ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SESSENTA
MENSAGEM SESSENTA
A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (26)
SEMANA 28 – TERÇA
Leitura Bíblica: At 12:11; 22:17-20; 23:12-16
Ler e orar: "Teve Paulo durante a noite uma visão em que o Senhor lhe disse: Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade." (At 18:9-10)
Enviado aos Gentios
Em 22:17-18 Paulo continua: “Tendo eu voltado para Jerusalém, enquanto orava no templo, sobreveio-me um êxtase, e vi aquele que falava comigo: Apressa-te e sai logo de Jerusalém, porque não receberão o teu testemunho a meu respeito”. O termo grego traduzido por êxtase é ékstasis, e significa "ser tirado do lugar", portanto, refere-se a um estado no qual o homem sai de si e do qual ele volta a si (12:11), como num sonho, mas sem dormir. Difere de visão, na qual objetos definidos são visíveis.
Em 22:19-20 Paulo disse ao Senhor: “Senhor, eles bem sabem que eu encerrava em prisão e, nas sinagogas, açoitava os que criam em ti. Quando se derramava o sangue de Estêvão, tua testemunha, eu também estava presente, consentia nisso e até guardei as vestes dos que o matavam”. No entanto o Senhor lhe disse: “Vai, porque eu te enviarei para longe, aos gentios” (v. 21). É-nos dito que o povo o ouviu “até essa palavra” (v. 22). Mas ao ouvir a palavra gentios, eles começaram a gritar: “Tira tal homem da terra, porque não convém que ele viva!” (v. 22).
Na verdade a palavra gentios falada por Paulo no versículo 21 está relacionada com a questão da transferência de dispensação. Assim que ele falou essa palavra, parece que um furacão chegou para instigar as pessoas. Eles foram provocados por essa palavra e não queriam ouvir mais nada.
Em Atos 22 Paulo foi um tanto cauteloso ao apresentar a sua experiência no caminho para Damasco. Contudo, ele não poderia deixar de falar de um aspecto específico da verdade: a palavra do Senhor quanto a ir para longe, para os gentios. Como o Senhor lhe tinha dito isso, como é que ele podia não testificar isso às pessoas? Eles, no entanto, não tinham ouvidos para ouvir tal palavra.
O princípio é o mesmo entre muitos cristãos hoje. Assim como os judeus em Atos 22 não queriam ouvir nada sobre os gentios, esses cristãos não querem ouvir-nos falar a respeito das denominações, da igreja, da base da igreja e de Cristo como o Espírito que dá vida. Por experiência sabemos que se falarmos a certos crentes sobre essas questões, eles se ofenderão.
AMARRADO PELOS ROMANOS
Em Atos 22:23-24 diz: “Ora, estando eles gritando, arrojando de si as suas capas, atirando poeira para os ares, ordenou o comandante que Paulo fosse recolhido à fortaleza e que, sob açoite, fosse interrogado para saber por que motivo assim clamavam contra ele”. Mas, quando o estavam amarrando com correias, ele disse ao centurião presente: “Ser-vos-á, porventura, lícito açoitar um cidadão romano, sem estar condenado?” (v. 25). Aqui vemos a sabedoria de Paulo. Ele utilizou a cidadania romana para salvar-se de sofrer perseguição.
Nesses capítulos de Atos vemos que a mão soberana do Senhor certamente estava com Paulo. Em Sua soberania, sabedoria e bondade o Senhor o resgatou e protegeu. No capítulo vinte e um ele foi posto numa situação muito difícil e não tinha meios de se livrar dela. O Senhor, contudo, levantou o ambiente por meio do qual ele foi resgatado daquela situação. Porém Paulo, então, corria o risco de ser morto. Mas o Senhor interveio por meio do comandante romano para protegê-lo dos judeus que queriam matá-lo.
Como veremos, depois de ter sido colocado sob custódia romana “os judeus se reuniram e, sob anátema, juraram que não haviam de comer, nem beber, enquanto não matassem Paulo. Eram mais de quarenta os que entraram nesta conspirata” (vs. 23:12-13). Mas o filho da irmã dele, tendo ouvido a trama, avisou-o (23:16). Ele, então, chamou um dos centuriões e lhe disse que levasse o jovem ao
comandante. Quando o comandante ouviu sobre a conspirata, disse a dois dos centuriões: “Tende de prontidão, desde a hora terceira da noite, duzentos soldados, setenta de cavalaria e duzentos lanceiros
para irem até Cesareia; preparai também animais para fazer Paulo montar e ir com segurança ao governador Félix” (23:23-24).
Pode surpreender-nos que tantos soldados, cavaleiros e lanceiros estavam envolvidos na transferência de Paulo de Jerusalém para Cesareia. O comandante deve ter ordenado isso devido ao grande número de judeus envolvidos no tumulto contra Paulo. O que queremos ressaltar é que aqui vemos a soberania do Senhor protegendo Paulo.
Em Cesareia ele foi mantido sob custódia por dois anos. Nesse tempo ele estava seguramente guardado, protegido dos judeus em conspirata. Essa se tomou a ocasião ideal para ele considerar o seu futuro. Em especial, foi a ocasião de considerar as questões sobre as quais escreveria mais tarde nos livros de Hebreus, Efésios, Filipenses e Colossenses.
Soberanamente o Senhor preparou um ambiente para guardá-lo e prepará-lo para levar a cabo seu ministério epistolar, a fim de completar o seu ministério e a revelação do Novo Testamento.
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