terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 21, mensagem 60, semana 28, terça

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SESSENTA

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (26)

SEMANA 28 – TERÇA
Leitura Bíblica: At 12:11; 22:17-20; 23:12-16 

Ler e orar: "Teve Paulo durante a noite uma visão em que o Senhor lhe disse: Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade."  (At 18:9-10)


Enviado aos Gentios

Em 22:17-18 Paulo continua: “Tendo eu voltado para Jerusalém, enquanto orava no templo, sobreveio-me um êxtase, e vi aquele que falava comigo: Apressa-te e sai logo de Jerusalém, porque não receberão o teu testemunho a meu respeito”. O termo grego traduzido por êxtase é ékstasis, e significa "ser tirado do lugar", portanto, refere-se a um estado no qual o homem sai de si e do qual ele volta a si (12:11), como num sonho, mas sem dormir. Difere de visão, na qual objetos definidos são visíveis.

Em 22:19-20 Paulo disse ao Senhor: “Senhor, eles bem sabem que eu encerrava em prisão e, nas sinagogas, açoitava os que criam em ti. Quando se derramava o sangue de Estêvão, tua testemunha, eu também estava presente, consentia nisso e até guardei as vestes dos que o matavam”. No entanto o Senhor lhe disse: “Vai, porque eu te enviarei para longe, aos gentios” (v. 21). É-nos dito que o povo o ouviu “até essa palavra” (v. 22). Mas ao ouvir a palavra gentios, eles começaram a gritar: “Tira tal homem da terra, porque não convém que ele viva!” (v. 22).

Na verdade a palavra gentios falada por Paulo no versículo 21 está relacionada com a questão da transferência de dispensação. Assim que ele falou essa palavra, parece que um furacão chegou para instigar as pessoas. Eles foram provocados por essa palavra e não queriam ouvir mais nada.

Em Atos 22 Paulo foi um tanto cauteloso ao apresentar a sua experiência no caminho para Damasco. Contudo, ele não poderia deixar de falar de um aspecto específico da verdade: a palavra do Senhor quanto a ir para longe, para os gentios. Como o Senhor lhe tinha dito isso, como é que ele podia não testificar isso às pessoas? Eles, no entanto, não tinham ouvidos para ouvir tal palavra. 

O princípio é o mesmo entre muitos cristãos hoje. Assim como os judeus em Atos 22 não queriam ouvir nada sobre os gentios, esses cristãos não querem ouvir-nos falar a respeito das denominações, da igreja, da base da igreja e de Cristo como o Espírito que dá vida. Por experiência sabemos que se falarmos a certos crentes sobre essas questões, eles se ofenderão.


AMARRADO PELOS ROMANOS

Em Atos 22:23-24 diz: “Ora, estando eles gritando, arrojando de si as suas capas, atirando poeira para os ares, ordenou o comandante que Paulo fosse recolhido à fortaleza e que, sob açoite, fosse interrogado para saber por que motivo assim clamavam contra ele”. Mas, quando o estavam amarrando com correias, ele disse ao centurião presente: “Ser-vos-á, porventura, lícito açoitar um cidadão romano, sem estar condenado?” (v. 25). Aqui vemos a sabedoria de Paulo. Ele utilizou a cidadania romana para salvar-se de sofrer perseguição.

Nesses capítulos de Atos vemos que a mão soberana do Senhor certamente estava com Paulo. Em Sua soberania, sabedoria e bondade o Senhor o resgatou e protegeu. No capítulo vinte e um ele foi posto numa situação muito difícil e não tinha meios de se livrar dela. O Senhor, contudo, levantou o ambiente por meio do qual ele foi resgatado daquela situação. Porém Paulo, então, corria o risco de ser morto. Mas o Senhor interveio por meio do comandante romano para protegê-lo dos judeus que queriam matá-lo.

Como veremos, depois de ter sido colocado sob custódia romana “os judeus se reuniram e, sob anátema, juraram que não haviam de comer, nem beber, enquanto não matassem Paulo. Eram mais de quarenta os que entraram nesta conspirata” (vs. 23:12-13). Mas o filho da irmã dele, tendo ouvido a trama, avisou-o (23:16). Ele, então, chamou um dos centuriões e lhe disse que levasse o jovem ao 
comandante. Quando o comandante ouviu sobre a conspirata, disse a dois dos centuriões: “Tende de prontidão, desde a hora terceira da noite, duzentos soldados, setenta de cavalaria e duzentos lanceiros 
para irem até Cesareia; preparai também animais para fazer Paulo montar e ir com segurança ao governador Félix” (23:23-24).

Pode surpreender-nos que tantos soldados, cavaleiros e lanceiros estavam envolvidos na transferência de Paulo de Jerusalém para Cesareia. O comandante deve ter ordenado isso devido ao grande número de judeus envolvidos no tumulto contra Paulo. O que queremos ressaltar é que aqui vemos a soberania do Senhor protegendo Paulo.

Em Cesareia ele foi mantido sob custódia por dois anos. Nesse tempo ele estava seguramente guardado, protegido dos judeus em conspirata. Essa se tomou a ocasião ideal para ele considerar o seu futuro. Em especial, foi a ocasião de considerar as questões sobre as quais escreveria mais tarde nos livros de Hebreus, Efésios, Filipenses e Colossenses.

Soberanamente o Senhor preparou um ambiente para guardá-lo e prepará-lo para levar a cabo seu ministério epistolar, a fim de completar o seu ministério e a revelação do Novo Testamento.

Desfrute mais: Hino 155

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 21, mensagem 60, semana 28, segunda

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SESSENTA

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (26)

SEMANA 28 – SEGUNDA
Leitura Bíblica: Mc 4:33; At 7:59-60; 9:11-17; 21; 1 Co 14:2

Ler e orar: "Então, perguntei: que farei, Senhor? E o Senhor me disse: Levanta-te, entra em Damasco, pois ali te dirão acerca de tudo o que te é ordenado fazer." (At 22:10)



Perseguiu Este Caminho

Em 22:3 e 4 Paulo prosseguiu: “Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade e aqui fui instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos antepassados, sendo zeloso para com Deus, assim como todos vós o sois no dia de hoje. Persegui este Caminho até à morte, prendendo e metendo em cárceres homens e mulheres”. Como vimos, "este caminho" denota o caminho da plena salvação do Senhor na economia neotestamentária de Deus.

No versículo 5 (VRC) ele também disse que o sumo sacerdote e todo o conselho de presbíteros podiam testificar por ele. O termo grego para conselho aqui é presbytérion, "presbitério" (do Sinédrio), portanto o Sinédrio, a mais alta corte dos judeus composta dos principais sacerdotes, anciãos, doutores da lei e escribas.


A Experiência de Paulo na Estrada para Damasco

Em 22:6-7 ele diz: “Ora, aconteceu que, indo de caminho e já perto de Damasco, quase ao meio-dia, repentinamente, grande luz do céu brilhou ao redor de mim. Então, caí por terra, ouvindo uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?” Literalmente, o termo grego para "grande" no versículo 6 significa considerável. Conforme já enfatizamos, o "me" do versículo 7 era um "me" corporativo, que incluía o Senhor Jesus e todos os crentes, os membros do Seu Corpo. A partir desse momento ele passou a ver que o Senhor Jesus e os Seus são uma grande pessoa, um maravilhoso "me".

No versículo 8 lemos: “Perguntei: quem és tu, Senhor? Ao que me respondeu: Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu persegues”. Mesmo sem conhecer o Senhor Jesus, ele O chamou de Senhor. Então o Senhor indicou que, ao perseguir os Seus seguidores, unidos a Ele pela fé, Paulo, na verdade, O estava perseguindo.

No versículo 9 ele diz: “Os que estavam comigo viram a luz, sem, contudo, perceberem o sentido da voz de quem falava comigo”. Dizer que eles não perceberam o sentido da voz significa que não entenderam, como em Marcos 4:33 e 1 Coríntios 14:2. Eles ouviram a voz (At 9:7), mas não a entenderam, assim como viram a luz, mas não viram ninguém. No versículo 10, Paulo prosseguiu: “Então, perguntei: que farei, Senhor? E o Senhor me disse: Levanta-te, entra em Damasco, pois ali te dirão acerca de tudo o que te é ordenado fazer”. Aqui vemos que, logo após a conversão de Paulo, o Senhor não lhe disse diretamente o que queria que ele fizesse, pois precisava de um membro do Corpo para iniciá-lo na identificação com o Corpo.

Atos 22:11 diz: “Tendo ficado cego por causa do fulgor daquela luz, guiado pela mão dos que estavam comigo, cheguei a Damasco”. Esse foi o modo de o Senhor lidar com Paulo, que, antes da conversão, considerava-se conhecedor do homem e de Deus.


Iniciado na Identificação com o Corpo de Cristo

Nos versículos 12 a 13 lemos: “Um homem, chamado Ananias, piedoso conforme a lei, tendo bom testemunho de todos os judeus que ali moravam, veio procurar-me e, pondo-se junto a mim, disse: Saulo, irmão, recebe novamente a vista. Nessa mesma hora, recobrei a vista e olhei para ele”. Sabemos por meio de 9:11-17 que o Senhor enviou Ananias, um membro do Seu Corpo, para que Paulo fosse introduzido na identificação com o Corpo. Com isso ele deve ter ficado impressionado com a importância do Corpo de Cristo e deve ter sido ajudado a perceber que um crente necessita dos membros do Corpo.

De acordo com 22:14-16, Ananias lhe disse: “O Deus de nossos pais, de antemão, te escolheu para conheceres a sua vontade, veres o Justo e ouvires uma voz da sua própria boca, porque terás de ser sua testemunha diante de todos os homens, das coisas que tens visto e ouvido. E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dele”. "Dele" é significativo aqui, pois denota especialmente o nome Daquele a quem Paulo odiava e perseguia (v. 8).

O vocábulo grego traduzido por "invocando" é epikaléo, composto de epi, "sobre", e kaléo, "chamar pelo nome"; isto é, "chamar audivelmente", até mesmo em alta voz, como o fez Estêvão em 7:59-60. Invocar o nome do Senhor em 22:16 era um meio de Paulo lavar-se dos pecados de prender tantos crentes que invocavam o nome do Senhor. Todos os crentes sabiam que ele considerava invocar o nome do Senhor um sinal daqueles a quem deveria prender (9:14, 21). Agora ele se havia voltado ao Senhor.

A fim de lavar-se dos pecados de perseguir e prender os que invocavam o nome do Senhor, não apenas diante de Deus mas também diante de todos os crentes, Ananias ordenou-lhe que efetuasse no seu batismo o mesmo invocar, que ele tinha condenado, uma confissão pública do Senhor ao qual perseguira.

Desfrute mais: Hino 183

domingo, 29 de dezembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 21, mensagem 60, semana 28, domingo

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SESSENTA

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (26)

SEMANA 28 – DOMINGO
Leitura Bíblica: At 21:27 - 22:29

Ler e orar: "Perguntei: quem és tu, Senhor? Ao que me respondeu: Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu persegues." (At 22:8)


Atos 21:27 - 26:32 é uma seção longa que registra a perseguição final e máxima dos judeus. Em 21:27-23:15 temos o relato de um alvoroço contra Paulo. Nesta mensagem veremos que ele foi agarrado pelos judeus em Jerusalém (21:27-30), que o comandante romano interveio (21:31-39), e que foi dada a oportunidade para Paulo se defender diante dos judeus revoltosos (21:40-22:21). Depois de fazer sua defesa, Paulo foi amarrado pelos romanos (22:22-29).


AGARRADO PELOS JUDEUS EM JERUSALÉM

Em Atos 21:27 — 28 lemos: “Quando já estavam por findar os sete dias, os judeus vindos da Ásia, tendo visto Paulo no templo, alvoroçaram todo o povo e o agarraram, gritando: Israelitas, socorro! Este é o homem que por toda parte ensina todos a serem contra o povo, contra a lei e contra este lugar; ainda mais, introduziu até gregos no templo e profanou este recinto sagrado”. Sim, o ensinamento neotestamentário de Deus de acordo com a Sua economia do Novo Testamento é realmente contra os judeus que se opõem a tal economia (Mt 21:41, 43-45; 22:7; 23:32-36; At 7:51; 13:40-41), contra a lei de letras mortas (Rm 3:20, 28; 6:14; 7:4, 6; 012:19, 21; 5:4) e contra o lugar santo, o templo (Mt 23:38; 24:2; At 7:48).

Como o ministério de Paulo era levar a cabo a economia neotestamentária de Deus, ele não podia agradar os judeus que eram possuídos e usurpados por Satanás, o inimigo de Deus, com a religião tradicional deformada deles, o que os levava a se opor ao mover neotestamentário de Deus e a assolá-lo.

Antes, o ministério de Paulo os ofendia e estimulava a inveja e ódio deles ao máximo, de modo que fizeram uma conspiração (20:3) para matá-lo (21:31, 36). Em 21:28 este lugar e este recinto sagrado se referem ao templo. Nos versículos 29 e 30 lemos: “Pois, antes, tinham visto Trófimo, o efésio, em sua companhia na cidade e julgavam que Paulo o introduzira no templo. Agitou-se toda a cidade, havendo concorrência do povo; e, agarrando a Paulo, arrastaram-no para fora do templo, e imediatamente foram fechadas as portas”. Literalmente os termos gregos traduzidos havendo concorrência do povo significam "um ajuntamento do povo aconteceu".


A INTERVENÇÃO DO COMANDANTE ROMANO

Atos 21:31-33 diz: “Procurando eles matá-lo, chegou ao conhecimento do comandante da força que toda a Jerusalém estava amotinada. Então, este, levando logo soldados e centuriões, correu para o meio do povo. Ao verem chegar o comandante e os soldados, cessaram de espancar Paulo. Aproximando-se o comandante, apoderou-se de Paulo e ordenou que fosse acorrentado com duas cadeias, perguntando quem era e o que havia feito”. 

Esse comandante era um quiliarca, no comando de mil soldados ou uma coorte. A coorte era uma das dez divisões da antiga legião romana. Em Sua soberania, o Senhor usou a intervenção desse comandante romano a fim de resgatar Paulo dos judeus, que procuravam matá-lo.


DEFENDEU-SE DIANTE DOS JUDEUS REVOLTOSOS
A Necessidade de Paulo Fazer Sua Defesa

Paulo pediu permissão ao comandante romano para falar ao povo (v. 39). Concedida a permissão, ele se dirigiu ao povo no dialeto hebraico. Esse dialeto era aramaico, a língua falada naquela época na Palestina. Em 22:1 ele disse: "Irmãos e pais, ouvi, agora, a minha defesa perante vós". Ele enfrentou os seus oponentes de modo diferente de Cristo. Cristo era um cordeiro trazido ao matadouro, e como ovelha muda diante dos seus tosquiadores para o cumprimento da Sua redenção, Ele não abriu a boca quando foi julgado pelos homens (Is 53:7; Mt 26:62-63; 27:12, 14).

Mas Paulo, um apóstolo fiel e ousado enviado pelo Senhor, precisava fazer sua defesa e exercitar a sabedoria para salvar sua vida dos perseguidores, a fim de cumprir o curso do seu ministério. Embora estivesse disposto e pronto a sacrificar a vida pelo Senhor (20:24; 21:13), ele ainda se empenhava em viver mais para levar a cabo o ministério do Senhor tanto quanto possível.

Desfrute mais: Hino S-99

sábado, 28 de dezembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 21, mensagem 59, semana 27, sábado

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA E NOVE

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (25)

SEMANA 27 – SÁBADO
Leitura Bíblica: Ef 1:14-23; Fp 3:7-14; Cl 1:25; 1 Co 15:45; Ap 5:6

Ler e orar: "Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo." (Fp 3:7)


Efésios

No livro de Efésios Paulo indica que todos os crentes, tanto judeus como gentios, precisam de espírito de sabedoria e de revelação para ver o chamamento do Senhor, o qual resulta na igreja, o Corpo de Cristo, a plenitude Daquele que a tudo enche em todas as coisas (1:17-23). Em Efésios 2 ele também mostra que todas as ordenanças da lei do Antigo Testamento foram abolidas por meio da morte de Cristo na cruz, para que Nele, a partir de judeus e gentios, fosse criado um novo homem (vs. 14-16).

No capítulo três vemos que as riquezas de Cristo precisam tomar-se o constituinte da vida da igreja, e que precisamos que Cristo habite em nosso coração para que sejamos tomados até a plenitude do Deus Triúno, a fim de nos tomar a Sua plena expressão (vs. 8, 17-19). No capítulo quatro ele fala de um só Corpo, um só Espírito, um só Senhor e um só Deus (vs. 4-6).

O Corpo tem o Deus Triúno constituído em si e é mesclado com Ele para tomar-se o novo homem (v. 24). Depois disso, no capítulo cinco, Paulo indica que o novo homem deve ser enchido no espírito com o Deus Triúno a fim de ter uma vida que seja a expressão do Deus Triúno em Cristo (v. 18).

Finalmente, em Efésios 6 vemos que devemos lutar a batalha espiritual pelo reino de Deus (v. l1). Esse é um resumo breve da revelação em Efésios.


Filipenses

Em Filipenses 3:7 Paulo diz: “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo”. Paulo era hebreu de hebreus, quanto à lei, fariseu (3:5). Todavia, considerava todas as coisas judaicas, as coisas do Antigo Testamento, como refugo para ganhar Cristo (3:8). Ele sabia que na economia neotestamentária de Deus, Cristo deve ser tudo. Assim, ele buscava Cristo a fim de ter um viver que fosse achado em Cristo (3:9-14).


Colossenses

De acordo com a revelação de Colossenses, Cristo é a realidade de todas as coisas positivas. Ele é a porção que Deus deu aos santos (1:12), a imagem de Deus (v. 15), o Primogênito de toda a criação (v. 15), o Primogênito de entre os mortos (v. 18), o mistério de Deus (2:2), a corporificação da Divindade (2:9), a nossa festa, lua nova e sábado (2:16-17) e nossa vida (Cl 3:4). Em Colossenses vemos que Cristo deve ser tudo para nós. Esse livro também diz claramente que no novo homem, composto de todos os crentes, não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, mas Cristo é tudo e em todos.

Se considerarmos juntos Hebreus, Efésios, Filipenses e Colossenses, veremos que para alguém tão iluminado como Paulo, na economia neotestamentária de Deus não há nada além de Cristo. Porém, o que ele viu em Jerusalém na sua última visita ali foi uma mistura. Algo de Cristo estava misturado com as coisas da economia do Antigo Testamento.


VOLTAR PARA CRISTO COMO A NOSSA
ÁRVORE DA VIDA, MANÁ E FESTA

Por meio do ministério completivo de Paulo (Cl 1:25), o Cristo todo-inclusivo é revelado de forma plena. Nas suas catorze Epístolas, especialmente em Hebreus, Efésios, Filipenses e Colossenses, Cristo é revelado como tudo para a igreja e para os santos. Mas quando o livro de Apocalipse foi escrito essa visão do Cristo todo-inclusivo tinha sido perdida. Essa perda está indicada pelas sete epístolas em Apocalipse 2 e 3. Cristo, a cabeça do Corpo, fez um chamado aos vencedores, a fim de que vençam a situação degradada. Os vencedores em Apocalipse não apenas vencem o pecado, o mundo e a carne; eles vencem principalmente a situação degradada na qual a visão clara do Cristo todo-inclusivo foi perdida.

Em Apocalipse 2:7 o Senhor Jesus diz: “Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus”. Em 2:17 Ele ainda diz: “Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe”. Além disso em 3:20 o Senhor diz: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo”. 

Nesses versículos vemos a árvore da vida, o maná escondido e o festejar com o Senhor. Aqui o Senhor parece estar dizendo: “Você precisa desfrutar-Me e esquecer as práticas e formas exteriores. Volte diretamente para Mim como a sua árvore da vida, maná e festa. Volte-se de todas as misturas e coisas que Me substituem nas igrejas degradadas, volte para Mim como o seu tudo”.

O problema da situação degradada hoje é que muitas coisas estão substituindo o Cristo todo-inclusivo. Precisamos voltar-nos de todos os substitutos diretamente para o Cristo todo-inclusivo como a nossa árvore da vida, maná escondido, festa e tudo para nós. Precisamos voltar-nos a Ele como desfrute, não meramente como doutrina. Precisamos voltar-nos a Ele não apenas conhecendo-O objetivamente, mas desfrutando-O como árvore da vida, maná escondido e festa.

Vencer a situação degradada entre os cristãos de hoje e voltar diretamente ao Cristo desfrutável como a nossa árvore da vida, maná escondido e festa é ter a verdadeira transferência. É uma transferência da velha religião degradada para a restauração atualizada, a restauração do desfrute do Cristo todo-inclusivo. Hoje esse Cristo é não apenas o Espírito que dá vida (1 Co 15:45), mas o Espírito sete vezes intensificado (Ap 5:6).

Precisamos ter uma visão geral para enxergar a situação degradada de hoje e também entender que a intenção do Senhor é conduzir-nos de volta para Si mesmo, para que sejamos plenamente restaurados ao desfrute Dele. Cada dia devemos saber apenas uma coisa: desfrutar Cristo como árvore da vida, maná escondido e festa. 

Precisamos desfrutá-Lo como nosso tudo, até mesmo como as nossas vestes brancas (Ap 3:5) e a pedrinha branca (2:17) para fazer de nós material para a edificação da eterna habitação de Deus. A nossa necessidade hoje é experimentar a transferência da religião degradada para a realidade do Cristo todo-inclusivo como desfrute.

Desfrute mais: Hino 202

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 21, mensagem 59, semana 27, quinta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA E NOVE

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (25)

SEMANA 27 – QUINTA
Leitura Bíblica: Mt 28:19-20a; Mc 16:15; Lc 24:47; At 21:19-20

Ler e orar: " E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura." (Mc 16:15)


TRÊS ORDENS ENFÁTICAS

Em Mateus 28:19-20a o Cristo ressurreto disse aos discípulos: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que vos tenho ordenado”. Nações se refere aos gentios. Os discípulos foram encarregados de fazer dos gentios discípulos, batizando-os no Deus Triúno. A ordem do Senhor em Mateus 28:19 é bastante enfática.

Conforme Marcos 16:15, o Senhor, depois da ressurreição e antes da ascensão, ordenou aos onze, dizendo: “Ide por todo o mundo e proclamai o evangelho a toda a criação”. Nesse versículo, criação denota principalmente diferentes povos, embora inclua mais do que isso. Como em Mateus 28:19, aqui o Senhor ordena aos discípulos que preguem o evangelho a todos os povos, a todas as nações.

Depois da ressurreição e antes da ascensão, o Senhor ainda falou aos discípulos dando a entender que o evangelho deveria ser pregado a todas as nações. Em Lucas 24:47 Ele lhes disse que “em Seu nome se proclamasse arrependimento para perdão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém”. Se considerarmos essas três ordens, no fim de Mateus, Marcos e Lucas, veremos como elas são categóricas, definitivas, enfáticas e absolutas.


A SITUAÇÃO DE MISTURA EM JERUSALÉM

Com respeito à situação de mistura em Jerusalém, Pedro e João permaneceram calados. Não há registro de que tenham feito algo para diminuir essa mistura, antes, de acordo com o relato de Lucas em Atos, apenas Paulo levou o encargo da questão. Parece que Pedro e João não estavam preocupados com isso. Se tivessem essa preocupação, deveriam ter falado a Tiago dizendo categoricamente: “Tiago, antes de você ter sido salvo, nós ouvimos uma palavra e tivemos uma visão sobre o término da economia da Antigo Testamento”.

Segundo o registro do Novo Testamento, o Tiago em Atos 21 era o irmão na carne do Senhor Jesus. Juntamente com os outros irmãos do Senhor, ele foi salvo logo após ou pouco antes da Sua ressurreição. Assim, pode ser que ele estivesse presente quando uma ou mais dessas ordens registradas no final de Mateus, de Marcos e de Lucas foram dadas. Ele devia saber que o Senhor ordenara aos discípulos que pregassem o evangelho a todas as nações.

Por que será que os discípulos, incluindo Tiago, aparentemente desconsideraram a palavra do Senhor sobre pregar o evangelho a todas as nações e tiveram tanta consideração pelo Antigo Testamento? Tanto a revelação dada aos discípulos como a ordem do Senhor eram claras, definitivas, enfáticas e absolutas. Todos os discípulos, portanto, deviam ter clareza com respeito à economia de Deus. Mas na situação reinante em Jerusalém, nenhum deles se preocupou com a ordem do Senhor. Em vez disso, eram favoráveis a uma mistura da dispensação do Antigo Testamento com a economia neotestamentária de Deus.

Atos 21:19 diz que Paulo, depois de ter saudado Tiago e todos os presbíteros “contou minuciosamente o que Deus fizera entre os gentios por seu ministério”. Ouvindo-o, deram eles glória a Deus (v. 20). Então Tiago tomou a liderança em dizer a Paulo: “Bem vês, irmão, quantas dezenas de milhares há entre os judeus que creram, e todos são zelosos da lei” (v. 20). Foi uma vergonha Tiago ter falado essa palavra. Se eu fosse Pedro, ao ouvir aquilo, teria tido um profundo sentimento de vergonha.

Nos primeiros capítulos de Atos, Pedro era ousado. Ele e João eram firmes ao enfrentar a oposição do Sinédrio. Todavia, nos capítulos quinze a vinte e um, Pedro parece ter perdido a ousadia. De acordo com a palavra de Paulo em Gálatas 2, Pedro até mesmo usou de hipocrisia com respeito a essa mistura. Quão lamentável era a situação em Jerusalém em Atos 21! Todos precisamos ser impressionados com o quadro dessa situação. Mas, não devemos culpar Pedro, pois, em princípio, estamos hoje na mesma situação.

É correto dizer que desde o tempo de Atos 15 Paulo estava profundamente angustiado em seu espírito sobre a situação de Jerusalém. Devido ao seu pesado encargo sobre isso, no trajeto da terceira viagem ministerial, ele foi incapaz de esquecer Jerusalém. Em 19:21 ele propôs em seu espírito ir até lá. O objetivo dele não era apenas levar a cabo o cuidado amoroso para com a necessidade dos santos pobres de Jerusalém, mas também ter comunhão com Tiago e os outros com respeito à mistura que lá havia. 

Aparentemente, ele queria ir a Jerusalém para levar ajuda financeira dos crentes gentios para os que estavam na Judéia. Na verdade, no, espírito e no coração dele estava a preocupação com a situação terrível de Jerusalém, que era a origem do mover do Senhor na terra. De acordo com o entendimento de Paulo, essa fonte tinha sido poluída. Assim, ele não teve paz para ir adiante com o mover do Senhor. 

Ele sabia que, a despeito de quanta obra realizasse no mundo gentio, a corrente poluída de Jerusalém iria fluir ali. Percebendo isso, ele propôs em seu espírito voltar à fonte, com a intenção de tentar limpar a situação, livrar-se da poluição. Também era o seu desejo prosseguir de lá para Roma e até mesmo para a Espanha, para o avanço do evangelho, a fim de levar a cabo a economia neotestamentária de Deus.

Desfrute mais: Hino 173

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 21, mensagem 59, semana 27, sexta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA E NOVE

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (25)

SEMANA 27 – SEXTA
Leitura Bíblica: At 11:26; 18:18; 20:24; 21:13, 27; Gl 2:20; Hb 8:6-13; 10:9-10, 12, 14

Ler e orar: "Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos." (At 11:26b) 


A INTOLERÂNCIA, SOBERANIA E COMPAIXÃO DO SENHOR

Parece que quando Paulo foi a Jerusalém pela última vez, ele não teve oportunidade de ajudar nas questões de lá. Antes, a porta estava firmemente fechada, e ele foi pressionado por Tiago e pelos presbíteros a entrar numa situação muito difícil. Não tendo saída, ele aceitou a proposta de ir ao templo unir-se aos que tinham o voto do nazireado e ir com eles ao templo para ser purificado e ali permanecer até que o sacerdote oferecesse os sacrifícios. O Senhor tolerou o voto particular de Paulo em 18:18, mas não tolerou o fato de Paulo unir-se aos que tinham voto do nazireado no capítulo vinte e um.

Na verdade, Paulo não deveria nem ter feito o voto no capítulo dezoito. Em Gálatas 2:20 ele tinha declarado que havia sido crucificado com Cristo. Ali ele parecia estar dizendo: “Eu, o Paulo judeu, fui crucificado com Cristo. Agora, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”. Mas, ao fazer um voto da forma judaica, ele não estava vivendo como cristão, e, sim, como judeu, pois seguia uma prática judaica, e não cristã.

Todos os cristãos em Jerusalém eram judeus. Foi em Antioquia que os crentes foram chamados de cristãos pela primeira vez (11:26). Será que Paulo se esquecera do termo cristão quando, em Atos 18, praticou o judaísmo? Será que um cristão deveria fazer um voto de ação de graças da maneira judaica? Caso contrário, então por que Paulo continuava a praticar algo judaico? Embora o Senhor tivesse tolerado aquela prática, Ele não teve tolerância com o que ocorreu em Atos 21, quando Paulo esperava o momento de os sacerdotes oferecerem os sacrifícios da completação dos dias da purificação.

A partir de 21:27 vemos a soberania do Senhor de forma especial. Também vemos a Sua compaixão. Por um lado Paulo era fiel. Ele estava até disposto a arriscar a vida pelo nome do Senhor (20:24; 21:13). Estava pronto “para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus” (21:13). Por outro lado, ele ainda era humano e não conseguiu escapar em Atos 21. O Senhor não tinha ninguém melhor nem mais fiel do que ele. Por isso, Ele interferiu primeiro para resgatar Paulo da mistura em Jerusalém e depois dos judeus que planejavam matá-lo. Por fim, ele foi colocado sob custódia romana, separado dos problemas e perturbações. Dessa forma o Senhor lhe deu tranquilidade para escrever as últimas Epístolas.

Em especial, foi-lhe dada a oportunidade de escrever as quatro Epístolas cruciais de Hebreus, Efésios, Filipenses e Colossenses. Vamos agora considerar brevemente essas quatro Epístolas, que devem ser colocadas juntas.


QUATRO EPÍSTOLAS CRUCIAIS
Hebreus

Em Hebreus, vemos que Cristo é muito superior a tudo no judaísmo. No judaísmo existe Deus. Conforme Hebreus 1, Cristo é o próprio Deus. Além disso, em Hebreus 2 vemos que Cristo também é homem. O Deus do judaísmo é meramente Deus, mas o Deus do Novo Testamento é tanto Deus como homem, o Homem-Deus. Como tal, Cristo é superior aos anjos, outro item importante do judaísmo. 

Ademais, o livro de Hebreus revela que Cristo é superior a Moisés, a Josué e a Arão, o sacerdote. De acordo com Hebreus, a nova aliança instituída por Cristo é superior à velha aliança instituída por Moisés (8:6-13), e o sacrifício singular de Cristo é superior aos antigos sacrifícios (10:9-10, 12, 14). Deus agora só se importa com o sacrifício único de Cristo, pôs fim a todos os sacrifícios do Antigo Testamento e os substituiu.

Em Hebreus Paulo apresenta uma figura clara, mostrando-nos que os itens do Antigo Testamento passaram. O que permanece agora na economia neotestamentária de Deus é Jesus Cristo, que é todo-inclusivo. Tendo tal visão, Paulo não podia tolerar a mistura desse Cristo todo-inclusivo com as coisas inferiores da obsoleta economia do Antigo Testamento.

Desfrute mais: Hino 290

Estudo de Atos, capítulo 21, mensagem 59, semana 27, quarta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA E NOVE

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (25)

SEMANA 27 – QUARTA
Leitura Bíblica: At 21:18-39; Mt 17:1-8; Hb 1:1-3; 
2:14; 3:1; 8:6; 9:15; Ef 1:17-23; 2:14-16; 3:8, 17-21; 
4:4-6, 24; 5:18; 6:11; Fp 3:4-14; Cl 1:12, 15, 18; 2:2, 9, 
16-17; 3:4, 10-11; Ap 2:7, 17; 3:5, 20

Ler e orar: "Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus." (Mt 17:8)


Antes de prosseguir neste Estudo-Vida para outra seção do livro de Atos, gostaria de falar um pouco mais sobre a necessidade da transferência de dispensação, da economia do Antigo Testamento para a economia de Deus do Novo Testamento.


O DESAPARECIMENTO DA ECONOMIA
DO ANTIGO TESTAMENTO

Com respeito à transferência de dispensação, vamos considerar o caso de Pedro. No monte da transfiguração ele tomou a liderança em propor ao Senhor construir três tabernáculos, um para Moisés, um para Elias e um para o Senhor Jesus (Mt 17:4). “Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os cobriu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo; a Ele ouvi” (v. 5).

Quando os discípulos ouviram isso, caíram com o rosto em terra. Quando levantaram os olhos, “a ninguém viram, senão só a Jesus” (v. 8). Moisés e Elias tinham desaparecido e apenas Jesus permaneceu. Pedro tinha proposto manter Moisés e Elias, isto é, a lei e os profetas, com Cristo, mas Deus tirou Moisés e Elias, não deixando ninguém, “senão só a Jesus”. Ninguém, exceto o próprio Jesus deve permanecer no Novo Testamento. Ele é o Moisés de hoje, infundindo a lei da vida nos crentes, e também o Elias de hoje, falando por Deus e infundindo-O nos crentes. Essa é a economia neotestamentária de Deus.

Em Mateus 17:1-8 temos uma revelação clara de que com a vinda de Jesus, tanto Moisés como Elias passaram. Moisés e Elias representam todo o Antigo Testamento: Moisés representa a lei, e Elias os profetas. De acordo com o costume judeu, considerava-se que o Antigo Testamento tinha duas partes principais: a lei e os profetas. Até mesmo os Salmos eram considerados parte da lei. Assim, o fato de Moisés e Elias terem passado indica que todo o Antigo Testamento, consistindo na lei e nos profetas, passou.

Pedro teve a visão no monte da transfiguração, e mais tarde, na sua segunda Epístola, ele se referiu ao que acontecera ali (1:16-18). Por que, então, ele não disse nada a respeito dessa visão quando Tiago insistia em manter a economia do Antigo Testamento junto com a do Novo Testamento? Considero isso de difícil entendimento. Será que em Atos 21 Pedro não tinha nenhuma lembrança da visão que teve em Mateus 17 e sobre a qual escreveu mais tarde em 2 Pedro 1?

Pedro certamente sabia do desaparecimento da economia do Antigo Testamento. No monte da transfiguração ele deve ter ficado impressionado com isso. Ele ouviu a voz vinda da nuvem declarar: “Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo; a Ele ouvi” (Mt 17:5). Também havia visto Moisés e Elias juntamente com Jesus, e então viu que Moisés e Elias desapareceram e Jesus permaneceu sozinho.

Por que, tendo ouvido essa palavra e tendo tido essa visão, Pedro se calou em Atos 21? Por que ele não se levantou e disse: “Irmão Tiago, deixe-me dizer-lhe o que eu ouvi e vi no monte da transfiguração. Moisés e Elias, a lei e os profetas, passaram. Não devemos mais permanecer na economia do Antigo Testamento, pois isso é contrário ao mover de Deus em Sua economia neotestamentária”. No entanto, Pedro se manteve em silêncio e não falou desse jeito com Tiago em Atos 21. Da mesma forma, não há indicação de que João, que estava com Pedro no monte da transfiguração, tenha dito algo a Tiago a esse respeito na ocasião. Nem Pedro nem João se levantaram para testificar com respeito à visão que tiveram e à ordem que receberam no monte da transfiguração.

Desfrute mais: Hino 268

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 21, mensagem 58, semana 27, terça

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA E OITO

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (24)

SEMANA 27 – TERÇA
Leitura Bíblica: At 21:23-26; Rm 12:5; 1 Co 12:13

Ler e orar: "Porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes" (Gl 3:27)


UMA VISÃO CLARA DO CORPO

Se o conceito de Tiago fosse amplamente aceito na Ásia Menor e Europa, como poderia haver um Corpo para Cristo de forma prática? Será que haveria dois tipos de igrejas: uma judaica para os crentes judeus e uma gentia para os crentes gentios? Isso é totalmente impossível.

Com respeito ao Corpo, Paulo teve uma visão clara. Ele falou de um Corpo em Romanos 12:5, e em 1 Coríntios 12:13 ele disse: “Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito”. Ademais, em Gálatas 3:27-28 ele disse: “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”.

Embora tivesse uma visão clara, essa visão ainda não fora apresentada de maneira plena em suas primeiras seis Epístolas (Romanos, Gálatas, 1 e 2 Coríntios e 1 e 2 Tessalonicenses). Sem dúvida ele estava aguardando uma ocasião para escrever sobre a visão que ele tivera.


O SENHOR RESGATA PAULO POR MEIO DA SUA SOBERANIA

Quando Paulo viu a situação de mistura em Jerusalém, deve ter ganho um pesado encargo por ela. Talvez quando Tiago fez a sua apresentação em Atos 21 com respeito às dezenas de milhares de judeus que creram e eram zelosos da lei, e com respeito a Paulo unir-se aos que tinham feito voto do nazireado, Paulo tenha hesitado, pensando o que iria fazer. Talvez tenha pensado: “Humanamente falando, devo simplesmente fazer o que Tiago diz. Depois de passar por esse momento crítico, poderei ter outra oportunidade de ajustar ou clarificar a situação em Jerusalém”. Esse pode ter sido o pensamento de Paulo ao aceitar a proposta de Tiago (21:23-26).

O Senhor, no entanto, não permitiu que ele completasse os dias da purificação. Paulo, um vaso escolhido, era alguém singular usado por Deus para levar a cabo a Sua economia neotestamentária. Como Deus poderia deixar tal pessoa completar os dias da purificação, que envolviam o templo, o sacerdócio e a oferta de sacrifícios de animais com o derramamento de sangue? Tudo isso teve fim com a economia neotestamentária de Deus. O Senhor não podia tolerar isso. Portanto, quase no último minuto, no momento em que o voto de Paulo iria se completar, o Senhor entrou em cena, e houve grande tumulto. Foi o Senhor que exerceu a Sua soberania com respeito a Paulo, a fim de resgatá-lo desse dilema.

Em Atos 21 Paulo corria perigo de ser morto, e ele certamente devia estar com medo disso. Se o comandante romano não tivesse interferido naquele momento, Paulo certamente teria sido morto. Mas a mão soberana do Senhor controlou tudo para resgatá-lo daquela situação e preservar a sua vida. Mais tarde, depois que se defendeu diante dos judeus revoltosos (21:40-22:21), Paulo foi amarrado pelos romanos (22:22-29) e se defendeu diante do Sinédrio (22:30-23:10), ele foi encorajado pelo Senhor.

De acordo com 23:11 “o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma”. Esse foi um grande encorajamento para ele e lhe assegurou que não seria morto pelos judeus. Todos precisamos ter uma visão clara da situação de Paulo nesse trecho de Atos.


A NECESSIDADE DE VER A ECONOMIA DE
DEUS E TER UMA TRANSFERÊNCIA DE DISPENSAÇÃO

Nesse momento precisamos prosseguir e considerar a situação atual. Como um todo, o cristianismo não é um testemunho do Cristo encarnado, crucificado, ressurreto e ascendido, pois há nele muita mistura, não apenas do elemento do judaísmo mas também de muitos outros. A mistura chegou a tal ponto que entre os milhões de cristãos, poucos sabem o que é a economia divina. Na sua maioria, os cristãos fundamentalistas conhecem a redenção de Cristo de maneira bem superficial. 

Ademais, ensinam ética e moral a fim de glorificar a Deus. Quem entre os seus amigos cristãos conhece a economia de Deus de propagar o Cristo ressurreto e infundi-Lo nos crentes, para que sejam membros vivos que formam o Corpo de Cristo nesta era, a fim de expressar o Deus Triúno? Onde é possível achar crentes que conheçam isso?

Como a maioria dos cristãos hoje não teve a visão com respeito à economia neotestamentária de Deus na Palavra, eu tenho encargo neste Estudo-Vida de Atos de enfatizá-la. Não é meu encargo tocar os muitos pontos secundários nesse livro. Por exemplo, alguém me perguntou por que em Atos 18:18 e 26 Priscila é mencionada antes de Áqüila mas em 1 Coríntios 16:19 Áqüila é mencionado primeiro e depois Priscila. Simplesmente não tenho motivação para abordar esses tópicos menores. No meu coração há a preocupação pela questão da transferência de dispensação. Enquanto estudamos o livro de Atos precisamos aprender a dizer: “Senhor, precisamos de uma grande transferência, uma transferência de dispensação. Precisamos ser transferidos do judaísmo degradado, do catolicismo e do protestantismo para a economia neotestamentária de Deus. Precisamos de uma transferência de todas as coisas religiosas para a pura revelação da economia de Deus”.

Precisamos ver que a intenção de Deus é propagar o Cristo ressurreto infundindo-O em nós, a fim de que nos tornemos os Seus membros vivos saturados Dele e tendo-O constituído em nós, a fim de que Cristo tenha um Corpo na terra que O expresse. Então Ele introduzirá o Seu reino e depois disso haverá a consumação final e máxima da economia neotestamentária de Deus. A nossa necessidade é ver isso e ter uma transferência de dispensação, para que estejamos nela de maneira prática.

Nestas mensagens, meu encargo não é apenas ensinar a Bíblia, antes, é apresentar o que o Senhor, em Sua misericórdia, nos mostrou na Palavra com respeito à economia neotestamentária de Deus. Se tivermos essa visão, não nos preocuparemos com oposição ou com ataque. Os que se opõem à restauração do Senhor não têm a visão com respeito à economia neotestamentária de Deus. Não podemos negar que a temos, e o nosso testemunho a esse respeito está se tornando cada vez mais forte. Que em nossa leitura de Atos dediquemos toda a atenção e concentremos todo o nosso ser na visão da economia neotestamentária de Deus.

Desfrute mais: Hino 155

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 21, mensagem 58, semana 27, segunda

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA E OITO

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (24)

SEMANA 27 – SEGUNDA
Leitura Bíblica: Jo 20:22; At 1:8; 2:36; 15:19-21; 21:18-39; 1 Co 15:45; Gl 4:4

Ler e orar: "Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei," (Gl 4:4)


UM RESUMO DA REVELAÇÃO NA BÍBLIA

A Bíblia revela que Deus tinha um plano eterno e esse plano por fim se tornou a Sua economia. O plano de Deus é ter um grupo de seres humanos regenerados com a vida divina, tornando-se os Seus filhos e membros de Cristo, para que o Deus Triúno em Cristo tenha um Corpo por meio do qual Se expresse.

O plano de Deus é levado a cabo por meio da encarnação, viver humano e morte todo-inclusiva de Cristo para pôr fim à velha criação, a fim de fazer os Seus escolhidos germinar em ressurreição. Em Sua ressurreição, Cristo se tornou o Espírito que dá vida (1 Co 15:45) para Se propagar como o Deus Triúno processado a fim de produzir o Corpo. Depois da ressurreição Cristo ascendeu aos céus e ali foi feito Senhor e Cristo (At 2:36).

Em ressurreição Ele já Se tinha insuflado em Seus escolhidos essencialmente como o Espírito (Jo 20:22). Então em ascensão Ele Se derramou economicamente sobre eles como o Espírito todo-inclusivo consumado. Assim, tudo foi cumprido e realizado: encarnação, viver humano, morte todo-inclusiva, ressurreição que dá vida e que se propaga, fôlego essencial do Espírito que dá vida ascensão e derramamento econômico do Espírito consumado. Como tudo isso foi realizado, a igreja foi produzida.

Antes de Cristo ter passado pelos processos para cumprir o plano de Deus, os itens relacionados com ele foram colocados no Antigo Testamento na forma de promessas, profecias, tipos, figuras e sombras. Então, na plenitude dos tempos, o Deus Triúno no Filho se tornou um homem (Gl 4:4). Em Sua humanidade Ele passou pelos processos de viver humano, crucificação, ressurreição e ascensão realizando tudo para o cumprimento do plano de Deus. Tendo-se tornado o Espírito todo-inclusivo, Ele agora entra nos escolhidos de Deus para aplicar neles tudo o que o Deus Triúno realizou no Filho. Dessa forma, o povo de Deus se torna testemunhas vivas do Cristo encarnado, crucificado, ressurreto e ascendido (At 1:8).

Como pessoas que têm o Espírito todo-inclusivo em si, que devemos fazer? Devemos simplesmente ser testemunhas vivas, contendo, levando e transmitindo o Cristo encarnado, crucificado, ressurreto e ascendido, para que Ele Se propague por toda a terra para o cumprimento da economia divina. Esse é um breve resumo de toda a revelação do Novo Testamento.


A SITUAÇÃO DE MISTURA EM JERUSALÉM

Desde que Cristo veio e passou pelos processos de encarnação, viver humano, crucificação, ressurreição e ascensão, insuflou o Espírito nos escolhidos de Deus essencialmente e derramou sobre eles o Espírito economicamente, muitas promessas, profecias, tipos, figuras e sombras do Antigo Testamento relacionadas com isso estão agora obsoletas. O povo de Deus não se deve agarrar a elas. 

Entretanto, o judaísmo degradado, como religião, continua preso a essas coisas que se tornaram obsoletas. Entre os membros no judaísmo degradado e os crentes havia a situação de mistura em Jerusalém. Ali estava o primeiro grupo de vasos escolhidos por Deus para conter Cristo. Esse grupo incluía os apóstolos, entre os quais Pedro era o líder e Tiago, o mais influente.

De acordo com Atos 21, com esses apóstolos havia dezenas de milhares de judeus que criam em Cristo (v. 20). Embora tivessem se tornado crentes em Cristo, eles ainda eram muitíssimo influenciados por seus antecedentes judaicos. Devido a essa influência era-lhes impossível abandonar os seus antecedentes e desistir da atmosfera que prevalecia em Jerusalém.

Os crentes judeus em Jerusalém insistiam em ter tanto a fé em Cristo como também as coisas velhas do Antigo Testamento. Queriam conciliar essas duas coisas. De acordo com o meu estudo do Novo Testamento, eu diria que Tiago foi o líder dessa tendência. Parece que ele foi o primeiro a dizer: “Não há a necessidade de brigar. Podemos manter a nossa fé em Cristo e ao mesmo tempo também guardar as leis, costumes e práticas do Antigo Testamento. Podemos continuar praticando a circuncisão”. Ao não querer brigar nem ofender os outros, Tiago pode ter tido ótima intenção. Talvez tenha tido um bom coração ao querer mesclar a dispensação do Antigo Testamento com a fé em Cristo. Também precisamos perceber que ele tinha um coração alargado. Isso é indicado pelo fato de que ele não propôs que os crentes gentios fossem circuncidados. 

Considere a solução que ele propôs aos problemas com respeito à circuncisão no curso da comunhão registrada em Atos 15: “Pelo que, julgo eu, não devemos perturbar aqueles que, dentre os gentios, se convertem a Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, bem como das relações sexuais ilícitas, da carne de animais sufocados e do sangue. Porque Moisés tem, em cada cidade, desde tempos antigos, os que o pregam nas sinagogas, onde é lido todos os sábados” (vs. 19-21). 

Ele deixou claro que não havia necessidade de que os gentios se circuncidassem ou guardassem a lei. Apenas exigiu que se abstivessem da adoração a ídolos, fornicação, coisas sufocadas e sangue. Tiago, no entanto, continuava achando que seria melhor se os crentes judeus praticassem as coisas do Antigo Testamento e guardassem a lei. Ele parecia dizer: “Os gentios não precisam guardar a lei nem ser circuncidados, mas os judeus devem praticar os dois. Precisamos praticar o viver idêntico ao dos nossos antepassados no Antigo Testamento. Naturalmente agora temos fé em Cristo, assim, vamos guardar tanto as coisas do Antigo Testamento como a nossa fé em Cristo”. Creio que esse era o conceito de Tiago.

Desfrute mais: Hino 20

domingo, 22 de dezembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 21, mensagem 57, semana 27, domingo

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA E SETE

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (23)

SEMANA 27 – DOMINGO
Leitura Bíblica:  Mateus 21:33-46; 22:1-14; 22:7; 23:37-39; At 21:27 a 23:15
 
Ler e orar: "Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes! Eis que a vossa casa vos ficará deserta. Declaro-vos, pois, que, desde agora, já não me vereis, até que venhais a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor!" (Mt 23:37-39)


A DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM

Já ressaltamos que Paulo foi a Jerusalém pela última vez, não apenas para levar a cabo a sua preocupação amorosa pela necessidade dos santos pobres de lá, mas também para ter comunhão com Tiago e os demais apóstolos e presbíteros em Jerusalém com respeito à influência judaica sobre a igreja ali.

A decisão tomada pela conferência dos apóstolos e presbíteros em Atos 15 para resolver o problema da circuncisão não lhe era plenamente satisfatória. Assim, ao ir a Jerusalém, ele pode ter tido a intenção de limpar a influência judaica sobre a igreja nessa cidade. Contudo, Deus tinha a Sua própria maneira de lidar com a situação. Em Sua soberania Ele permitiu que Paulo fosse agarrado pelos judeus e aprisionado pelos romanos. Então permitiu que a terrível mistura da graça com a lei, em Jerusalém, permanecesse até que a cidade fosse destruída por Tito com o exército romano em 70 d.C. 

Essa mistura foi extinta aproximadamente dez anos depois dos acontecimentos registrados em Atos 21. No Evangelho de Mateus o Senhor Jesus profetizou que Jerusalém seria destruída. Por exemplo, na parábola de Mateus 21:33-46 com respeito à transferência do reino de Deus, o Senhor retratou os líderes dos israelitas como lavradores maus (vs. 33-35, 38-41), indicando que Deus iria destruir horrivelmente esses malvados e arrendar a vinha a outros lavradores, que Lhe entregariam os frutos nos seus devidos tempos.

Essa palavra com respeito à destruição foi cumprida quando Tito destruiu Jerusalém. O Senhor também predisse a destruição de Jerusalém na parábola de Mateus 22:1-14. Em Mateus 22:7 Ele diz: “O rei ficou irado e, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade”. Esses “exércitos” eram os soldados romanos sob comando de Tito que destruíram Jerusalém. 

Em Mateus 23:37-39 vemos o Senhor abandonando Jerusalém com o templo. Quanto à destruição vindoura do templo o Senhor disse aos Seus discípulos: “Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo: De modo nenhum ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada” (Mt 24:2). Isso também foi cumprido quando Tito destruiu a cidade. 

De acordo com a descrição de Josefo, a destruição de Jerusalém e do templo foi completa e absoluta. Milhares de judeus foram mortos, talvez também muitos crentes judeus. Em sua ira Deus não apenas destruiu a nação rebelde de Israel, como também pôs fim ao judaísmo e à mistura de judaísmo e cristianismo. Quando Jerusalém foi destruída, a fonte do “veneno” que dali fluía também teve fim. Assim, o Senhor tinha a Sua maneira maravilhosa de lidar com a situação em Jerusalém.


O SENHOR SOBERANAMENTE
LIVRA PAULO E O TRANSFERE

O Senhor sabia o que estava no coração de Paulo. Ele também sabia que Paulo era fiel, mas incapaz de mudar a situação. Em vez de mudá-la, Paulo caiu na armadilha sendo transigente. Mas o Senhor usou o tumulto descrito em 21:27 a 23:15 para resgatar Paulo.

Os judeus o agarraram e procuravam matá-lo (21:30-31). Mas o comandante da força romana interveio, apoderou-se dele, ordenou que fosse amarrado com correntes e inquiriu a respeito da situação (21:31-33). Não era a intenção do comandante proteger Paulo; ele estava simplesmente cumprindo a sua obrigação de manter a ordem na cidade. Ele não podia permitir que esse tumulto continuasse. 

Assim, ele interveio e, por meio da sua intervenção, Paulo foi resgatado. Na verdade, a intervenção do comandante foi uma proteção para Paulo da conspiração dos judeus. Por meio da intervenção do comandante romano Paulo obteve a oportunidade de defender-se diante dos judeus alvoroçados (21:40-22:21). Depois disso ele foi amarrado pelos romanos (22:22-29) e se defendeu diante do Sinédrio (22:30 a 23:10).

Devido à conspiração dos judeus (23:12-15), ele foi transferido para o governador romano em Cesareia (23:16-24:27), onde permaneceu sob custódia por muito tempo. Se não fosse a soberania de Deus em usar o comandante romano para protegê-lo, ele teria sido morto. Deus soberanamente o livrou daquela situação ameaçadora. Em Sua soberania o Senhor fez com que Paulo tivesse uma transferência dispensacional. Paulo queria essa transferência. Ele tinha vindo a Jerusalém com a intenção positiva e com o firme propósito de ajudar os crentes ali a experimentar essa transferência dispensacional. Mas, em vez de ajudá-los, ele mesmo, por fim, caiu numa armadilha, numa situação de mistura e transigência.

Paulo devia estar descontente enquanto estava no templo com os quatro nazireus, pois não tinha como sair da situação. Ele devia estar muito pesaroso por ter-se unido aos que tinham feito o voto de nazireu. Ele deve ter lamentado ter ido ao templo em vez de permanecer na casa de Mnasom com os seus cooperadores, mantendo-se fora da atenção dos judeus.

No entanto, ele se uniu aos nazireus e foi com eles ao templo, onde foi visto pelos judeus da Ásia e apanhado por eles. A intenção deles era matá-lo. Quem, além do Senhor, poderia intervir na situação? O Senhor foi soberano e o ajudou a ter uma transferência completa da mistura judaica em Jerusalém. Como resultado do que aconteceu em Jerusalém, Paulo foi levado a Cesareia e provavelmente mantido lá por dois anos. Podemos inferir que esses dois anos tenham sido um tempo proveitoso e excelente para ele. Que você acha que ele fez nesses anos em Cesareia? Que fez ele afastado tanto da sua obra como do problema causado pelos judeus em conspiração? Talvez se preparasse para escrever os livros cruciais de Efésios, Filipenses, Colossenses e Hebreus. 

Enquanto estava sob custódia em Cesareia, ele pode ter considerado como escrever esse material que completaria o seu ministério. Até esse momento ele só havia escrito seis de suas catorze Epístolas: Romanos, Gálatas, 1 e 2 Coríntios, e 1 e 2 Tessalonicenses. Embora sejam básicos, esses livros não são tão cruciais como Efésios, Filipenses, Colossenses e Hebreus. Esses quatro livros cruciais foram escritos antes de 1 e 2 Timóteo, Tito e Filemom e depois da custódia em Cesareia. Assim como o tempo de Paulo na Arábia teve muito a ver com a primeira parte do seu ministério, os dois anos em Cesareia tiveram muito a ver com os seus escritos seguintes na completação do seu ministério. 

Precisamos ser impressionados com a soberania do Senhor em completar a transferência de Paulo da velha dispensação para a nova. Louvado seja o Senhor que isso aconteceu! Em Sua soberania e sabedoria o Senhor levou a cabo essa transferência completa em Paulo, a qual está totalmente registrada na Bíblia. Tendo esse registro em nossas mãos, podemos agora ver um modelo completo com respeito à transferência plena da economia do Antigo Testamento para a economia neotestamentária de Deus.

Desfrute mais: Hino 409

sábado, 21 de dezembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 21, mensagem 57, semana 26, sábado

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA E SETE

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (23)

SEMANA 26 – SÁBADO
Leitura Bíblica:  At 16:23-25; 21:27-23:15
 
Ler e orar: "Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam." (At 16:25)


A CONCESSÃO DE PAULO E A SUA LIBERTAÇÃO

É muito difícil crer que Paulo se tenha purificado, entrado no templo e esperado que o sacerdote fizesse as ofertas. Ele o fez depois de escrever as Epístolas aos Gálatas e aos Romanos, livros escritos pouco antes de ele ir a Jerusalém.

Embora seja difícil acreditar que ele tenha cumprido as palavras de Tiago e dos presbíteros, é fato que ele se juntou aos nazireus e entrou com eles no templo. Como veremos em mensagem posterior, houve um alvoroço contra Paulo (21:27-23:15), e ele foi agarrado pelos judeus em Jerusalém (21:27-30). Com respeito a isso lemos em 21:27-28: “Quando já estavam por findar os sete dias, os judeus vindos da Ásia, tendo visto Paulo no templo, alvoroçaram todo o povo e o agarraram, gritando: Israelitas, socorro! Este é o homem que por toda parte ensina todos a serem contra o povo, contra a lei e contra este lugar; ainda mais, introduziu até gregos no templo e profanou este recinto sagrado”. Esse alvoroço aconteceu “quando já estavam por findar os sete dias”, isto é, no sétimo dia. 

Humanamente falando, a intenção de Paulo ao ir ao templo era evitar problemas. Na verdade, a sua ida ao templo com os quatro nazireus causou-lhe muitos problemas. Suponha que ele tivesse decidido não ir ao templo, mas simplesmente ficar com os irmãos na casa de Mnasom, onde ele e seus companheiros deveriam hospedar-se em Jerusalém. Suponha ainda que ele tivesse dito aos irmãos: “Eu não me importo com o templo, porque Deus já não se importa com ele. Irmãos, o Senhor Jesus não nos disse que Deus abandonou o templo? Estou praticando a palavra do Senhor no nosso caso. O sacerdócio e todos os sacrifícios também já passaram. Assim, não posso voltar ao templo para participar das ofertas e do sacerdócio. Irmãos, eu gostaria de ficar aqui para ter comunhão com vocês”. Não teria sido bem diferente a situação se ele tivesse decidido não ir ao templo e, em vez disso, tivesse passado o tempo em comunhão com os irmãos? Por certo a situação teria sido bem diferente.

No capítulo vinte e um de Atos, Paulo estava fazendo transigências. Ele era o autor das Epístolas aos Gálatas e aos Romanos, no entanto, pouco depois que elas foram escritas, ele deu o passo descrito nesse capítulo. Ter dado esse passo foi uma grande transigência da parte dele.

Conforme 21:26-27, Paulo estava no templo esperando pelo cumprimento dos dias da purificação. Ele devia permanecer no templo até que o sacerdote viesse fazer as ofertas por ele e pelos quatro outros. Como é que ele aguentou ficar no templo esse tempo? Você acha que ele estava feliz? Acha que estava cheio de alegria louvando o Senhor? Ele pôde louvar ao Senhor na prisão em Filipos (16:23-25). Mas você acha que ele conseguia louvar o Senhor ali no templo em Jerusalém? Aparentemente o templo era um lugar muito melhor do que a prisão. No entanto, aquela prisão em Filipos, na verdade, tornou-se um lugar santo, até mesmo os céus, para ele, enquanto o templo em Jerusalém era uma prisão.

Verdadeiramente, ele havia sido aprisionado ali no templo, incapaz de se libertar. Nessa situação ele tinha caído numa armadilha. Embora Paulo tivesse sido aprisionado no templo, o Senhor tinha como libertá-lo dessa prisão. O Senhor usou os judeus para realizar essa libertação. Em especial, usou o tumulto causado pelos judeus para tirar Paulo do templo. Por um lado, Paulo agora estava em dificuldade maior, por outro, foi liberto, não apenas do templo, como também da mistura existente em Jerusalém e condenada por Deus: a mistura da graça do Novo Testamento com a lei do Antigo Testamento. Em Sua soberania o Senhor protegeu o Seu fiel servo dessa terrível mistura. 

Desfrute mais: Hino 267

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 21, mensagem 57, semana 26, sexta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA E SETE

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (23)

SEMANA 26 – SEXTA
Leitura Bíblica:  Nm 6:2-5; At 21:18-26
 
Ler e orar: "De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes." (Gl 5:4)


PURIFICADO COM OS NAZIREUS

Vimos que, por um lado, Tiago e todos os presbíteros glorificaram a Deus quando ouviram as coisas que Deus tinha feito entre os gentios por meio do ministério de Paulo (vs. 21:20a). Por outro lado, disseram a Paulo que em Jerusalém milhares de judeus criam e eram zelosos da lei (v. 20). Ademais, esses judeus crentes haviam sido informados a respeito de Paulo, que ele ensinava “apostatarem de Moisés, dizendo-lhes que não devem circuncidar os filhos, nem andar segundo os costumes da lei” (v. 21). 

Tiago e os presbíteros prosseguiram fazendo a seguinte exigência a Paulo: “Estão entre nós quatro homens que, voluntariamente, aceitaram voto; toma-os, purifica-te com eles e faze a despesa necessária para que raspem a cabeça; e saberão todos que não é verdade o que se diz a teu respeito; e que, pelo contrário, andas também, tu mesmo, guardando a lei” (vs. 23-24).

Como vimos, o voto mencionado aqui é o voto de nazireado (Nm 6:2-5). Ser purificado com os nazireus era tornar-se nazireu com eles, unindo-se a eles em seu voto.

De acordo com o versículo 24, disseram a Paulo que se purificasse com os quatro homens que aceitaram voto e pagasse as suas despesas. A primeira coisa que um nazireu deveria fazer era purificar-se na presença de Deus. Segundo o costume da época, os ricos frequentemente pagavam as despesas das ofertas necessárias para um nazireu completar a sua purificação. Às vezes os nazireus pobres não tinham condições de pagar todas as ofertas. Assim, necessitavam de alguém que os ajudasse nas despesas. Os que os ajudavam dessa forma uniam-se a eles.

Em Atos 21, o fato de Paulo ser purificado junto com os nazireus e pagar as despesas deles era unir-se a eles, de forma que os quatro se tornariam cinco. Nas palavras de Tiago e dos presbíteros de Jerusalém, se ele se purificasse com os nazireus e lhes pagasse as despesas, todos os judeus crentes saberiam que ele também andava guardando a lei.

Mas estava Paulo guardando a lei? Certamente não. No entanto, Tiago e os presbíteros lhe disseram que se unisse aos quatro nazireus para que os crentes judeus vissem que ele a guardava. Era uma exigência séria, terrível e errada, feita por Tiago e os presbíteros. 

Em 21:25 Tiago e os presbíteros disseram a Paulo: “Quanto aos gentios que creram, já lhes transmitimos decisões para que se abstenham das coisas sacrificadas a ídolos, do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas”. A palavra deles aqui tem o mesmo tom velho do capítulo quinze. Atos 21:26 diz: “Então, Paulo, tomando aqueles homens, no dia seguinte, tendo-se purificado com eles, entrou no templo, acertando o cumprimento dos dias da purificação, até que se fizesse a oferta em favor de cada um deles”. O cumprimento mencionado aqui é o do voto do nazireado (Nm 6:13).

Gostaria de chamar sua atenção para as palavras "tendo-se purificado". Aqui vemos que Paulo já se tinha purificado com os quatro nazireus. Ele então os tomou e entrando no templo aguardava com eles pela oferta a ser feita em favor de cada um deles. Essa espera está indicada pela palavra até. Tendo-se purificado com os quatro, ele esperava no templo com eles que o sacerdote viesse no fim do cumprimento do sétimo dia para oferecer sacrifícios por todos eles, inclusive por Paulo.

Desfrute mais: Hino 19

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 21, mensagem 56, semana 26, quinta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA E SEIS

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (22)

SEMANA 26 – QUINTA
Leitura Bíblica: Nm 6:2-5; 13-17; At 18:18; 21:22-24; 1 Co 9:20; Ef 3:2, 7-8
 
Ler e orar: "Agora, me regozijo nos meus sofrimentos por vós; e preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja; da qual me tornei ministro de acordo com a dispensação da parte de Deus, que me foi confiada a vosso favor, para dar pleno cumprimento à palavra de Deus (Cl 1:24-25) 


A Exigência de que Paulo Fosse
Purificado com os que Tinham Voto


Em 21:22-23a Tiago e os presbíteros disseram a Paulo: “Que se há de fazer, pois? Certamente saberão da tua chegada. Faze, portanto, o que te vamos dizer”. Literalmente o vocábulo grego traduzido por "o que" significa "isso que". No versículo 23 Tiago e os presbíteros não propuseram algo a Paulo, antes, eles o exigiram dele, dizendo-lhe que fizesse o que lhe diziam.

Tiago e os presbíteros prosseguiram: “Estão entre nós quatro homens que, voluntariamente, aceitaram voto; toma-os, purifica-te com eles e faze a despesa necessária para que raspem a cabeça; e saberão todos que não é verdade o que se diz a teu respeito; e que, pelo contrário, andas também, tu mesmo, guardando a lei” (v. 23b e 24). O voto mencionado no versículo 23 era o voto de nazireu (Nm 6:2-5). Para Paulo, ser purificado com os nazireus era tornar-se nazireu com eles, unindo-se a eles no cumprimento do seu voto.

A palavra "puramente" é usada na Septuaginta¹ em Números 6:3 ao descrever as obrigações do nazireu. Fazer o voto do nazireado era uma purificação perante Deus. Além de dizer a Paulo que se purificasse com os quatro que tinham voto, disseram-lhe que pagasse as despesas a fim de que eles pudessem raspar a cabeça. Pagar as despesas deles se referia ao custo das ofertas, que um nazireu tinha de pagar para a completação da sua purificação (Nm 6:13-17). Saía bem caro para os nazireus pobres. Era costume entre os judeus, e considerado prova de grande piedade, que um rico pagasse pelos pobres as despesas das ofertas.

Raspar a cabeça devia ser feito na completação do voto do nazireado (Nm 6:18). Esse raspar é diferente do raspar em Atos 18:18, que visava a um voto particular. Já enfatizamos que esse voto em 18:18 era um voto particular feito em qualquer lugar pelos judeus em ação de graças, raspando-se a cabeça. Diferia do voto de nazireado, o qual precisava ser realizado em Jerusalém passando-se a navalha na cabeça. Em Atos 18 Paulo fez um voto particular, e parece que Deus o tolerou, provavelmente porque, sendo particular não precisava ser realizado em Jerusalém, e não teria tido muito efeito nos crentes.

Atos 21:26 diz: “Então, Paulo, tomando aqueles homens, no dia seguinte, tendo-se purificado com eles, entrou no templo, acertando o cumprimento dos dias da purificação, até que se fizesse a oferta em favor de cada um deles”. Aqui vemos que ele participou do voto de nazireado deles. Para fazer isso, ele tinha de entrar no templo e permanecer lá com os nazireus até a completação dos sete dias do voto; então o sacerdote faria as ofertas em favor de cada um deles, inclusive por ele. 

Certamente ele tinha clareza de que tal prática era da dispensação já ultrapassada, que, segundo o princípio do seu ensinamento no ministério do Novo Testamento, deveria ser repudiada na economia neotestamentária de Deus. Contudo, ele passou por isso, provavelmente por causa dos seus antecedentes judaicos, que também haviam-se manifestado anteriormente no voto particular que fizera em 18:18, e provavelmente por estar ele praticando o que disse em 1 Coríntios 9:20. 

Entretanto, a tolerância dele pôs em risco a economia neotestamentária de Deus; isso Deus não toleraria. Como veremos, bem na hora em que o voto dele ia ser concluído, Deus permitiu que se levantasse um tumulto contra ele, e o que pretendiam realizar fracassou (v. 27).


Como Deus Resolveu o Problema
da Mistura em Jerusalém

A mistura das práticas judaicas com a economia neotestamentária de Deus não era apenas errônea em relação à dispensação de Deus, mas também abominável aos Seus olhos. Ele pôs fim a essa mistura grosseira cerca de dez anos depois com a destruição de Jerusalém e do templo, o centro do judaísmo, por meio de Tito e o exército romano. Isso resgatou e absolutamente separou a igreja da devastação do judaísmo.

Deus podia ter tolerado o voto particular de Paulo em 18:18, mas não permitiria que ele, um vaso escolhido não somente para a completação da Sua revelação neotestamentária (Cl 1:25) mas também para levar a cabo a Sua economia neotestamentária (Ef 3:2, 7-8), participasse do voto do nazireado, prática judaica muito séria. Ao ir para Jerusalém, a intenção de Paulo pode ter sido a de clarificar a influência judaica na igreja ali, mas Deus sabia que a situação ali era incurável. Por isso, na Sua soberania, Ele permitiu que Paulo fosse agarrado pelos judeus e aprisionado pelos romanos, para que escrevesse as suas últimas oito Epístolas, que completaram a revelação divina (Cl 1:25) e deram à igreja uma visão mais clara e profunda da economia neotestamentária de Deus (Ef 3:3-4).

Assim, Deus deixou que a igreja em Jerusalém, influenciada pelo judaísmo, permanecesse como estava até que a mistura devastadora teve fim com a destruição de Jerusalém. Era muito mais importante e necessário que Paulo escrevesse as suas oito Epístolas para completar a revelação neotestamentária de Deus do que realizar algumas obras exteriores pela igreja.

___________________

¹ Septuaginta: versão grega do Antigo Testamento. (N.T.)

Desfrute mais: Hino 42, S-5

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 9, sábado, mensagem 20

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL Mensagem 20 OS ÁTRIOS EXTERIOR E INTERIOR SEMANA 9 - SÁBADO Leitura Bíblica:  Ez 40-42 Ler e orar:  “ Respondeu-lhes...