que difere de nós na questão da base da igreja e da revelação acerca dessa verdade, porque a base da igreja é a nossa vida e afeta nosso testemunho.


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"Experiência de Cristo - Como Vida"

sexta-feira, 30 de maio de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 10, capítulo 14, sexta

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO QUATORZE:
A RESTAURAÇÃO DA BASE DA IGREJA

SEMANA 10 - SEXTA
Leitura Bíblica: At 4:29; Rm 8:31-39

Ler e orar: "Quem nos separará do amor de Cristo? Será a tribulação, ou ansiedade, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?" (Rm 8:35)


No norte da China fui aprisionado e torturado pelos japoneses porque não estava disposto a fazer concessões. Caso tivesse me comprometido com as denominações,  não teria sido feito prisioneiro nem teria tido tantos problemas. Fui colocado na prisão porque não estava disposto a cooperar com as denominações.

Nossos amigos nas denominações queriam puxar-me para seu lado, fazendo de mim o mesmo que eles, mas eu me mantive firme. Por isso falaram de modo desfavorável sobre mim para a polícia militar japonesa, que acabou me prendendo.

Depois de três semanas de interrogatórios, a polícia militar japonesa não conseguiu encontrar nenhuma prova contra mim. Então disseram: “Sr. Lee, nós o interrogamos por três semanas e meia, porém não conseguimos encontrar nada de errado com você. [...] Por que será que os que são do cristianismo não falam bem de você!”. Sua pergunta me fez perceber que os que faziam parte das denominações falaram toda sorte de coisas más a meu respeito aos japoneses.

O presidente da Associação Cristã Unida [United Christian Association], que foi colega de classe e vizinho de um irmão entre nós, ouviu falar de minha prisão pelos japoneses. Antes de ser preso, a esposa de um pastor falou a uma multidão em frente à sua casa, expressando sua alegria pelo fato de que os japoneses iriam disciplinar-me.

Como nunca cooperei com as denominações, eles queriam que os japoneses me disciplinassem. Realmente fiquei sob ameaça de morte enquanto estive na prisão, porque para a polícia militar japonesa era tão fácil matar um chinês quanto matar uma galinha. O Senhor guardou minha vida naquele tempo.

Depois que fui libertado da prisão, nossos amigos nas denominações pediram-me mais uma vez que cooperasse com eles. Não me constrangeram; antes, fui informado de que doze congregações participariam de uma conferência e um palestrante de cada congregação apresentaria um sermão. Também me disseram em que dia eu deveria pregar meu sermão. Disse aos irmãos que mesmo que viesse a morrer, eu não pregaria aquele sermão.

A seguir um irmão mais velho me acompanhou em uma visita ao presidente da Associação Cristã Unida, porque eu entendia que por cortesia devia avisá-lo que não poderia aceitar o compromisso. O presidente da Associação Cristã Unida achava que eu deveria considerar e orar sobre o assunto. Quando eu disse que não havia necessidade de orar, ele disse: “Sr. Lee, o que você faz é muito perigoso”. Eu repliquei solenemente: “Já que você disse isso, eu gostaria que soubesse que o pior que você pode fazer é levarme a ser preso e colocado na cadeia mais uma vez”.

Foi difícil acreditar que eles usaram a palavra "perigoso" quando pediram minha colaboração. Creio que esse foi o esquema do inimigo a fim de nos forçar a ser iguais ao cristianismo institucionalizado. Naquele tempo, os que faziam parte desse cristianismo detestavam o fato de sermos diferentes deles. Se nos reconciliássemos com eles passando a ser iguais a eles, o inimigo aplaudiria em alta voz, porque seu esquema teria obtido sucesso.

O que Deus nos mostrou não é mera questão de salvação ou espiritualidade. Ele nos mostrou onde um cristão deve e onde não deve estar. Esse é o testemunho que temos dado por mais de trinta anos. Satanás, porém, nos tem empurrado para longe desse testemunho, querendo que nos reconciliemos com o cristianismo institucionalizado. Quando isso ocorrer, Satanás terá obtido sucesso. Portanto precisamos ter clareza e perceber nossas necessidades a fim manter essa diferença.


A PRÁTICA DA BASE TRAZ A BÊNÇÃO

O irmão Austin-Sparks não sabia sobre isso quando veio a Taiwan. Ele saiu de Taiwan em março e chegou a Londres em abril. Em maio escreveu um artigo para sua revista na qual nos elogiava, dizendo: “Por muitos dias dias, de dia falei para mais de quinhentos obreiros cristãos selecionados, e à noite para cerca de dois mil crentes. Além disso, visitamos igrejas por vários dias e todas as que visitamos eram fervorosas. O rosto dos irmãos brilhava, aguardando para ter comunhão conosco. Eles devoravam cada palavra que falávamos”.

O irmão Austin-Sparks nos tratou com grande honra. Eu, porém, gostaria de perguntar ao irmão Austin-Sparks se conhece a principal razão para que nossa obra seja bem-sucedida.

Talvez muitos pensem que a principal razão é a obra do Espírito Santo. Concordamos. Mas por que o Espírito Santo não abençoaria a obra realizada sobre outras bases? Creio que o irmão Austin-Sparks encontrou muitos missionários do ocidente e pessoas de outros grupos quando esteve em Taiwan.

Todos faziam a obra com zelo. Possuem mais recursos do que nós e são mais talentosos do que nós. Alguns dentre eles são até melhor instruídos do que nós e têm melhor reputação. Por que o irmão Austin-Sparks não elogiou a obra deles! Por que o Espírito Santo não realiza uma obra entre eles! Temos clareza de que, se obtivemos qualquer resultado digno de louvor, é porque não nos reconciliamos com as denominações.

Se a partir de 1949 tivéssemos trabalhado reconciliados com as denominações, não teríamos alcançado os mesmos resultados. A principal razão para que nossa obra seja elogiada é que temos a base. Infelizmente o irmão Austin-Sparks viu o resultado, porém não percebeu a razão para tal resultado.


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quinta-feira, 29 de maio de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 10, capítulo 14, quinta

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO QUATORZE:
A RESTAURAÇÃO DA BASE DA IGREJA

SEMANA 10 - QUINTA
Leitura Bíblica: Ap 1

Ler e orar: "João, às sete igrejas que se encontram na Ásia, graça e paz a vós outros, da parte daquele que é, que era e que há de vir, da parte dos sete Espíritos que se acham diante do seu trono." (Ap 1:4)


PROBLEMAS CAUSADOS
PELO IRMÃO AUSTIN-SPARKS
EM SUA SEGUNDA VISITA A TAIWAN

A primeira visita do irmão Austin-Sparks a Taiwan foi para nos suprir espiritualmente. Essa visita não nos causou nenhum problema porque não tocamos na base. Foi um tempo muito prazeroso. Sua segunda visita, porém, nos trouxe muita tristeza. Ele deveria ter mantido a atitude de nos suprir espiritualmente mediante seu ministério e não deveria ter tocado na questão da base. Se tivesse feito isso, não teria havido nenhum problema.

Todavia em sua segunda visita ele ultrapassou os limites de seu ministério e não somente nos inquiriu quanto à prática da base da igreja, como também interferiu nessa questão. Um irmão sugeriu que eu talvez tivesse entendido mal o irmão Austin-Sparks. Eu também tinha a esperança de que fosse apenas um mal-entendido e que o irmão Austin-Sparks não opusesse a nós em relação a esse assunto. Em sua visita, um grupo de santos começou a hesitar, considerando que não era necessário atentar para a base, mas bastava ser espiritual. Isso prova que não foi um mal-entendido.

O irmão Austin-Sparks nos repreendeu abertamente e não apenas em conversas particulares. Numa reunião ele disse de forma pública: “Vocês limitam Cristo a uma localidade e, desse modo, fazem Dele um Cristo pequeno e da igreja, uma igreja pequena”. Essas palavras comprovam que ele insistia em sua perspectiva. Esse foi o problema que encontramos.

Devemos ter clareza com relação ao testemunho que o Senhor deseja que guardemos em Sua restauração. Agradecemos ao Senhor por todos em nosso meio que são poderosos no evangelho para a salvação de almas. Contudo teremos problemas se você agir ou falar de uma forma que afeta a base e nosso testemunho. Desde que o que faça não afete esse testemunho e a base, você poderá aplicar sua porção e vamos acolhê-lo e considerá-lo um colaborador, um querido irmão. Não somos estreitos. 

Por exemplo, havia uma irmã em Hong Kong que não tinha a visão da base, mas mantinha comunhão espiritual conosco. Ela possuía o encargo de servir o Senhor no Oriente. Queria estar com um grupo de filhos de Deus que considerasse agradar à vontade de Deus e ser espirituais, por isso nos escolheu. Sua união a nós estava relacionada com o suprimento espiritual, e não com a base.

Nós, portanto, a acolhemos como colaboradora, mesmo ela não tendo clareza quanto à base. Isso se deve,  falando do ponto de vista espiritual, ao fato de ela de fato ser uma colaboradora. Ela não interferiu com nossa prática em relação à base. Empenhou-se em colocar em prática sua porção para que os irmãos fossem aperfeiçoados. Reconhecemos seu suprimento e não a persuadimos a ser uma conosco no que concerne à base.

Ela não teve nenhum problema conosco. Porém precisava saber que se uniu a um grupo de irmãos que estavam firmados sobre a base, estavam unidos sobre a base. Mesmo que os líderes se desviassem para amar o mundo, eles continuariam nesse caminho, porque é esse caminho que o Senhor deseja.


INEXISTE RECONCILIAÇÃO
FORA DA BASE

Como tivemos a visão da base, temos de guardá-la de modo o firme e inabalável. Não existe espaço para uma base intermediária. Não existe base neutra. Se a base da denominação está certa, não devemos ter outra. Todos deveríamos adorar a Deus nas denominações. Se a base da denominação está errada, não pode haver reconciliação com ela. Precisamos estar totalmente seguros quanto a isso.

A reconciliação, nesse caso, não resultará em bênção. Pelo contrário, levará os dois lados a sofrer. Já houve muitos casos de se fazer concessões entre nós. Alguns casos envolviam indivíduos e outros envolviam um grupo; alguns aconteceram no sul da China, outros, no norte do país. As consequências foram sempre prejuízos e perdas; nenhum dos lados foi edificado e todo o nosso esforço acabou sendo vão.

Além do mais, a maior parte dos que tentaram se reconciliar com as denominações por fim seguiram o caminho delas. Em razão disso, tornaram-se pessoas sem visão. Nunca devemos pensar que os que estão nas denominações podem ajudar-nos. Precisamos conscientizar-nos de que não só não podem ajudar-nos, como também, se tentarmos reconciliar-nos com eles, seremos por eles influenciados.


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quarta-feira, 28 de maio de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 10, capítulo 14, quarta

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO QUATORZE:
A RESTAURAÇÃO DA BASE DA IGREJA

SEMANA 10 - QUARTA
Leitura Bíblica: Ef 4:11-16

Ler e orar: "À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todos os lugares invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso." (1 Co 1:2)


COM RELAÇÃO AO
IRMÃO T. AUSTIN-SPARKS

Nossa relação com o irmão T. Austin-Sparks não se baseava na base da igreja; antes, baseava-se nos aspectos espirituais. Tínhamos certeza quanto ao desejo de Deus para nós no Oriente, mas também achávamos que devíamos receber suprimento de outros ministérios. Mesmo não tendo base, posição ou antecedentes claros, esses ministérios ainda têm uma porção no ministério espiritual. Esse princípio se aplica aos que se encontram vivos e também aos que já faleceram.

Madame Guyon, por exemplo, tinha um ministério espiritual, porém era católica. O fato de estar no catolicismo não deve ser motivo para que rejeitemos o suprimento espiritual de sua porção. Contudo isso não implica que iremos receber as coisas peculiares ao catolicismo.

De acordo com esse princípio, devemos acolher os suprimentos da parte do dr. F. B. Meyer, de Andrew Murray e da sra. Jessie Penn Lewis. Recebemos todas as riquezas espirituais que pudemos encontrar nos livros escritos através dos séculos que diziam respeito ao evangelho, à vida ou à verdade. Rejeitamos, porém, sua base, isto é, a instituição organizacional que representavam, porque não correspondia a nosso testemunho e poderia até mesmo prejudicá-lo.

O irmão Nee teve comunhão com o irmão Austin-Sparks em relação a esse assunto. O irmão Nee fez também o possível a fim de receber ajuda espiritual do grupo do irmão Austin-Sparks, mas a base da igreja não foi um fator em nosso relacionamento com ele.

Por essa razão, visto que o irmão Nee já dissera que o irmão Austin-Sparks não tinha tanta clareza quanto nós com respeito à base da igreja, não perguntamos a ele qual era sua posição com relação a isso.


NOSSA ATITUDE PARA COM O IRMÃO AUSTIN-SPARKS

O grupo do irmão Austin-Sparks em Londres já deixou as denominações. Por isso ele é mais claro em sua posição do que Andrew Murray e mais desenvolvido nesse aspecto do que o dr. Meyer e a sra. Penn-Lewis. Portanto, do lado positivo, ele é praticamente irrepreensível. Do lado negativo, porém, ele não é tão definido quanto nós no Oriente.

Já entendemos que a base da igreja é uma só e deve haver somente uma igreja em cada cidade. Fomos muito claros com relação a esse ponto desde o princípio. Mesmo sendo diferentes do irmão Austin-Sparks quanto à base, isso não nos levou a rejeitá-lo ou a seu suprimento espiritual.

Nossa atitude foi de acolher o suprimento espiritual de todos os ministérios que o Senhor deu à Sua igreja através dos séculos, independente de posição ou antecedentes. Não nos deixaríamos afetar por seus antecedentes. Essa era a nossa atitude.

Como a visão do irmão Austin-Sparks difere da nossa no que diz respeito à base, o irmão Nee disse que ainda não era a hora de convidá-lo. E não somente isso, como também o irmão Austin-Sparks exerce certa influência espiritual sobre alguns e, por isso, caso tivesse sido convidado a visitar a China, teria causado problemas.

Só conseguimos entender isso mais tarde. Menciono isso para que possamos compreender nosso testemunho e qual é a atitude adequada que devemos manter com relação a esse testemunho.


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"Em memória dEle"

https://hinario.org/detail.php?id=1186

terça-feira, 27 de maio de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 10, capítulo 14, terça

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO QUATORZE:
A RESTAURAÇÃO DA BASE DA IGREJA

SEMANA 10 - TERÇA
Leitura Bíblica: 1 Tm 6:3-10; 2 Tm 1:13-14; 3:16-17; 4:2-3

Ler e orar: "Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei." (1 Co 9:21)


A COMISSÃO ESPECIAL
DO SENHOR PARA NÓS (3)

Procuramos receber a bagagem espiritual dos outros; aceitamos coisas que se relacionavam ao evangelho e à verdade. Contudo essa atitude levou o irmão Yu Cheng-hwa à ousadia de aceitar todas as coisas da parte de Madame Guyon, inclusive coisas peculiares ao catolicismo.

Ele agiu assim porque os colaboradores adotaram a atitude de aceitar tudo o que dizia respeito ao evangelho, à espiritualidade ou à verdade que alguém tivesse para oferecer, independente da denominação ou facção a que pertencesse, desde que não sacrificasse nossa base.

Na reunião dos colaboradores realizada em Xangai no ano de 1937 compartilhamos com respeito à linha de Antioquia. O irmão Nee sugeriu que procedêssemos de duas formas. Por um lado, iríamos todos para vários lugares e estabeleceríamos reuniões para propagação; por outro lado, aqueles dentre nós que tinham convicção da verdade procurariam trabalhar nas denominações, transmitindo a verdade e fornecendo-lhes suprimento espiritual. Depois dessa comunhão, passamos a efetuar a obra obedecendo a esses dois aspectos.

Pouco tempo depois dessa comunhão, porém, começou a guerra com o Japão. Isso levou a obra de propagação a ser interrompida. Aquela época, havia muitos intelectuais em nosso meio; muitos trabalhavam nas áreas médicas e educacionais.

Durante a guerra, muitos deles se mudaram para províncias distantes do front da guerra e eram evacuados dos lugares ocupados pelos japoneses, como Nanking. Somente quando terminou a guerra passamos a nos reunir novamente nesses lugares.

Durante a guerra, Satanás estava agindo e atingiu o irmão Nee com um severo golpe. Como resultado os que se mudaram para lugares distantes da guerra não recebiam muito suprimento e os crentes nos territórios ocupados pelo inimigo eram fracos. Dessa forma, o testemunho foi enfraquecido em todos os lugares.

Nessa condição de fraqueza, percebemos que os que atuavam nas denominações eram mais eficazes na evangelização, eram o mesmo que nós quanto à espiritualidade e produziam pessoas
que compreendiam a verdade. Parecia que levar as pessoas a deixar as denominações fosse nossa única realização. Nossa situação era triste e sombria.

Depois da guerra, os líderes passaram por grandes dificuldades uns com os outros, porque experimentaram longo período sendo negligenciados, provados e frustrados. As igrejas passaram por diversas provações. Quando os santos retornaram a Xangai, todos os colaboradores se reuniram e tiveram comunhão.

Baseados em nossas percepções e experiências, decidimos que devíamos manter o testemunho de nossa visão inicial, o testemunho de uma única igreja em cada cidade, e devíamos edificar todas as coisas espirituais sobre essa base. 

Continuaríamos a aceitar elementos que dizem respeito ao evangelho, à espiritualidade e à verdade de outras denominações ou facções. A única coisa a que não renunciaríamos e sobre a qual insistiríamos seria a base da igreja. Continuaríamos a insistir para que se tomasse a base de uma cidade para cada igreja; e nos apegaríamos firmes ao testemunho do Corpo de Cristo.

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Hino "A Igreja - O Candelabro de Cristo"

segunda-feira, 26 de maio de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 10, capítulo 14, segunda

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO QUATORZE:
A RESTAURAÇÃO DA BASE DA IGREJA

SEMANA 10 - SEGUNDA
Leitura Bíblica: Ap 1-3

Ler e orar: "o qual atestou a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo, quanto a tudo o que viu." (Ap 1:2)


A COMISSÃO ESPECIAL
DO SENHOR PARA NÓS (2)

No decorrer dos últimos vinte anos, tivemos muitas experiências e sofremos muitos ataques. Embora fossemos até certo ponto afetados por esses golpes, não desistimos do testemunho que nos foi confiado. 

Houve pessoas espirituais e gigantes evangélicos que exerceram influência sobre nós. Éramos inferiores a eles no que concerne ao poder do evangelho e também a certos assuntos espirituais. Não obstante, sentimos que tínhamos um testemunho a manter. Algumas vezes nos perguntamos se não éramos de fato radicais. Pensávamos por que os que eram poderosos na pregação do evangelho e eram espirituais não davam atenção ao testemunho da igreja. 

Fomos testados muitas vezes nesse aspecto. Porém podemos testificar que obtivemos clareza cada vez maior à medida que fomos provados. Hoje em dia o propósito de Deus na terra não é meramente ganhar almas ou preparar pessoas espirituais; antes, Seu desejo é edificar Seu testemunho corporativo em todas as cidades. Tínhamos plena convicção disso.


PROBLEMAS ENCONTRADOS
E NOSSAS SOLUÇÕES

Analisamos como lidar com as dificuldades que nos eram trazidas por aqueles poderosos evangelistas e pessoas espirituais, mas que não mantinham o testemunho da igreja. Buscamos o Senhor, perguntando que tipo de atitude deveríamos manter para com eles. Havia realmente alguns homens poderosos no evangelho.

Por exemplo, o dr. John Sung era um evangelista ao tempo em que obtivemos clareza desse testemunho em 1935. Ele ia por toda parte pregando o evangelho. Independe do fato de ficar pulando, agitando-se, gritando e chorando proceder da carne ou conter um elemento do Espírito, aonde quer que ele fosse, milhares de pessoas se arrependiam sempre que ele pregava. Ele era poderoso no evangelho, mas sempre nos censurava. Não sabíamos que atitude tomar para com ele e nossos colaboradores consideravam isso um problema grave.

Havia também o pastor Chia, homem influente na verdade e tido em alta posição entre os teólogos. Embora nos tivesse
apreço, ele se opunha a nós por tomar esse caminho. Uma distinta escola de teologia, o Seminário Chinês para Mulheres [Chinese Women's Seminaryl, em River Bay, Xangai, também se opunha a nós a ponto de proibir suas alunas de participar de nossas reuniões em Xangai. Era difícil saber que atitude tomar quando os que se destacavam no evangelho ou exerciam grande influência espiritual nos faziam oposição.

Na primavera de 1934, o irmão Nee e eu fomos a River Bay de carro. Foi uma longa viagem na qual ele abriu o coração para mim. Perguntou-me o que eu achava que devíamos fazer já que tantos estavam contra nós. Não podíamos negar que alguns pregavam o evangelho de modo muito poderoso. Também não podíamos negar que outros eram de fato muito espirituais: conduziam as pessoas a amar o Senhor, falavam do caminho da cruz e instruíam muitos na verdade. No entanto nos rejeitavam. Éramos testados nesse aspecto e não sabíamos que atitude tomar.

Depois de muita ponderação, estudo, compartilhar e busca ao Senhor, no fim todos os colaboradores chegaram ao entendimento de que não podíamos abrir mão de nosso testemunho nem abandonar a base sobre a qual nos fundamentamos.

Podíamos aceitar o evangelho sendo pregado com poder e aceitar os aspectos espirituais, incluindo a necessidade de ser aperfeiçoados em verdade e em vida, porém não podíamos de modo algum hesitar com relação à base e o testemunho. 

Podíamos manter comunhão e compartilhar com outros crentes com relação aos aspectos espirituais, trocando coisas espirituais uns com os outros. Devíamos ter comunhão mútua no evangelho, nas questões espirituais e na verdade, mas não podíamos comprometer a base da igreja. Decidimos que essa seria nossa atitude.


domingo, 25 de maio de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 10, capítulo 14, domingo

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO QUATORZE:
A RESTAURAÇÃO DA BASE DA IGREJA

SEMANA 10 - DOMINGO
Leitura Bíblica: At 14:23; Tt 1:5

Ler e orar: "Mas, com a voz do agradecimento, eu te oferecerei sacrifício; o que votei pagarei. Ao Senhor pertence a salvação!" (Jn 2:9)


A COMISSÃO ESPECIAL
DO SENHOR PARA NÓS

Reconhecemos que o Senhor já usou várias formas e muitos obreiros para salvar milhares de pessoas. Não tanto por nosso intermédio quanto pelo de outros, Deus já fez muito com respeito à salvação. Na realidade precisamos aprender com os outros com relação às muitas maneiras de conduzir as pessoas à salvação.

Deus também já fez muita coisa relativa à vida por intermédio de outros e a obra deles foi muito boa. Isso é verdade no mundo ocidental e também na China. O Senhor já fez muito no Oriente e no Ocidente com relação a ajudar as pessoas a ser espirituais, a se consagrar, a amá-Lo, a viver em Sua presença, a temê-Lo e a andar com Ele.

Todavia o Senhor nos deu uma comissão especial com relação a uma só igreja em uma única cidade, à edificação e à expressão do Corpo de Cristo. Além de nós, ninguém mais deu atenção a esses assuntos. Somos os únicos que demos atenção a eles e até sofremos oposição por causa disso.

Já fomos atacados por muitos de fora principalmente em função desses pontos. Eles argumentam que basta salvar as pessoas e ajudá-las a ser espirituais, mas não existe a necessidade de se preocupar em se congregar e ser edificado em cada cidade a fim de ser a expressão do Corpo de Cristo.

Afirmam que, se simplesmente nos preocuparmos com a salvação e a espiritualidade, não haverá problemas relacionados com as denominações, a igreja, e a base da igreja. Dizem que as pessoas podem ser salvas na igreja católica e também na presbiteriana e podem ser espirituais tanto numa como em outra.

Alguns crentes sentem que podem ser espirituais por si mesmos; também sentem que, como são espirituais, podem unir-se a fim de ser um no espírito. Alguns dos que já se sentiram assim incluíam o sr. Chia, o principal pastor da igreja presbiteriana, o sr. Kao, principal pastor da igreja Quaker, e Cheng, um obreiro cristão espiritual.

Eles eram todos muito espirituais. Pensavam que, por estar em Cristo e no Espírito Santo, poderiam unir-se a fim de formar um grupo espiritual onde cuidariam da obra juntos. Por isso publicaram uma revista chamada The Spiritual Light [A Luz Espiritual] e convidaram a irmã Ruth Lee para ser a editora. 

Em 1925, depois de entender a unidade da igreja e o pecado do denominacionalismo, a irmã Ruth Lee já não estava disposta a servir como editora e decidiu demitir-se. Os pastores, porém, não concordaram com isso. Mais tarde, quando o governo nacionalista chinês estava comprometido na luta contra os líderes militares rebeldes, alguns soldados comunistas do exército nacionalista incendiaram os prédios das igrejas em Nanking e prenderam os pregadores. O escritório da revista The Spiritual Light não foi poupado.

Eu respeitava essas pessoas espirituais. Ainda posso testificar com consciência pura que eram cristãos consagrados e viviam na presença do Senhor. Contudo a base da localidade e a edificação do Corpo de Cristo não são meros assuntos que ministramos; estão relacionados com nosso testemunho.

Falei com o pastor Chia e com o pastor Cheng. Eu só podia receber humildemente suas instruções espirituais, confessando que eram tementes a Deus, espirituais, irmãos experimentados que viviam na presença do Senhor. Contudo não sabiam nem compreendiam que Deus nos comissionava com o testemunho da expressão local do Corpo. Eles até chegaram a me exortar a não insistir nesse ponto,.

Certa ocasião, em 1937, encontrei por acaso o pastor Cheng no mesmo trem. Não me lembro dos detalhes da conversa, mas lembro-me bem que ele me exortou a não ser tão insistente.

Disse-me que bastava pregar o evangelho com diligência para salvar as almas e falar acerca da verdade de Deus para nutrir e aperfeiçoar outros. Disse que esse é o ponto alto de um cristão. Sua atitude foi sincera e ele realmente nos estimava e admirava.

Por nossa maneira de falar e atitude, ele sabia que éramos firmes com relação à verdade e tínhamos firme fundamento. Por esse motivo, o pastor Cheng e até mesmo o pastor Chia gostavam de nós. Nós também os respeitávamos muito diante do Senhor, assim como respeitaríamos os irmãos mais velhos e experientes.

Também mantínhamos comunhão com um pastor de nome Ting e o respeitávamos. Ele estava na casa dos setenta anos quando eu ainda me encontrava na dos trinta. Ele era um homem idoso que vivia na presença do Senhor. Nós o respeitávamos e amávamos, como ele também nos amava e estimava.

Esses irmãos mais velhos consideravam precioso que jovens como nós estivessem dispostos a renunciar ao futuro a fim de viver para o Senhor. Eles de fato nos tinham em alta consideração. Contudo sempre nos consideraram exagerados. Certa ocasião deram a entender que éramos o grupo mais importante entre os cristãos chineses e, se mudássemos e fôssemos mais moderados, seríamos o modelo das igrejas na China e o futuro das igrejas na China dependeria de nós. De acordo com a perspectiva deles, éramos radicais demais em nossa atitude.

Entretanto percebemos que o testemunho do Senhor é dispensacionalista [acompanha a dispensação ou a era]. Esses irmãos mais velhos tiveram uma visão em sua geração, porém não fazia parte dos planos do Senhor que mantivéssemos o mesmo testemunho deles.

O Senhor continua a se mover e deseja avançar ainda mais. Por essa razão, apesar de respeitar a porção que eles receberam, sabíamos que Deus desejava dar um passo a mais na China. O Senhor deseja mais do que a salvação e o desenvolvimento da espiritualidade pessoal; Ele deseja trabalhar o testemunho do Seu Corpo, o testemunho da igreja de cidade em cidade a fim de obter um vaso corporativo para se expressar. É isso que o Senhor nos mostrou há mais de vinte anos.


Desfrute mais: 

Hino "A Igreja - Sua Definição Geral"

https://hinario.org/detail.php?id=903

1   De Cristo a Igreja
        É o Corpo e expressão,
     Conjunto dos chamados,
        Do Pai, habitação;
     Na eternidade eleita,
        Na Cruz remida então;
     Do céu, seu elemento
        E sua posição.

2   A Igreja é o novo homem
        Da nova criação;
     De Cristo foi gerada,
        E em ressurreição;
     Cabeça sua é Cristo,
        Que sua vida é;
     Já ascendeu com Ele,
        Tem tudo a seus pés.

3   Da Igreja o fundamento
        Somente Cristo é;
     Jamais o homem pode
        Lançar outro qualquer.
     Seus membros, pelo Espír’to,
        Na Cruz morreram então,
     E são edificados
        Só em ressurreição.

4   Um Deus e um Espír’to,
        Também um só Senhor –
     Um só, seus elementos –
        Um Corpo em amor.
     O Deus Triúno nela
        Habita e tudo é;
     Os membros, um só Corpo,
        Unidos pela fé.

5   De todo povo e língua
        Os membros dela são,
     Sem posição ou classe,
        Um só, em união.
     Não há judeu, gentio,
        Ninguém superior,
     Não há escravo, livre,
        Só Cristo, o Senhor.

6   De Cristo a Igreja
        É o Corpo universal,
     E em cada cidade
        Tem expressão local;
     Local é sua base,
        E o governo seu;
     Em comunhão são uma,
        Unidas por seu Deus.

7   As reuniões da Igreja
        Expressam muito bem
     Aspectos da cidade,
        Nova Jerusalém;
     A Lâmpada: o Cordeiro,
        A Luz: o próprio Deus;
     Assim são candelabros
        Que têm o brilho Seu.

sábado, 24 de maio de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 9, capítulo 14, sábado

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO QUATORZE:
A RESTAURAÇÃO DA BASE DA IGREJA

SEMANA 9 - SÁBADO
Leitura Bíblica: Is 52:11; Jr 51:45; Mt 5:14-16

Ler e orar: "Saí da Babilônia, fugi de entre os caldeus e anunciai isto com voz de júbilo; proclamai-o e levai-o até ao fim da terra; dizei: O Senhor remiu a seu servo Jacó." (Is 48:20)


CRENTES SAEM
ENTUSIASTICAMENTE DAS DENOMINAÇÕES

Em 1934 inúmeras pessoas deixavam as denominações. Isso se tornava uma tendência e praticamente em toda parte havia reação entusiástica. Todos os dias recebíamos cartas e a maioria delas era relativa a deixar as denominações. Todas as cartas me eram entregues, porque eu era o editor em exercício de Collection of Newsletters [Coleção de Boletins].

A partir dessas cartas ficamos sabendo de muitas histórias de pessoas que saíram das denominações. Recebemos cartas do norte, do sul e de partes centrais da China. Deixar as denominações causou problemas até entre os missionários ocidentais. Alguns dos missionários da China Inland Mission [Missão para o interior da China] convocaram uma reunião especial para discutir como lidar com a situação. Aos olhos do cristianismo institucionalizado, era uma revolução. Por toda parte muitas pessoas deixavam as denominações.

Os que saíam das denominações seguiam a prática geral de sair abertamente, e não em segredo. Na maioria dos casos escreviam e assinavam uma carta oficial pedindo à denominação que retirasse seu nome do rol de membros. Foi tudo feito de forma oficial. Apesar de não ser uma norma, a prática de modo geral era escrever uma carta oficial onde se declarava a decisão de deixar a denominação. Os crentes saíam de maneira fervorosa e vigorosa.


O TESTEMUNHO A SER MANTIDO

No início de 1935 alguns colaboradores acharam que aquela tendência de deixar as denominações não era correta, porque acarretava muitas questões delicadas. Portanto o irmão Nee falou a todos os colaboradores visando esclarecer o assunto de nosso testemunho.

Ele afirmou que sair das denominações não era nosso testemunho; antes, nosso testemunho é Cristo: Cristo como o Salvador, Cristo como vida, Cristo como Rei conquistador, Cristo como o Senhor de todas as coisas, Cristo como a centralidade de Deus e Cristo como a universalidade de Deus.

Também destacou que o testemunho de Cristo está por completo na igreja e a igreja é uma, e sua base é local. Todos esses assuntos foram deixados muito claros.

Em 1937 o irmão Nee falou também sobre como manter o testemunho do Senhor estabelecendo-se igrejas, cidade por cidade. Essas mensagens foram compiladas e publicadas em Rethinking the Work [Repensando a Obra], publicado atualmente sob o título de "A
Vida Cristã Normal da Igreja".

O Senhor nos levantou no Oriente com o propósito de manter o testemunho de Cristo expresso na igreja. Tal testemunho inclui salvar as pessoas e torná-las espirituais. Também inclui a edificação dos santos, cidade por cidade, para ser uma habitação corporativa de Deus e o Corpo de Cristo, de modo que Cristo seja expresso por meio desse vaso corporativo.

Embora a igreja seja expressa em diferentes cidades, todas as igrejas locais devem ser uma no testemunho e manter comunhão umas com as outras. É isso o que o Senhor nos mostrou, e esse é o testemunho que Ele quer que mantenhamos.


Desfrute mais: Hino 79

"Louvor ao Senhor - Seu Amor"

sexta-feira, 23 de maio de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 9, capítulo 14, sexta

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO QUATORZE:
A RESTAURAÇÃO DA BASE DA IGREJA

SEMANA 9 - SEXTA
Leitura Bíblica: Cl 1:15-20; Hb 1:1-3

Ler e orar: "desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, 10 de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra;" (Ef 1:9-10)


A CONFIRMAÇÃO DA BASE DA IGREJA

A carta que enviei ao irmão Hsieh Tien En foi meu primeiro artigo publicado pela publicadora evangélica [Gospel Book Room] do irmão Nee. Laborei muito ao escrever esse artigo e apesar de ser uma carta, era como um livrete em seu conteúdo. Muitos pontos da carta eram relativos às denominações. Ela definia denominação e o significado do denominacionalismo.

À época eu não estava pessoalmente certo com relação à base da igreja. Sabia o que significava a unidade e também o que era uma denominação, e por isso conseguia escrever a respeito desses outros assuntos. Entretanto não conhecia a base da igreja. Os outros colaboradores também estavam incertos. Somente o irmão Nee tinha clareza.

Cerca de cento e vinte irmãos do norte da China participaram da conferência em janeiro. Esse importante encontro foi um momento decisivo no avanço da igreja. Ele também me influenciou pessoalmente. A partir daquela comunhão pudemos ver o pecado do sectarismo e a necessidade da unidade da igreja. Por isso alguns colaboradores tiveram encargo com respeito a esse assunto e se determinaram a tomar esse caminho.

Depois da conferência, retornei de barco para o norte da China. Muitos que participaram da conferência permaneceram em Xangai e pediram ao irmão Nee que realizasse  reuniões de estudo bíblico a fim de ajudá-los a aprender a se reunir. Isso era importante porque estavam surgindo reuniões cujos participantes saíram de denominações e facções. No entanto não sabiam como fazer as reuniões. O irmão Nee concordou e os manuscritos foram editados e publicados mais tarde na forma do livro "The Assembly Life" [A Vida de Reuniões].

Eu não estava presente nessas reuniões, pois já voltara para o norte da China. Quando retornei a Xangai quatro meses depois, ouvi falar dos estudos bíblicos, porém não vi as notas. Somente depois que o irmão Nee terminou de editar os manuscritos foi que ele, então, os deu para mim e pediu-me que redigisse um prefácio. Li as mensagens cuidadosamente e compreendi o conteúdo de todo o estudo bíblico.

Desde então fiquei profundamente impressionado com o fato de que a expressão da igreja se dá localmente. O termo "expressão", porém, não foi usado à época. Começamos a usar a palavra "expressão" em 1950 em Taiwan, quando definimos o limite de uma igreja local. Foi também por volta daquele tempo, em 1934, que começamos à compartilhar com relação à questão da localidade e a luz a esse respeito foi confirmada. Quando a luz a respeito da localidade foi confirmada, a base da igreja também foi confirmada entre nós.

Na conferência de janeiro, o irmão Nee deu mensagens muito claras acerca de Cristo como a centralidade de Deus, e foi muito claro com relação à base da igreja. Como resultado, o ano de 1934 foi um marco na restauração do Senhor e passamos para outro estágio.

Vimos que Cristo como a centralidade e universalidade de Deus era o conteúdo da igreja e externamente a igreja deveria assumir a base da localidade. Depois disso, o irmão Nee já não era o único a ter clareza a respeito de todos esses assuntos; nós, seus colaboradores, também a tínhamos.


Desfrute mais: Hino 232

quinta-feira, 22 de maio de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 9, capítulo 14, quinta

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO QUATORZE:
A RESTAURAÇÃO DA BASE DA IGREJA

SEMANA 9 - QUINTA
Leitura Bíblica: Mt 6:31-33; 10:9-10

Ler e orar: "Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam." (Hb 11:6)


A VISÃO DO IRMÃO NEE
NO TOCANTE À BASE DA IGREJA (2)

Antes de viajar ao estrangeiro em 1933, o irmão Nee estava no norte da China e ficou em minha casa por seis dias. Naquele tempo a obra do Senhor já começara no norte da China, porém eu ainda trabalhava profissionalmente. Por isso compartilhei com ele para saber sua percepção sobre isto: se eu deveria manter meu emprego ou servir em tempo integral. Ele apenas disse: “Irmão, quando não se tem certeza é melhor esperar e ver”. 

Ele retornou de sua viagem ao exterior no outono. Naquela mesma estação eu lutava em meu íntimo, porque o Senhor queria que eu deixasse meu emprego. Naqueles dias recebi uma carta do irmão Nee, que ele enviara quando estava a bordo de um navio no Mar Mediterrâneo, retornando da Europa. A carta foi um grande estímulo e uma confirmação para mim. Ela dizia: “Irmão Witness, quanto a seu futuro, sinto que você deve servir o Senhor em tempo integral. Como você se sente a respeito? Que o Senhor o conduza”.

Recebi a carta mais de um mês depois que o irmão Nee a escreveu. Aquela altura eu já tinha pedido demissão do emprego e servia na Manchúria há três semanas. Logo que retornei da Manchúria, li a carta do irmão Nee e me senti grandemente encorajado. A carta veio como uma grande confirmação para mim. Apesar de já fazer seis meses desde que me separara do irmão Nee e ele não costumar se corresponder comigo, ele enviou aquela palavra simples, clara e oportuna a respeito de minha saída do emprego e o serviço em tempo integral.

O mais impressionante é que ele escrevera a carta cerca do mesmo período em que eu me encontrava lutando diante do Senhor com relação a deixar ou não o trabalho. Senti de forma muito profunda que essa era a direção do Senhor quanto ao assunto de modo que me determinei a ir a Xangai ver o irmão Nee. No outono fui a Xangai. Era a minha primeira viagem àquela cidade.

Foi por volta dessa época que o irmão Nee afirmou ter entendido com toda a clareza a questão da base da localidade. Ele acabara de retornar da Inglaterra e compreendeu essa questão na  Palavra de Deus. No aspecto espiritual, foi também nessa mesma época que teve a visão central com relação a Cristo como a centralidade e a universalidade de Deus.

Portanto decidiu convocar uma conferência nacional em janeiro de 1934. Enquanto eu estava em Xangai, o irmão Nee me pediu que o ajudasse a responder a algumas cartas relativas a questões espirituais. Escrevi uma longa carta representando-o para o irmão Hsieh Tien En de Cantão.

Essa carta foi publicada mais tarde em "Collection of Newsletters" ["Coletânea de Boletins Informativos"] (ver "The Collected Works of Watchman Nee" [Coletânea das Obras de W. Neel, vol. 25, pp. 77-80, 107-117). A carta era principalmente relativa às denominações. 

Àquela época dávamos muita atenção a questões espirituais e às denominações. Somente o irmão Nee tinha convicção com respeito à base; o restante de nós ainda não a vira com clareza. Sabíamos apenas que a igreja era uma e as denominações estavam erradas.

Desfrute mais: Hino 155

"Plenitude do Espírito - Diversos"

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quarta-feira, 21 de maio de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 9, capítulo 14, quarta

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO QUATORZE:
A RESTAURAÇÃO DA BASE DA IGREJA

SEMANA 9 - QUARTA
Leitura Bíblica: Ap 2:4-7

Ler e orar: "Por esta causa, te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi:" (Tt 1:5)


O INÍCIO DA RESTAURAÇÃO DO SENHOR

Neste capítulo, falaremos do tipo de testemunho que o Senhor quer que demos na presente era. Independente de quanto falarmos, porém, necessitamos de visão e revelação com referência a essas coisas para ter a perspectiva genuína.

No início da obra no Oriente, Deus nos deu a percepção de que a condição do cristianismo institucionalizado não era correta. Desde então tivemos perguntas e dúvidas com relação cristianismo na atualidade. Essas dúvidas nos levaram a considerar a verdadeira condição do cristianismo e estudar a Palavra de Deus.

Descobrimos que muitas práticas no cristianismo não estavam de acordo com a Bíblia. Então as abandonamos e em cada item abandonado nos empenhamos em retornar à forma como era no início segundo a Bíblia. Aquele período poderia ser chamado de "o estágio inicial da restauração".

No princípio não experimentamos uma restauração instantânea com relação a muitos itens; em vez disso, foi uma restauração item a item. Nos primeiros anos, muitos itens foram restaurados. Alguns itens começaram a ser restaurados em 1922, porém consideramos que o início oficial da restauração se deu em 1924. A fase inicial da restauração se completou em 1934.


A RESTAURAÇÃO DA BASE DA IGREJA

Quando a base da igreja foi restaurada, a restauração atingiu o fim de seu estágio inicial, Em 1925 estávamos certos de que a igreja não deveria ser dividida em facções. À igreja é uma só e deveria existir como uma unidade. É um pecado a igreja estar dividida em diversas denominações. Éramos capazes de falar algo a respeito da verdade relativa ao sectarismo, porém não estávamos seguros com relação à definição do que seria uma facção.

Foi em algum momento entre 1928 e 1931 que fomos capazes de definir sectarismo. Sabíamos que, se uma igreja tivesse nome particular, comunhão particular e crença particular, seria uma facção. No entanto ainda não tínhamos clareza acerca da base da igreja.

Embora tivéssemos clareza de que a igreja é uma só e não deve ser dividida em facções e conhecêssemos o significado de sectarismo, foi apenas em 1934 que a luz com relação à expressão da igreja numa cidade foi liberada de forma clara e acurada a todos os santos entre nós. Muitos de nós, porém, tinham clareza sobre a base da igreja em 1932.


A VISÃO DO IRMÃO NEE
NO TOCANTE À BASE DA IGREJA (1)

Na primeira edição do livro "A Ortodoxia da Igreja", o irmão Nee afirmou de forma clara que numa viagem à Europa e aos Estados Unidos em 1933, entrou em contato com alguns bons grupos dos Irmãos Unidos. Ele também entrou em contato com alguns santos espirituais bem conceituados e participou de suas reuniões. Foi então que teve o primeiro contato com o irmão T. Austin-Sparks.

O irmão Nee fez essa viagem porque fora convidado por um grupo dos Irmãos Unidos de Londres. No entanto ele lhes comunicou que essa comunhão entre eles não significava que iria unir-se à assembleia dos Irmãos Unidos. Portanto ele não estava restrito a eles enquanto esteve na Inglaterra. Encontrou se com outras pessoas, além dos Irmãos Unidos, que conheciam o Senhor, e manteve comunhão com eles. 

Ele faz referência a isso em "A Ortodoxia da Igreja". Nessa viagem ao exterior, o irmão Nee visitou muitos lugares. Alguns tinham a condição de Filadélfia, pois exibiam os sinais do avivamento profetizados pelo Senhor nas sete epístolas em Apocalipse. Outros eram como Laodicéia. Como alguns lugares haviam caído em pecado, outros mantinham uma condição de avivamento e ainda outros tinham-se dividido seguidas vezes, era impossível fazer uma declaração geral sobre a condição deles. Depois de observar as diversas condições em que se encontravam, em particular as divisões, o irmão Nee começou a questionar as bases para as divisões entre os Irmãos Unidos. 

Ele estudou e examinou todos os assuntos relativos à igreja na Bíblia. Depois de seu estudo, compreendeu de forma clara pela Palavra de Deus que só existe uma igreja em todo o universo, mas, quando se expressa, ela o faz cidade por cidade. Em outras palavras, há somente uma expressão da igreja em cada cidade. As repetidas divisões entre os Irmãos Unidos levaram o irmão Nee a estudar e obter luz na Palavra de Deus.

Ele viu que a igreja somente pode ser distinguida por sua localidade. A igreja em Corinto e a e em Éfeso eram igrejas separadas. A igreja em Éfeso e a igreja em Jerusalém também eram igrejas separadas. Além disso em Jerusalém não poderia haver duas ou mais igrejas. De modo semelhante, em Éfeso também não poderia haver duas ou mais igrejas. O irmão Nee viu isso a partir da Palavra de Deus.


Desfrute mais: Hino 387

"A Igreja - Sua Edificação"

https://hinario.org/detail.php?id=927

terça-feira, 20 de maio de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 9, capítulo 13, terça

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO TREZE:
A BASE PARA A EDIFICAÇÃO DA IGREJA

SEMANA 9 - TERÇA
Leitura Bíblica: Rm 14

Ler e orar: "para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios." (2 Co 2:11)


PERMANECER NA BASE LOCAL
E ANDAR NO CAMINHO DA VERDADE (2)

A questão da igreja não é simples. Precisamos ver a verdade com relação à igreja e sua base. Recebemos todas as riquezas espirituais dos que nos precederam através dos séculos, independente de sua base. No entanto estamos certos quanto ao caminho que o Senhor quer que tomemos. Ninguém pode fazer-nos mudar nesse aspecto. Admiramos a espiritualidade deles, mas esse não é nosso testemunho. Sabemos com toda a certeza que o Senhor nos levantou para a base da igreja.

Quando o irmão Nee, em 1937, falou sobre o princípio da linha de Antioquia, sua ênfase foi nas igrejas locais. As notas das mensagens foram compiladas e publicadas como [o livro] "Repensando a Obra", publicadas mais recentemente sob o título de "A Vida Cristã Normal da Igreja". O irmão Nee obteve essa luz.

Nos últimos vinte anos passamos a compreender melhor seu falar. Mas ainda há mais para ver sobre esse assunto. Meu desejo é que o compreendamos, porque a administração da igreja entre nós depende dessa nossa compreensão.

O transporte no mundo atual é prático e está disponível à todos. As pessoas vêm de diferentes lugares para ter comunhão e compartilhar conosco. Os irmãos do Ocidente podem ser espirituais e bons, contudo precisamos estar atentos aos problemas existentes.

Não posso contar-lhes tudo, mas peço que acreditem em mim. Falo com sinceridade, porque não foi algo que decidi de forma apressada. Venho considerando isso há meses. Serei considerado responsável por minhas palavras, mas vocês precisam compreender corretamente o que digo.

Não estamos rompendo relações com o Ocidente. Não somos uma facção oriental. Precisamos estar cientes do desejo do Senhor ao nos levantar. Precisamos saber quem somos, o que os outros têm e que ajuda devemos receber. Conhecer nossa condição e também a do inimigo garante a vitória em todas as batalhas. Desse modo não falharemos com relação ao que o Senhor nos confiou.


Desfrute mais: Hino 310





segunda-feira, 19 de maio de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 9, capítulo 13, segunda

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO TREZE:
A BASE PARA A EDIFICAÇÃO DA IGREJA

SEMANA 9 - SEGUNDA
Leitura Bíblica: Rm 14

Ler e orar: "E, a todos quantos andarem de conformidade com esta regra, paz e misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus." (Gl 6:16)


PERMANECER NA BASE LOCAL
E ANDAR NO CAMINHO DA VERDADE (1)

Muito embora não compreendamos o escopo desses assuntos, minha fala se destina a nossa futura obra em outros lugares. Hoje há muitos crentes de várias origens. Se queremos edificar a igreja do Senhor, precisamos compreender a base da igreja; caso contrário, não poderá haver edificação. Não podemos tomar o caminho da exclusão e rejeitar os que são do ocidente. Precisamos acolhê-los e reconhecê-los como irmãos. Precisamos de discernimento adequado com relação a acolher os que vêm do ocidente. Doutro modo muito de nossa obra terá sido em vão.

Se pensamos que não devemos lutar pela base da localidade, mas ser tolerantes como as denominações, então devemos poupar nossa energia e nos unir a elas. No entanto queremos que os filhos de Deus saibam que Deus não tem caminho nas denominações¹, porque elas não podem produzir a edificação. O melhor que podem fazer é conduzir as pessoas à salvação e instruí-las espiritualmente.

Nos últimos trinta anos, o Senhor nos mostrou que, para edificar a igreja, precisamos ser espirituais por um lado e nos manter firmes na base por outro. Se formos espirituais, porém não tivermos a base e a edificação, os irmãos não terão como avançar. Se mudarmos nossa atitude e abandonarmos a questão da base, os irmãos se tornarão estrelas errantes sem nenhum modo de prosseguir.

Todo assunto possui princípios e regras. Se não seguirmos o caminho da verdade, outros seguirão, e quando os que o tomarem nos questionarem, ficaremos sem resposta. Não seremos capazes de responder a seu questionamento, porque não tomamos o caminho da verdade. 

Uma pessoa pode considerar o batismo por imersão como algo desnecessário e dizer que o aspersão é suficiente. No entanto, quando um irmão batizado por imersão o questionar, ele não será capaz de responder e cairá na condenação da verdade. Portanto, por amor à edificação de Deus, precisamos ter visão exata com relação à base. Somente quando estivermos firmes com respeito à base da igreja, teremos como edificar a igreja.

Precisamos amar o Senhor e ser espirituais, e precisamos estar mesclados com Deus e ter Sua autoridade para ser unidos com os outros. Contudo não podemos estar na igreja batista ou luterana, mas apenas na base da localidade. Nessa base podemos falar a verdade e nossa fala terá clareza e lógica. Isso é edificação. O caminho para a edificação está na base. Se não a temos, nossa fala só poderá ir até a metade do caminho. Seremos exatamente como o irmão Austin-Sparks.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós para que vejamos de forma clara a questão da base. Admitimos que os irmãos do ocidente são bons e que seu coração é puro. Todavia eles não têm suficiente luz no que concerne à verdade e, portanto, não estão certos quanto à base.

Também têm um sentimento de superioridade ocidental, que frustra nossa capacidade de ajudá-los. Caso não tivessem esse sentimento e estivessem dispostos a ser humildes e compartilhar conosco com relação a Palavra do Senhor, começariam, gradualmente, à ser esclarecidos. Seu orgulho os leva a procurar mudar tudo em que tocam. Por isso são incapazes de ver à luz, e é difícil para nós ajudá-los.

Isso mostra que o cristianismo institucionalizado tem problemas e até os que são espirituais e puros têm problemas: E sua conduta e ponto de vista nos forçam a ser passivos e nos manter distantes, apesar de não romper a comunhão. Porém, como não há comunhão na prática, é difícil ter a edificação. Se fôssemos manter comunhão na prática com eles, nossa obra se desintegraria. Temos um caminho no qual avançar, contudo não temos como avançar em nosso relacionamento com eles. Portanto preferimos manter nossa posição.¹


______________

¹ Nota do publicador do Blog: Devemos ter sempre muito cuidado com conteúdos de livros antigos, uma vez que nem tudo pode se aplicar à realidade atual. Publicamos esse material com vistas a conhecer e aplicar os princípios bíblicos (que nunca mudam). Entretanto, o entendimento e a prática de determinados assuntos podem variar muito ou até mesmo já terem sido superados de acordo com a luz do Senhor para a posteridade.

Esse livro foi publicado em 1957. Com o passar dos anos, a distância entre nós (irmãos que praticam a base da localidade) e os grupos cristãos aumentou muito; isso produziu um sentimento de exclusivismo que também nos levou a um caminho de orgulho. A partir de 2023, muitas igrejas reconheceram esse problema e abandonaram a barreira do exclusivismo com relação aos demais irmãos dos grupos cristãos, visto que também são Corpo de Cristo.

Vimos que, mesmo compreendendo a verdade da base da localidade, não podemos viver como se apenas nós fôssemos a igreja do Senhor. Hoje temos mais comunhão com eles - ainda que cada grupo segue conforme aquilo que alcançou do Senhor - pois nenhum dos lados pode se declarar liderança entre os cristãos do mundo e impor seu entendimento, uma vez que as igrejas pertencem ao Senhor Jesus e têm administração local, exercida pelos presbíteros.


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"Amo a Igreja, ó Senhor"

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Estudo-Vida de Ezequiel, semana 9, sábado, mensagem 20

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL Mensagem 20 OS ÁTRIOS EXTERIOR E INTERIOR SEMANA 9 - SÁBADO Leitura Bíblica:  Ez 40-42 Ler e orar:  “ Respondeu-lhes...